A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

APENAS UM TREINO.

Arturo Fernandes. Em frente aos boxes, as antigas arquibancada, os eucaliptos...
Na segunda perna da Ferradura.

Na curva do Sol.

Pinheirino. 
Bico de Pato


Vendo em meus arquivos essas antigas fotos do Arturo Fernandes andando em Interlagos, no autentico Interlagos, no ano de 1975 não sei por que me veio à lembrança de um dia cinzento de 1982.
Era bem cedo e eu ia pilotar em um treino a Brasília Divisão 3 de meu amigo Gasolina, os boxes estavam vazios, apenas nós e uns poucos curiosos que não perdem uma oportunidade de ver um carro andando no Templo, sem eles talvez não tivesse tanta graça, são um pouco de nosso combustível.
Dias antes fui fazer uma visita a meu amigo Chapa - Flávio Cuono -, não pilotava desde 1979 acho,  mas nunca perdi de vista o amigo. Aqui  um parênteses; para ele digo que está velho e sempre foi chato, digo que por sua causa ralei muito e etc. etc. e tal, mas aqui posso dizer, um querido amigo.
“Ruizinho, você não tem vontade de acelerar?” lança o Chapa, quando ia responder entra o Gasolina em sua oficina e novamente o Chapa dispara “o Gasolina tem uma Brasília D3 e está procurando um piloto para andar com ela, faz um teste”.
E lá fomos nós ver o carro, era bem feio azul de uma cor indefinida, estava limpo e logo sentei em seu banco concha enquanto o Gasolina me explicava o que tinha o carro. Ele reclamava do cambio que era uma Caixa Um, mas dizia que o carro era bom e me convidou para dar umas voltas em Interlagos e acertar o bichinho para ele. Caso eu gostasse poderia correr com ele.
No dia seguinte sem acreditar levei para ele meu cinto de segurança de seis pontos, banco e algumas outras coisas e marcamos o teste para o meio da semana seguinte. Ah! Deixei lá também minha Caravam branca para puxar a carreta e combinamos o dia, ele queria que chegássemos bem cedo para aproveitar todo o tempo.
No dia combinado lá estava eu, antes das sete horas, bem antes, o Templo estava ainda com aquela neblina que só quem conhece sabe.  
O Gasolina todo entusiasmado já mexia no motor e começava aquecê-lo, fui vestindo o macacão e me perguntando”que faço aqui?”. Sentei na barata já de capacete ele me afivelou o cinto e mandou que eu fosse.
Primeira, segunda contornei a saída dos boxes que naquele tempo ia até o final da curva Um e acelerei. A pista ainda úmida da madrugada e desci o Retão colocando as marchas e me perguntando “que faço aqui?”.
Nunca havia andado com os Pneubrás e fui me acertando com o carro naquela primeira volta. Ao chegar a Um dei uma tirada de pé, era a primeira volta, e quando vejo o ponto de tangencia dela vi que estava bastante úmido, molhado, mesmo entrando nela maneiro, quase fui até a grama antes de fazer a Dois, aí me perguntei novamente “que faço aqui?”.
Algumas voltas mais e comecei a tomar gosto, a sentir o carro, a andar mais e mais forte. Parei no Box para que o Gasolina verificasse se tudo estava em ordem, calibrar novamente os pneus e lá estava o Chapa, que tinha vindo me ver.
Andei bastante com o carro, umas quarenta voltas, fizemos alguns acertos, mas ele era muito ruim, nada parecido com um carro que pudesse a vir andar rápido.
O Gasolina me convidou para correr a próxima etapa do Campeonato Paulista de Divisão 3, que aquele ano seria chamado de TEP, não aceitei. O carro teria que ser desmontado e começar tudo do zero e já não tinha paciência para isso, agradeci.
No dia seguinte ao ir buscar minha Caravam no Chapa ele olha para mim e dispara “o Marquinhos - Marcos Levorim - quer vender o VW Divisão 3 do Fabinho - Fábio Levorim - tem dois motores e um monte de tralhas. Vamos dar uma espiada?”.


