A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

1971 - O ano em que tudo começou

Aos 18 anos minha corrida com o DODGE DART .
Na minha 1ª corrida de Divisão 3 tive de enfrentar essas feras .

Acabei de escrever no blog da Divisão 3 minha primeira experiência na categoria , as feras da época eram os carros da KINKO e meu amigo José Martins Jr com seu Puma 48 . Escrevendo acabei lembrando uma passagem com o Japonês Keneti Yoshimoto , que pilotava um desses carros , acho que o branco . Ele era bem mais velho , devia beirar os 40 anos , a simpatia em pessoa , experiente já corria a algum tempo e correu de Estreantes e Novatos até 1972 quando eu já era graduado . Foi numa das baterias do Torneio Sulan - Dezembro de 1971 -, vinha babando , meu radiador de óleo a um palmo de seu cano de escape , de repente na subida do lago já quase entrando na "Reta oposta" a correia de meu altenardor pulou , na época não era dentada , e com o aumento de potencia repentino acabei batendo meu para lamas no dele . Foi só um toquinho e não prejudicou sua corrida , já eu parava na volta seguinte .
Após a chegada fui me desculpar , ele me olhou e brincando me disse " você é maluco " , ao que retruquei " maluco é você , nunca vi Japones correndo de automóveis " e rimos à vontade . Ele era um piloto rápido e pilotava um ótimo carro .

No blog da Divisão 3 conto minha primeira corrida na categoria .
http://orlandobelmontejr.blogspot.com/2009/10/estreantes-e-novatos.html

Hoje meu amigo Carlos de Paula está impossivel , dá uma aula de automobilismo Americano .
http://brazilexporters.com/blog/index.php?blog=5

Agradeço a foto da D3 ao Felipe Nicolielo .
http://www.pumaclassic.com.br/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

AINDA A FORMULA UM

Na segunda feira escrevendo sobre o GP Brasil , comentei que meu amigo Carlos de Paula havia se antecipado e previsto um campeonato tal e qual se realizou , hoje mostro sua postagem de 17 de Março de 2009 . Admiro muito o Carlos , historiador de nosso automobilismo , seu www.brazilexporters.com/blog , um local obrigatório de pesquisas de quem gosta do esporte .
Seguindo mostro o e-mail que recebi ontem às 20 horas da Equipe BRAWN com o comentário da vitória no campeonato .
Agradeço ao Carlos por tudo que tem me ajudado e a BRAWN GP .



Uma grande besteira
Poderia ser pior. Se o sistema de medalhas fosse adotado na F-1 eu teria tirado este blog do ar. Mentira, exagero da minha parte. Mas meu interesse pela F-1 teria diminuído, sim. Nos quase quarenta anos em que sigo o campeonato, muitas vezes me empolguei com um único pontinho (ou mesmo meio ponto) obtido por um esforçado piloto, e não sou muito fã dos Jogos Olímpicos.
Para mim uma das atrações da F-1 é a tradição. O sistema de pontos já foi mudado algumas vezes, mas nunca excessivamente. O vencedor, por exemplo, recebe entre 8 a 10 pontos desde que o campeonato começou. Particularmente, não gosto quando mexem muito com as estruturas tradicionais da F-1.
Sim, nosso grande Felipe Massa teria sido campeão no ano passado. Só que o nosso outro grande, o Nelson Piquet, e o também ás do volante Niki Lauda teriam perdido dois dos seus títulos cada um. E Denis Hulme, Keke Rosberg, Jody Scheckter e Mike Hawthorn também teriam dançado.
A realidade é que passamos de uma estratégia múltipla, variada e profunda, para o ganha ou nada. Isto pode causar acidentes graves durante o ano, pois ao valorizar-se simplesmente as vitórias, muitos pilotos poderão se arriscar excessivamente para aumentar seu placar de vitórias.
Na realidade, em 2003 a FIA fez exatamente o contrário. Passou a dar pontos para o sétimo e oitavo colocados, e diminuiu a vantagem do primeiro para o segundo. A medida criou um bom campeonato em 2003, mais emboladinho, quem sabe contribuiu para o resultado do campeonato de 2007, mas a competitividade não aumentou de modo geral.
Querem saber de uma coisa? Ainda vão ser só dois ou no máximo três pilotos que vão concorrer para o campeonato. Tem sido assim desde 1950, e não vai mudar agora.
Só que agora existe a possibilidade de alguém levar o campeonato com 5 vitórias, o resto de abandonos e cinquenta pontos, enquanto um outro piloto, com 4 vitórias e 100 pontos, volta para casa a ver navios. Não me parece uma forma muito equilibrada de se fazer as coisas.
Vejamos que bicho dá.
Sabe-se lá, de repente o Jenson Button ganha o campeonato desse ano nesse esquema. Seria engraçado. Carlos de Paula

