A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

A ESTRÉIA DO MAVERICK

 Essas duas fotos são do livro do Bird e do Luiz, a de cima, do livro do Luiz nos treinos dos 500 KM com um autógrafo do Bird onde escreveu "Bons Tempos"...obrigado Bird, vocês foram um exemplo! Me intrometendo no post do Caranguejo, Rui.  
Affonso, Marivaldo, Nilson, Bird, Luiz e Tite.

Em junho de 1973, após o lançamento do Ford-Maverick, podemos dizer que tivemos um mini-torneio (não-oficial) de cinco provas, do tipo endurance, com a estréia do Maverick nas pistas e a presença dos grandes pilotos da época. De forma oficiosa, não seria leviandade declarar o campeão dos Mavericks o piloto que tivesse a melhor performance nestas corridas.

Foram as seguintes as provas:

-25 Horas de Interlagos;

-500 Km de Interlagos;

-6 Horas de Tarumã;

-200 Milhas de Interlagos;

-Mil Milhas Brasileiras.

 25 Horas-Bird/Nilson.
25 Horas Luiz/Tite/Alex.
 Luiz e Tite vencem os 500 KM.

Luiz x Bird nos 500 KM.


De um lado estavam Bird Clemente na equipe Dropgal Ford (comandada pelo lendário Luiz Antonio Greco); no outro, Luiz Pereira Bueno na equipe Hollywood (capitaneada por Anísio Campos). Na estréia dos Mavecos, Bird ao lado de seu irmão Nilson e do gaúcho Clovis de Moraes saíram na frente com vitória na tradicional 25 Horas de Interlagos, em agosto. Peroba, secundado por José Renato Catapani e Alex Dias Ribeiro, atrasou-se e terminou em quinto. Nos 500 Km de Interlagos, os irmãos Clemente correram em dupla e L.P. Bueno inscreveu-se com Catapani. Os dois ex-pilotos da Equipe Willys (Luizinho e Bird) reviveram seus melhores tempos e lutaram por cada centímetro da pista. Impossível prever o vencedor, diante de dois pilotos de tamanho gabarito. A vitória viria no detalhe. Quando Nilson Clemente entrou nos boxes, errou o pit e as chances da equipe Hollywood aumentaram. Quando foi a vez do carro #11 ir para os boxes para o reabastecimento, foi necessário trocar os pneus (os do lado direito) e Luizinho e Tite demoraram a voltar. Após um último esforço, Bird /Nilson venceram o segundo round. Para as 6 Horas de Tarumã, novidades nas equipes. Nilson Clemente não veio ao sul e foi substituído por Ismael Chaves Barcellos e Clovis de Moraes retornou à Dropgal Ford. Na Hollywood, Luizinho preferiu ficar coordenando dos boxes e cedeu seu lugar ao Lequinho Ribeiro. Apesar da tripulação do #20 ser de maioria gaúcha, o trio Bird/Clovis/Ismael teve problemas e terminou em segundo. Os vencedores foram Tite Flecha/Alex, com a dupla Pedro Carneiro Pereira/José Asmuz em terceiro, com o melhor Opala (sim, era aquele que Bird Clemente desenvolvera para a quebra do recorde brasileiro de velocidade, três anos antes). A etapa seguinte seriam as 200 Milhas de Interlagos, mas surpreendentemente, desta vez a ausência ficou por conta da Equipe Dropgal-Ford, talvez preparando o carro para as Mil Milhas. Então quer dizer que Luizinho/Tite estavam de sangue doce, sem adversários na corrida? Que nada. A dupla Marivaldo Fernandes/Mario Patti Jr. da equipe Manah em outro Maverick, deram a maior canseira nos Hollywoodianos e só não venceram devido à quebra da alavanca das marchas e um atraso no pit-stop. A prova decisiva seriam as Mil Milhas, que não contariam com os Divisão 1, como nas quatro provas até então. Entrariam em cena os Divisão 3.

 Largada das Mil Milhas Brasileira 1973...Pedro na pole e Bird/Nilson com o 3º tempo.  


