A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PRECIOSIDADES



       AUTOCLÁSICA 2011

O automobilismo argentino certamente foi e é o mais forte do continente, e sobretudo o  povo de lá sabe preservar e cultuar seus ídolos. Por aqui graças a muitos que hoje em dia se destacam no Antigomobilismo estamos aos poucos chegando ao nível deles.
Uma dessas pessoas é minha amiga Elisa - Elisa Asinelli Do Nascimento - que visitando a AUTOCLÁSICA 2011  nos envia essas fotos, antes mesmo de postar em seu Site e Blog. 
Por enquanto ela ainda trabalha catalogando todas suas fotos e anotações, logo teremos em seu Blog e Site tudo de bom que viu e ouviu por lá, naturalmente com toda sua habitual competência.
Obrigado pelo privilegio Elisa, um forte abraço!  




























ANTYQUA: www.antyqua.com.br

ANTYQUA VARIEDADES blog : http://elisaan.blogspot.com/




quarta-feira, 26 de outubro de 2011

TARUMÃ


Ontem quando escrevi sobre a corrida de Tarumã logo a seguir liga o Jr, "você trocou!". Lógico escrevi de memoria. Agora ele enviou esse recorte que mostra a corrida. Em tempo a pole foi de Fernando Moser. 



QUEM, QUANDO E ONDE???



terça-feira, 25 de outubro de 2011

O FIO DA NAVALHA

Eles no Rio de Janeiro, Jacarepaguá. 

Interessante, é uma expressão que uso e para mim ela é tão clara e explicita quanto uma curva tomada e contornada no limite, daquelas que você sabe que fez rápido.
Esse fio para mim tem um significado especial; de um lado o piloto não tirou tudo que seu equipamento permite e do outro é a freada, tomada e contorno feitos no limite e pode acabar numa rodada ou no muro.
O fio é aquela volta perfeita, feita no limite, seu e do equipamento ou como dizia Ayrton; “É a mesma coisa que dar o nó na gravata e as duas pontas ficarem na mesma altura”.
Em uma corrida caso esteja só, sem ninguém à frente ou atrás, ela vem e a tocada torna-se prazerosa, no bolo ela é praticamente impossível.

Pois bem, vinha escrevendo este texto, quando lembro de ligar para o Jr. - Jr Lara Campos - e agradecer o vídeo que mostrei antes, motivo do texto, e conversar um pouco.
Papo vai, papo vem, lembro a ele uma passagem que o Chapa me contou. No Tarumã numa corrida do Campeonato Brasileiro da Divisão 3, ele desce a reta emparelhado com o Arturo - Arturo Fernandes - e Amadeo -Campos - e na curva Um deixa os dois para trás. O Chapa ficou muito impressionado.

Rio De Janeiro

Ele ri e lembra que foi na corrida em que bateu nos treinos, e o cabeçote do chassi de seu VW desalinhou. Então ele e Minelli, Chapa contaram com a ajuda do gaúcho Fernando Moser, um de seus adversários na corrida para reparar o carro. Uma bronzina de mancal serviu para dar o alinhamento a suspensão dianteira. O trabalho foi duro, mas como sempre que lá fomos, os gaúchos hospitaleiros e camaradas, ajudaram a colocar o carro na pista. Notem que o rápido Fernando era um dos que disputavam a ponta naquela corrida.


Na corrida, ele me contou que o carro estava perfeito, até melhor que antes, na primeira bateria largou em último e já vinha disputando a terceira posição quando seu filtro de óleo explodiu encharcando a pista - e todos falam que era eu que fazia isso! - e abandonou.
Na segunda bateria, largando novamente em último, vai para frente e protagoniza essa bela disputa, em plena Reta do templo gaúcho, tomando a curva "Um" na frente dos dois, para logo depois seu carro quebrar novamente.
Arturão

Certamente uma “briga de cachorro grande” que ficou na memória do Chapa e de todos que a viram.
Sei que comecei este texto com uma volta perfeita, mas o Jr me atrapalhou, e terminei escrevendo dessa maravilhosa categoria que foi a Divisão 3.
Então aproveito e deixo minha homenagem a todos os pilotos, não importa em qual categoria correram, que levaram sua arte ao extremo. Depois de uma corrida, não importa em qual posição chegaram, saíram da pista com a sensação de dever cumprido.
A memória de Fernando Moser.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Em dois posts aqui no Histórias e no blog do Jr já fizemos referencias a essa corrida, um deles é “A TRINCA” de meu amigo Caranguejo.

