A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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terça-feira, 3 de março de 2026

Cultura do Automóvel - Março 2026

 


 

DUCATI


 Quando comecei à guiar, e lá se vão quase sessenta anos, andava muito pelo bairro do Pacaembu, onde morava, e a rapaziada de lá. a maioria com a minha idade fazia loucuras mil com as pequenas motos, as cinquentinhas, com um metro e noventa e magro pesando 85 quilos nunca me aventurei em uma delas. Mas, nas nossas conversas naquele postinho, que até hoje lá está, um nome era sempre reverenciado; Ducati 350 Desmo.

Fui aprender à pilotar motos alguns anos depois, talvez aos 17, quando chegou à nossa casa em Campos do Jordão um parente com uma Yamaha 200. Já conhecia os comandos, sentei na moto, coloquei minha namorada na garupa, e lá fomos nós até o Horto Florestal, cerca de quinze quilômetros à frente. Na volta já sabia, queria uma moto a todo custo, foi paixão à primeira volta, aliás duas, já que tinha uma pela então namorada.

A primeira moto que andei muito foi uma Honda 450, a bicilíndrica, depois um parente comprou uma Honda 500 Four, e lá fui eu comprar uma igual. Andei bastante com ela, tenho até hoje uma marca que seu escapamento deixou no tornozelo. Certa vez em minha conhecida Via Dutra levei um grande susto com ela, vinha talvez à uns 130/140 kmh quando o trânsito parou à minha frente, freei e ela saiu de traseira, não sei se erro meu, ou da moto, que era muito confortável, um pouco molenga de suspensão. Era uma boa moto, mas nunca foi uma paixão, assim como nunca tive por nenhuma Honda. 


Expedito



Ainda pensava na 350 Desmo, mas comprei uma BMW R60, e a paixão pela marca dura até hoje. Lendo a revista do Gabriel lembrei de seu pai que certa vez em Interlagos me pediu para dar uma volta com a minha R60. Dos boxes alguém me cutucou pedindo que olhasse para o Retão, e lá vinha meu amigo, totalmente maluco, de pé no selim com os braços abertos, e provavelmente com um sorriso no rosto, Retão abaixo. 

Um dia descobri uma 350 Desmo para vender, e lá fui eu montado na R60, para comprá-la. 


O Veglia marcando 9.000 rpm dava vontade de acelerar!



Vermelha, linda, invocada, lá estava ela … Acontece que as motos inglesas e as italianas tinham os comandos de marchas e freio traseiro ao contrário das demais. Já havia pilotado uma AJS com motor 500cc da Norton Manx assim, mas era muito complicado, até porque usava constantemente a R60, e ia usar a 350 Desmo de quando em vez, apenas para acelerar muito, desisti. 

Vendo na revista o Expedito tocando uma em corrida de rua, me veio essa lembrança, e a lembrança e saudades do amigo fabuloso. 


Abraços


Rui Amaral Jr





segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Mestres em suas artes...

 

Guaraná por Ararê

 Sim, meus amigos Guaraná e Ararê, são mestres nas artes que adotaram, um desenhando e o outro pilotando. Infelizmente Guaraná já subiu, muito antes do tempo, deixou saudades e lembrança dos que com ele conviveram, e obviamente dos inúmeros admiradores.

Outro dia em seu Facebook Ararê mostrou a arte para o  #29 do Guaraná e nos comentários escrevi o seguinte “Meu irmão, agora me emocionei, Guaraná além de um tremendo bota foi um super ser humano, ficou como sempre lindo demais” mais tarde voltei e completei “Numa noite de março de 1971, nos encontramos na Av. Sumaré em uma esquina onde sempre nos encontrávamos, tirávamos rachas lá, ainda não havia a ligação com a Henrique Schaumann, finalmente tínhamos estreado nas pistas, papos e mais papos, agora finalmente éramos pilotos de verdade, ele fez uma bela carreira, muito aquém do que sua enorme tocada merecia, mas uma grande carreira! Saudades...”

Mais tarde olhando a arte comecei à lembrar; Do Italo Adami e Robertinho, os magos da Autozoom, de “seu” Teleco – Luiz Antonio Siqueira Veiga – e muito mais...

Guaraná morava se não me engano no Alto da Lapa, Teleco na Av. Angelica, e era numa esquina da Av. Sumaré, se não me engano novamente, que havia uma lanchonete que era da família ou amigos do Guaraná, e naquela avenida sem movimento que mostrávamos nossos dotes automobilísticos.

Lembro daquela noite como se tivesse acontecido ontem...

Cheguei de moto, meu Dart tinha ficado na equipe, Guaraná, Teleco e eu começamos à conversar, naquele domingo havíamos estreado em Interlagos – hoje Autódromo José Carlos Pace – numa prova organizada pelo Clube Marazzi, de nosso amigo Expedito Marazzi.