As Mil Milhas Brasileiras de 1973 foram disputadas pelos carros da Divisão 3, o que significaria um nível de preparação maior e alguma dúvida quanto à capacidade de resistência dos velozes D3 ante uma prova longa. A equipe Dropgal-Ford apresentava o #20 com um setup diferente: motorzão 302-V8 com quatro carburadores Weber 48 mm, 420 HP e Bird e Nilson ao volante, enquanto isso os Hollywoodianos...

 Nilson e Bird festejam a vitória nas 25 Horas com Greco e equipe. 


A equipe de Anísio não se inscreveu, o que animou a concorrência, outros Opalas e tais. Um deles, o do piloto Pedro Victor DeLamare foi o pole position. E de fato, no dia da corrida, DeLamare saiu feito um foguete, mas não agüentou por muito tempo. Com uma tocada segura, os irmãos Clemente foram os melhores e Bird encerrava assim sua brilhante carreira com vitórias nas mais importantes provas de turismo de então: as 25 Horas de Interlagos, os 500 Km e as Mil Milhas. Nada mau para quem só havia retornado às pistas para ajudar a carreira do irmão Nilson...

CARANGUEJO


quarta-feira, 30 de junho de 2021

500 Km de Interlagos 1966 - por Ronaldo Nazar

 


A realização da 9ª edição dos 500 km de Interlagos, foi no dia 07 de setembro de 1966, uma 4ª feira com o anel externo sendo o palco da grande disputa, agora todo reformado em virtude da equipe Willys ter recapeado o mesmo para poder realizar o recorde dos 50 000 km do Gordini no final de 1965. Com o retorno à Europa das Abarth Simcas, a equipe Willys era a grande favorita e os pilotos Bird Clemente e Luiz Pereira Bueno, comandariam seus novos Alpines A 1300, apesar de a recém surgida equipe Dacon com seus Karman Guia Porsche que seriam pilotados por Wilson Fittipaldi e Marivaldo Fernandes estarem desafiando o seu domínio. A equipe Vemag surgia como a 3ª força com os novos GT Malzoni e os sempre confiáveis DKW belcar tendo no comando Mário César Camargo o Marinho, José Ramos, José Contijo. A 4ª força viria da equipe Jolly, com Piero Gancia no comando da Alfa Giulia. 

Wilsinho, José Ramos e Bird.

Nos treinos a pole position ficou com Wilsinho Fittipaldi , tendo ao seu lado na 1ª fila José Ramos e o Pássaro Bird Clemente. A largada no estilo Indianápolis , foi dada às 14 hs com o dia ensolarado e a pista propícia à uma grande corrida. Na hora do larga, José Ramos pegou a ponta sendo ultrapassado por Wilsinho na curva 2 . Bird Clemente fez o mesmo na entrada da curva 3. Ao final da 1ª volta Wilsinho liderava , com Luizinho Pereira Bueno nos seus calcanhares em 2º, Marivaldo na 3ª posição, Bird em 4º , Marinho em 5º, Piero Gancia em 6º, José Ramos em 7º. José Contijo entrou nos boxes com o para brisa de seu Malzoni quebrado. Uma pedrada involuntária de um adversário era a razão da pane. 

Wilsinho, Bird e Luiz.

