terça-feira, 13 de janeiro de 2026
A volta de Big John Surtees, os amigos e eu ...
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
1.600cc x 1.800cc a grande diferença.
Vendo a bela obra de meu amigo
Ararê, veio a vontade de escrever ...
Pedidos - ararenovaes21@gmail.com
Até 1982 os motores boxer VW que corriam na Divisão 3 tinham como limite de cilindrada 1.600 centímetros cúbicos, assim como os Passat, Chevette e outros.
Acontece que a partir desse ano
ficou muito difícil para o motor boxer, criado cerca de cinquenta anos antes, com
a concepção de comando central no bloco acionando as válvulas através de
varetas tirar a mesma potencia dos motores VW de quatro cilindros em linha e
comando de válvulas no cabeçote, muito mais moderno, conseguindo uma potencia
especifica muito maior, na época acredito que cerca de 30/35hps a mais.
Em 1983 alguns grandes nomes que
corriam com os VW haviam deixado a categoria, como meus amigos Arturão – Arturo
Fernandes – e Jr – Luiz Carlos Lara Campos Junior -,pilotos a serem batidos nos
então Fuscas. Os VW-Passat começaram a dominar dois ou três anos antes, mas
eram poucos já que sua preparação era caríssima, não que as dos Fuscas de ponta
fossem muito menores, mas muitos deles já vinham com alguns anos de pista e
correr era uma continuação de um esquema já muito testado.
Os Pequenos Foguetes que haviam
maravilhado os torcedores já não eram páreo para os Passat, que não eram tantos
no grid, e para tentar equilibrar a batalha os motores VW Boxer foram
autorizados pela CBA a aumentarem sua cilindrada para 1.800cc contra os 1.600
dos Passat. A VW do Brasil não apoiava muito a iniciativa, pois a ideia deles
era mostrar o Passat, onde batalhavam com novos carros da classe pelo
público consumidor.
Um aparte depois de falar com o
Tide Dalecio; em 1983 apesar do novo regulamento ele usou motores 1.600cc em
seu Fusca, e em duas corridas na chuva, em Interlago e Jacarepaguá, levou a
melhor sobre os Passat vencendo. Eram imbatíveis os Fuscas na chuva, além de
Tide ser um grande piloto.
Minha experiencia com os boxers
1.800cc veio em 1984 quando a Salecar de meus queridos amigos Marcos, Arno e
Beto Levorin me convidaram a correr as Mil Milhas Brasileiras com Fabinho
Levorin filho do Marcos, sob o patrocínio da fabricante de pneus Levorin, de
seus primos. O carro o #8 com que havia corrido o campeonato paulista da D3 de
1982, e agora apesar de ainda ser meu estava sob os cuidados deles.
As mudanças no carro foram
poucas, o tanque que passou a ser um com oitenta e poucos litros, os
amortecedores, que na TEP-D3 paulista eram obrigatórios os nacionais, eu usava ao
Barchi, e agora poderia usar os Koni e os motores 1.800cc. O cambio usava as
mesmas relações de 82, Caixa3 com diferencial 8:31.
Em meu primeiro treino, creio que
o Fabinho já havia andado um pouco com o carro, me disseram que usasse o motor
à 6.500 rpm bem abaixo dos 7.200/7500 que andava em 1982. Ia esquecendo, mas
chave que voltava a espia de meu conta-giros Jones, ainda estava no bolso do
Chapa – Flávio Cuono – então obedeci fielmente as instruções!
Brincadeiras à parte saindo logo
notei que o 1.800, não sei dizer que comando de válvulas usava, “pegava” logo
em baixa rotação, creio que 3000/3500 rpms, e o torque era muito maior. A diferença
era enorme e mesmo saindo dos boxes com cuidado cheguei à curva 3 quase na
rotação sugerida a andarmos.
A diferença em velocidade máxima
não era muita, mas em Interlagos com aquelas subidas que judiavam os 1.6 eram agora
superadas em muito. Começando pela Reta Oposta, quando o motor ganhava rápido de
giros e subia bem mais forte depois de engatada a quarta marcha na saída da
curva do Lago. Na curva do Sargento, que começava em descida e terminava em
acentuada subida para curva do Laranja, usava a segunda marcha para contorná-la
e terceira no meio da reta que une as duas curvas, o ganho de velocidade era notório.
Aquela subida malvada na saída da curva da Junção, rumo à linha de chegada
acredito que era feita com o 1.8 cerca de 10/15 kms a mais.
Em 1982, numa volta voadora, eu
havia girado em Interlagos – hoje Autodromo José Carlo Pace – batalhando com
meu amigo campeão Elcio Pelegrini o tempo de 3’23” alto e em cinco ou seis
voltas com o 1.8 já vinha virando 3’20/21” sem forçar. Mais tarde, primeiro o
Fabinho e depois eu, viramos na casa dos 3’17”, vejam que foram cinco segundos
de diferença, isto treinado para uma corrida longa, não uma de dez voltas
quando o ritmo era bem mais violento.
Valeu Tide!
A você Carlos Henrique “Caranguejo”
Mércio, seus pitacos fazem falta, e vê se aí no alto você e o Turito só falem
bem deste mero escrevinhador!