Guaraná, que vinha do kart, olha e me diz “vi você freando na entrada da Um!” ao que repliquei “pô Guaraná, foi nos treinos, afinal eu pilotava um barca e ainda não conhecia a pista...”.

Continuamos a papear e de repente um som muito alto de um V8 com escapes abertos vem descendo a avenida, éramos uns dez ou quinze ali, paramos de conversar para olhar, e muito forte vem meu amigo/irmão Waltinho Mujalli tocando meu Dart e passando por nós à milhão!

E a noite continua até hoje em minha memória!

Mês e tanto depois Guaraná e eu nos encontramos novamente na pista, agora em VWs da Divisão 3 e em nossa corrida de estreia na categoria fomos quinto e sexto no meio de mais de trinta carros, na corrida vencida pelo amigo José Martins Jr no Puma Divisão 4 ex Angi Munhoz, quer dizer que na verdade fomos quarto e quinto, e dos carros da Kinko e do Maldonado que vinham há muito na categoria.

Aos saudosos Guaraná, Teleco, Italo, Robertinho e Expedito sempre em minhas agradáveis lembranças e ao Ararê, com meu muito obrigado pelo carinho e consideração.

 

Abraços

Rui Amaral Jr

 

PS: Ararê é um profissional em sua arte, então peço que não copiem suas obras, no endereço abaixo ele as envia no tamanho correto e no padrão para emoldurá-las, obrigado.

  ararenovaes21@gmail.com

 Ia esquecendo, as coleções dele para os carros do Luiz, Wilsinho, Emerson, Pace com todos os carros que pilotaram num único poster é imperdível!

 


sexta-feira, 21 de junho de 2024

CULTURA DO AUTOMÓVEL - Abri 2021 - REPETECO

 


 Há cerca de dez dias recebo do Gabriel o link para esta edição que já mostrei aqui, ele devia estar saudoso. Como sempre o trabalho manual foi meu, deve cansar muito para ele vir aqui e fazer o post, aturo pois gostava muito do Velho e até pode ser que goste dele!

Outra coisinha, o Lorena dourado ficou feiozo pois ele não soube pintar, que fique bem claro.

Conheci o Expedito no longínquo 1971, e da amizade com ele veio o Gabriel, então com 10/12 anos, e nada melhor que homenagear o Velho e ele pelos cinquenta e tantos anos de amizade.



FESTIVAL DE RECORDES

 Os mais novos não podem imaginar, a Marginal Pinheiros estava sendo construída, tentando lembrar, acredito que acabava um pouco depois do Jockey Club.
Muitos iam lá tirar "rachas", na época deste festival eu ainda não tinha CNH, não lembro o carro que tinha e não pude participar, ficou o gosto da lembrança!

Rui Amaral Jr

























quarta-feira, 2 de março de 2022

Expedito

 


  Meus amigos, fiquei afastado deste espaço que tanto gosto, há um mês que nada escrevo ou posto. De repente o mundo ficou um pouco confuso e acredito que eu também.

Tanto a escrever; as Mil Milhas e o encontro com amigos que não via há muito, o encontro com o amigo Zé Carlos, a Copa Sulam de 1971 - não esqueci -. A Formula Um, onde muitos andam palpitando, mas onde temos um grande campeão, de fato e de direito.

Então recebo esta foto do Gabriel na frente da placa da estrada que leva o nome de seu pai.

Há poucos anos atrás ao ir visitar uma amiga que mora em Jaú me perdi pelas estradas da região, entrando em uma delas me deparo com a placa indicando o nome da rodovia. A emoção aflorou, a lembrança do amigo, tantas histórias...

Expedito era formado em engenharia pela Universidade Federa de São Carlos e nada mais justo que a homenagem ao grande jornalista.

Ao Expedito, saudoso amigo e ao Gabriel, amigo de tanto tempo.

 

Rui Amaral Jr

terça-feira, 16 de março de 2021

Agora era minha vez...

 Walter, João Carlos, Zé Carlos e amigos que nos acompanham, antes de tudo meu muito obrigado pelo prestigio que nos trazem ao acompanharem o Histórias. Ficamos felizes  e envaidecidos. Não uma vaidade fútil, mas aquela que nos mostra o sentido de ter feito algo que vale a pena, que contribui.
 De minha parte nem preciso comentar! 
 Rui

 Então, ganhei este carro de meu pai quando completei dezoito anos, em maio do ano anterior. Fui busca-lo zerinho na Janda da rua Rosa e Silva, branco, minha cor favorita, como já havia tido um Karmann Ghia e muitos outros carros depois. Era 1970 e como na época seu cambio era de três marchas com alavanca na coluna de direção, freios a tambor.

 No próprio dia dezessete de maio lá estava eu na porta do despachante que nos servia, o Waldemar Batista, se não me engano na Alameda Joaquim Eugenio de Lima, quase chegando na Rua Estrados Unidos. Pobre Waldemar, há uns três anos, quando ia levar algum documento, perguntava à ele se já podia tirar minha CNH... Agora podia! 
  
