A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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quinta-feira, 12 de maio de 2022

Desci a rua Augusta a 130 opor hora...

 

No alto o Conjunto Nacional e o Paes Leme.

Play Boys - entre eles meus amigos Chambel e Romeu Nardini.


 

 Estava sossegado escrevendo quando toca o telefone, em minha idade é telefone mesmo, celular é modernidade, era o Chico.

Voltando uns dias: Meu amigo Beto Chambel postou algumas fotos antigas da rua Augusta no Facebook, pedi para usa-las e guardei-as. Lembrei da época em que estudei no Paes Leme, esquina da Augusta com Paulista.

Lembrei que um amigo, ou o Expedito ou o Chico haviam feito uma apresentação à velocidade máxima subindo e descendo a Augusta. Enviei as fotos que mostro aqui para o Chico via WattsApp, sim antigos também usam estes “aparelhos”, mas entre tantos papos esqueci de perguntar.

No começo dos anos 70 ela foi acarpetada!



Rui: Chico, foi você que andou na rua Augusta de formula?

Uma risada das boas e...

Chico: Faz tempo Rui! Foi um filme para alguma propaganda não lembro. O DETRAN (não sabemos se era esta a designação na época) fechou as transversais da Av. Paulista até a rua Estados Unidos, tivemos que fazer o filme 5/5.30 horas, bem cedo para não perturbar o trafego.

Rui: E você centou o pé descendo?

Outra boa risada...

Chico: Os pais do Luiz – Pereira Bueno – moravam em um apartamento que dava para Augusta, devo tê-los acordado.

Rui: Os pais do Luiz e todo Jardim América, Consolação e adjacências!

Rimos muito, mas muito mesmo.

Por volta de 1966, eu com treze ou quatorze anos, meus irmãos, Cida e Paulo casaram, meus pais se separaram e minha mãe e eu ficamos sozinhos na casa do Pacaembu, então ela resolveu ir para um apartamento. Fomos morar na rua Antônio Carlos esquina da Bela Cintra, na outra esquina morava o Erasmo -De Boer- e fui matriculado no Paes Leme, acreditem, eles aceitaram!

No colégio além do Erasmo um montão de amigos antigos e na minha classe entre eles  Julio Caio -Azevedo Marques-, muitas corridas de carros de fenda -a Estrela diz que o termo Autorama só ela pode usar.

Era uma festa, São Paulo era cosmopolita, no Conjunto Nacional entre tantas atrações o cine Astor, onde vimos o surgimento dos Beatles, uma enorme pista de Autorama, lugares para comer e o Fasano, onde só íamos com nossos pais.

Alguns alunos do renomado colégio pegavam o ônibus elétrico em direção ao Paulistano para no meio do caminho descerem e na distração do cobrador puxarem os suspensórios do mesmo, as vezes também subindo. Nós, educadíssimos e comportadíssimos nunca o fizemos!

Suspensórios eram as cordas que seguravam as molas das guias que uniam o motor elétrico dos onibus e bondes à rede eletrica. Eu nuncaaaaaaaaa puxei!


A Augusta era o máximo, Galeria Ouro Fino, onde cortava o cabelo com o Rosário, os cinemas, onde íamos com as meninas, o Frevinho na Oscar Freire, a loja Ludy onde comprei muitos carinhos de autorama.

Enfim, a conversa com o Chico rendeu frutos, no fim fiquei sabendo que foi ele que desceu e subiu a Augusta sempre de botina embaixo com aquela Lola T200 Formula Ford e pude mostrar as fotos. Pena que que as cenas e fotos daquele dia se perderam no tempo. Quem sabe alguém aqui sabe alguma coisa mais.

O Paes Leme onde hoje é o banco Safra.
Todos muito bonzinhos! Na primeira fila ao centro Panga -Fernando Aranha- atrás dele João Batista Mello Peixoto, que já nos deixou, eu atrás dele, ao lado da direito da professora (de quem olha) o mais bonzinho de todos, Julio Caio, não vejo o Erasmo.



A música do Ronnie Cord é de 1963. Filho do grande maestro e compositor Hervè Cordovil, Ronnie era amigo de amigos muito próximos, moravam em Santo Amaro, conheci seu irmão Hervè, também musico.

 

Abraços

 

Rui Amaral Jr