A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

domingo, 30 de maio de 2021

Helio X 4

 



 Hoje numa grande demonstração de seu talento natural, uma grande experiência e um enorme espirito de sobrevivência, este jovem senhor, aos quarenta e seis anos, venceu pela quarta vez as 500 Milhas de Indianapolis. 
 O carinho do povo americano, o abraço de Mario Andretti, de seus adversários e toda sua alegria emocionaram.
 Que venha a quinta Helio, parabéns campeão.  



Rui Amaral Jr.






terça-feira, 25 de maio de 2021

CULTURA DO AUTOMÓVEL - JUNHO 2021

 

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quarta-feira, 19 de maio de 2021

UMA HISTÓRIA dentro de OUTRAS HISTÓRIAS - Conta Chico.

 

Lotus 18/DKW Formula Junior.

1960 - Jim Clark e o Lotus 18 Formula Junior.



O tema é a da FORMULA JUNIOR que a perdemos tempos atrás. 
Existente na EUROPA , foi a categoria percursora da FÓRMULA 3 // 1 litro que tantos pilotos excelentes nasceram dela.

        O Barão Manuel de TEFFE , o idealizador do Circuito da Gávea , fez ver a CHICO LANDI a necessidade de se ter uma categoria barata para novos valores aparecerem no cenário do automobilismo de competição brasileiro . Segundo TEFFE , não eram todos que poderiam ter uma FERRARI ou MASERATI para correr.

Bird, Letry e o Formula Junior com motor DKW/Vemag.
Letry, Bird e Marinho - Mario Cesar de Camargo Filho.


         SEU CHICO LANDI, aliado a TONI BIANCO colocou esse projeto em andamento construindo cinco autos com motores RENAULT GORDINI e DKW ambos de 1 litro de cilindrada, e mais dois, sendo um com motor SIMCA e outro com ALFA ROMEO JK , sendo estes dois autos concorreriam na classe das""" MECANICA NACIONAL """..

"Seu" Chico no Landi/Bianco, este com motor Alfa.
Toni Bianco com a gola levantada, Christian Heins...
Ludovino Perez e o Formula Junior com motor Gordini. 

          A nossa FÓRMULA  JUNIOR tinha o mesma regulamento da categoria EUROPEIA , o que iria abrir já no começo dos anos 60 um leque de oportunidades imensurável para o nosso automobilismo. Com o tempo, poder-se-ia ter pilotos brasileiros levando seus autos LANDI // BIANCO e de outros construtores para competir na EUROPA ..... Imaginem isso nos anos 60 ......!!!!!
           Para corroborar essas possibilidades houve um aparte muito interessante. COLIN CHAPMAM, o mago da LOTUS CARS, soube que por aqui o Departamento técnico da EQUIPE VEMAG havia conseguido potências de até 107 CVS em seus motores de 1.0 litro, potência está significativamente superior aos motores ANGLIA  que as LOTUS FORMULA JUNIOR usavam.

            O ENG SR BALDER , pai do piloto JAN BALDER e o ENG OTTO KUTNER , chamados por CHAPMAN, foram até a INGLATERRA para conversarem sobre a possibilidade de mandarem do BRASIL seus motores ...... !!!!! Volto a lembrar , isso nos anos 60 .....!!!! Da até arrepio só de se imaginar .....!!!!   Mas , {{{ sempre temos um MAS }}} houve uma vírgula nessa história ......

             A  AUTO UNION , detentora entre outras marcas da DKW, se posicionou autorizando essa operação se os motores fizessem um itinerário um pouco mais longo ..... BRASIL // ALEMANHA // INGLATERRA , o que a EQUIPE  VEMAG não concordou .... !!!!!

             Tanto na parte de motores como de chassis e de pilotos poderíamos estar extremamente bem situados internacionalmente naquela época .....!!!!

              Já tínhamos tido uma vitória na categoria da FORMULA JUNIOR em MESSINA nas duas principais posições ..... Em P 1 FRITZ  D' OREY e CHRISTIAN  HEINS em P 2 com autos STANGUELLINE // FIAT , estes ainda com motores dianteiros ......!!!!


O primeiro Stanguellini/Formula Junior, ainda com motor dianteiro.
Stanguellini/Formula Junior, já com motor traseiro.


               A FORMULA JUNIOR 1.0 por aqui , demonstrou uma total falta de visão de nossos cartolas ...... !!!! Sempre eles ....


                 E' só imaginar o que poderia ter ocorrido  !!!!!!!