Abraços
Rui Amaral Jr
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
Carlo Henrique Mércio o Caranguejo. 07-01-2025
Com sua amada Maria da Glória.
Triste, muito triste! Cerca de hora e meia atrás vejo que entrou um WhatsApp do Carlos Henrique “Caranguejo” Mércio, antes de ler logo pensei “tem fofocas vindo por aí...”, mas não, era minha amiga Maria da Glória, sua amada, comunicando seu passamento. Mas como! Sim subiu para o Plano Espiritual, ele era Espírita convicto, meu amigo, meu parceiro de tantas escritas, meu irmão Gaúcho. As palavras somem, a mente divaga, liga o Biju Rangel tão pasmo quanto eu.
Lá do alto certamente nos olha, olha
Glória, filhos e netos, olha por nós seus amigos, e certamente já encontrou
Tazio, Fangio, Clark, Arturão ... e contou-lhes sobre todas belas páginas que
escreveu sobre eles.
Deus o tenha ao seu lado amigo do
coração e a console Glória, assim como “as crianças”, que era como ele se referia
a elas.
Até um dia irmão.
Rui Amaral Jr
sábado, 28 de setembro de 2024
Formula 3 - de 1950 a 1973
Stirling Moss e a Cooper-JAP 500cc, motor de motocicleta usado
em vários carros nas corridas de club na Inglaterra, e usado no início da F.3.
Então, vamos a um pouco de pesquisa e outro de memória, devo
lembrar que escrevo principalmente das categorias que seguem as normas da FIA. Nos EUA apesar de seguirem as regras da FIA é tudo muito diferente, mais aberto, onde as
associações mandam, ao contrário do modelo federativo como o brasileiro, onde
os clubes elegem as federações e elas a diretoria da CBA – Confederação
Brasileira de Automobilismo.
A partir de 1950 é criada a categoria de fórmulas, que rege
um número enorme delas. É quando começa a F3, que vou tentar explicar agora.
De 1950 até 1964 a F.3 principalmente moldada nas corridas de
clube na Inglaterra e Europa usava os motores de 500cc, vindos das
motocicletas.
Em 1964 começa a vigorar o novo regulamento, nele os motores
de 1.000cc deveriam vir dos carros de montadoras com no mínimo mil exemplares
vendidos ao público, assim como os câmbios e o combustível. Aqui uma
observação; as montadoras desenvolviam carros com características esportivas
para seus modelos comerciais, e nelas ofereciam entre outros, motores mais
fortes, várias relações de cambio e diferencial que eram usadas conforme a
conveniência na F.3, depois de homologados e vendidas mil unidades. O carro completo
deveria pesar no mínimo 400 kg.
Os motores tinham um único carburador e a tomada de ar para
eles deveria ter 36mm, alguns não usavam o captador de ar, assim como o motor
Ford/Holbay de Emerson, mas aí o carburador ou difusor deve ter essa medida,
rendiam cerca de 100 hps. Os motores Ford com duplo comando de válvulas no
cabeçote foram os grandes vencedores desta época.
Em 1971 o regulamento continuava o mesmo, mas a capacidade cúbica
dos motores subiu para 1.600cc e a medida do captador de ar para os
carburadores, “air inlet”, passaram a ter a medida máxima de 20mm.
Os principais campeonatos ingleses dessa época – me baseio no
de 1973 - eram Forward Trust F3, Lombard North Central F3, John Player, foram trinta
e nove etapas, algumas com duas corridas no mesmo dia, o grande nome deste ano
foi Tony Brise, que infelizmente não teve tempo de mostrar todo seu talento na
F.Um. Venceu em um dos principais campeonatos o Jonh Player de Alan Jones (Walter
e o Caranguejo vão vibrar!). Tudo isto mais o campeonato europeu, italiano,
sueco e francês os mais importantes do continente e mais dez ou vinte mundo
afora.
A grande mudança veio a partir de 1974, quando os motores
passaram a dois litros, com blocos originais das montadoras, e vou deixar para
o próximo post.
Até aqui tínhamos três nomes se destacando na F3 inglesa,
Emerson campeão do Les Leston e Lombank Trophy, Pace campeão no Foward Trust
Trophy e Wilsinho. E “apenas” um campeão mundial da F.Um ...
Ao amigo Miguel Crispim Ladeira; Mestre em sua arte e na vida.
Agradeço a contribuição dos amigos Walter e Caranguejo.
Caranguejo – Carlos Henrique Mércio – prepara mais um post de
outra categoria dos anos 1970.
Abraços
Rui Amaral Jr
terça-feira, 6 de agosto de 2024
FANGIO NO BRASIL -
A meus netos, Yasmin, Yzabelli,
Emanuell e Pietro.
Carlos Henrique Mércio - Caranguejo
Fonte de pesquisa e fotos: Uberaba em Fotos
domingo, 19 de novembro de 2023
Shadow MKI - II
sexta-feira, 17 de novembro de 2023
Shadow MKI
Follmer encarando Lola, McLaren, Porsche...
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
Monte Fuji, Don Nichols, S. Moss e Charley Moneypenny
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
GUERRA ALL’ITÁLIA
domingo, 23 de abril de 2023
FIRESTONE ou GOODYER
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