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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Antigomobilismo lamenta morte de Luiz Pereira Bueno

Luiz Pereira Bueno na Equipe Willys, na década de 60.

Antigomobilistas adeptos das corridas de carros provavelmente lembram de quando, nos idos de 1969, no Autódromo de Pinhais/PR, preparando seu carro para prova do dia seguinte, o piloto Luiz Pereira Bueno capotou seu BMW Schnitzer, ficando alijado da competição.

Nesse mesmo ano, ele foi à Europa fazer parte da equipe de Fórmula Ford de Stirling Moss. Agora, mal acabamos de ler o livro "Paixão e Técnica ao Volante" por ele escrito e patrocinado pela empresa Mahle Metal Leve S/A, no qual relata a história de sua vida como piloto, acabamos de tomar conhecimento do seu falecimento, ocorrido há poucos dias, vítima de câncer.

Quem foi Luiz Pereira Bueno e qual sua importância como piloto, construtor e preparador de carros de corrida no processo de desenvolvimento do automobilismo de competição brasileiro?

A resposta pode ser bem simples: foi um dos responsáveis por esse processo na era "Pós Carreteiras", ou seja, a partir do final da década de 1960, quando se tornou o primeiro piloto profissional brasileiro.

Nascido na capital de São Paulo em 1937, já aos 13 anos de idade dirigia carros esportivos, disputando oficialmente a primeira prova em 1956, no Autódromo de Interlagos/SP, pilotando um Fiat Ghia 1.200cc.

Dali para frente não parou de competir e em 1958, neste mesmo autódromo, participava de uma Mil Milhas Brasileiras, em dupla com o piloto Bird Clemente. Suas vitórias foram muitas, obtendo cinco vezes o título de Campeão Brasileiro, alem de vencer por três vezes os "500 Quilometros de Interlagos", sendo a primeira delas em 1966, quando pilotou um Alpine Renault A-110 preparado por Toni Bianco.

Venceu ainda muitas provas com os famosos Bino Mark I e Mark II, desenvolvidos por este preparador. Outras vitórias importantes vieram ao volante dos carros das equipes da Willys brasileira e da Hollywood.

Em 1966 e 1969, "Peroba", apelido pelo qual era conhecido no mundo das competições, foi eleito "Piloto do Ano" e em 1967 venceu, pilotando um Porsche 911, a Mil Milhas Brasileiras.

Atingiu o ponto máximo das competições automobilísticas no mundo, quando, em março de 1972, pilotou um March 711 na primeira prova - experimental - de Fórmula 1 no Brasil, ocorrida no Autódromo de Interlagos.

Pelo seu desempenho, já na primeira prova oficial desta categoria no país, no mesmo local, em 1973 - I Grande Prêmio do Brasil - vencida por Emerson Fittipaldi com um Lotus/Ford, correu com um Surtees TS913, chegando em décimo lugar depois de pane elétrica em seu carro.

Desaparecem os homens, mas, permanecem suas obras. Sem dúvida, a obra de Luiz Pereira Bueno deve ter servido de incentivo a muitos pilotos que o sucederam!

Em 2009, com seu Maverick V8, da Equipe MFG Racing Team

Publicado primeiramente no Jornal do Automóvel de Curitiba-PR e Paraná Online
http://www.parana-online.com.br/canal/automoveis/news/512062/?noticia=ANTIGOMOBILISMO+LAMENTA+MORTE+DE+LUIZ+PEREIRA+BUENO
17/02/2011 às 00:00:00 - Atualizado em 16/02/2011 às 23:07:32

Aos familiares e amigos deste grandioso piloto fica os nossos mais sinceros sentimentos.

2 comentários:

  1. Rui,
    A repercussão do falecimento do Luzinho mostra o quanto ele foi grande. Mesmo depois de duas décadas de sua saída das pistas, continua sendo um ídolo para quem o viu pilotar. Um mito que não pode ser esquecido.

    Danilo Kravchychyn
    Ponta Grossa - PR

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  2. Fabiani C Gargioni #2619 de fevereiro de 2011 00:05

    Grande Rui,eu cresci ouvindo falar dessa "FERA",por isso sou "suspeito"em falar desse HERÓI das pistas!!!

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