                                                         Abraço , Chico Lameirão

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 Peço licença para comentar no texto de meu amigo Chico.
Nas duas fotos abaixo o Formula Junior totalmente desenvolvido por ele e que repousa em sua oficina esperando que nossos dirigentes criem uma categoria multimarcas, para o desenvolvimento de nossos pilotos.

Conversando ontem com ele soube que nosso amigo Jan tem um filme da ida de seu pai e o engenheiro Otto à Inglaterra e a conversa com Colin.

Como vocês poderão ver nos links abaixo, onde pesquisei para este post, a Formula Junior corria com motores de 1.000cc, 1.100cc e 1.200cc sendo a adição de peso para os motores com mais cilindrada uma forma de equilíbrio.

Agradeço ao grande Bird as fotos de seu arquivo.

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Rui Amaral Jr



 


 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Comparações II

 

Obra de meu amigo Ararê Novaes celebrando a vitória de Emerson em Watkins Glen 1970.

 Quando comparei em post anterior a diferença entre os monstros da CanAm e o Formulas Um na pista de Watkins Glen deixei de lado duas corridas as de 1969 e 70. 

Acontece que as duas foram no circuito curto de WG como vemos abaixo. Nesta configuração eles usavam a pista sem a Bota, partindo da curva 5 para curva 10, neste traçado os tempos eram pouco superiores a um minuto, e as médias horarias cerca de 25 km/h mais altas.


O circuito com 3.780 km.


1969
Jochen


Bruce - Vencedor
Denny - Pole

Amon na Ferrari 612P 6.200cc foi terceiro. #77 Lota T160 Chevrolet de  Leonar Janke, não terminou.
GRID
RESULTADO

 Na CanAm a pole de Hulme foi 1`2"210 a 214.191 km/h, a melhor volta na corrida também foi dele com o tempo de 1`2"600 a 212.868 km/h. Na F.Um a pole 1`3"620 a 213.90 km/h foi de Rindt, assim como a melhor volta em 1`4"340  a 211,50 km/h. Bruce venceu à média de 202.76 km/h e Rindt a média de 207.680 km/h. 
Dois destaques desta corrida, o feio acidente de Grahan Hil, quando quebrou as duas pernas e o grande segundo lugar de Piers Courage.

1970
Emerson
Denny e Dan Gurney.
Stewart e o Chaparral 2J Chevrolet de 7000cc

 Duas tragédias antecederam estas corridas, dois ícones do automobilismo haviam perecido em acidentes. Bruce quarenta dias antes testando uma McLaren em Goodwood e Rindt cerca de dois meses antes em Monza, ambos vencedores no ano anterior.
 A McLaren trouxe o grande Dan Gurney para substituir Bruce, enquanto a Lotus vinha com Reine Wissel e como principal aposta para substituir o Campeão do Mundo um piloto de vinte e três anos, que viria encantar o mundo do automobilismo com sua arte; Emerson Fittipaldi.

GRID
RESULTADO

 CanAm, 87 voltas, pole de Hulme 1`2"760 a média de 212.192 km/h, melhor volta Jackie Stewarta 1`05"800 a 202.520 km/h. A média da corrida foi 190.804 km/h.
F.Um, 108 volta, pole e melhor volta da corrida foi de Ickx 1`3"070, e 1`2"740 melhor volta da corrida com a média de 213 km/h. A média da corrida foi de 208.38 km/h.

GRID

Ickx, Ferrari 312B

RESULTADO


 Vejam que apesar dos monstros da CanAm serem mais rápidos neste circuito, mesmo com maior número de voltas a F.Um foi mais rápida no resultado final. 
Na F.Um largaram vinte nove carros enquanto na CanAm mais de trinta e cinco, com muitos carros do Mundial de Marcas, talvez com proximidade de calendário quando a categoria correu nos EUA.
Notem que os F.Um são bem mais rápidos que os carros do Mundial de Marcas, mesmo os com motores de 5.000cc, Andretti com a Ferrari 512M faz no grid 1`4"700 o que daria o nono tempo na F.Um. 

Foram apenas algumas comparações, sem uma pesquisa mais apurada, espero que tenham gostado.

Rui Amaral Jr

PESQUISAS E FOTOPS

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Comparações....

 

1973 - Mark Donohue, Porsche 917/30, pole em Watkins Glen.

1973 - Ronnie, Lotus 72E pole em Watkins Glen.

 De seu comentário Walter fui buscar os tempos de classificação no longínquo 1973 e 74, dois anos em que as duas categorias correram em Watkins Glen, para comparar a CanAm com a Formula Um.