 Na época a CNH demorava algum tempo, ainda mais que no exame de baliza dei uma mancada no VW da Auto Escola, e tive que voltar à fazer o exame pouco depois. Desta vez fui com um Galaxie lá de casa e foi tudo muito mais fácil.
Quando enfim minha CNH ficou pronta já não havia mais corridas naquele ano, até por que o autódromo de Interlagos estava em reformas para os grandes acontecimentos que sediaria nos próximos anos.    

 Eu maluco para ir à Federação pedir minha carteira de Estreante e Novatos, e quando fui no começo de 1971, uma grande decepção. Meus pais deveriam assinar a autorização, coisa que jamais aconteceria. A história daquele Porsche 550 RS que meu pai havia comprado para meu irmão correr os 500 Km de 1961, jamais se repetiria. Meu irmão era um diletante, foi a única corrida em que participou e não queria mais pensar no assunto, minha ideia firme era de seguir carreira, mesmo antes de estrear. A negativa de ambos foi peremptória.   
No calendário daquele ano, entre as poucas corridas de Estreantes E Novatos a primeira era a promovida pelo Expedito Marazzi, o Festival de Marcas. Fui procura-lo, e mesmo sem a carteira de piloto avisei que correria, quando me perguntou com que carro disse que não tinha ideia. 
Dez anos antes Expedito havia testado o Austin Healey de minha irmã para a revista Quatro Rodas, tinha então oito anos e não me recordava dele, apesar de ser um leitor ávido de seus textos. Um amigo querido, partiu muito antes da bandeirada final, faz falta, deixou saudades.

 Foi quando, foi quando mesmo, que na casa do casal Barros Mattos, dona Célia e Dr. Manoel amigos de minha mãe e pais de meus amigos, encontrei o Tigrão - Carlos Mauro Fagundes - em um jantar. Irmão do Tigrão da Torke, que era sócio de Claudio Daniel Rodrigues que era cunhado do grande Luiz Pereira Bueno. A Torke uma "fábrica" de campeões, grandes talentos lá se revelaram.
No meio da conversa, eu sempre contando que queria ir para as pistas, o Tigrão se vira e diz "corre com o Dart!". No dia seguinte já estava em sua oficina a Muray, na Av. Sto. Amaro, preparando o carro de acordo com a Divisão Um, foi um grande apoio, jamais me esquecerei.
Ia esquecendo a autorização. Num arroubo que só se tem aos dezoito anos, fui até um "despachante" que um passarinho havia soprado em meu ouvido, e saí de lá com a assinatura deles com firma reconhecida. Contei ao meu pai tempos depois à minha mãe nunca.
A preparação para Divisão um consistia em abaixar o carro, colocar Sto.Antonio, de três pontos, conta giros e volante emprestados de meus amigos, afinação precisa do carburador, tirando o filtro de ar, e ponto com algum avanço a mais, eliminação de abafadores e escapamento saindo ao lado da porta. Amortecedores bem mais firmes, bem duros. No banco dianteiro inteiriço duas mantas grossas enroladas bem amaradas de cada lado, não permitiam que eu deslizasse nas curvas, foram feitas por minha namorada, e foram muito uteis. 
Walter, José Carlos, eu vinha na Um em terceira marcha e dava uma tiradinha de pé para faze-la, devia chegar lá por volta dos 160/165 km/h saía da Dois já de pé no fundo desde a tangência dela e chegava à freada da Três com o conta giros já no limite, cerca de 175/180 km/h. Apertava o alicate dos freios cerca de 150 metros antes, apesar de serem a tambor freavam o carro reto, sem trepidação, contornava a Três e Quatro em terceira. 
Aqui um adendo: Tarde da noite daquele domingo, reunidos na Av. Sumaré entre outros com o Guaraná, num papo ele me  diz "vc tirava o pé na Um", acontece que o grande piloto, que estreou no mesmo dia, já tinha uma grande experiência no kart, enquanto eu com um metro e noventa, noventa quilos nunca pude competir neles. 
"Mas venci Guaraná!" " venceu bem Rui" um grande piloto, um amigo querido que também subiu antes da bandeirada final, deixou o exemplo e saudades.
Antes da primeira perna da Ferradura, à direita, tirava o pé, e na tangencia dela, em linha reta, freava forte, bem forte e engatava segunda e contornava a segunda perna a esquerda com o motor quase cheio para logo em seguida engatar terceira novamente.
Na Subida do Lago, curva traiçoeira e complicada, que o digam meus amigos Chico Lameirão e Jr Lara, que lá andaram "passeando pelo muro". Uma tiradinha de pé em terceira, acelerava contornando a parte baixa da curva e na tangência enfiava a segunda para logo no começo da Reta Oposta enfiar a terceira novamente.     
Chegava ao Sol rápido, talvez a uns 160/165, pois mesmo com os 4/5 hps a mais que i Tigrão havia acrescentado ao motor a terceira longa não deixava que o carro desenvolvesse bem naquela subida. Bem o Sol,...Aquela curva que separava os homens dos meninos, seu raio longo, com duas tangências...tirava o pé na entrada, bem pouco e vinha nela toda em terceira, depois de sua segunda tangência, já de olho na reta que levava ao Sargento, pé no fundo, já pensando na complica freada que viria.
O Sargento começava em descida e pouco antes da tangência começava a subir, chegava lá em terceira talvez à uns 165/170, e quando freava a transferência de peso da traseira para dianteira era brutal, freava a uns 150 metros, pendurado! Entrava em terceira, para logo num punta taco enfiar a segunda, com a traseira querendo escapar acelerava forte para subida que ia ao Laranja, que era feita em terceira com o carro querendo sair nas quatro.
No S uma freada e segunda marcha, para contorna-la e ao Pinheirinho, e na saída tocando i final da pista, que na época estava sem as zebras, caprichar para não tocar a terra.
Veja Walter, chegava no Bico de Pato em terceira, no começo numa manobra complicada reduzia para segunda e primeira ao faze-lo. Acontece que em primeira, naquela curva feita a mais ou menos 45 km/h, quando acelerava as rodas traseiras patinavam, estava no momento máximo do torque e lento, e acredito que perdia tempo. Depois passei a faze-la em segunda que levava até o começo da curva do Mergulho e engatar novamente a terceira.   
Na Junção chegava em terceira, ela já havia me pegado nos treinos, freava com muito cuidado, enfiava a segunda para logo a seguir acelerar forte, o contorno perfeito e a forte acelerada nela que levavam os carros a chegarem forte a Um.
Daí até a Um em terceira com o pé no fundo o tempo todo.
Na foto vocês podem ver que o carro, com aquela configuração de amortecedores e molas, rolava muito pouco, balançava, mas nada muito assustador.    
Bem meus amigos, ao menos nos treinos era assim, na corrida depois de 4/5 voltas os freios já não seguravam tanto, e na Três e no Sargento era um sufoco daqueles!