http://brazilexporters.com/blog/index.php?blog=5&p=2255&more=1&c=1&tb=1&pb=1






Dear Rui
World Championship Double in Brazil!
A fantastic weekend at the Brazilian Grand Prix saw Brawn GP secure the 2009 FIA Formula One Constructors' Championship with Jenson driving a superb race from 14th position to wrap up the Drivers' Championship with one race remaining.
Team-mate Rubens started his home race from pole after an excellent performance in Saturday's rain-delayed qualifying session but finished in eighth position after a late puncture forced an unscheduled trip to the pits and dropped him back.
After the race, Jenson declared: "That was the best race that I've driven in my career and I'm really going to enjoy this moment. For the team to win the Constructors' and the Drivers Championships is just fantastic and they deserve it so very much after all the difficult times that we all went through over the winter. To everyone back at the factory in Brackley and at Mercedes-Benz, thank you for all of your hard work and for producing such a fantastic car and engine. It's going to take a while to sink in but for now I'm just reveling in the achievement of a lifelong dream."
Whilst disappointed with the race result, Rubens played a major part in securing the Constructors' title for the team and said: "We really have a great car and a great team and it has truly been an amazing year. I'm truly pleased for Jenson as a friend and he is a great champion. We have a fantastic relationship working together and that has really shown through this year. It was a true fight and I fought really hard but he really won it in the first half of the season. The team have been superb this year and they thoroughly deserve to win both the Constructors' and Drivers' Championships today."
Ross summed up the team's achievements in Brazil saying: "What a day! I am so incredibly proud of the team and our drivers. Jenson is a fantastic racer, he knew what he had to do and did just that and is a very deserving World Champion. Rubens has made a fantastic contribution to this season without which we could not have won the Constructors' Championship today. The spirit in which our two drivers have fought for the Championship makes me very proud. The work and the commitment that the team showed over the winter and throughout this season really has been sensational."

AUTOCLÁSSICA 2009

Maserati 4 CLT ano 1949 de Juan Manuel Fangio



AUTOCLÁSICA

Autoclásica 2009 - A cobertura

Participar do grandioso evento Autoclásica que se realiza anualmente no Hipódromo de San Isidro província de Buenos Aires é sempre uma grande emoção. Todos os anos eu embarco com a sensação de que além de me surpreender com as maravilhas que lá estarão expostas algo novo irá acontecer. Felizmente minha intuição não me engana.
Comparar às edições anteriores é inevitável, reconhecer os automóveis expostos, sentir a ausência de tantos outros e apreciar as novidades.
Os organizadores, clubes e colecionadores já se habituaram à nossa presença desde 2006, nos recebem com muita deferência e a cada ano nosso círculo de amizades se amplia, esta satisfação coroa a nossa estada em terras argentinas.
A cobertura deste evento será publicada em partes devido ao grande número de imagens e relatos que valem a pena ser conferidos, desta maneira também nossos leitores se manterão entretidos por alguns dias! Elisa Asinelli do Nascimento


Não dá para perder , minha amiga Elisa dá um show de cobertura da AUTOCLÁSSICA 2009 , realizada em Buenos Aires , em seu site fotos de arrepiar como a que vemos acima .

http://www.antyqua.com.br/especial17.php

Alem deste link para Autuclássica 2009 na barra lateral podemos encontrar link para o blog escrito pela Elisa e o banner para página inicial do site da ANTYQUA .
Parabens e benvinda Elisa .