Na 2ª volta Bird Clemente ultrapassa Marivaldo Fernandes assumindo a 3ª posição. Os carros andam mais ou menos juntos , com destaque para a recuperação de José Contijo no Malzoni após o reparo do para brisa. Wilsinho vai liderando e na 6ª volta Luizinho quase o ultrapassa , aproveitando-se do tráfego dos retardatários. Os dois carros entram na curva 3 lado a lado , tendo Wilsinho resistido por fora . Lindo pega entre os cobras. Com esse pega , Luizinho virou em 1m15"2, que acabou sendo a volta mais rápida da corrida. Na 9ª volta Wilsinho entra nos boxes com vazamento de óleo no motor Porsche do Karman Ghia .O carro 77 ficou nos boxes por cerca de 3 minutos para fazer o reparo,Wilsinho voltou disposto a recuperar o terreno perdido. Lá na frente liderando os dois Alpines de Luizinho e Bird diminuem o ritmo e passam a virar em 1m18s. Marivaldo os segue, também mantendo o mesmo ritmo dos líderes. Só Wilsinho que virando em 1m16s , vai descontando e é o carro mais rápido da pista. O resultado é que na volta 30 Wilsinho já corre em 4º lugar, tendo acabado de ultrapassar o DKW de Marinho. Quem também resolve apertar o ritmo é Piero Gancia que após ultrapassar Marinho e Contijo aloja-se na 5ª posição na mesma volta dos líderes, só aguardando algum entrevero para ganhar posições. Bela corrida do ítalo-brasileiro da equipe Jolly. Na volta 54 , Bird entra nos boxes em parada inesperada. O pneu traseiro direito o mais solicitado dechapou obrigando o pássaro a entrar nos boxes para troca-lo e reabastecer. Na 60ª volta , é Wilsinho quem entra nos boxes para trocar o mesmo pneu traseiro . O resultado é que quando ele retornou à pista para buscar velocidade , notou que havia algo na suspensão traseira que foi afetada pelo furo do pneu. Com isso Wilsinho abandonou. Bird retornou na 3ª colocação. 

Marivaldo....
...saindo da Dois.
José Ramos, o grande Marinho e o Gordini de Pelicciotti.

Com essas mudanças , Marivaldo Fernandes passa a baixar a bota e cola em Luizinho, ultrapassando o Alpine na 66ª volta. Passou e foi embora . Depois dos reabastecimentos , Luizinho reassume a ponta graças ao belo trabalho de boxe da equipe Willys. Marivaldo tb perde a 2ª posição para Bird . Marivaldo vai recuperando na pista o tempo perdido nos boxes e cola na traseira de Bird até que na 112ª volta , ultrapassa o Alpine 46. Na 114ª volta , Bird recorre aos boxes novamente com o pneu traseiro direito dechapado. Na troca a equipe verifica que o rolamento da roda do pneu trocado precisa de cuidados , e a qsuspensão está torta. Grecco fala para Bird desistir , mas este não cede e volta para a pista , mostrando toda a sua garra e coragem . Na 126ª volta Luizinho lidera com cerca de 30 segundos de vantagem para Marivaldo que vem descontando cerca de 1 segundo por volta , Marivaldo vai ultrapassar Luizinho antes do final e vencer a corrida. Só que na volta 128 o Karman Ghia passa em frente aos boxes soltando fumaça do motor e na volta 130 abandona com o cabeçote rachado. Aí coube á dupla da Willys diminuir ainda mais o ritmo para receberem a bandeira fazendo a dobradinha vencedora dos amarelinhos. Na 3ª posição ,fechando o pódium Piero Gancia coroa a sua bela corrida.Marinho finaliza em 4º com o Dkw , que foi assim o 1º colocado conduzindo um carro de fabricação nacional. Após a volta de desaceleração , Luizinho e Bird foram carregados pela torcida que invadiu a pista. Uma verdadeira apoteose para os ases da equipe Willys. 

Mestre Luiz.


A classificação da prova foi a seguinte:

1º Luiz Pereira Bueno, Alpine 1300, 154 voltas, 3h28m1s, média horária 145,163 km/h

2º Bird Clemente, Alpine 1300 149 voltas.

3º Piero Gancia , AlfaGiulia TI, 147 voltas

4º Mário Cesar de Camargo Fº DKW, 142 voltas

5º José Ramos DKW Malzoni , 142 voltas

6º Jota , Simca- 139 voltas


Ronaldo Nazar

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 Delicia de texto do Ronaldão!

Ligo para ele, atende a querida Sônia, lá de trás ele já grita "grandãooooooo!"

"Ronaldão, posso postar seu texto e fotos, do Velocult no Histórias?"

