A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pedro Garrafa

Pedro Garrafa


Caro amigo Rui

Conforme havia lhe prometido passo aqui um breve histórico de minha trajetória no automobilismo.
O contagio com o automobilismo, começou desde meu nascimento, pois nasci em São Paulo, mais precisamente no bairro Canindé,ou melhor bem em frente as  oficinas da gloriosa Equipe Lobo, do saudoso Camilo Christofaro.Creio que não precisa dizer muito mais sobre isso.Portanto concluindo essa parte a musica que me ninava na época era os possantes roncos dos motores Chevrolet Corvette, que ¨seu¨Camilo regulava como se fossem um instrumento musical afinando, e desde muito jovem comecei a ser contaminado pelo vírus automobilismo nas veias, porem como não tinha condições financeiras nem oportunidade na época, fui acumulando muito desejo de fazer parte desse mundo.
Como tudo na vida passa, pensei que esse desejo, também iria passar, mero engano, pois mesmo mudando de cidade, estudando e trabalhando em outro ramo, a vontade de fazer parte desse meio, ia crescendo cada vez mais em vez de diminuir.Foi ai que DEUS resolveu que deveria me dar uma chance, para que eu realizasse meu grande sonho.No inicio dos anos 80 eu dei uma virada tremenda em minha vida, passei de chefe administrativo de uma multinacional, para dono de minha própria empresa, criei a TRUCK RACING,e comecei a trabalhar para algumas pessoas e equipes, é claro que o sucesso custou a aparecer, mais fui insistente, e finalmente conseguiria entrar definitivamente para o mundo automobilístico esportivo, confeccionando escapamentos especiais para carros de competição e se especializando também em Santantonio(barras anti-capotagem) e por fim passei a montar carros de corrida para venda.Foi assim que fui obrigado a entrar para a pista pois precisava testar os mesmos, ai então não tive mais duvidas e nem saída, pois iria fazer do hobby a minha profissão, e assim foi feito, enquanto que para alguns que eu trabalhava tudo era hobby para mim era profissão, consegui unir o útil ao agradável.
Não precisa nem dizer que também fui um rato de autódromo, pois no inicio dos anos 70, quando tivemos a Copa Brasil de Automobilismo,aonde podíamos ver pela primeira vez alguns dos mais lendários carros internacionais , como Lola, Porsche e Ferrari 512 S, eu já estava lá pulando o muro para poder ver de perto meus ídolos como Emerson, Wilsinho,Camilo,Eduardo Celidonio e muitos outros.



Basta lembrar que meu ingresso na Divisão 3 deu-se indiretamente, pois eu já trabalhava e fazia alguns serviços para o Fukuda, para o Ueda,para o Sueco, para o Amadeu e muitos outros, e na sua época eu atuava como torcedor de toda a categoria, pois minha paixão pela divisão 3 era até contagiante, e tinha não só você como vários outros pilotos como meus ídolos, pois considerava que quem pilotava um divisão 3 era realmente fora de série, e não me enganei com isso, pois alem de verdadeiros pilotos eram verdadeiros heróis para dominarem essas baratinhas (pinicos), naquele traçado maravilhoso que era Interlagos antigo.
Minha historia tem muitas fazes e eu não quero canssa-lo com isso, por isso mesmo vou resumir mais ainda.
Eu acompanhava vocês aonde quer que fossem, seja no Rio de Janeiro ou no Rio Grande do Sul, lá estava eu acompanhando e me preparando para um dia quem sabe fazer parte desse glorioso time de heróis, já estava com o meu divisão 3 quase pronto, porem o destino quiz que mudássemos os planos, e quando a categoria passou a chamar-se Hot Car., e era patrocinada pela Rede Globo, não que eu tenha poderes extra sensoriais, pressenti que tudo ou melhor todos os meus planos poderiam ir por água abaixo, pois não teria dinheiro para acompanhar, nem para cumprir as exigências da emissora.Nesse ponto não me enganei pois essa dita emissora acabou, isso mesmo, acabou com uma das categorias mais promissoras desse pais.
Depois dessa tremenda decepção, foi ai que comecei a alçar vôo mais longe, pois não podia parar, e nem jogar fora o trabalho de tantos anos de programação, assim sendo parti para o Paraná , aonde existia a categoria HOT FUSCA, formada pelos carros remanescentes da antiga categoria Divisão 3 e Hot Car.