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

VENCEDORES

A EQUIPE BRAWN COMEMORA O TITULO .
Rubens Barrichelo .
Barrichello tomou a ponta com determinação , na largada e na relargada .
Para ser campeão Button andou forte , no "S" tomando posição de Kobayashi da Toyota .

No Sábado recebo um e-mail do Jr Lara Campos " ele -RB- andou muito !!!!!!!!!!" verdade , soube aproveitar um bom momento e mandou a bota , perfeito !
Como perfeita também foi sua corrida , na largada se impôs e assumiu a dianteira , na relargada segurou o Webber e acelerou na hora certa para abrir uma boa vantagem na freada do "S" . Estava andando muito rápido e consciente , o Webber talvez com um carro mais rápido o acompanhava . Na décima quarta ou décima quinta volta quando Barrichello foi o primeiro piloto a baixar os 1m14s confesso que me emocionei , era o Barrichello que nós todos gostaríamos de ter visto em seus anos de Ferrari andava forte , rápido se impondo .
Depois foi outra corrida , seu carro teve problemas com o segundo jogo de pneus , ou outro problema qualquer , não interessa .
Grande vitória do Webber que depois do 1º pit não teve ninguém mais a pressiona-lo , gostei de ver o Kubica novamente andando na frente com Hamilton fazendo uma corrida de recuperação . Grande também foi a corrida do campeão , andou em alto estilo , brigando fazendo ultrapassagens . Button é merecidamente campeão , brilhante na primeira fase do campeonato , quando tinha carro para tanto se impôs , depois administrou com vontade sua grande vantagem .
Brincando meu amigo Carlos de Paula já no mês de Março , comentava sobre uma possível vitória de Button/Brawn no campeonato . Sabendo de tudo que ele acompanha e de seu conhecimento , acho que foi o primeiro a ver o potencial da equipe que surgia .
Voltando ao Rubens Barrichello , o que interessa e que vemos um novo piloto , talvez a maturidade tenha trazido a confiança nessessaria . Esperamos que no ano que vem Sir Frank Willians e a Cosworth lhe apresentem um carro a sua altura , e ai com o novo regulamento em vigor com corridas mais disputadas possamos vê-lo Campeão .

Grande Prêmio do Brasil:

1. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 71 voltas em 1h32min23s081
2. Robert Kubica (POL/BMW) - a 7s626
3. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - a 18s944
4. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - a 19s652
5. Jenson Button (ING/Brawn GP) - a 29s005
6. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - a 33s340
7. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - a 35s991
8. Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP) - a 45s454
9. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - a 48s499
10. Kamui Kobayashi (JAP/Toyota) - 1min03s324
11. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - 1min10s665
12. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - 1min11s388
13. Romain Grosjean (FRA/Renault) - a 1 volta
14. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - a 1 volta


Fotos BRAWN GP http://www.brawngp.com/

sábado, 17 de outubro de 2009

POLE POSITION


Surpreso ! Mexendo no blog esqueci da classificação , ao dar uma espiada fiquei surpreso Rubens Barrichello conseguiu a Pole . Parabens Barrichello sua luta pelo titulo continua . Vai ser complicado ainda mais com o Button largando em 14º , provavelmente pleno de combustivel para tentar a recuperação como na corrida anterior . A desvantagem de Button é largar ao lado de Kamui Kobayashi da Toyota e a fera Romain Grosjean da Renault , dois pilotos sem muita experiencia , sendo que o da Renault andou aprontando nas corridas anteriores . Vai ser uma bela corrida com o Vettel largando em 16º e o Hamilton em 18º .








Grid de largada em Interlagos:
Q3
1. Rubens Barrichello (BRA/Brawn) - 1min19s576
2. Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min19s668
3. Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1min19s912
4. Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1min20s097
5. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1min20s168
6. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - 1min20s250
7. Nico Rosberg (ALE/Williams) - 1min20s326
8. Robert Kubica (POL/BMW) - 1min20s631
9. Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - 1min20s674
10. Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1min21s422
Q2
11. Kamui Kobayashi (JAP/Toyota) - 1min21s960
12. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - 1min22s231
13. Romain Grosjean (FRA/Renault) - 1min22s477
14. Jenson Button (ING/Brawn) - 1min22s504
15. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - 1min24s297 (Q1) - sem tempo no Q2
Q1
16. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1min25s009
17. Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - 1min25s052
18. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min25s192
19. Nick Heidfeld (ALE/BMW) - 1min25s515
20. Giancarlo Fisichella (ITA/Ferrari) - 1min40s703