E assim saí da retifica dos Levorim, a SALECAR com aquele Fusca vermelho na carreta, e com ele corri o ano todo com o #8.
A meus amigos queridos Chapa, Marcos, Fabio Levorim, Gasolina e tantos outros que me acompanharam sempre. 
Em memória do saudoso Arno Levorim, quem teve o prazer e a honra de conviver com ele sabe muito bem do que estou falando.

NT: Só quem já teve a oportunidade de andar sozinho em uma pista de corridas, pode saber o quanto é estranho. Apenas o ronco e seu carro, quem vê de fora sabe onde você está freando, trocando de marchas ou simplesmente errando.           


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ferrari 500 - 1952/53

Por esses retrovisores Ciccio viu seus adversários em 1952/53.

Alberto "Ciccio"Ascari, campeão do mundo de Formula Um 1952/53.
  Ferrari 500 F2.
Piero Taruffi, a primeira vitória no mundial de 1952 no GP de Berna na Suiça.

André Simon, Nino Farina e Taruffi GP da Itália 1952 em Monza.

Os dois primeiros anos da Formula Um foram dominados pelas Alfa Romeo, em 1950 por Nino Farina e 51 por Juan Manuel Fangio. As Alfas com seus motores de 1.500 cc com compressores chegaram ao final de 51 com 410 hp. Nessas duas temporadas era comum carros de Formula Dois completarem o grid de largada, mas para temporada de 1952 a CSI orgão regulamentador da FIA resolveu que os dois campeonatos seguintes seriam corridos com os carros da Formula Dois, medo das Mercedes Benz, vontade de tornar a categoria viavel a uma maior quantidade de equipes? Não se sabe, o certo é que a Ferrari já tinha pronto o carro para os dois anos seguintes. A FERRAI 500 F2.  
Ela e Alberto "Ciccio" Ascari formaram uma dupla invencível, com dez vitórias em quatorze corridas dos mundiais de 52 e 53.


  GP da Suiça 1953, Ciccio toma a ponta para mais uma vitória.Seria sua ultima com com a 500.

GP da Holanda 1953, mais uma vitória de Ciccio.
  
 Seu motor de quatro cilindros em linha tinha 1.984,85 cc, duplo comando de válvulas no cabeçote, duas velas por cilindro e rendia 185 hp à 7.500 rpm.



Motor dianteiro, longitudinal, 4 cilindros em linha
Diâmetro x curso 90 x 78 mm
Cilindrada unitária 496,21 cm3
Cilindrada total 1984,85 cm3
Taxa de compressão 13 : 1
Potencia máxima 185 CV a 7500 giri/min
Potencia especifica 93 CV/l~
2 válvulas per cilindro
Alimentação 2 carburadores Weber 50 DCO
2 velas por cilindro - dupla alumage
Lubrificação carter seco
Ficção multidisco

Chassi
Tubular em aço
Suspensão anterior independente, quadrilátero transversal, bandeja inferior transversal, amortecedores  hidráulicos
Suspensão traseira De Dion, dupla ponte, balança transversal,amortecedores hidráulicos
Freios a  tambor
Cambio 4 marchas + RM
Direção eixo sem fim e setor
Reservatório de combustível 150 litros
Pneus dianteiros 5.25 x 16
Pneus traseiros 5.50 x 16
Carroceria
Tipo monoposto F2

Distancia entre eixos 2160 mm
Bitola dianteira 1270 mm
Bitola traseira 1250 mm

Peso 560 kg 

Velocidade  máxima 260 km/h

Meu amigo Henrique Mércio, Caranguejo, conta um pouco da carreira desse grande campeão Alberto Ascari no post "O HOMEM DO "CASCO"AZUL".

Motor

 Recebi de meu amigo Jr Lara este vídeo que mostra a montagem e o funcionamento de um motor quatro cilindros em linha com duplo comando de válvulas no cabeçote. Notem ao final o fluxo de entrada da mistura ar/ combustível e escapamento. Muito bom!





E do Flávio Manfredini a reconstituição do acidente do Kubica.




