A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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segunda-feira, 11 de março de 2019

Apenas um foguetinho!

A carretera Gordini de Bird & Wilsinho

A segunda colocada de José Carlos Pace & Carol Figueiredo

 "Chico, como era pilotar aqueles Gordinis?" 
 "Rui, alguns deles tinham o motor do R8, outro tinha um motor mil mas instalado no centro do carro com cambio de cinco marchas, um pequeno foguete!"
 Pois bem, venho querendo escrever sobre eles faz algum tempo, apenas não encontrava nada à respeito. 
Outro dia num daqueles grupos do Facebook um piloto que pilotou para a equipe Greco, comentou que estes carros com motores do R8 não existiram, não comentei nada.
Pois bem na I Seis Horas de Curitiba a carretera Gordini #46 vencedora tinha, como diz o Chico,  "pendurado na traseira", ou seja no lugar original, um motor 1.400cc do R8, o mesmo dos Bino MKI, com um cambio Collotti de quatro marchas (COLLOTTI). Posso estar chutando mas provavelmente também usavam um diferencial autoblocante! Não sabemos a potencia exata destes motores, algo entre 120/140 hps.
Acredito que a outra, a #47, pilotada por Pace e Carol seja aquela com motor mil instalado por obra do mestre Nelson Enzo Brizzi, no centro do carro com o cambio na traseira, que apesar de ter o motor menor também era um foguete!
E...os "carrinhos" largaram entre as carreteras Ford e Chevrolet, com seus motores Corrvette e Edelbrock alguns com "uns" 350 hps...daí choveu!

  Largada... 

    

Uma coisa que notei foram os pneus dos Gordinis, pareciam Cinturattos, mas não posso precisar...
A carretera de Altair Barranco & José Grocoski que liderou no começo da corrida...leia o delicioso texto de meu amigo Ari Moro em "Seis Horas de Curitiba por Ari Moro" 


As fotos e texto do Ari recebi dele mesmo, as outras da AutoEsporte recebi de um amigo, que sinceramente não lembro o nome, minhas desculpas e um abração aos dois.
Caro Chico, obrigado pelas milhares de horas de papo, um abração.

Um abraço à todos 

Rui Amaral Jr

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Divisão Três o regulamento CBA


 Emerson recebe a bandeirada, o Barão comemora enquanto Wilsinho é segurado pelo policial.
 Bird e Pace uma grande dupla no Corcel Bino de Luiz Antonio Greco.
Considero este o começo da Divisão Três.
Ainda no começo o carro de meu amigo Carlos "Caco" Mesa Fernandes com os pneus radiais Cinturatto...os slick não existiam!
 Dez anos depois os VW D3 já eram pequenos foguetes, os motores 1.600cc de ponta já passavam dos 150 HP, os pneus eram slick, freios à disco nas quatro rodas, amortecedores Koni...acima Jr Lara e seu "Pocket Rocket" um carro feito com todo capricho por meu amigo, abaixo Arturo Fernades, bi campeão brasileiro da categoria e Jr Lara com um carro anterior. 


Já escrevi sobre o Anexo "J" da FIA que regulamenta todas as categorias de competição regidos pela entidade, e os regulamentos específicos que regem cada categoria, todos baseados no Anexo.
 Meses atrás encontramos na casa do Duran o regulamento da CBA, baseado no anexo ""J" da entidade maior, que regia a Divisão 3 no ano de 1981, notem que as categorias "A" acima de 2.500cc onde corriam os Opalas e Mavevicks e a "B" onde corriam carros até 2.500cc já não existiam, restando a categoria até 1.600cc onde corriam Fuscas, Passats, Chevetes e Fiats, notem a relação de cilindrada dos carros com motores turbo comprimidos que era de 1,40 para 1, assim os Fiats turbocomprimidos corriam com 1.150cc mais o turbo, essa relação anos antes era igual à da Formula Um, que com o avanço dos turbos se mostrou inviável pois a diferença de potencia dos motores aspirados para os turbocomprimidos se tornou muito grande  então a relação mudou para que os mesmos tivessem 50% da cilindrada dos aspirados ou seja 3.000cc x 1.500cc mesmo assim no primeiro campeonato mundial de Formula Um os motores BMW da Brabham de Piquet tinham muito mais potencia que os Ford-Cosworth DFV.