 Segunda feira- Por volta das oito horas um primo me acorda, minha foto estava na primeira página do caderno de esportes de um jornal, e depois também no Jornal da Tarde e mais uns dois ou três. Me vesti, ao sair não vi minha mãe, graças ao bom Deus, e fui para Mooca, o querido bairro onde meu pai dava expediente pela manhã, na sede dos Alimentos Selecionados Amaral S.A. 
As pessoas me cumprimentavam e na porta do escritório dele a secretária só apontou o dedo, indicando que ele estava só.
Ele me olhou, os jornais sobre sua mesa, beije-o...
Saudades pai.   

Deste final de semana algumas amizades que me acompanham até hoje, Jacob Kounrouzan, Edo Lemos, João Carlos Bevilacqua...
E aqueles que fazem uma tremenda falta, Expedito e Guaraná. 


Rui Amaral Jr

    

  




quarta-feira, 10 de março de 2021

50 anos atrás....Agora era minha vez!

 

Muray, oficina na Av. Sto Amaro de Carlos Mauro Fagundes e seu sócio, onde meu carro foi preparado.

 Nove anos antes eu havia entrado naquela pista ao lado de meu irmão Paulo em seu Porsche 550 RS Spider, então era um simples carona, um expectador. Naquele asfalto havia visto muitos de meus ídolos duelarem, vencerem, quebrarem, mas era o mesmo asfalto, e ia pisar pela primeira vez nele como piloto.

 Naquela sexta feira, primeiro dia de treinos, sentei naquele Dart que conhecia tão bem, com cinto abdominal bem apertado, as proteções laterais feitas no banco me segurando bem, capacete afivelado e gaiola de proteção. Primeira engatada saí lento dos boxes, na barreira antes da pista o fiscal me liberou...

 De repente era eu que chegava rápido na Curva Três, era aquele asfalto que os carros do Luiz, Bird, Camilo, Cyro, "seu" Chico engoliam que meu carro engolia agora, rápido, e era eu que pilotava.   

 Não fiz curso de pilotagem e era a primeira vez que pilotava em Interlagos, hoje autódromo José Carlos Pace, e acredito que de tanto ver grandes pilotos tomarem aquelas curvas e retas, já tinha alguma noção de onde andar. Depois de algumas voltas ao entrar nos boxes o Carlos Mauro me disse que queria dar algumas voltas ao meu lado, outros tempos! Lembro algumas correções que me fez, e lembro muito bem que ao contornar a Ferradura ele me disse "para de telegrafar, acelera suave, depois crava o pé". "Telegrafar" é uma técnica em que o piloto levanta e crava o pé no acelerador, forçando, nos carros de tração traseira, um sobresterço.