1973

Na CanAm Donohue fez a pole com 1`38"846, seu companheiro de equipe com o mesmo carro um segundo atrás, em terceiro Jody com o 917/10 da Vassek Polak três segundos do pole. O quarto Hobbs com a McLaren M20 Chevrolet cinco segundos da pole. 

Do primeiro até o sétimo os Porsche 917/10 ou 30, apenas a McLaren de Hobbs entre eles. O sétimo Jackie Oliver, que seria campeão no ano seguinte, com o Shadow DN2 a longos nove segundos do pole.

 Na Formula Um, naquele duelo com o Rato, a pole fica com Ronnie, 1`39"657, exatos 657/1.000 mais lento que Donohue. A grande diferença das categoriss é que o tempo de Ronnie é dois segundos e 22/1000 mais rápido para o décimo segundo, Chris Amon em sua rara aparição com o Tyrrel 005.

 A melhor volta da corrida na CanAm foi de Donohue com 1`39"571 e a da F.Um de James Hunt com March 731 Ford com 1`41"652. Na CanAm foram duas baterias de trinta voltas, a F.Um cinquenta e nove voltas.

Não dava para deixar de comentar, em 1973 a Ferrari perdida e com a desistência de Ickx  depois de Monza, leva o valente Arturo Merzario com a 312 B3 para as corridas do Canadá e EUA. A foto mostra um pouco do que o pequeno grande Merzario fez nestas duas corridas. Sou fã do baixinho, poucas vezes teve um carro à altura de seu talento.

 



1974

Reutmann, Brabham BT44, pole e vitória.
Carlos Pace, melhor volta 1`40"608.
Pace, a primeira vez que o vi andando foi em Interlagos, corrida no sentido inverso, sentido horário, ele em um VW da Dacon contra as carreteras do Camilo, Carlinhos Aguiar, Caetano Damianni. Na chegada da subida dos boxes, descendo para Junção, onde eu estava, ele chegava lançado depois de descer da Um, as carreteras na frente com no mínimo o triplo da potencia, ele descia igual a um azougue, lá chegava bem perto delas, sempre no limite, no fio da navalha! 


George Follmer, Shadow DN4 Chgevrolet 7.519cc, pole e melhor volta 141"`883.
Jackie Oliver, Shadow DN4 Chevrolet 8.112cc, o vencedor.
A belíssima McLaren M20 Chevrolet 8.125cc de  Scooter Patrick, terceiro colocado.


 Com os turbos abolidos do regulamento a CanAm parte para seu último ano desta maravilhosa forma que gostamos tanto. Não sei por que mas vejo um dedo do Don Nichols nesta história, e antes de tudo já aviso a ele que não tenho a mínima ideia de quem sumiu com o monocoque daquele DN1 batido em Buenos Aires e que se perdeu aqui no Brasil, não tenho conhecimento da história e muito menos conheço nenhum dos atores!
 Follmer faz a pole com 1`39"969 seguido de Oliver, a McLaren M20 de Scooter Patrick em terceiro a mais de dois segundos e meio atrás. Outro pequeno grande piloto Herbert Muller com Ferrari 512M faz o sexto longos oito segundos da pole.
 Reutmann fez a pole com 1`38"978, um segundo mais rápido de Follmer. A melhor volta na CanAm foi de Follmer 1`41"883, e na FUm de Pace 1`40"608.





  Em 1973 com os 917/30 despejando muito mais de mil hps foram mais rápidos que os F.Um, com cerca de 470 hps de seus Ford Cosworth DFV, mas em 1974 mesmo com os carros de ponta da CanAm tendo mais de 600 hps os F.Um foram mais rápidos. 

Nas duas fotos do Porsche 917/10 da equipe Vasek Polak pilotado por Steve Durst, na primeira ele em aceleração, quase tirando as rodas dianteiras do chão, na outra apertando os alicates com firmeza, quase encostando a dianteira no asfalto. 


Ford Cosworth DFV
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RACING SPORTS CARS

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F1-FACTS

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Aos amigos, abraços a todos.

Rui Amaral Jr

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Monstros velozes...

 

Notem os dois turbos saindo de cada bancada de cilindros.