Ayrton

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

VALE!

Jimmy

 
Andava com vontade de escrever sobre as mortes que tem ocorrido nas pistas, no Brasil e no mundo.
Estou a horas em frente a essa máquina, o assunto matutava em minha cuca, e derrepente ao dar uma passeada pelos blogues dos amigos vejo que o Tohmé em seu MINIS NO MUNDO colocou uma miniatura da moto de Simoncelli e faz a pergunta “Vale a pena?”.
Sei que ele conhece tão bem quanto eu, toda paixão que envolve tanto o automobilismo quanto o motociclismo.
Ontem, eu pensava em todas as tragédias que presenciei nas pistas, em 1961, então com 8 anos, estava eu com meu irmão em um dos treinos dos 500 KM de Interlagos quando ouvi alguém gritando “bateu no Bacião”, os boxes eram no Café e Bacião como era chamada a curva Três. Todos correram para lá e fui atrás. Me lembro perfeitamente... os mais velhos descendo e já quase chegando a Três e eu sozinho, atravessando a junção. O mato alto, a pista larga e o medo de que algum carro viesse rápido por ali. Cheguei em tempo de ver a maca subindo o barranco atrás da curva com o piloto parecendo desfalecido. Não me lembro se ele pilotava uma Ferrari ou Maserati e os comentários eram de que era um mecânico. Não fiquei sabendo ou esqueci se ele sobreviveu ao acidente.
Dois anos depois... Assistia os 500 KM de 1963, quando o Celso Lara Barberis sofreu o acidente que lhe custou a vida. Estava nas arquibancadas em frente aos boxes e logo todos começaram a comentar, lembro da tristeza imediata e do “gosto amargo” em minha boca.
Depois disso, vi vários de meus ídolos perderem a vida nas pistas e certamente a morte que me foi mais dolorida foi a do eterno Jim Clark.
Vi no ano passado o acidente absurdo do filho de Big John, quando uma roda desprendida de outro carro bateu em sua cabeça. Triste sina de um pai, campeão em duas e quatro rodas ver o filho morrer em uma pista, onde ele mesmo passou por todos os perigos e viveu todas as glórias.
Em Interlagos, neste ano foram três tragédias e aquela do Sondermann na Copa Montana talvez a que mais abalou a todos que assistiram.
Acontece que carros e motos de corridas são perigosos, todos nós sabemos, e é quase impossível aumentar a segurança quando se anda a velocidades altíssimas e sobretudo no limite, seja numa curva contornada a 80km/h ou a 250.
Ficamos tristes? Sim.
Tenho aqui comigo recortes de jornais e fotos de uma tragédia que alcançou um grande e querido amigo em Interlagos há muitos anos atrás, ele sobrevivente carrega até hoje as marcas consigo. Sofri com ele, bem como a esposa e demais familiares e até hoje é um assunto que muito de vez em quando aparece em nossas conversas, sempre com o mesmo gosto amargo. Me perdoem se não mostro a vocês, caso um dia ele queira escrever contarei e mostrarei tudo, por mais dolorida que seja essa lembrança.
Jamais sentei em um carro de corridas pensando na morte e tenho certeza que meus amigos também, apesar de ela estar sempre próxima. Nenhum de nós é suicida apenas apaixonados pelo esporte.
O que nos resta fazer? É lutar por mais segurança, mesmo sabendo ser isso quase impossível. E chorar num canto, deixar as lágrimas caírem como fiz nestas duas semanas seguidas por Dan e Simoncelli. E depois voltar ás pistas, eu, agora observando, alguns acelerando e sempre trazendo na memória aqueles que lá deixaram suas histórias.
RiP Marco...

