A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coisas do Ricardo ...

No diorama Ricardo e o bug, como na foto abaixo!


 

Comecinho da década de 1970 Ricardo entra na FEI - Faculdade de Engenharia industrial -, em sua primeira conversa com o mestre Rigoberto Soler, este lhe pergunta seu objetivo ao entrar na FEI ao que Ricardo responde “construir um carro”, ao que Soler retruca “estude cinco anos aí …” .Ricardo vai para casa e imediatamente começa o projeto e a construção de seu primeiro carro, para o total desespero de sua mãe Dona Isabel e seu pai João Bock. “Seu” João era meteorologista com formação militar na FAB e depois com cursos no Panamá e nos EUA, e digo modestamente o Papa deles, Dona Isabel professora.

E foi naquela casa, perto do Aeroporto de Congonhas, onde Dona Isabel mora até hoje, que vi duas criações de meu amigo, o bugue, e a réplica em madeira balsa da Lancia/Ferrari D50, a soberba criação de Vittorio Jano que deu a Fangio seu quarto título mundial. Talvez uma premonição do que Ricardo viria a fazer, em seus carros, e depois como professor da FEI, em suas inúmeras criações com seus alunos. 

Do bugue pouco me lembro, ontem conversamos longamente sobre. Mas da réplica lembro bem de nossas longas conversas sobre ela, desde o dia que ele me mostrou a réplica dos carburadores, no ano passado, que vocês verão nas fotos. Na réplica Ricardo contou com a colaboração, paciência e dedicação da querida Vera, casados há mais de quatro décadas, é ela quem dá o “suporte técnico” para as loucu… Ops… Obras dele. 

Nas fotos o diorama feito por ele e fotos diversas da etapa de construção. 


O diorama.




O bugue.


“Comprei os pneus traseiros do Camilo Christofaro, aro e tala de quinze polegadas. As rodas foram feitas no bairro de Santana, com o Christo Veloso, da Big Tala, que montava triciclos. Depois, foram cromadas na Rua São José no Butantã.

O chassi comprei zero do piloto Jean Dufaux. Cortei o chassi reduzindo em trinta centímetros a distância entre eixos, e a bitola em dez centímetros, trabalho feito pelo Miro e o Alfredo. Do feixe de molas, da barra de torção traseira, tirei metade delas, já que o bugue ficaria bem mais leve que um VW. 

A fibra e a resina comprei na Gassplac, e era muito cara, onde aprendi a usar com o sr João.

Troquei o óleo dos amortecedores por um mais fino, assim como na barra de torção, para se adequar ao peso menor do bugue. 

Os discos e pinças de freio usei os do Corcel, desenhei a peça, e quem confeccionou para mim foi o senhor Ângelo, da ENVEMO. Foram as primeiras feitas no Brasil. A suspensão dianteira mantive a do VW sedan.

  O motor; Comprei parte na oficina do Canguru, onde era amigo dos mecânicos, entre eles Guilherme e o Chacão. Tinha válvulas de admissão de 40 e 37 de escape, a bobina era a Azul da Bosch, usava gasolina comum, o comando de válvulas era um Puma P2. Poli e cromei todas as peças expostas do motor, para isso contei com a ajuda de meu primo Reinaldo e o Léo.


Desenhei todo projeto na parede da garagem da casa de minha mãe, em algumas telas de Eucatex e madeira, compradas por meu avô. O portão antigo cobri com jornal e cola, como é feito nos aviões ( gope ) para a minha privacidade.


Ricardo”


Fotos da construção.



























 

 Tempos atrás o Ricardo soube com quem estava o bugue, caso alguém saiba onde encontrá-lo por favor avise.


Aos queridos Vera e Ricardo.


Abraços a todos.


Rui Amaral Jr




 

sábado, 30 de janeiro de 2010

FEI FORMULA I

Recebo do Caranguejo a foto do FEI X9, dizendo que era um carro de Formula I projetado pelo Rigoberto Soler para o Julio Caio, digo-lhe que parece um Super Vê, lembro de ter visto o carro na época e que ligaria ao Ricardo para saber mais sobre ele.
Falando com o Ricardo minutos depois fico sabendo mais sobre o carro. Era realmente um projeto de Formula I, contando com o incentivo e participação inclusive de Jack Brabhan, Tri Campeão Mundial de Formula I como piloto e até então Bi como construtor.
O projeto de Rigoberto Soler, seus construtores Hamilton Veloso e Ricardo Okubo. Seu monocoque era todo em alumínio, sua suspensão em alumínio fundido, freio único dianteiro inboard. O freio único dianteiro uma loucura, parece que havia uma espécie de diferencial para levá-los às rodas.
O desenho de seus aerofólios dianteiro e traseiro visava à sustentação do carro, em curvas e parece que foi copiado pela Ferrari T5 e por um projeto da Tyrrell.
Todo projeto foi financiado por Stanislaw e João Franco. Stanisnaw parece que ficou com o carro que acabou se perdendo.
Logo contarei mais sobre este carro.

Obrigado Ricardo e Caranguejo.