 

Voltando ao nosso regulamento em 1982 quando corremos a TEP - Turismo Especial Paulista - era ele que nos regia com pequenas diferenças, entre elas o uso de amortecedores nacionais, em meu caso usava os Barchi reguláveis que apesar de bons não tinham a mesma eficiência dos Koni e outras grandes marcas que usávamos nas corridas do Brasileiro.    

Rui Amaral Jr

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Conta Chico...

Na pole Pace e a P33 ao seu lado Chico e o AC e de Paoli e a Lola T70.

Chico no AC pouco antes da largada, ao seu lado a P33 de Pace.
Notem ao lado  a referencia à Marinho VW de Mario Cesar "Marinho" de Camargo Filho e ao preparador Roger Rezny. 
Pace lidera e Chico enfia o carro por dentro da Lola de Marcelo de Paoli!



.........., Então RUI que grata surpresa chegar em casa e encontrar essa foto que nunca a tive .....!!!!!!!!  Quantos """" recuerdos """ “.... !!!!!!    Não me lembro o mês dela, mas a bem da verdade a história começa talvez alguns meses antes ou mais tempo atrás..!!!!!!!

             Na EQUIPE JOLLY passaram sempre ótimos pilotos que além dos sempre titulares EMILIO ZAMBELLO e PIERO GANCIA nomes houveram de peso como CIRO CAYRES, CELSO LARA BARBERIS, LUÍS CARLOS SANSONE, UBALDO CÉSAR LOLLI, WILSON FITTIPALDI, CARLOS PACE, MARIVALDO FERNANDES......

             Em 1968 havia eu ganho o Campeonato Brasileiro, pois ganhei duas corridas com dois parceiros diferentes que foram EMILIO ZAMBELLO nos 500 QUILÔMETROS da GUANABARA e WILSON FITTIPALDI nas 500 MILHAS do mesmo circuito. INTERLAGOS à época estava em reforma, portanto  80'% das corridas aconteciam no AUTÓDROMO da GUANABARA  ((((  ainda estava longe para o tempo que nos iriam roubá-lo, lembrem - se )))))

 Pace e a P33


              Então a EQUIPE JOLLY começou o ano de 1969 com além de PIERO e EMILIO, CARLOS PACE, nosso saudoso MOCO e eu........!!!!!  Nesse momento chega ao TEAM uma SUPER MACCHINA, a ALFA ROMEO P33 que veio para uma demonstração no IBIRAPUERA do PARQUE INDUSTRIAL ITALIANO em que além de demonstrar máquinas  industriais várias veio essa JOIA Di CORSA, que está claro , chamou uma tremenda atenção para o público .....!!!!!


Curitiba - Marivaldo na P33 ao seu lado salvo engano Bica Votnamis e seu protótipo Corvette!


               Soube então que não iria fazer parceria com CARLOS PACE para dividir a condução do bólido........, ficando deveras desanimado pois ainda me encontrava em uma posição de desenvolvimento da """"arte de pilotar um auto de corrida """" e em que cada vez que se pega um carro mais rápido  é um momento muito importante na tua evolução ......!!!!!!

Testando o AC ainda no começo do projeto.


              Entra na história então o ENG. EUGENIO MARTINS, que me pede para passar em seu escritório me falando que comprou um auto A.C., protótipo este desenhado pelo ótimo ANISIO CAMPOS, em que seu motor seria um VW  1 .9cc  com virabrequim roletado, dois WEBBERs 48 mm, preparado pelo excelente ROGÉR REZNY ........ , realmente tudo de primeira qualidade, mas o carro ainda estava sendo construído na PUMA VEÍCULOS  mas mesmo assim já deu para me animar deveras, saindo """" do chão em que me encontrava """"".........!!!!!