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Obrigado Luiz por Henrique Mércio



As manifestações pelo falecimento do seu Peroba, destacáveis em todos os blogs desta comunidade da velocidade, servem para dar uma idéia da estatura, da grandeza, da importância desse homem, para tantas pessoas. Que ele repouse no céu dos pilotos, que veja a trilha luminosa que deixou atrás de si e possa dizer para si mesmo: "Que bom que eu tanto fiz". Vá em paz Luizinho.

C.Henrique Mercio, o "Caranguejo"

Obrigado Luiz


Obrigado por todos momentos bons que você nos proporcionou, ver você pilotar foi para nós uma lição. E quem te conheceu sabe que a lição foi muito maior, uma lição de vida, humildade e amizade.
Que Deus te acolha em Suas Mãos e que você possa ter a paz merecida. 

 Ferraz, Orlando e Rui.  


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mil Milhs de 1981 - Paulo Valiengo

Mostrei na semana passada as Mil Milhas Brasileiras de 1981 nas fotos dos arquivos Ricardo Bock, muitos amigos correram essas MMB, e ontem recebo um e-mail do Paulinho Valiengo com duas preciosidades, uma foto dele no Grid e outra do Podium na mesma corrida. Um dia vamos reunir todos que correram e contar a história de cada um. Obrigado Paulo e um abração.
Paulo e Giba.
No podium Darcio, Xandi, Giu, Chico Serra, Affonso e Zeca Giaffone, Paulo, Guaraná, Aldo Pugliese. 


Olá Rui, tudo bem?
Estive no seu blog, que gosto muito de acompanhar, e vi uma matéria e fotos sobre as Mil Milhas de 1981.
Fiquei envolvido nas lembraças desta prova e tomei a liberdade de enviar para você duas fotos, uma do pódio e outra de momentos antes da largada, comigo ao volante do meu Opala Stock Car.
Esta foto é histórica, porque quem está ao meu lado no grid, é o Gilberto de Oliveira Magalhães, o Giba, um dos maiores preparadores do automobilismo brasileiro.
Como você sabe, o Giba lançou dentre outros, o Ingo, o Nelsinho Piquet (Pai), o Guaraná, Julio Caio e etc.
Nestas Mil Milhas corri com o Guaraná e com o Aldo Pugliese, com apoio total dos irmãos Giaffone, e com o carro preparado pelo grande Jayme Silva. Terminamos a prova na terceira colocação na geral.
Esta prova também é marcante, porque foi o primeiro contato do Giba com os Opalas, uma vez que até então só preparava motores VW.
Espero que goste deste material.
Um grande abraço, Paulinho.





 PAULO VALIENGO
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

DOMINGO


Lá em Floripa.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Emerson na Formula 3 - 1969

Emerson e Lotus 59 Ford-Holbay da Jim Russell Racing Driver School.

Saindo da Formula Ford em 1969 Emerson começou na Formula 3 depois que os principais campeonatos ingleses haviam começado.
Jim Russel dono da equipe Jim Russell Racing Driver School e seu chefe resolveu concentrar suas atuações no MCD LOMBANK CHAMPIONSHIP um dos mais prestigiados dos vários campeonatos ingleses de Formula 3. 