 Vou escrever como se estivesse sentado com vocês numa mureta de box em algum autódromo, como tanto fiz e ainda faço com meus amigos. De um comentário de meu amigo Walter, vou tentar escrever, sem pesquisas, apenas o que vier a mente, descontraído. Aliás, descontração é uma coisa que sempre tenho quando escrevo para vocês, não sou um historiador, apenas um contador de histórias que gosta do que faz.
 As corridas do Grupo 7 da FIA proliferavam pelo mundo, já mostrei aqui muitas delas, Graham Hill na Inglaterra e inúmeras outras, inclusive aqui no Brasil quando o fantástico Avallone promoveu algumas copas. 
 Mas as corridas do Grupo 7 eram em abundancia nos EUA, talvez dezenas de corridas nos muitos autódromos todos finais de semana, e os americanos amavam estes monstros.
 O regulamento do Grupo 7 da FIA era bem simples, os carros deveriam ser bipostos, suas rodas cobertas, simples, deixando na cabeça e imaginação dos construtores e equipes todo o resto, inclusive o tamanho dos motores..
 O grande mercado para esses bólidos era sem dúvida os EUA, na grande nação eram talvez milhares de corridas, de todas as categorias, em cada temporada.
 Este imenso mercado, de carros de pista e rua alavancou os fabricantes europeus. Ferrari, Porsche, MG, Austin Healey, Jaguar, Maserati e outros lá fizeram a "américa".  
 A Ferrari tinha em Luigi Chinetti e sua NART - North American Racingo Tean - seu grande vendedor, tanto dos carros de rua quanto os de pista. O nome do grande representante da Porsche me foge agora, mas foi lá que a alemã cresceu.
 As equipes europeias corriam em alguma dessas provas, mas acredito que não disputassem seriamente nenhum dos campeonatos, nem o nacional.
 Foi aí que apareceu o palco principal para eles, o desafio entre canadenses e americanos, com cerca de nove corridas nos dois países, altamente patrocinados e divulgados. Com belíssimos prêmios nascia a CanAm em 1966.
 Lola e McLaren logo viram aí sua galinha dos ovos de ouro, era o palco perfeito para divulgação de seus carros, e venda de centenas deles. 
 A primeira prova da CanAm foi vencida, assim como o campeonato, por Big Jonh Surtees com a Lola T70 MK II com um "motorzinho" Chevrolet de "apenas" 5.900cc e talvez "meros" 350/400 hps!
 Depois vieram os cinco campeonatos seguidos da McLaren, que na última vitória da equipe em 1972 Hulme correu com motor Chevrolet de 8.100cc, que segundo relatos da época desenvolvia cerca de 600 hps.
 Ferrari e Porsche fizeram alguns carros para CanAm e Europeu, sendo que a italiana, se não me engano, usou até um motor de sete litros em carro pilotado pelo grande Chris Amon. A Porsche com seu 917/10 aberto correu até 1971 com seu "motorzinho" de cinco litros que desenvolvia cerca de 500 hps

Willy Khausen na Copa Brasil, com o 917/10.

 De olhos no mercado a Porsche pega o 917/10 com seu motor de 5.000cc e adiciona dois turbos compressores, um para cada bancada de cilindros e já em 1972 tira deles cerca de mil hps. 
 Foi a derrocada da McLaren e Lola, apesar de Hulme haver vencido em 72 a vitória da Porsche no campeonato foi arrasadora. 
 Tendo a equipe Penske como sua principal aliada venceu de forma absoluta os campeonatos de 1972/73 quando a Porsche se retirou.
 A evolução dos 917/10 foi o 917/30, com 5. 374cc e dois turbo compressores KKK trabalhando com até 1.5 bar, alguns relatos da época falam de cerca de 1.300/1.400 hps em classificação.



    
 Fico aqui imaginando como seria pilotar um monstro desses, que mesmo com as rodas traseiras que chegaram, se não me engano, às 20 polegadas de tala, sem controle de tração e nada das frescuras dos carros de hoje.
 Sair do Sargento e acelerar forte, chegar a Um de Tarumã depois de sair acelerando da Nove e descer forte a reta, ou mesmo entrar na grande reta de Jacarepaguá pisando fundo e chegar a curva Sul em maior velocidade que a desenvolvida por um Boeing para alçar voo. 

 Bem, como disse bem gostaria de estar papeando com vocês, ouvindo e falando ao invés de escrever solitário neste feriado e isolamento. Papos longos como sempre bato com  Chico, Bird, Ricardo Bock, Julio Caio e batia com meus amigos saudosos Expedito e Arturão, Avallone. Outro bom de conversa é o Elcio Pelegrini, papudo como só um bicampeão pode ser, outro ser único como vários de meus amigos que deixo de citar.

 Ótimo feriado e um forte abraço.

Rui Amaral Jr.

PS: Todo piloto é papudo, em nossos encontros,  falando de algumas corridas, mais de um a venceu, todos fizeram a melhor volta, pole...! Isso é bom demais!