 Era prazeroso pilotar aquele carro tão diferente de quando andava nas ruas, rebaixado alguns centímetros, a suspenção muito dura por conta dos amortecedores, acredito que feitos pelo Barchi, cinquenta libras nos pneus Pirelli Cintutato, escapamentos livres saindo ao lado da porta. Motor muito bem acertado de carburação, ponto e outras "cositas" feitas pelo Carlos Mauro, sem filtro de ar dava para ouvir ele engolindo e misturando o combustível.

 Muitas voltas mais e já vinha no tempo dos Opalas que treinavam comigo, foi quando numa bobeada rodei na curva da Junção, freei muito tarde ou acelerei muito cedo, não lembro, só sei que atolei no acostamento. Interlagos estava sendo reformado e naquele ponto o acostamento era barro. 

Sábado teria mais, e domingo a corrida...    

 Na primeira fila larguei muito bem, sem deixar que as rodas patinassem demais, estiquei as marchas até o limite, o contagiros me olhando, cheguei no Retão em primeiro, freei na Três no gargalo, olhando nos retrovisores para ver se aquele Opala não chegava, estiquei forte para chegar à Ferradura, onde não telegrafava mais. Via o Opala perto, na Subida do Lago tomei suave enfiando uma marcha no meio dela cheguei à Reta Oposta, fiz o Sol rápido ( foto acima ) e rápido estava no Sargento, contornado em segunda. "S", Pinheirinho, Bico de Pato e aquele Opala sempre perto. Na Junção caprichei, ela não ia me pegar outra vez, e logo passava em frente aos boxes para tomar a Um...

 


 Depois de cinco ou seis voltas já não via o Opala do Wanderlei tão perto, e apesar de meus freios ( tambores ) estarem bem comprometidos continuei no ritmo forte do começo, agora já conhecendo a pista bem melhor. A freada do Sargento era um sufoco, a transferência de peso  eram bem maior que a da Três, e quando pisava forte no "alicate" parecia que nada acontecia. Temperatura e pressão de óleo normais, concentrado na condução tudo ia bem.

 Nona volta, vejo o Expedito, que viria a ser um grande amigo, acenar que era a última, tudo mudou...Um olho no contagiros, outro na pressão, outro na temperatura, um em cada retrovisor e ainda tinha que olhar para frente...Alguma coisa quebraria, furaria um pneu, ou o Wanderlei chegaria...Saí da Junção, subi e no meio da reta que antecede a linha de chegada vi o Expedito com a quadriculada nas mãos, mesmo com toda concentração e adrenalina as lágrimas teimavam em escorrer...Ele pula e abaixa a quadriculada, e foi com os olhos embaciados e o braço levantado que vi a cena...Era minha vez!

Na frente da Muray.


A todos amigos que muito me ajudaram nesta primeira corrida, a minha namorada de então que muito me ajudou, e a todos amigos que fiz nestes cinquenta anos.

Revista Auto Esporte - Ranking 1971

Revista Auto Esporte, abril de 1971 



Rui Amaral Jr






 
 
  



  




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

ALICATÃO

Era o termo usado por meu amigo João Lindau ao se referir a certos pilotos mais afoitos no uso do pedal de freio de um carro de corridas. 
O que vou contar a seguir aconteceu no ano de 1978 ou 79 e à ninguém digo o nome do protagonista.





Lendo no blog de meu amigo Jr Lara Campos um chega para lá que deu em um dos DIMEP, lembrei do que aconteceu comigo. Um aviso o Jr ao fazer seu blog postou tudo de uma só vez, então para ler é preciso procurar as deliciosas histórias que ele conta. E ainda se faz de desentendido quando o chamo de Portuga!!!
Já havia escrito sobre esta corrida mas numa conversa com meus amigos o “alicatão” foi citado e resolvi contar o resto como foi.

Eu ao lado do  Passat do João Franco, e se não me engano dois carros da Motor Girus.

Na primeira bateria larguei super bem, com a Caixa 2 o carro pulava que era uma maravilha, e na saída da “Três” estava grudado no João Franco com ninguém menos que o Bambino -Adolfo Cilento- em minha cola, na entrada da “Ferradura” passei o João e ele com seu Passat, o motor preparado pelo Ico Cilento com no mínimo uns trinta HP a mais retomou a posição na “Reta oposta”,  grudei novamente no “Sol” e fui tentando ultrapassá-lo, atrás o Adolfo sinalizava freneticamente, achava que queria me distrair, mas era o Álcool do tanque do carro do João que lavava a pista à minha frente, como estava grudado nele não percebi. Na “Junção” aproveitando a freada dele quando fui tirar o carro para a esquerda veio a surpresa, uma rodada que me levou até aquela parte da Junção, já no  “Anel externo”, fiquei tonto.

 Ao sair já era ultimo. Comecei tudo de novo, é cruel, e umas duas voltas depois quando já vinha de novo no meio do pelotão meu pneu furou ao frear para o “Sargento”. Fiquei parado quase na tangencia da curva com aqueles malucos passando pertinho e minha primeira bateria acabava por ai.