Porem a vontade e frustração de correr em Interlagos nunca se extinguiram, foi ai que resolvi então que iria andar de Speed 1600, pois a categoria estava em pleno auge e em  franca ascensão, pois teve provas  que atingíamos um grid de mais de 60 carros por prova, mas tudo o que é bom dura pouco, pois bruscamente fomos condenados a deixar de andar no templo do automobilismo nacional, que era a pista antiga de Interlagos,para andarmos nesse circuito atual(sem mais comentários)
Não satisfeito com essas situações, fui alçando vôos maiores, pois deixei de andar em São Paulo, fui definitivamente andar no Paraná,andei de Speed em Tarumã com meu próprio carro, criei juntamento com o Álvaro Mattos, a categoria Speed em Brasília, e também andava no mesmo campeonato, fui e levei meu carro para lançar a categoria em Recife, em parceria com o piloto da formula truck Beto Monteiro, juntamente com os ex pilotos de Divisão 3 Zeca Monteiro(pai do piloto e atual presidente da Federação Pernambucana) e também com o experiente piloto Joca Ferraz.Posteriormente fui para Goiânia e finalmente criei a Categoria Speed em Campo Grande, aonde também participava do campeonato regional.Cheguei até a andar na Categoria de Buggys (regulamento e motor de Speed) nas Dunas de Natal - RN. Como você poderá observar por esse pequeno e resumido histórico, eu não tinha fronteiras e fui até procurado por pilotos do Paraguai, que eram excelentes compradores dos meus carros e pagavam principalmente a vista.Aonde existisse uma pista lá estava eu, fui até para o Ceará participar de uma prova no Circuito Virgilio Távora, próximo a Fortaleza no Município de Euzébio.
Enfim tudo o que tinha motor e eu pudesse estar dentro, lá estava eu, andando de fusca, de hot fusca, de protótipos e por ultimo de marcas.Porem a grande paixão era mesmo os divisão 3, que com o tempo foram ficando superados em virtude da falta de equipamentos
mais modernos porem também caros, foi ai que resolvi fazer os fuscas com motor AP, isso já no Paraná aonde eu mantinha minha oficina e equipe, apesar da mesma ser chefiada pelo experiente mecânico Carlos Jaqueire, que é meu parceiro até os dias de hoje, agora na cidade de Bertioga, lugar sede de minha moradia e de nossa equipe, aonde ficamos hibernando projetos e planos futuros para o renascimento da divisão 3.
Acho melhor eu parar por aqui, senão você vai se cançar.
Mas ainda tenho muitas outras historias para te contar, muitas fotos para te mostrar e muitos planos para executar.
Obrigado, por esta oportunidade de poder descrever um pouco da minha historia, mas não se esqueçam que vocês também fazem parte dela, pois se vocês não existissem e não tivessem participado da categoria, aonde eu iria me inspirar ou me espelhar.
Muitos de vocês foram e sempre serão meus incentivadores e meus ídolos.
Aqui está uma pagina bem resumida de tudo o que fui e o que sou graças a vocês.


Abraços

Pedro Garrafa
(DESISTIR JAMAIS) 

Caro Pedro, agradeço seu depoimento, espero que seja apenas o primeiro de muitos, e suas referencias a nós, um abração. Rui Amaral Jr

Parabéns Teleco

 Parabéns Teleco amigo de tantos anos, tudo de bom para você fique com Deus.