               Carro pronto, em cima da carreta, saída da fábrica PUMA, ANISIO CAMPOS em pessoa iria rebocá-lo em sua SIMCA CHAMBORD preta........, eis que pergunto a ele se não era bom passar uma corrente para ir mais sossegado ..... Ele olha e diz que já se estava atrasado, final da tarde, ainda a andar - se até  ao RIO de JANEIRO, vamos assim , não vai acontecer nada ......!!!!!!!


               Fui de avião, afinal tinha que pilotar o bólido, chegando ao RIO bem cedo, pego um taxi e vou até ao AUTODROMO e fico esperando ANISIO CAMPOS e mais alguém que o acompanhou, cujo nome agora me escapa.......!!!!!! Passam-se enumeras horas sem notícias, quando  chega  o pequeno TEAM ........ , corro e vejo o auto todo destroçado...... não acreditando no que via .....!!!!!!  Na entrada da cidade, ANISIO sentiu a SIMCA mais """" esperta “""“, até imaginou em um momento que devia ser por estar ao nível do mar, mas aí olha no espelho e vê a carreta caminhando sozinha para um lado e para o outro e, e, e, pumba, acerta em cheio um poste em que por milagre não desce para um pequeno rio que margeia uma avenida.........!!!! Essa doeu......!!!!!!!!


               Novo auto, aí esse d'essa foto maravilhosa, o A.C. VW 1.9 entre a P33 com MOCO a pilota- lá e a Lola de Marcelo de Paoli e o  GT 40  FORD  de SIDNEY CARDOSO em que não aparecendo nesta foto, assim se minha memória ainda estiver mais ou menos a contento foi isso que aconteceu .

              Nos treinos experimentamos um aerofólio com regulagem elétrica, mas quando o se colocava em grau dava uma tremenda turbulência  ou interferências elétrica não me lembro direito, mas o facto era que o motor rateava por demais abandonando-se logo esse desenvolvimento .......!!!!!!


              Lembro que fizemos o segundo tempo, PACE e a  ALFA ROMEO P33 na pole,  vindo depois a LOLA T 70 e o GT40 ......!!!!!!!!!

                 Dada a largada, me passam tanto o GT 40 com SIDNEY CARDOSO como a LOLA T 70 de DE PAOLI, conseguindo eu passar no final da reta a LOLA e chegando a encostar em seguida no GT 40, mas antes de completar a primeira volta um balanceiro do motor faz o ar de sua graça  ............ , mas mesmo assim valeu......!!!!!!

             Seríamos felizes hoje se tivesse-mos aquele automobilismo sem as """" igualdades """"" de hoje , em que se tinha que puxar pela """" massa cinzenta """" para se fazer tentar andar na frente ou o mais próximo possível  da concorrência .........!!!!!!!

             Assim nasceram nomes como CAMILO CHRISTOFARO, BICA VOTNAMIS, RICARDO ACHCAR, WILSON FITTIPALDI e alguns mais que minha memória falha, não se lembra mais...!!!!!


               Caro RUI, esta é a """" pequena """"" história dessa foto, mas desse belo auto A.C. desenhado por ANISIO CAMPOS tem-se  mais causos a serem contados, mas ficará para uma outra vez , caso contrário  seus leitores """ dormirão """ sobre este papiro .......!!!!!


    Abraço amigo CHICO LAMEIRÃO


 Fritz Jordan com o AC 1.600cc no Rio.

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    Tomávamos um café e conversávamos, não lembro sobre o que, agora pensando talvez fosse sobre Roger Rezny e um post que devemos sobre ele. Chico foi seu amigo e eu estudei com seu filho no Colégio Paes Leme... e Chico começa a contar o que escreveu acima, depois pesquisando encontrei a foto dele passando pela Lola na freada!
Não encontrando a reportagem sobre a corrida recorri ao super Ronaldão Nazar que prontamente enviou as fotos,  obrigadão meu irmão!

