A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Vintage Kart de Marcelo Afornali

Mini SS Komet 1974 - Marcelo Afornali
Mini Brasil 1970.
FBM mod K1 1969.
Mini Brasil 125cc
Mini SS Komet
FBM K1
FBM K1




Vintage Kart
E foi assim que começou 

De um kart comprado no ferro-velho, inicia-se um trabalho de recuperação com objetivo de ter um passatempo nos finais de semana, ter um kart para curtir com os filhos, já que durante boa parte da minha vida trabalhei com competição, portanto, considero isso um resgate à minha origem, que remonta de uma lenda do motociclismo paranaense:
"meu pai" Danilo Júlio Afornali, do qual herdei o gosto pela velocidade.


link


O que era para ser uma reforma ou talvez uma recuperação, acabou virando um meticuloso trabalho de restauração que tomou mais de 6 meses da minha vida. Renascia, então, um Bug Wasp de 1960, kart americano e que hoje encontra-se em exposição no Museu do Automobilismo Brasileiro, de Paulo Trevisan.
Um site foi montado (www.museudokart.com.br) e curiosamente, muitos adeptos do Vintage começaram a surgir. Para agregar este pessoal criei uma comunidade no Facebook com o nome de Vintage Kart Brasil, e em menos de 3 anos ela atinge quase 2000 pessoas.
Eventos são realizados e dois campeonatos nacionais estão concluídos (2012-2013), sendo campeão destes dois Marcelo Afornali.
Marcelo Eduardo Afornali

Marcelo Afornali


Homenagem à Luiz Moura Brito  - Mini SS DAP Corsair 1974 
Este motor é recordista na categoria POC 100cc na extinta pista de Vila Velha com Moura Brito.

Marcelo Afornali nasceu em Curitiba no ano de 1971. Iniciou nas pistas aos 8 anos de idade ajudando seu pai em corridas da categoria Tz350 em Interlagos.
No ano de 1984, começa a trabalhar com seu pai como mecânico-ajudante do piloto Pompeo Calicetti.
Trabalhou como mecânico preparador em conjunto com seu pai Danilo e seu irmão Marco até 1995 ganhando vários campeonatos estaduais.
No ano de 1996 assumiu a condução do Fórmula-200 sagrando-se o último campeão estadual da categoria.
No início dos anos 2000 formou-se em história e tem dedicado sua vida ao resgate de peças históricas como carros , motocicletas, bicicletas e agora os karts.
Em seu currículo, constam os seguintes títulos:
Marcelo Eduardo Afornali

Marcelo Eduardo Afornali
Nascimento: 14/07/1971

Como preparador de motores de kart e chassi em conjunto com seu pai Danilo Julio Afornali e seu irmão, Marco Aurélio Afornali, destacam-se os seguintes títulos em categorias de câmbio como a Fórmula 180 e Fórmula 200:

* Campeão Torneio de Longa Duração - 1985 - Pilotos Pompeu Caliceti e Flávio Trindade
* Campeão Paranaense de Velocidade 1987 - Piloto Carlos Ehlke
* Campeão Torneio de Longa Duração -  1987 - Pilotos Carlos Ehlke e José Zattar Júnior  
* Campeão Torneio Francisco Cunha Pereira 1987 - Piloto Tony Garcia
* Campeão Paranaense de Velocidade 1988 - Piloto Tony Garcia
* Campeão Paranaense de Velocidade 1989 - Piloto Tony Garcia
* Campeão Paranaense de Velocidade 1990 - Piloto Marcello Fernandes Brasil
* Campeão Paranaense de Velocidade 1991 - Piloto Marcello Fernandes Brasil
* Vice-Campeão Paranaense e Sul-Brasileiro de Velocidade 1994 - Piloto Nilton Pereira
* Vice-Campeão Paranaense e Sul-Brasileiro de Velocidade 1995 - Piloto Robson Ferraz

Como Piloto, destacam-se os seguintes:
Kart 125 ano de 1995:
* Vencedor do GP de Ponta Grossa - Vila Velha - Categoria V4 
* Campeonato Paranaense - Rio Negro - 5º lugar - Categoria Senior Parilla

Kart 125 ano de 1996:
* GP Jamel - Jandaia do Sul - 6º lugar
* GP Prova de Paranaguá - Pole e 4º lugar na etapa

Campeonato Paranaense de Kart F-200
* Campeão Paranaense de Velocidade - Fórmula 200 - 1996 - Marcelo Eduardo Afornali
* 1ª Etapa São José dos Pinhais - 1º lugar
* 2ª Etapa Autódromo de Curitiba - 2º lugar
* 3ª Etapa Autódromo de Londrina - 2º lugar
* 4ª Etapa Autódromo de Curitiba - 7º lugar (acidente). Ainda na mesma etapa, foi o recordista de velocidade da categoria com 205 Km/h
* 5ª Etapa Autódromo de Londrina - 1º lugar
* 6ª Etapa Autódromo de Londrina - 1º lugar