Teleco
Quatro Rodas Digital edição Fevereiro de 1973.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

FACEBOOK


Ontem o Caranguejo e eu conversávamos no Skype quando entra o Ferraz, aí o papo começou a correr solto como sempre, e chegou à página que o Nando idealizou e com o apoio do Ferraz montaram Facebook sobre a Divisão 3.
Com essa ferramenta incrível que é o Skype logo nós três entramos lá e o Ferraz começou a colocar fotos e nós três comentando e rindo à bessa e trocando “gentilezas”, se não provoco o Ferraz meu dia nunca está completo, ele e o Jr são fregueses.
Começamos a ver os amigos que lá entraram para nossa satisfação, Joel, Rui Pastor, Carlos de Paula, Ararê. Francis o Alicatão da terra, Orlando, Sueco, Cezar, Gabriel, os Della Barba, Duran, Zé Clemente com quem bati um longo papo, Pedro Garrafa enfim um monte de amigos. 
Derrepente o Fábio Jaqueire começa a colocar muitas fotos de Interlagos no ano de 1974, de sua família acampando, de seu pai, do Pedro Garrafa e algumas de Divisão Um andando no Templo.       
Caranguejo, Ferraz  e eu ficamos algumas horas olhando as fotos e conversando, comentando e lembrando, é seu Nando parece que sua idéia foi brilhante!
Ah! Em tempo o Francis também está montando uma pagina no Facebook sobre o automobilismo na terra.  

Usei o belo trabalho do Ararê para o blog da Divisão 3 do Orlando Belmonte Jr para colocar o link para a página do Facebook.

POEIRA NA VEIA no Facebook.

As fotos do Fabio Jaqueire.


Como comentávamos ontem, é um pecado o que fizeram com o nosso autódromo, aí a curva da Ferradura com seus desníveis seus altos e baixos uma pintura! Atrás os lagos e a curva da Subida do Lago que levava à Reta Oposta.
Freada do Sargento, um Chevette vem colocando por dentro em um Passat, numa freada travada, pneus esfumaceando e o carro de lado. Lá em cima a curva do Sol. Saudades!



sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pintando os Clássicos - d`Assis Cordeiro

 Conheci o trabalho do Ricardo no blog de meu amigo Joel - Sport Protótipos - e gostei, afinal os Clássicos de Competição me atraem, gosto da história do automobilismo desde seus primórdios. 
 Suas telas nos levam ao tempo em que esses grandes carros andavam pelas ruas e pistas.         Particularmente gostei muito dos cockpit de dois grandes carros de suas épocas, o Jaguar D-Type #8 que em 1955 correu as 24 Horas de Le Mans com a dupla Don Beuman/Norman Dewis,  fez parte da equipe Jaguar vencedora daquelas 24 Horas com o carro #6 de Mike Hawthorn/ Ivor Bueb. E do Talbot Lago T15`0C, parece que estamos lá dentro pilotando.
Mais do trabalho dele em seu blog: http://dassiscordeiro-classiccars.blogspot.com/

d'Assis Cordeiro 2010 - Jaguar D-Type - 1955 - Óleo s/ Tela - Oil on Canvas - ( 81x100cm )
d'Assis Cordeiro 2010 - Talbot Lago T15'0C - 1938 - Óleo s/ Tela - Oil on Canvas (65x100cm)



Antigomobilismo lamenta morte de Luiz Pereira Bueno

Luiz Pereira Bueno na Equipe Willys, na década de 60.

Antigomobilistas adeptos das corridas de carros provavelmente lembram de quando, nos idos de 1969, no Autódromo de Pinhais/PR, preparando seu carro para prova do dia seguinte, o piloto Luiz Pereira Bueno capotou seu BMW Schnitzer, ficando alijado da competição.

Nesse mesmo ano, ele foi à Europa fazer parte da equipe de Fórmula Ford de Stirling Moss. Agora, mal acabamos de ler o livro "Paixão e Técnica ao Volante" por ele escrito e patrocinado pela empresa Mahle Metal Leve S/A, no qual relata a história de sua vida como piloto, acabamos de tomar conhecimento do seu falecimento, ocorrido há poucos dias, vítima de câncer.

Quem foi Luiz Pereira Bueno e qual sua importância como piloto, construtor e preparador de carros de corrida no processo de desenvolvimento do automobilismo de competição brasileiro?

A resposta pode ser bem simples: foi um dos responsáveis por esse processo na era "Pós Carreteiras", ou seja, a partir do final da década de 1960, quando se tornou o primeiro piloto profissional brasileiro.

Nascido na capital de São Paulo em 1937, já aos 13 anos de idade dirigia carros esportivos, disputando oficialmente a primeira prova em 1956, no Autódromo de Interlagos/SP, pilotando um Fiat Ghia 1.200cc.