Rui Amaral Jr
  



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

6 Horas de Curitiba - arquivo Sergio Sultani

Ao ler o texto de meu amigo Ari Moro outro amigo o Sergio me enviou a reportagem da então ótima revista Auto Esporte sobre a corrida e a vitória da dupla Bird e Wilsinho com um pequeno Gordini sobre as carreteras com três vezes mais potencia fazendo dobradinha na corrida o outro Gordini da dupla Carlos "Moco" Pace e Carol Figueiredo chegou em segundo. 
Qual a mágica?
Na época eu tinha apenas 12 anos mas já acompanhava o automobilismo, impressionado com aqueles pequenos Gordinis que conhecia bem, um dia conto, o que eu não imaginava era o quanto andavam aqueles pequenos foguetes, isto só vim à saber anos mais tarde em conversas com meus amigos Bird e Chico Lameirão. Eram Gordinis sim mas impulsionados pelo fabuloso motor do Renault R8 de 1.108cc câmaras de combustão hemisféricas que alimentado por dois carburadores Solex duplos C40 PHH produziam cerca de 95 hps tudo isto com a caixa do R8 de quatro marchas.

Obrigado Sergio um abraço.

Rui Amaral Jr









A pequena usina de força que impulsionava os Gordinis!

Ari Moro
LINK



segunda-feira, 11 de março de 2013

Wilson Fittipaldi o Barão



Barão e Emerson
Por volta de 1953 Wilson e Elói Gogliano decidem organizar uma corrida nos moldes das Mille Miglia, então uma das provas com mais prestigio no mundo e que cruzava as estradas italianas. Porém no Brasil com a precariedade das estradas da época resolvem fazê-la em nosso Templo do automobilismo, Interlagos.
Sua organização foi dificílima mas com garra e ajuda de patrocinadores como a Bardhal finalmente em 1956 aconteceu a largada dessa que seria uma das mais importantes corridas brasileiras, e que sucumbiu muito depois pela ganância e a total falta de espírito esportivo de nossos dirigentes.
Na primeira Mil Milhas Brasileiras, o Barão e Elói foram ao  Sul buscar nossos grandes pilotos de carreteras do Sul e a todos os competidores pagaram prêmios de largada e chegada, num belo exemplo seis décadas atrás de organização e competência.
O Barão quase viu seu filho Emerson vencer as Mil Milhas Brasileiras de 1966, quando com um Malzoni correndo em dupla com Jan Balder quebraram quase no final, e acredito que um suprema felicidade viu seu filho Wilsinho e seu neto Christian vencerem a prova´mais de trinta anos após sua primeira edição.
Ao Barão que hoje nos deixou e Elói nosso agradecimento por tudo que fizeram por nosso esporte, nossa admiração e agora, nossa saudade!

Rui Amaral Jr      

MIL MILHAS BRASIEIRAS

 1956 
Catharino com Breno Fornari os primeiros vencedores.
Christian Heins e Eugênio Martins, 2º lugar em 1956
 Orlando, vencedor de duas edições das MM.



 Victório Azzalin recebe a bandeirada de Elói na vitoria das MM de 1965, que correu co Justino de Maio.
Chico Landi e Christiam Heins


Victório


Camilo e Celidonio
 Bird e Nilson Clemente
 Jan Balder
Julio Caio e Águia
 Guaraná e Luigi Giobbi
 Sueco e Zé Fercolin
 Ricardo Bock e Adolfo Cilento


 João Franco na largada das MM 1982 que correu com Ricardo Bock e Ronald Berg. 
 Ricardo M. Mansur
Tucano - Walter Barchi - empurra seu carro na chegada das MM 1984

PS: Tenho um arquivo grande de fotos das Mil Milhas Brasileiras, cada foto acima poderia descrever em detalhes, preferi apenas mostra-las. Faltaram grandes heróis, como Breno Fornari, mas certamente mostrei um pouquinho do que foi essa grande corrida. 

Alguns links