Velocult no Facebook - link

"Pode mulekeeeeeeee!"

Bem; o papo não foi só bem este, como sempre repleto de bobagens, para terminar comigo emocionado, sinto falta dos amigos e Sônia, Ronaldão e Pandora são daqueles que estão sempre num canto especial do coração.

Lendo me emocionei, não vejo o Bird desde o começo da pandemia, eles também.

Ainda liguei para o Chico Lameirão perguntando o por que dele não ter corrido, um dia lembramos direitinho.

E tem Mestre Luiz, de quem fomos fãs e amigos, e faz uma baita falta!

Beijão fraterno meus amigos.

E a vocês que nos acompanham um abraço e  desculpem meu blá blá blá ao final do texto, foi apenas escrito do coração.


Rui Amaral Jr


 

 

  



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MIL MILHAS 1973

GLÓRIA IMORTAL AOS VENCEDORES DAS MIL MILHAS BRASILEIRAS

É o que está escrito no Troféu da Bardhal que homenageia os vencedores dessa magnífica prova criada por Elói Gogliano e Wilson Fittipaldi.
Eu particularmente acredito que apenas a participação nela já traz um pouco de Glória a qualquer piloto, independente da classificação.
Aos meus amigos que nela correram e ao Tito, Caranguejo, Torquato, Anêmona e  Luiz e Fabiano. 



 Pole: Pedro Victor De Lamare/Cacó - Carlos Alberto Quartin de Moraes.
Ao lado de Pedro/Cacó o Opala #45 de Antonio Castro Prado e Antonio Tarlá e o Maverick #20 Bird Clemente e Nilson Clemente, o vencedor.

Foi as Mil Milhas Brasileiras da Divisão 3, essa categoria que encantou o Brasil e colocou nos cenário do automobilismo nacional nomes que por décadas iriam vencer em pistas de todo o mundo.
Depois de três anos ela iria ser disputada novamente, em 1970 havia sido uma prova internacional com Porsches, Ferraris, Alfas e outros carros das categorias Protótipo e GT.
Agora seria na categoria que levava multidões aos autódromos e mexia no imaginário dos fãs do automobilismo. Opalas com  mais de 300hp, Mavericks com mais de 300 e na classe “A” os incríveis VW com seus motores de 1.600cc e uma geração de pilotos que os pilotava sem medo de encarar a maior potencia dos adversários.
Na classe “C” grandes nomes de um passado recente, Bird, Camilo, Celidônio, José Argentino, Dante de Camilo, Pedro Victor, Jan Balder e outros mais. Na “A” o futuro, meu amigo Julio Caio de Azevedo Marques em dupla com Luiz Evandro Aguia, outro amigo querido o Teleco - Luiz Antonio Siqueira Veiga - , Alfredo Guaraná Menezes certamente o piloto mais rápido de nossa geração, eles e mais  outros pilotos que fariam o futuro de nosso automobilismo, com os VW Divisão 3,  carro que até hoje é venerado pelos fãs da categoria.  
Sessenta e dois carros largaram com o Opala de Pedro Victor de Lamare/Cacó - Carlos Alberto Quartin de Moraes - na pole com o incrível tempo de 3m15s50/100 ao seu lado o Opala de Antonio Castro Prado/Antonio Carlos Tarla e completando a primeira fila o Maverick da equipe Greco com a dupla vencedora Bird/Nilson Clemente. O primeiro VW  era o de Alfredo Guaraná Menezes que largou na quinta posição. 
Escrevendo voltei no tempo e lembro perfeitamente de toda expectativa em torno dessas MM , eu tinha um carro pronto, um VW D3 que havia comprado do Expedito Marazzi e corrido a Copa Brasil de 1972, e por motivos outros não pude competir.
Todo padock falava do Opala de Pedro Victor/Cacó e o tempo que havia conseguido virar, os outros carros inclusive o Maverick de Bird/Nilson tinham tempos semelhantes, inclusive alguns  VW de ponta.
Na largada Pedro Victor vai embora, tal qual Jarrier/Shadow nos anos seguintes 75/76, e sua corrida durou aproximadamente umas seis voltas, se não me engano logo depois o carro de Castro Prado/Tarlá tomou a ponta para logo ser superado pelo  Maverick da Equipe Greco pilotado por Bird/Nilson Clemente. Os dois irmãos lideraram 192 das 202 voltas da corrida e completaram as Mil Milhas em 12h53m15s com quatro voltas de vantagem para dupla Camilo/Celidônio.
Em quarto vinha o VW de Guaraná/Giobbi que a poucas voltas do fim com problemas perdeu uma posição e terminou em quinto com 195 voltas. 
Essa foi a ultima corrida de Bird, que assim encerrou sua carreira com chave de ouro.
A maioria de fotos desse post são de meus amigos Fabiano e seu pai Luiz Guimarães, dois apaixonados por automobilismo e pela categoria e o texto a seguir é de Fabiano com suas lembranças da corrida, que assistiu depois do dia clarear, quando tinha apenas três anos. 