Imagens site oficial da BRAWN GP http://www.brawngp.com/



sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Chico Landi e Celso Lara Barberis nos 500 KM de Porto Alegre .
http://ruiamaraljr.blogspot.com/search/label/carretera

Luiz Antonio Siqueira Veiga , Teleco .
http://ruiamaraljr.blogspot.com/search/label/divis%C3%A3o%203


Paulo Amaral 500 Km de Interlagos 1961 .
http://ruiamaraljr.blogspot.com/search/label/Porsche%20550%20Spyder




Coloquei na barra lateral links para postagens que mostram os Divisão 3 , as Carreteras e o Porsche 550 Spyder , aperecem todas postagens sobre os temas . Com o pouco que entendo de computadores aos poucos tento facilitar a leitura dos temas aqui postados .


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PAPERSLOTCAR












Vendo a postagem do Expedito testando o AUDI QUATTRO o Fábio me enviou suas maravilhas para papelão , sei que alguns amigos vão com certeza gostar muito , especialmente o Ricardone e o Fernando . Aos que ainda não sabem direito como fazer essas máquinas ai vai o blog do Fabinho : http://paperslotcar.blogspot.com/



AO MESTRE COM CARINHO

http://gabrielmarazzi.blogspot.com/2009/10/ao-mestre-com-carinho.html

Hoje postei no blog do Gabriel um belo texto do Expedito , escrevendo sobre esportes motorizados com sua conhecida paixão .

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

GRANDES PILOTOS ,GRANDES ULTRASSAGENS

Em uma época em que as ultrapassagens rareiam estas nos levam a uma época em que a F I era de verdade . Vejam a de Manssel x Berguer na Peraltada no México e aquela volta que só poderia ser do Senna em Donington .



Agradeço a meu amigo Homero .

Carlos Widmer por Ari Moro

Contei a meu irmão Paulo desta matéria no jornal do Ari , como ele não tinha lido e hoje é seu aniversário resolvi mostrar a ele e a vocês . Vejam que não é só corredores de automóveis que são um pouco amalucados .




"Um piloto de um carro dragster arrisca sua vida a cada arrancada, sem dúvida. Um piloto de carro Formula 1 também, assim como um piloto de motocicleta de competição. Agora, um piloto de avião de acrobacia, nem se fala. E se esse piloto sai da cabina do avião, em pleno vôo e fica dependurado? Aí é demais. a sujeito tem que ser corajoso mesmo ou, como se diz popularmente, louco.
Carlos Widmer, gaúcho, é piloto de avião que fazia dessas loucuras. Widmer fazia algo que poucos pilotos se arriscam fazer, pois, se alguma coisa der errado, é morte certa.
Ele simplesmente desligava o motor do avião e, em pleno vôo, deixava a cabina do mesmo, se agarrava nos suportes das asas, apoiando os pés nos suportes das rodas e, com uma das mãos, alcançava a hélice, movimentando-a, a fim de dar partida novamente. Pelo amor de Deus! No mínimo, o motor poderia não pegar, obrigando-o a fazer um pouso de emergência ou, uma lufada de vento mais forte poderia arranca-lo e projeta-lo no espaço, uma vez que não estava preso a nada. Era simplesmente na base da coragem e perícia mesmo.
Num dos espetáculos de aviões de acrobacia, promovidos em Curitiba pelo Aeroclube do Paraná, Carlos Widmer fez uma de suas apresentações, sendo devidamente fotografado no momento em que estava do lado de fora do seu avião, um teco-teco modelo Paulistinha, tentando dar partida no motor do mesmo. A foto que estampamos nessa matéria esta inserida na página 90 do livro intitulado "História do Aeroclube do Paraná " Ninho das Velhas Águias", de autoria do também piloto e escritor Adil Calomeno. Nessa obra, cujo texto é dos mais emocionantes, muito bem ilustrada, Calomeno não só faz detalhado relato do desenvolvimentó da aviação no Paraná, como também mostra a vida do Aerodube e a luta e a força de trabalho dos pilotos que integram a instituição, modelo no Brasil.
HISTÓRIAS
Adil Calomeno, além de piloto, é um apaixonado pelas coisas da aviação, tendo sido mesmo presidente do aeroclube do Paraná. Sua paixão é tanta que, ele já está preparando o seu terceiro livro sobre o tema.
Em 1985, lançou "Aeroclube do Paraná - 45 Anos Formando Pilotos para o Brasil". Depois foi a vez da "História do Aeroclube do Paraná - Ninho das Velhas Águias" e, agora, ele está terminando "Vivos Por Acaso", Neste livro - diz o piloto - abordo histórias de aviação que colecionei durante vários anos, fatos curiosos ligados ao meio e outras coisas interessantes, que certamente muito agradarão ao leitor." Vamos aguardar.
Por outro lado, no final do ano de 2001 a Confraria das Velhas Águias entregou, em Curitiba, durante encontro de confraternização da classe, diplomas a pilotos que completaram 40, 50 e 60 anos de brevê, como forma de homenagea-los.
Receberam o diploma "Confrade Águia Velha Condor", alusivo a 60 anos de brevê, os pilotos Carl Roderich Raeder, Cícero Muller e Guido Otto Hauer. Parabéns a eles e que viva a aviação! "
Ari Moro