Larguei a segunda bateria em ultimo, “espumando” giro lá no alto e o tempo todo trocando  as marchas no limite. 

Comprei este Contagiros de meu amigo Chico Lameirão.

Aqui uns parênteses, usava um contagiros mecânico Jones com espia, e a chave sempre ficou com o Chapa. 

Na entrada da "Ferradura” já vinha no meio do pelotão, encontrei meu amigo Expedito Marazzi que também tinha largado de traz e seguimos juntos, entramos no “Sol” colados, para no meio encontrarmos o citado senhor andando a uns vinte quilômetros mais lento, devia achar que estava rápido! 
O Expedito tentou ultrapassar por fora, quando vi a manobra coloquei meu carro por dentro do dele, ai o “alicatão” resolveu abrir, o Expedito tira o pé já de lado e eu perto dele vejo o “alicatão” voltando à sua trajetória, tiro também o pé. Fomos o Expedito e eu até a grama e o causador da confusão foi embora, do Expedito não lembro, fui ultrapassado por vários carros e retomei a corrida com muita raiva.
Queria me vingar dele, o “alicatão”, daí em diante corri só para quando o encontrasse dar-lhe um totó de preferência numa curva de alta para que ficasse experto. 
Encontrei-o, logo à seguir, na reta dos boxes uns cento e cinqüenta metros a minha frente e pensei vai ser na “Três”, na tomada da “Um” para minha surpresa ele pisa no freio e eu em frente aos boxes imaginei dar-lhe o totó na “Dois”, mandá-lo para caixa d água. 
Mas Deus, com sua infinita sabedoria e misericórdia foi mais uma vez bom comigo, antes mesmo da “Um” meu motor estourou, fazendo encher minha cabine com a fumaça do retorno de óleo do motor. Fui parando devagar até encostar meu carro no “Retão”, numa pista auxiliar que havia por lá, depois do muro de saída dos boxes que na época ia até o fim da “Dois”. Parado com o bombeiro e o bandeirinha a meu lado, vendo os carros passarem, agradeci à Ele, a meu Anjo da Guarda e a minha Nossa Senhora Aparecida, poderia ter feito algo de que me arrependesse até hoje.

O #14 sobre a carreta Kaimann que comprei do Chico Lameirão, já no chão o carro de meu amigo Ricardo Bock.
Na oficina com Edião e meu amigo Chapa.
  
Todos citados são amigos queridos, com quem tenho ou tive muito prazer em conviver, menos o “alicatão” com quem nunca convivi. Ele foi piloto por muito tempo e correu em varias categorias, em uma delas na classificação em Interlagos era com freqüência 12s ( doze segundos) mais lento que o pole!

Aos queridos amigos que nos deixaram, João, Expedito, Adolfo.

Rui Amaral Jr

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Marazzi e o Porsche 917 do Wilsinho. Conta Cuca


No final de 1974, o Expedito já sabia que o Wilsinho Fittipaldi iria montar  uma equipe brasileira para disputar o Mundial de Formula 1 com o seu próprio carro. Marazzi, foi uns do primeiros entusiastas do projeto. Dizia-me ele, que com um bom chassis, um motor Cosworth e pneus Goodyear, a equipe poderia ter sucesso. E ele não estava errado, pois era a época dos kit-cars, só não contava com que os ingleses, fariam tudo para o Copersucar-Fittipaldi não andar na frente dos carros deles. E fizeram. Mas esse é assunto para outro texto.  

         O Expedito, escreveu diversas matérias, sempre defendendo o projeto, enquanto os "especialistas", só o detonavam. Porem, o Wilsinho, que adorava as matérias dele, o chamou, e disse que o Marazzi, era muito importante para divulgar positivamente a equipe, e que, ele era o único jornalista automobilismo, que tinha habilidades para testar o FD01. O Expedito ficou muito orgulhoso, e, a bem da verdade, muito entusiasmado com o convite. Ele foi até a minha casa para conversar com meu pai sobre o convite, afinal, não era para qualquer um ser convidado para testar um F1 de um grande projeto brasileiro. Na época do convite, o carro ainda estava na prancheta de desenhos. Passaram-se meses até o carro ficar pronto e o Wilsinho ligar para o Marazzi e dar a triste noticia. Infelizmente, a Copersucar vetou o teste pois achavam que o Expedito poderia destruir o carro, o que na minha opinião, até faz sentido, mas, quem conheceu o Expedito, sabia que ele jamais andaria acima do seu limite e responsabilidade. Como premio de "consolação", o Wilsinho ofereceu o Brabham BT34 para ele testar, triste e contrariado, mas vendo a possibilidade de pilotar um F1 pela primeira vez, ele aceitou.