Rui Amaral Jr


"Lembro muito vagamente desta prova pois tinha de 3 para 4 anos, segundo meu pai foi a primeira vez que pisei no autódromo e talvez por este motivo tenha me apaixonado pela Divisão 3. Na época meu pai era amigo pessoal do "Gigante" e é claro que fui induzido a torcer pelo carro laranja e branco. Gostei também do Opala do Rodão (Argentino/Natividade) pois terminou a prova sem capô, despertando atenção de um moleque de 3 anos.
Como foi minha primeira prova como expectador marcou-me bastante e despertou-me uma grande paixão que dura até hoje pelo automobilismo. Fabiano Guimarães"




Bird Clemente e Nilson Clemente




Camilo Christófaro e Eduardo Celidônio 

José Argentino e Raul Natividade

Bob Sharp e Jan Balder




Julio e Águia

Alfredo Guaraná Menezes e Luigi Giobbi
 Alex Dias Ribeiro e Ingo Hoffmann 
Ricardo Málio Mansur/Pepa-Pedro Paulo Costa
 Carlos de Carvalho e Vicente Galicchio 
 Dante de Camilo e José Augusto Contijo 
 Erico Pereira e Luís Osório 
 Amandio Ferreira e Sérgio Alhadeff 
 Plínio Giosa e Jacinto Tognato 
 Jerônimo Pereira e Francisco Pereira 
 Maurício Chulam e Sérgio Benoni 
 Toni Rocha e Peter Schultswenk 
 Mane Simão e Alberto Serrodio 
Walter Barcchi e Aguinaldo Serra 