Dali para frente não parou de competir e em 1958, neste mesmo autódromo, participava de uma Mil Milhas Brasileiras, em dupla com o piloto Bird Clemente. Suas vitórias foram muitas, obtendo cinco vezes o título de Campeão Brasileiro, alem de vencer por três vezes os "500 Quilometros de Interlagos", sendo a primeira delas em 1966, quando pilotou um Alpine Renault A-110 preparado por Toni Bianco.

Venceu ainda muitas provas com os famosos Bino Mark I e Mark II, desenvolvidos por este preparador. Outras vitórias importantes vieram ao volante dos carros das equipes da Willys brasileira e da Hollywood.

Em 1966 e 1969, "Peroba", apelido pelo qual era conhecido no mundo das competições, foi eleito "Piloto do Ano" e em 1967 venceu, pilotando um Porsche 911, a Mil Milhas Brasileiras.

Atingiu o ponto máximo das competições automobilísticas no mundo, quando, em março de 1972, pilotou um March 711 na primeira prova - experimental - de Fórmula 1 no Brasil, ocorrida no Autódromo de Interlagos.

Pelo seu desempenho, já na primeira prova oficial desta categoria no país, no mesmo local, em 1973 - I Grande Prêmio do Brasil - vencida por Emerson Fittipaldi com um Lotus/Ford, correu com um Surtees TS913, chegando em décimo lugar depois de pane elétrica em seu carro.

Desaparecem os homens, mas, permanecem suas obras. Sem dúvida, a obra de Luiz Pereira Bueno deve ter servido de incentivo a muitos pilotos que o sucederam!

Em 2009, com seu Maverick V8, da Equipe MFG Racing Team

Publicado primeiramente no Jornal do Automóvel de Curitiba-PR e Paraná Online
http://www.parana-online.com.br/canal/automoveis/news/512062/?noticia=ANTIGOMOBILISMO+LAMENTA+MORTE+DE+LUIZ+PEREIRA+BUENO
17/02/2011 às 00:00:00 - Atualizado em 16/02/2011 às 23:07:32

Aos familiares e amigos deste grandioso piloto fica os nossos mais sinceros sentimentos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nigel Mansell

Silverstone 1992, os torcedores ingleses fazem a festa na vitória de Nigel no GP da Inglaterra.

Herói ou vilão, um super piloto ou um alicatão.
O certo é que a partir de 1980 até sua saída definitiva da Formula Um em 1992 ninguém que gosta de automobilismo vai esquecer este inglês meio amalucado que acelerava feito um doido e estava sempre brigando por vitórias ou simplesmente brigando por qualquer posição.

Lotus 95T no GP dos EUA, Dalas

Foram trinta e uma vitórias na Formula Um, trinta e três poles e trinta voltas mais rápidas. Campeão do Mundo em 1992 em 93 bandeou-se para Indy para ser novamente campeão em seu ano de estréia, correndo pela equipe Newman-Hass.

Ayrton e Nigel em Brands Hatch 1985.
Nigel e Ayrton, Silverstone 1991.
Nigel de Ferrari, Hungaroring 1989.

Depois em 94 voltou à Formula Um para substituir Ayrton na Willians e depois em 95 tentou pilotar um MacLaren, mas os anos que nos vem à memória são aqueles doze anos em que ele sempre esteve em evidencia, primeiro pilotando uma Lotus de 80 a 84, depois dois anos de Willians em 89 foi para Ferrari e por fim voltou à Willians para ser Campeão do Mundo em 1992.

Em Indinápolis 1993.

Duas atuações dele nunca vou esquecer, a primeira em Indianápolis quando raspou no muro a 300 e tantos KM por hora e continuou de pé embaixo e a segunda no GP do Canadá onde chegava muito forte à chicane que antecede a reta de chegada e errou varias vezes a sua tomada pulando as zebras e entrando na reta como um maluco.
Numa FI como a de hoje em que pilotos levam assessores de imprensa, massagistas e psicólogos e a grande maioria talvez não conheça o amor pelo esporte. 
Sou fã desse inglês. O certo é que ele faz falta,  brigou em seus doze melhores anos de F I com os maiores pilotos do mundo como Nelson e Ayrton de igual para igual, nunca precisou de ordens dos Box para ultrapassar ninguém e nem usou “artifícios” extra pista para ter uma vantagem. É verdade nada melhor que o tempo para que eu possa dizer novamente que sou fã desse cara! Rui

Nigel Mansell na visão do Caranguejo.