Valeu Ari , obrigado .

terça-feira, 13 de outubro de 2009

AUDI QUATTRO por Expedito Marazzi

Expedito "tocando " o AUDI QUATTRO em Interlagos .
Colocando o cinto , imagino o que se passava em sua mente .
A bela Michele Mouton , uma fera no Rallye .
Gumpert pilota vejam o Expedito ao lado !!!
O AUDI QUATTRO batido .

Muita gente pode até achar que o trabalho de um "testador" de automóveis é diversão.. Muitos amigos meus, ao me verem pilotando um automóvel sofisticado, ainda não conhecido do público, batem nas minhas costas e dizem sorrindo: "Marazzi, eu tenho uma inveja de você... que vida, hein?"
Na verdade, a coisa não é bem assim. Para se possuir a condição de julgar corretamente o comportamento de um automóvel ou de uma moto são necessárias diversas características pessoais, obtidas com muito sacrifício e abnegação. Coisas que nenhuma escola ensina, somente a prática de muitos anos. Como, por exemplo, técnica mecânica, política de vendas, direção defensiva, andar no limite de aderência, operar instrumentos especiais, teoria dos erros, Física, Química, Matemática, Relações Públicas, tudo isso misturado de um certo jeito, muito especial. E, principalmente, redáção: capacidade de, expor de modo claro, para um público heterogêneo, assuntos complexos.
Com isso tudo, o "testador" de veículos vai ficando meio frio, meio impessoal, com o correr dos anos. Ele precisa gostar muito, mas muito mesmo, daquilo que faz, para continuar transmitindo calor humano nos textos de seus testes, sem o que o leitor,vái-se aborrecendo daquela xaropada, sempre igual, mês após mês ...
Estou me confessando com o amigo leitor, para tentar explicar o meu estado de espírito, quando o pessoal de MOTOR 3 me avisou que eu deveria testar o Audi Quattro, o carro de Turismo mais impressionante do mundo. Eu francamente me esqueci do meu profissionalismo, dos meus anos de aprendizado, de tudo aquilo que eu deveria saber ou fazer. Quando olhei para o carrão parado junto às mesas do Salão de Refeições do São Paulo Hilton, no quinto andar, fiquei logo apaixonado por ele. Foi um caso de amor à primeira vista. Especialmerite porque ele pertencia às duas mulheres mais velozes do mundo automobilístico, Michele Mouton e Fabrizia Pons ...
Peguei na porta esquerda do carro, para abri-Ia, e ela quase saiu nas minhas mãos, de tão leve. Sentei no banco do piloto, e me encaixei nele como se tivesse sido feito para mim.
Olhei para o completo painel de instrumentos e fui adivinhando para que serviam aqueles mostradores: velocímetros, contagiros com a agulha limitadora indicando 8.000 rpm, manômetro do turbo compressor com o limite em 0,6 Atm, manômetro de óleo, termômetro de óleo, termômetro de água, indicador de combustível, amperímetro, chave geral etc.
Os pneus KIeber, especiais. A caixa de cinco marchas. Os pequenos pedais de freio e acelerador, colocados numa posição especiaI para facilitar o punta-tacco, por parte da linda "pilota" que o dirigia ...
Naquela noite, sonhei com o carro.
E aguardava ansioso o momento em que o Mathias Petrich, da Volkswagen, deveria me chamar para o teste. Mas o Rali largou, na sua etapa brasileira, e nada do teste. Mathias prometia: "Vamos ver quando eles voltarem." Eu acompanhava as etapas, pelos jornais, e via, com o coração pequeno, que a maior parte dos concorrentes havia se acidentado. Até mesmo o outro Audi Quattro, da dupla masculina Mikkola-Hertz. E se o carro de Michele não voltasse? Mas, no sábado, quando o Rali terminou, Mathias me tranqüilizou: "Não se preocupe, Marazzi, amanhã em Interlagos você pega o carro."