        
         Dias depois, o teste da Brabham foi realizado. Marazzi, foi para a oficina da Copersucar, e estava conversando com o Wilsinho, quando chegou o Emerson com o Porsche 917, o doido do usava o carro como carro de rua. Expedito então, perguntou se ele não poderia testar o 917 também. Wilsinho disse que sim, mas em outro dia.
         Naquele dia, eu estava esperando o Marazzi na casa dele para saber como foi pilotar um F1? Resposta dele:
-Nada demais, nada assustador. tem acelerador, cambio freio, mas achei que seria muito mais rápido...
         Aqui, vale uma adendo: com certeza o Brabham não estava com a potencia máxima. Nem sei se este teste foi publicado na revista Manchete. Mas com o Porsche, a coisa foi diferente.
         Algumas semanas depois, foi marcado o teste com o  Porsche, e esse saiu na revista Manchete. Pouco depois, perguntei como andava o Porsche?
Respostas dele:
-Eu nunca vi o retão acabar tão rápido, foi impressionante...
-Vocês que estão acostumados a entrar na curva do Sol de pé em baixo, é porque nunca pilotaram um 917. Você chega tão rápido no final da reta oposta, que você tem que frear, reduzir uma marcha e entrar acelerando...
-Foi o carro mais rápido que dirigi na minha vida...
         Esta no texto da matéria da Manchete, que ele pediu para o fotografo ir para a curva do laranja, para fazer umas fotos mais emocionantes, pois ele ia "entortar" o carro... Duas ou três voltas depois, o fotografo começa a abrir os braços reclamando... Marazzi para depois do Laranja, desce e diz para o fotografo:
-Não adianta, o carro é muito bom, toda vez que eu tento jogar a traseira, ele me responde malcriadamente e coloca a traseira no lugar...

         Sempre que tentei conversar com o Marazzi sobre  teste do F1, ele sempre falava que era um carro comum, mas que o Porsche 917 do Wilsinho era absurdo. E eu acredito nele.
         Lembro-me, do primeiro GP oficial de F1 no Brasil. Fui aos treinos do primeiro dia com meu irmão Marco Souto Maior. Quando voltamos, o Expedito estava chegando do autódromo também na porta da sua casa (éramos vizinhos)... Paramos o carro ao seu lado, e descemos para conversar:
-E ai Expedito, o que achou?
-Nada demais, não são o super heróis que eu imaginava. Se me derem um carro daquele, e um tempo para treinar, ando junto com eles. Não digo na frente, pelo amor de Deus, mas, ficar próximo deles, eu fico. O único que me impressionou realmente. foi o tal do Tom Price. Aquele tira leite da pedra do carro...
Engraçado, eu achei a mesma coisa...
Forte abraço a todos...

Mario Souto Maior

sexta-feira, 22 de março de 2019

A aula de Pace. Conta Cuca

Pace e Marivaldo 

Era uma sexta normal, eu estava na casa dos meus irmãos em São Paulo. Acordei, e fui tomar um café, liguei o radio, pois eles não tinham televisão, exatamente no minuto em que o locutor falou que, José Carlos Pace, havia sofrido um acidente de avião, e não sobrevivera...Com ele, havia morrido Marivaldo Fernades, dono e piloto do avião. Fiquei estático, o pão, parou na minha garganta. Como assim? Meus heróis não morriam, ainda mais num teco-teco.. A noticia estava errada, ele fizeram um pouso forçado na mata, mas estavam bem. Era isso que tinha que ser, nada mais que isso...
               Infelizmente não foi assim.. . Na realidade, foi um dia muito triste, pois passei  o dia todo sozinho, e querendo entender os  desígnios de Deus...
               Não tive a felicidade e a honra de conhecer o "Moco", mas tenho algumas historias em que eu estava bem do lado dele. Lembrem-se, eu era ma criança, fanática por automobilismo. Então, qualquer contato com os meus ídolos foram importantes para mim.

F2...