Durante um curto período em 1993, o bob...o Leão acumulou os dois mais importantes títulos do automobilismo mundial, a Fórmula 1 e a Fórmula Indy. Ele havia sido o campeão do ano anterior, dirigindo o Williams FW14B, um carro tão bom que até um burro pilotando, seria campeão do mundo (não estou fazendo alusão a ninguém). Em 93, foi campeão da Indy por antecipação e como o A.Prost ainda não havia liquidado a fatura na Europa,  podemos dizer que  Mansell foi por uma semana creio, o campeão das duas categorias "top" do planeta.
Dois momentos-
Mansell "gênio"- A.Senna era um cara difícil de ultrapassar e no GP da Hungria de 89, ele é quem ia na frente, com Mansell, então na Ferrari, em segundo. Acrescentemos que a pista de Budapeste é o kartódromo da F1 e pontos de ultrapassagem inexistem. Na volta 58, no miolo do circuito, A.Senna vacila em ultrapassar o retardatário Stefan Johansson quando o encontra em uma saída de curva. Mansell percebe e aproveitando o vácuo duplo surpreende Senna, deixando ambos para trás.
Mansell "bobão"- após vencer o GP da Áustria/87, Mansell está sendo levado para o pódio num Jeep, juntamente com o segundo e o terceiro colocados (Piquet e Teo Fabi). Eufórico, levanta-se do banco traseiro para acenar para os fãs e se esquece que o carro irá passar debaixo de um viaduto. Daqui de Bagé, no Brasil, ouvi o som da pancada. Felizmente bateu com a cabeça ou poderia machucar-se. Caranguejo







Novo Blog Fotográfico de Automobilismo

 O novo blog do Carlos de Paula mostrando seus arquivos fotográficos. Um abraço meu amigo!
Serra na F3 1978

                                                      http://traducoesjuramentadas.com/blog/blog4.php

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sim, as saudosas carreteras ainda correm!

No Brasil, das saudosas carreteiras - carros de passeio preparados para corrida - das décadas de 1940/50, cujos motores roncavam nas ruas, nas estradas, nas praias e nos raros autódromos de então, poucas restam e entre estas algumas foram "empetecadas" com coisas que não existiam na época, ficando descaracterizadas, infelizmente. Existem em maior número no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

As que restaram dificilmente saem das suas garagens e quando isso acontece é para serem levadas a exposições e coisas do gênero, uma vez que no país não existe tradição no sentido de se organizar provas reunindo carros de corrida antigos, com raríssimas exceções, lamentavelmente.

Mas, no Rio Grande do Sul é disputado, em quatro autódromos, campeonato na categoria Fórmula Classic/Automóveis Históricos, do qual o piloto Carlos Eugênio Leonardo, de Porto Alegre/RS, participa com uma carreteira Chevrolet Cupê 1936, com motor de 4 cilindros e câmbio original.

Ele começou a competir em 1998, participando de ralis internacionais e de provas especiais como a preliminar das "12 Horas de Tarumã"- RS, ganhando boa experiência nas pistas.

Recentemente, Carlos Eugênio foi vítima de dois acidentes, um deles grave. No primeiro, em plena rua porto-alegrense, a sua carreteira número 16 "perdeu" o diferencial e as rodas traseiras, ficando no chão.

No segundo, quando treinava na pista do autódromo Velopark / Santa Rita/RS visando uma corrida, vazou combustível do tanque da carreteira e esta pegou fogo.

O piloto safou-se com poucas queimaduras, mas, os gases que aspirou fizeram com que ficasse internado por trinta dias numa UTI hospitalar, restabelecendo-se posteriormente.

Nas fotos de hoje a carreteira 16 pegando fogo na pista e finalmente, em Porto Alegre , Carlos Eugênio (D) ao lado do antigomobilista passofundense Nelson Rocha, tchê!