Dia segumte, desde as 10 horas da manhã, eu e o fotógrafo Alex Soletto estávamos a postos. Mas alguma coisa não estava bem. Mathias, fugindo da gente, na reunião do Novotel. Espreme daqui, aperta dali, o Mathias acabou abrindo o jogo: "Olha, Marazzi, a coisa está difícil, porque o Roland Gumpert, da Audi, não quer entregar o carro na mão de ninguém. Ele acha que os latinos se entusiasmam muito, ao volante dos automóveis de corrida, e acabam batendo o carro. Ele diz que já teve algumas experiências negativas a esse respeito."
E agora, pensei com meus botões.
Como vou escrever o teste do carro sem andar com ele? Como jornalista profissional eu já teria mandado tudo as favas. Mas como fanático aficionado resolvi continuar tentando!
Nessas alturas, Roland Gumpert, o chefe do Desenvolvimento das Suspensões e, cumulativamente, chefe do Desenvolvimento de Carros Especiais de Competição, já havia sentado ao volante do Audi, na pista de Autocross recém-inaugurada de InterIagos. E, embora não fosse piloto, estava demonstrando como o carro andava bem.
O público, que havia visto os carrinhos nacionais de autocross andando perto de 100 km/h, na pequena pista de terra, de repente começou a apreciar o Audi Quattro a quase 150 km/h. E aplaudia, entusiasmado. Foi então que o fleumático' Roland Gumpert deu uma de latino e também se entusiasmou. Resultado: bateu forte de frente, destruindo o lado direito do Audi. Depois saiu de traseira e deu uma volta inteira arrastando o párachoque de trás. Finalmente, acabou arrancando esse acessório dispensável em outra batida.
Quando ele parou e me convidou para andar ao seu lado, eu aceitei, mas prendi bem firme o cinto de segurança e engoli em seco. Demos duas voltas e isto só me fez ficar com mais vontadé, ainda, de acelerar o carro. Afinal, os pedaços arrancados pelo "piloto" Roland Gumpert não haviam impossibilitado o automóvel de continuar andando. Aí, meio sem jeito, finalmente, o nosso simpático amigo desceu do carro e, com um sorriso meio amarelo, me convidou a tomar assento ao volante.
Amarrei cuidadosamente o cinto de segurança, de quatro pontos de fixação e fivela de soltura rápida. Empunhei o volante, que caía bem ém minhas mãos. Estava sem luvas e, por isso, senti sua pega segura e agradável ao tato. A alavanca de câmbio era um pouco mais longa do que desejaria, mas não tive dificuldade em alcançá-la. Acertei os espelhos retrovisores e ... parti.
Pensei que a arrancada inicial seria muito forte, mas o motor custou um pouco a subir de giros. A lâmpada amarela do painel apagou-se, quando acelerei, sinal de que podia continuar a acelerar.
A pista de terra (curtinha) de Interlagos já oferecia a primeira curva, à esquerda. Somente conhecia a pista por ter dado duas voltas antes, ao lado do Gumpert. Mas isto já serviu para que pudesse saber qual o uso das marchas. Das cinco existentes, todas muito longas, fiquei restrito à primeira e segunda. A primeira, apesar de curta, levava o carro a 90 km/h indicados no pequeno velocímetro, quando o ponteiro do contagiros estava a 7.500 rpm. E a segunda, nas mesmas rotações, fazia o carro chegar quase a 150... De repente o motor limpou, e pude sentir os 42 kgm de torque à disposição. O carro é, realmente, incrível. Não deu jeito para aferir as marcas indicadas pela Volkswagen, mas ficou a sensação que este carro consegue mesmo acelerar de zero a cem em apenas 4,9 segundos. E, numa boa estrada, deve fazer de verdade os 260 km/h propalados.