Classificação final

1º Ford Maverick Div 3 nº 20 Bird Clemente e Nilson Clemente SP – 201 voltas (12:53’15”)
2º Ford Maverick Div 3 nº 18 Camilo Christófaro e Eduardo Celidônio SP – 197 voltas
3º Opala Div 3 nº 58 José Argentino e Raul Natividade SP – 196 voltas
4º Opala nº 7 Bob Sharp e Jan Balder RJ/SP – 196 voltas
5º VW nº 29 Alfredo Guaraná Menezes e Luigi Giobbi SP – 195 voltas
6º VW nº 47 Bruno D’Almeida e Voltaire Mogg RS – 191 voltas
7º VW nº 19 Toni Rocha e Peter Schultswenk SP/RJ – 190 voltas
8º Ford Maverick nº 22 Dante de Camilo e José Augusto Contijo SP – 189 voltas
9º VW nº 15 Plínio Giosa e Jacinto Tognato SP – 188 voltas
10º VW nº 54 Amandio Ferreira e Sérgio Alhadeff SP – 188 voltas
11º Opala nº 5 Walter Barcchi e Aguinaldo Serra SP – 186 voltas
12º VW nº 62 Kenti Yoshimoto e Hiroshi Yoshimoto SP – 185 voltas
13º VW nº 17 Alex Dias Ribeiro e Ingo Hoffmann DF/SP – 184 voltas
14º VW nº 16 Nélson Giraldes e Maximo Pedrazzi SP – 177 voltas
15º Opala nº 14 Nicola Papaleo e Antonio Versa SP – 173 voltas
16º VW nº 63 Carlos de Carvalho e Vicente Galicchio SP – 172 voltas
17º VW nº 36 Pietro Jaconelli e Vincenzo Jaconelli SP – 171 voltas
18º Ford Corcel nº 48 Jerônimo Pereira e Francisco Pereira SP – 166 voltas
19º VW nº 11 Júlio Renner e Fernando Esbróglio RS – 154 voltas
20º VW nº 50 Mane Simão e Alberto Serrodio SP – 154 voltas
21º VW nº 30 Maurício Chulam e Sérgio Benoni RS/PR – 153 voltas
22º Opala nº 67 Juan Gimenez e Francisco Guariso SP – 146 voltas
23º VW nº 26 José Balieiro e Edimir Fernandes – 141 voltas
24º Chevette nº 37 Newton Pereira e Ricardo Villares – 139 voltas
25º VW nº 24 Erico Pereira e Luís Osório – 138 voltas
26º VW nº 51 Bruno Rubinatto e Koji – 138 voltas
27º VW nº 41 Julio Caio Marques e Luís Evandro – 135 voltas
28º Opala nº 46 Luís Landi e Nelson Silva – 128 voltas
29º Dodge nº 38 Nelson Marcílio e Nelson Billot – 126 voltas
30º VW nº 61 Norberto Gresse e Estanislau Fraco – 119 voltas
31º Opala nº 42 Leopoldo Abi Eçab e Laércio G. dos Santos – 112 voltas
32º VW nº 60 Amadeo Campos e Oswaldo Melone – 111 voltas
33º VW nº 69 Luís Dassoler e Roberto Wypych Jr. – 103 voltas
34º VW nº 59 Edson e Miguel Yoshikuma – 97 voltas
35º VW nº 34 Arturo Fernandes e Oswaldo Carajelescow – 83 voltas
36º VW nº 3 Sidney Mosca e Rubens Chiodi – 81 voltas
37º Opala nº 31 José Carlos Catanhede e Marco Emilio Pires – 70 voltas
38º VW nº 6 Ney Faustini e Aloysio Andrade Fº - 68 voltas
39º VW nº 33 Paulo S. Caetano e Ricardo Coelho – 66 voltas
40º Opala nº 53 Edson Graczik e Celso Frare – 51 voltas
41º VW nº 68 Pedro e Antonio Muffato – 48 voltas
42º Opala nº 57 José Chateaubriand e Edgar Mello Filho– 48 voltas
43º Opala nº 45 Antonio Castro Prado e Antonio Tarlá – 47 voltas
44º VW nº 28 José Melkan e César Fiamenghi – 42 voltas
45º VW nº 52 José Luís Nogueira e Antonio Furneel – 42 voltas
46º VW nº 49 Alfredo de Mattos e Teleco – 41 voltas
47º VW nº 65 Ricardo Mansur e Pepa – 38 voltas
48º Corcel nº 44 Geronimo e Francisco Pereira – 34 voltas
49º VW nº 25 Cláudio Cavallini e Orlando Lovecchio – 25 voltas
50º VW nº 35 João R. Schimot e Ricardo Di Loreto – 20 voltas
51º VW nº 1 Jozil Garcia e Francisco Gondim – 20 voltas
52º Chevette nº 4 Armando Andreoni e Luís C. Giannini – 19 voltas
53º Opala nº 21 Fausto Dabbur e Reinaldo Campello – 18 voltas
54º Opala nº 43 Claudio Dudus e José Serra – 12 voltas
55º VW nº 23 Odair Lopes e Clelio de Souza – 12 voltas
56º Brasília nº 2 Mario Pati Jr. e Mario Ferreira – 11 voltas
57º VW nº 32 Tony Pirillo e Dante Chiaroni – 11 voltas
58º VW nº 70 Othon Echel e Raul Machado – 9 voltas
59º VW nº 27 Ronald Berg e Wilson Sapag Jr. – 6 voltas
60º Opala nº 10 Milton Amaral e Renato Peixoto – 6 voltas
61º VW nº 9 Luís Brazolin e Ricardo Mogames – 6 voltas
62º Opala nº 8 Pedro Victor Delamare e Cacó Q. Moraes – 4 voltas
63º VW nº 56 Dimas Pimenta e Fausto Wajchemberg – 4 voltas
64º VW nº 40 Eduardo Lopes e Paulo Della Volpe – 1 volta
Obs: Melhor volta – Pedro Victor Delamare e Cacó Q. Moraes – Chevrolet Opala Nº 8 Div. 3 - 3min26s7 na quarta volta.