Por Ari Moro

Primeiramente publicado no Paraná OnLine e Jornal do Automóvel de Curitiba-PR
http://www.parana-online.com.br/canal/automoveis/news/510532/?noticia=SIM+AS+SAUDOSAS+CARRETEIRAS+AINDA+CORREM
10/02/2011 às 00:00:00 - Atualizado em 11/02/2011 às 20:46:58

* Errata: O acidente ocorreu no Autódromo Internacional de Tarumã-RS.

FACEBOOK

 Sob a supervisão do Nando estamos com uma página no FACEBOOK que mostra nossos amigos da Divisão 3. Já tem muita gente boa por lá!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MASERATI BIRDCAGE - II


No ano de 1958 o Grupo Orsi e consequentemente a Maserati se encontrava em uma difícil situação financeira , apesar do Campeonato Mundial de Pilotos de Formula I de 1957 quando venceu com Juan Manuel Fangio sua equipe encontrava-se desestruturada . As equipes rivais partiam para construção de chassis monocoque , mas a tecnologia da Maserati eram os chassis tubulares . Ai nasceu essa lenda , esse belíssimo carro.

Stirling Moss e a Birdcage . Em Rouen onde venceu . Birdcage Tipo 60 .

Tipo 60 em Le Mans 1961.Pilotada por Briggs Cunningham e William 'Bill' Kimberley, oitavo lugar. 




Primeiro o Tipo 60 que usava um motor e dois litros, depois o Tipo 61 com motor de três litros.
Seu motor era um quatro cilindros com duplo comando de válvulas no cabeçote , 100 mm de diâmetro por 92 mm de curso com uma cilindrada de 2.890cc e rendia 250 HP à 6.500 rpm . Sua potencia era sem duvida menor que a dos Ferrari e Aston Martin , com cerca de 300 HP mas devido a construção de seu chassi , o carro era cerca de 170 kg mais leve que os rivais .

Seu cockpit , vejam a primorosa construção do chassi em tubos de aço finíssimos .

Com esse carro a Maserati venceu inúmeras corridas , nas mãos de Moss , Dan Gurney , Masten Gregori . Nino Vacarella em dupla com Umberto Magliolli lideraram a Targa Florio de 1959 até terem o tanque furado por uma pedra. Moss e Gurney  venceram com ela ao 1.000 KM de Nurburgring de 1960. Moss venceu também em Cuba.  


O motor doze cilindros na traseira na Birdcage Tipo 64 .

Só que com o desenvolvimento dos chassis monocoques e a falta de verba da equipe para o desenvolvimento foi ficando ultrapassado e no ano de 1960 seu projeto foi descontinuado . Em seu lugar foi desenvolvido o Tipo 64 com motor de doze cilindros na traseira , que nunca conseguiu acompanhar seus rivais já muito adiantados em chassis e motores .



  



Parabéns Fred!

 Hoje deve ter festa em Fortaleza, meu amigo Fred Guilhon que pilota o Planeta Fusca faz aniversário. Parabéns Fred e um abração.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ALGUMAS FOTOS DE GRANDES PILOTOS

Gilles com Ferrari 126C turbo, do jeito que ele está "braceando", deve ser o contorno da Loews, em Mônaco/81. Primeira vitória do Turbo da Ferrari.
Tazio Nuvolari pilota uma Alfa Romeo da Equipe Ferrari em sua segunda vitória nas Mille Miglia em 1933, tendo como companheiro Decimo Compagnoni. É sempre bom ver o Homem do Broche de Tartaruga trabalhando.
Jochen Rindt co Lotus 49 larga na ponta para sua primeira vitória na Formula Um, GP dos EUA, Watikns Glen, ao seu lado Jack Brabham e Grahan Hill na terra. Prova marcante: Rindt vence finalmente e G.Hill fica seriamente ferido num acidente que lhe dará para sempre o andar desengonçado.
Luiz Pereira Bueno, Surtees TS9, GP do Brasil 1973, Interlagos.
José Carlos Pace, Brabham BT 45. JC Pace correu apenas três vezes com esse Brabham em 77. Desconfio que seja Interlagos na foto.
Jim Clark, Lotus 49T, larga para a vitória tendo a seu lado Chris Amon, Ferrari e Jack Brabham, Brabham. Clark numa rara foto onde ele aparece no Lotus "decalcado".Série Tasman/68. Quem venceu?