Mas o carrossel da pequena pista de terra se sucedia e eu ia, aos poucos, me sentindo mais confiante. A tração nas quatro rodas desse automóvel, que funciona constantemente, ao contrário do modelo normal de rua, onde ela pode ou não ser ligada, não nos permite dirigir tanto com o acelerador. Explico melhor: quando você pode mover as rodas dianteiras diretrizes através do volante e pode mover também as traseiras, independentemente das dianteiras, através do acelerador, na verdade você tem condições de consertar eventuais derrapadas com a frente ou com a traseira. Entretanto, quando ao pisar no acelerador você traciona simultaneamente as quatro rodas, não dá para isolar a ação do trem traseiro.
Dessa forma, o único jeito de andar forte com o Audi Quattro de Rali é procurar aproveitar a sua neutralidade quase que absoluta e, quando ele "escapar", coisa que acontece com as quatro rodas simultaneamente, dar motor levemente, a fim de que a aderência se restabeleça. Os pneus especiais, parece que se "encaixam" na terra solta e o carro volta a obedecer. Então é hora de pisar firme no acelerador. Conseguimos, em pouco tempo, dominar o automóvel, da forma descrita.
Ao nosso lado, impassível, ia o corajoso Fernando Calmon, da Auto Esporte. Que somente abriu a boca para dizer: "Marazzi, aí tem um buraco ... "
Os quatro freios a disco param bem o carro, mesmo na terra solta. O freio de mão, somente nas traseiras, poderia ser usado, eventualmente, para iniciar algumas derrapagens controladas, coisa que a tração total não facilita.
O ruído do motor, apesar dos 330 . cavalos de potência a 6.500 rpm, não é elevado. Pelo escapamento, quando se tira o pé do acelerador, sai uma grande chama amarelada, mostrando que parte do combustível está sendo desperdiçada. Afinal, o turbocompressor está interessado em fazer o motorzinho de cinco cilindros e 2,2 litros (semelhante, na sua construção, ao do Passat) desenvolver o máximo de sua potência e não economizar combustível. Mesmo assim, na sua versão de rua, o Audi Quattro pode chegar a fazer - segundo a Volkswagen - 12 km/1itro na estrada e 7 km/1litro na cidade ...
A suspensão do carro testado era dura como pedra, mas baseia-se em elementos conhecidos: é independente nas quatro rodas, do tipo McPherson.
A direção do carro responde bem, usando pinhão e cremalheira. O peso, em condições de marcha, vai a 1.200 . quilos. O sistema de alimentação emprega a injeção direta Pierburg e Turbo KKK. O comando de válvulas, como no Passat, situa-se no cabeçote e é único, acionado por correiá dentada.
CONCLUSÃO
Embora rápido, o prazer de pilotar um dos carros de Turismo mais velozes e sofisticados do mundo valeu a expectativa, as decepções, a espera e até mesmo a terra que ficou entranhada em minhas roupas e (poucos) cabelos. Realmente, é uma sensação bastante agradável poder dominar todos aqueles cavalos. Para o motorista brasileiro comum, com quem me identifico e de quem procuro interpretar as reações, não há nada igual para se experimentar por aqui. Nem mesmo parecido. Expedito Marazzi

O nº 27 da exelente revista MOTOR3 de Setembro de 1982 trouxe meu amigo Expedito Marazzi testando o AUDI QUATTRO , seu texto como sempre é ótimo , emocionado , contagiante . As fotos são de Alex Soletto .