FOTO:Getty Images



sábado, 22 de outubro de 2011

ASCURRA 29 e 30 de Outubro

Olá Rui, boa tarde!
Nos dias 29 e 30 de Outubro será realizada em Ascurra a 4ª etapa da TCC (Turismo Clássico Catarinense) e 4ª etapa da Copa Santa Catarina de Automobilismo.
Quero convidá-lo a prestigiar a prova, pois na ocasião será feita uma grandiosa homenagem ao Max Mohr pelos 30 anos de carreira no Automobilismo e pela dedicação ao esporte durante todo este tempo, e pararelo à isso estou organizando o "1º Encontro dos Dinossauros da Terra", que foi adiado no mês passado em função das chuvas.
Este evento reunirá grandes nomes do Automobilismo Catarinense e Paranaense que brilharam nas últimas 3 décadas, e até o momento mais de 40 ex-pilotos já confirmaram sua participação, e eu conto com a sua presença.
Faremos um grandioso costelão no fogo de chão para os convidados.
Tenho certeza que será um final de semana daqueles inesquecíveis, e sem dúvida alguma o melhor evento extra-pista dos últimos anos!!
A "festa" vai rolar no domingo (30) nos boxes, tendo o meu "Pinico Atômico" como referência para ponto de encontro.
Deixarei na portaria do Autódromo uma lista com o nome dos convidados, e chegando lá é só você dizer seu nome que as credenciais e trânsito livre de box estão na mão. Se quiser levar algum convidado seu também, fique à vontade que terei um número extra de credenciais para isso.
Será uma honra ter você lá e poder recebê-lo no meu box!
Abraços empoeirados
Francis Henrique Trennepohl
(48) 9901-0112


www.poeiranaveia.blogspot.com
www.turismoclassico.blogspot.com

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Até tu Mario!

GP do Brasil 1976 - no verdadeiro Interlagos.
Entrada do S a Brabham BT45 de Moco vem liderando as Lotus 77 de Peterson #5 e Andretti #6, lá atrás a outra BT45 de Reutmann.

 Na 3ª volta Mario se precipita na entrada do S e tira as duas Lotus da corrida.
Clay #2, Lauda #1 Ferrari 312T, Hunt #11 MacLaren M23 e Brambilla March 761 #8.
A vitória foi da Ferrar #1 de Niki Lauda.











quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Targa Florio

1972 a vencedora Ferrari 312 P/B Arturo Merzario/Sandro Munari aqui com Sandro.
Maserati Tipo 61 - BIRDCAGE - da equipe americana Camoradi com  Umberto Maglioli/Nino Vaccarella. Quebrou.
 1965 Alfa Romeo Giulia TZ Paolo Gargano/Ludovico Denza - 24º  lugar.
 1970 Porsche 908/2 -Martini International Racing Team - Gérard Larrousse/Rudi Lins. Quebrou.
1972 a vencedora Ferrari 312 P/B Arturo Merzario/Sandro Munari aqui com Arturo.

7º Encontro do Volks Clube do Ceará será hoje

O Volks Clube do Ceará convida seus sócios e amigos para seu 7º encontro que será realizado HOJE, Quinta Feira as 8 da noite no Parque do Cocó.
Venha bater um papo descontraído com aquela cerveja gelada.
 
 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Um pouco mais da Divisão 3

Em algumas recortes que recebi de meu amigo Jr Lara.

Alguns amigos inesquecíveis, Jr no alto do podium, a seu lado Amadeu, João Franco, Vicente Correa e Adolfo -Bambino- Cilento.