José Carlos Pace de Surtees, Interlagos. JC Pace de novo, de novo em Interlagos, desta vez 1974. O carro é o inguiável Surtees TS16.
Gilles.GP da Espanha, Jarama/1981. Grande corrida. Gilles aguenta no peito, por pelo menos vinte e cinco voltas a pressão de Laffitte (que aparece na foto), de Watson, Reutemann e De Angelis. Segunda vitória do Turbo Ferrari.
Tazio, vencendo em Monza em duas rodas. 
Clark comemorando com Chapman e a Lotus 33.
Ayrton no GP do Brasil de 1991. 

Os comentários nas fotos são de meu amigo Caranguejo.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

SÁBADO

 Ontem o Francisco e eu passeávamos e resolvemos ir ao encontro de nosso amigo Fernando, que estaria na bela pista de autorama para replicas do AER-Campo Belo, logo após chegarmos lá chega o Fernando com sua caixa e seus belos carros. Ele e o Francisco ficaram testando as alterações em vários carros com a ajuda do super solicito Jorge diretor do clube, responsável e construtor da ótima pista. 

Dois bólidos do Fernando.
  
Conversando sobre automobilismo o Fernando e eu descobrimos que não fomos a Interlagos pelo mesmo motivo, absoluta falta de interesse com o que acontece em nossas pista. E pelo visto essa falta não é só nossa, é também de pilotos, equipes e publico. É o estado em que ficou nosso automobilismo de base, e acredito eu culpa de nossos dirigentes.

Leiam o que o Ferraz conta do sábado em Interlagos.

Hoje o Ferraz postou o que viu ontem em Interlagos, suas palavras mostram bem todo estado do que acontece.
Hoje lá em Santa Catarina mais uma etapa do Turimo Clássico e nela corre meu amigo Fabiani. Boa sorte Fabiani estamos aqui esperando pelo resultado. 

Em Santa Catarina quatro senhores de respeito aguardam a largada! Fabiani Gargioni, Francis Trennepohl, Ike Nodari e Jairo Gevaerd.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CORRENDO



Outro dia escrevi um texto sobre a situação de nosso automobilismo, não me referia às categorias que hoje são tão bem geridas por seus organizadores como a Porsche Cup, Formula Truck, GT3, Stock Car junto com a Copa Montana e parece que agora o Brasileiro de Turismo. Todas super bem organizadas e geridas pelos responsáveis, trazendo aos participantes grande retorno de mídia e possibilitando a eles a busca do combustível financeiro para suas atividades.
Lembro bem quando comecei, a situação era bem diferente, a Federação e os Clubes cobravam sim as inscrições, mas divulgavam os eventos, trazendo algum publico ao autódromo e o retorno publicitário que tanto precisávamos.
Hoje as Federações e a CBA dispõe de assessores de imprensa mas a eles só interessa divulgar o que já é bem divulgado e tratam os pilotos que se aventuram a competir os torneios regionais como meros coadjuvantes, nem sabendo que é daquelas categorias que saem pilotos que poderão um dia se destacar em qualquer categoria do mundo.
Os clubes então nem se fala, como escrevi antes são meros vendedores de carteirinhas e inscrições, sendo os detentores de todas datas do calendário automobilístico fazem delas o que bem entendem. Não divulgam as corridas nem antes e nem depois e esse é um dos motivos de autódromos vazios e pilotos que sem divulgação não tem como conseguir patrocínio.
Ilustro este texto com alguma reportagens de minha primeira corrida, organizada por  Expedito Marazzi e apesar de ser de Estreantes e Novatos foi noticia nos grandes jornais de São Paulo, como era bem comum na época. 
Falta e esses senhores humildade e o reconhecimento  que a grana que entra em seus bolsos vem também dessa gente abnegada que gosta simplesmente de correr de automóveis, como aconteceu com Emerson, Nelson e tantos outros grandes pilotos.   


Fotos e matéria da revista Auto Esporte, Abril de 1971.


Matérias de dois jornais de grande circulação, fora Estado de São Paulo e Jornal da Tarde que também cobriram.