               Os primeiros contatos que tive com ele, foram muito rápidos, eu sentado nas arquibancadas, e ele passando num F2 a 250km/h na minha frente.  Da para imaginar o como foi rápido. Mas, foi a primeira vez que eu o vi pilotar, assim como vi o Emerson, Wilsinho, Schenken, Hailwood , Hill, Peterson, e tantos outros que estavam naquele Torneiro Internacional de Formula 2. Ali, eu acho que os brasileiros viram o que os formulas andavam.
Teve uma ano, que o Moco corria na March F1, e meu irmão, Marco Souto Maior, que era jornalista automobilístico,  me levava para os  treinos, eu ficava na arquibancada, e ele ia fazer a cobertura nos box...Lembro-me, que ele chegou para o Pace e perguntou:
  -E ai Moco, como esta o carro? Moco respondeu:
-Que carro? Essa porra não anda...
Meu irmão riu, mas viu que não era hora para piadas...
No ano seguinte, já na Surtees, muito mais animado, meu irmão arriscou e fez a mesma pergunta. Mais calmo,  Pace respondeu...
-O carro só não anda mais por falta de dinheiro...
O tempo passou, e demorou para eu ver o Moco novamente, mas, quando aconteceu, foi simplesmente especial...
 Estávamos em Interlagos, em mais uma aula do "Curso Marazzi de Pilotagem". Eu, quando podia, matava as aulas e ia para Interlagos com o meu irmão, que era aluno do Expedito,  e esse, foi um desses dias.
Os alunos estavam não andando muito, então, o Expedito chamou todos pra os boxes, para um "esporro" coletivo. Todos os carros estavam nos box, a pista livre. Marazzi falando com os alunos, e eu atrás dele, quando vi um carro chegando. O Expedito estava tão puto, que nem percebeu. O carro parou atrás de mim, olhei para a janela, o vidro baixou devagar e surge o Moco, era o cara, ali, na minha frente, num belíssimo Passat Dacon prata...
-Fala professor...
-Moco... Tudo bem?
-Tudo, posso dar umas voltas ai? Perguntou o Pace...
Expedito, se curvou, e com os dois braços disse...
-Por favor, mas anda rápido, tá?
O Moco olhou sorriu e disse:
-Deixa comigo...
E saiu acelerado...
O Marazzi virou para os alunos e disse:
-Vamos para grade do "Laranja", pois agora, vocês vão ver o que é pilotar...
Corremos todos para o "laranja", e ficamos babando de como o cara era rápido.
Moco deu três voltas inteiras e parou na quarta. O interessante, é que a maioria dos alunos, não perceberam quem estava pilotando o Passat...
No final da quarta volta, o Moco passou pelos boxes, deu um meia parada, o Expedido chegou na janela do carro, falaram por trinta segundos, e o Passat saiu acelerando forte.
Logo depois, o Marazzi reuniu os alunos e deu a noticia para aqueles que não sabiam quem era o cara do Passat... Neguinho babou.. Eu babo até hoje quando lembro daquelas três voltas. Tempos depois, estive perto do Pace, no teste do Copersucar FD01, onde, o Emerson testou o carro. Sempre calmo, solícito. Gostaria de ter melhor oportunidade de conhecê-lo, não tive, mas sou feliz por ter  visto ele correr e dar aula de pilotagem.

Pace, Niki...popuco antes do acidente do austríaco.

Para terminar, um repórter, perguntou ao Bernie, se o Lauda tinha sido o melhor piloto da Brabham?  Ele respondeu:
-Se eu tivesse o Carlos (assim ele chamava o Pace), nunca ia precisar do Niki..
Sem desmerecer o Niki, e nenhum outro piloto, pra mim, o Pace tinha pilotagem mais refinada de todos os brasileiros, era um mistura de Nelson Piquet, com Emerson...
Grato José Carlos Pace, o seu Mocô, por todas as emoções que você me fez sentir...



Mario Marcio “Cuca” Souto Maior

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"Rui, quero escrever um texto sobre o Pace...."
"Manda ver Cuca!"
Gostaria de colocar mais algumas fotos neste delicioso texto do Cuca, mas o tempo anda curto, me desculpem.
Agora pode até parecer pretensão masssss...acredito que caso nosso amigo Expedito não tivesse partido antes da hora, certamente gostaria do que escrevemos e postamos neste bloguinho!

Aos que nos deixaram antes da hora.

Rui Amaral Jr

NT: Alguns "historiadores" que vêm ao História "pesquisar" peço que ao copiar algum textos e publicarem, não precisam fazer qualquer referencia ao blog, mas deem os devidos créditos aos autores.


sábado, 2 de setembro de 2017

F. Um 4x4

 Hill testa a bela Lotus 63 4x4 nos treinos do GP Holanda em Zandvooth - 1969

Ontem encontrei em casa um livro com estas fotos e algum texto sobre os carros 4x4 da Formula Um do final da década de 1960, o texto pouco esclarecedor não reproduzo, mas vou pesquisar mais e um dia escrevo à vocês.
Pelo que me lembro além da Lotus e McLaren a Matra também fez o seu 4x4 assim como a Tyrrel e outras. Finalmente a FIA baniu a tração 4x4 na Formula Um acabando com a brincadeira. 
Mais tarde a AUDI acertou de vez a tração nas quatro rodas com o fabuloso QUATTRO no link ele testado por meu amigo Expedito Marazzi.

Rui Amaral Jr

por Expedito Marazzi   

O eixo da tração dianteira passava abaixo das pernas do piloto! A caixa de transferência ao lado do disco esquerdo. Coisas de Colin!!!!!

 A bela McLaren M9A que correu o GP da Inglaterra 1969 em  Silverstone com Derek Bell.

A suspensão dianteira com a caixa de transferência.
A suspensão traseira com a caixa de transferência.

O belo Fergusson P99 de 1961, com ele Stirling Moss venceu a Oulton Park Gold Cup corrida extra campeonato em 1961.