  

APENAS UMA ANTA

 Uma anta chamada Andre Forastieri escreveu um texto permeado de idiotices, intitulado "O sentido do automobilismo é a morte.
Só tomei conhecimento por que amigos postaram no Facebook essa hedionda falta de intelecto e, por que não, desrespeito ao falecido Dan Wheldon.
Segundo a ótica depravada do autor que vomitou este texto, o jornalismo também teria como objetivo a morte, haja visto o número razoável de jornalistas que morrem cobrindo guerras e crimes no mundo inteiro.
Sugiro que não leiam.
Simplesmente não vale a pena.
Vamos tentar achar um lugar no zoológico para esta anta perdida.

----------------------------------------------------------------------------------------

O texto acima é de meu amigo Carlos de Paula e está em seu blog, apoio cada palavra que ele escreveu sobre esse verme, que por ter uma página na internet acha que pode vomitar essas idiotices.
Quero deixar aqui também meu apoio ao Tony Kanaan que parece que sofreu com algumas atitudes de mal gosto em seu Tweeter.
Força Tony, estamos com você...

Três textos do Carlos para tragédia de domingo;

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Na contra mão com o FD04.

Outrio dia estava lembrando do teste do FD04. Não me lembro bem o porque, eu, como sempre, não fui para os boxes. Mas lembro de ter chegado ao autodromo e pulado o muro.
Depois, caminhei do portão 2 até a entrada dos boxes. Um grupo de 20 fanaticos estavam lá. Devia ser o terceiro ou quarto dia de teste do FD04. Me sentei ao lado de um rapaz e perguntei:
-E ai ? O carro ja foi para a pista ?
-Foi sim, deu umas 3 voltas..
-E como esta ?
-Rapido. O Emeron esta exigindo do carro...
-É mesmo ? Qual o tempo por volta ?
-Não marquei, mas ele esta muito rapido.
Pensei.
-Cara, todo F1 é muito rapido, mas temos que saber o quanto ele é rapido. Sem o tempo não da para saber.
-Você esta certo..
Fiquei uns quinze ou vinte minutos conversando com o sujeito que não tinha marcado o tempo do FD04.
Finalmente o motor roncou.
Otimo, a caramga vai para a pista...
De onde eu estava, ali na arquibancada, quase na estrada do box, levantei esperando o FD04 entrar na curva 2, mas que surpressa...O FD04 vinha na contra mão do circuito. O rapaz ao meu lado comentou.
-Ele vai voltar de pé em baixo.
Concordei com a cabeça e fiquei esperando o FD04 passar em frente. Que nada...
Era a mais linda versão do FD04, com aquele enorme bigode na frente. Lindo.
O Emerson acelerou a caranga e partiu para a junção.
Até hoje é complicado descrever o que o Emerson fez, andar o circuito todo ao contrario era bem engraçado de se ver.
Mas, no final ele tinha dado 4 voltas no circuito ao contrario.
Marquei uma das voltas, dava mais de 45 segundos contra um tempo normal para a época.
O carro entrou pela saida dos boxes. Fiquei esperando por uns dez minutos, até que resolvi ir para mais perto dos boxes. O FD04 estava sendo puxado por uma kombi.
Hoje pode-se pensar que seria uma coisa mal feita.
Arrastar o FD04 por uma Kombi ?
Mas a F1 era assim, o F6 foi levado por um Jeep.
No dia seguite, fiquei sabendo o porque das "Anti-Voltas" do Emerson.
Eles tinham abaixado tanto o carro, que nas freiadas mais fortes, como na três, o carro raspava de mais, e estava destruindo o chassis do FD04, andando ao contrario, o problema era bem menor.
No treinos livres para o GP Brasil daquele ano, o Copersucar fez o quarto tempo. Na primeira curva o Emerson já estava em terceiro para papar o segundo. Mas ai, o motor Ford Cosword começou a falhar...Putss...
O carro chegou lá atras, acho que em 13°. Mas o Emerson estava empolgado com o FD04, que infelismente, não teve nenhum resultado expressivo, a não ser em Mônaco.
Interresante como a avaliação dele foi erronia. Emerson dizia que se o carro andasse bem em Interlagos, andaria bem em qualquer pista. Mas não foi assim.
Até os deuses erram.

Mario Marcio G. Souto Maior- Cuca