Agradeço as fotos e depoimentos de meus amigos Luiz e seu  filho Fabiano Guimarães e as fotos ao Jan Balder, Águia e Luiz Salomão. Fotos da largada calendário Metal Leve.

Post original de 19 de Dezembro de 2010







domingo, 1 de junho de 2025

Marinho, Bird e Alfredo!

 

Bird

 Bom dia meu amigo Rui,

Aí seguem fotos e vídeos da nossa festa de aniversário de um ano da Clássicos de Competição em 13/06/2010. Foi uma homenagem aos pilotos Marinho (Mario César de Camargo Filho) e Bird Clemente da Equipe Vemag dos anos 60.

Os carros madrinha foram uma carretera DKW pilotada por Bird Clemente acompanhado do Ceregatti e um Malzoni pilotado pelo Marinho acompanhado por mim. Os dois ficaram muito emocionados sendo que o Marinho chorou copiosamente enquanto dava as duas voltas de apresentação na prova comemorativa com os carros clássicos.

Foi muito gratificante para mim também e ficou registrado na minha memória para sempre. Foi um dos dias mais marcantes da minha vida.

Foi a última vez que o Marinho e Bird pilotaram carros de corrida e o mais marcante que foi na pista de Interlagos onde começaram as suas trajetórias de sucesso.

Nunca mais andaram em alguma pista até nos deixarem partindo para um plano superior.

Tenho muita satisfação de ter realizado este presente para eles...

 

Alfredo Ghere



Marinho e Bird
Marinho no Landi-Bianco/DKW
A bela carretera DKW com Marinho

Largada em Piracicaba com as Berlinetas na segunda fila
Marinho
Marinho e Bird no Velocult

Entre Marinho e Bird meu amigo Miguel Crispim Ladeira que com Jorge Letry deu o suporte às inúmeras vitórias deles e de meu amigo Chico Lameorão, que está ao lado de Marinho.
Marinho. Crispim e Bird
Em Interlagos na homenagem.
Bird
Walter Hahn Jr, Chico, Marinho, Alfredo, Bird, Crispim e Edmar Della Barba, feras!

Marinho, Alfredo e Bird. 

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 Bem ... Ia escrever um prólogo para o texto e fotos que recebi de meu amigo Alfredo, depois percebi que seria descabido, pois o texto e as fotos se bastam. Mas, como também gosto de contar histórias aí vai. Quarta-feira que passou em mais uma feijoada do Paulão – Paulo Mello Gomes – já havia conversado com o Alfredo e papeava com meu amigo Elcio Pelegrini que fava de sua paixão pelos DKW. Assim que lhe disse que ia apresentá-lo ao Alfredo este aparece e lá ficamos conversando, quando o Alfredo me disse que enviaria este texto e as fotos. De Bird e Marinho nada tenho a dizer, foram meus heróis do final da infância e juventude, e são até hoje. Com Marinho tive pouco contato, mas foram fraternos e inesquecíveis, já com Bird tive a grande honra de ser amigo.

À memória dos grandes Bird e Marinho, e aos amigos Alfredo e Elcio.

 

Rui Amaral Jr

PS: As fotos da feijoada vem durante a semana,assim como outras que recebi do Alfredo com um Puma-DKW que está à venda.