Emerson corria com uma Lotus 59 - Ford/Holbay e em sua primeira corrida, e décima etapa do campeonato em 13 de Julho no circuito de Mallory Park ele chegou no quinto lugar na corrida vencida pelo americano Roy Pike piloto do Gold Leaf Team Lotus equipe oficial da fabrica pilotando também um Lotus 59 - Ford/Holbay.
Na 11ª etapa no circuito de Brands Hatch no dia 3 de Agosto Emerson chega no segundo lugar atrás do britânico Bev Bond que pilotava uma  Brabham BT28 - Ford/Holbay.
12ª etapa Mallory Park dia 10 de Agosto, sua primeira vitória na Formula 3 e no campeonato, a seguir vieram, Bev Bond Brabham BT28 - Ford/Holbay, em sexto alguém que anos mais tarde aproveitaria toda capacidade de Emerson em acertar um carro, James Hunt com um  Brabham BT21 - Ford.
13ª , 14ª etapas duas vitórias em Brands Hatch nos dias 17 de Agosto e 14 de Setembro.
15ª etapa em Mallory no dia 28 de Setembro nova vitória em segundo seu companheiro de equipe e que mais tarde viria a ser novamente seu companheiro na Formula Um, David Walker,  Lotus 59 - Ford/Holbay.
Na 16ª etapa em Mallory Emerson teve problemas de freios e não pontuou.
Na 17ª em Brands Hatch no dia 19 de Outubro bateu.
E finalmente na 18ª etapa no dia 9 de Novembro e ultima corrida do campeonato uma grande vitória em Brands Hatch, os seis primeiros nessa etapa;  Emerson Fittipaldi, BR Jim Russell Racing Driver School Lotus 59 - Ford/Holbay 16'01.0" 2º Bev Bond, GB Gold Leaf Team Lotus Lotus 59 - Ford/Holbay 16'01.4" 3º 149 David Walker, AUS Lotus Components Lotus 59 - Ford/Holbay 16'09.0" 4º Richard Scott, GB Richard Scott Chevron B15 - Ford 16'15.2" 5º 145 Andy Sutcliffe, GB Andy Sutcliffe Lotus 59 - Ford 16'19.4" 6º Mike Beuttler, GB Clarke-Mordaunt Team Brabham BT28 - Ford/Holbay 16'20.6".  
 Tudo isso fora as corridas que fez no campeonato europeu como por exemplo no campeonato francês no dia 4 de Outubro quando foi enfrentar as feras que corriam no continente , na  XXV Coupe du Salon. A pole foi do sueco Ronnie Peterson pilotando um March 693 - Ford mas a vitória foi novamente de Emerson, a seguir os seis primeiros; 
Emerson Fittipaldi, BR Jim Russell Racing Driver School Lotus 59 - Ford/Holbay 27'49.0" 2º  Francois Mazet, F Francois Mazet Tecno 69 - Ford/Novamotor 28'00.4" 3º Jean-Pierre Jaussaud, F AGACI Tecno 69 - Ford/Novamotor 28'12.1" 4º Patrick Depailler, F Societé des Automobiles Alpine Alpine A330 - Renault R8/Mignotet 28'16.9" 5º Vittorio Brambilla, I Scuderia Picchio Rosso Birel - Ford/Novamotor 28'28.6" 6º Jean-Pierre Cassegrain, F Jean-Pierre Cassegrain Brabham BT28 - Ford 28'35.





Para os que não tiveram oportunidade de acompanhar na época só posso afirmar; isso foi apenas o começo! 

Fotos de meu arquivo pessoal da revista inglesa Autosport, e a primeira foto da revista Quatro Rodas, coleção digital edições de Novembro e Dezembro de 1969.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FORMULA 3 - Fala David Walker

Outro dia lendo o post de meu amigo Carlos de Paula voltei quarenta anos no tempo e vi a corrida de Formula 3 em Interlagos em que David Walker fez de tudo. Eu estava lá e vi bem de perto, não vou dar razão às porradas que Fritz Jordan deu nele, mas eu faria o mesmo.

David Walker - Lotus 61 Holbay- na Formula Ford 1969, logo atrás Tony Trimmer - Titan MK4 Lucas da equipe de Frank Willians.


Em Tarumã, Walker, Wilsinho Fittipaldi, Carlos Pace e acho que Tony Trimmer.
A curva Tala Larga e todos estão pilotando Lotus 59. Notem que apenas Wilsinho usa spoilres e asa traseira. 
Clique para expandir. 

Revista Auto Esporte Abril de 1971 e Autosport Julho de 1969. 




quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MIL MILHAS BRASILEIRAS DE 1981

Muitos amigos correram nessas Mil Milhas, essas fotos são do arquivo do Ricardo Bock que correu com o João Franco e Ronald Berg. Terminaram em sexto na categoria Hot Car.


João Franco no grid.

Jornal Folha de São Paulo 21 de Dezembro de 1981




Na troca de pilotos Ricardo observa, sai João entra Ronald.

Reparos na madrugada.

Tocada do Ricardo.
Ronald Berg.
Troca de pilotos e reabastecimento, sai Ronald e entra João.