Fórmula 200 ano de 1997
* GP Cidade de Joinville F-200 - 3ª lugar

Kart 125 ano de 1998
* GP de Ponta Grossa - Vila Velha - 2ª lugar - Categoria V4 

Fórmula 200 ano de 2001
* Kartódromo Osternack F-200 - 2º lugar

Campeonato Nacional Vintage Kart Brasil 2012
* Campeão Nacional Vintage Kart Brasil - 2012 - Marcelo Eduardo Afornali
* Vencedor da etapa Irati - 2012

Campeonato Iratiense Vintage Kart Brasil
* Campeão Citadino Vintage Kart Brasil Irati - 2012 - Marcelo Eduardo Afornali

Campeonato Paulista Vintage Kart Brasil 2013
* Vice-Campeão Paulista para Joselei Rodrigues - 2013 - Marcelo Eduardo Afornali

Campeonato Paranaense Vintage Kart Brasil 2013
* Campeão Paranaense Vintage Kart Brasil - 2013 - Marcelo Eduardo Afornali

Campeonato Nacional Vintage Kart Brasil 2013
* Bi-Campeão Nacional Vintage Kart Brasil - 2012/2013 - Marcelo Eduardo Afornali
Marcelo Eduardo Afornali

Categoria: Vintage Kart Brasil
O que é o Vintage, senão uma volta ao passado? Recordar bons momentos é viver!!!

A categoria Vintage como é conhecida, tem origem em 2011, quando 19 pessoas se juntaram para fazer a primeira corrida de karts vintage do Brasil, organizada por Marcelo Afornali no Kartódromo Raceland em Curitiba.
Tem como objetivo principal, atuar no resgate histórico dos karts, reunir aficcionados, colecionadores, ex-pilotos amigos e pessoas que gostam realmente de manter a histórica intacta.
Como filosofia, procura reunir os amantes da velocidade para um final de semana onde a rivalidade é excluída. Na pista, todos se ajudam e competem por uma prova de regularidade, onde o vencedor geral não é o mais rápido, mas o mais consistente e com o kart mais original.


Kart de propiedade de Marcelo Afornali.

Antes da prova, o kart passa por uma banca de especialistas que bonificam este pela sua originalidade. Karts que não tem originalidade, que foram modificados e alterados durante o percurso dos anos não participam destas provas. 
Os karts recebem uma "bonificação" que é somada ao resultado das baterias de regularidade. O vencedor da prova, é aquele que mais pontos conseguiu ganhar.


 FBM K1 1969  motor FBM 100cc



As provas de regularidade são super equilibradas, as diferenças entre os pilotos muitas vezes não passam de 40 milésimos. Numa prova de regularidade, também temos vencedores que não estariam no pódio numa outra modalidade como a velocidade. 
Aqui é comum ver karts dos anos 60 vencerem provas mesmo dos mais rápidos anos 90, já que a regularidade é acima de tudo, a espinha dorsal da categoria.
Em 2012, Carlos Xuxa Ebeling venceu o GP de Araraquara com um MINI deitado de 1968, motorização McCulloch americana de 100cc. Seu kart possui menos de 15 cavalos de potência, no entanto, venceu a prova destronando os karts mais rápidos, tal qual um MINI 90 com motor 30 cavalos.

Antes de mais nada, é importante lembrar que todos os pilotos jantam junto no sábado à noite, são amigos de pista e lutam pela preservação do kart de época. Não teria cabimento ser de outra forma, a competitividade destas karts acabou há pelo menos 24 anos, isso dos mais novos, imagina então dos mais antigos que chegam no grid com 50, 52 anos de idade..

Preservar é manter viva a nossa história e é com este objetivo que o Vintage Kart Brasil surgiu!
Marcelo Eduardo Afornali


 Mini Riomar 125cc do super Maneco Cambacau.



Manual de uma Restauração
Uma arte pouco conhecida, agora aplicada nos karts

Sabe aquele kart, esquecido num canto de uma oficina? Aquele que seu tio usou na década de 70 e agora está empoeirado no canto da garagem? Sim, agora ele pode voltar a rodar e mais, competir em provas especificas para tal, em uma categoria chamada Vintage Kart Brasil. 
Quem diria que um kart velho e desgastado, um dia tornar-se-ia usual novamente... 
Pois é, os tempos mudaram! Na Europa e Estados Unidos, a febre do Vintage continua crescendo em número de karts e adeptos. 
No Brasil ainda engatinhamos, mas devido a vários entusiastas e apaixonados pelo kart, a história volta a ser contada novamente. 
Aqui, nós do Vintage Kart Brasil Clube, vamos tentar explicar um pouco mais como resgatar seu kart "velho", para que ele volte a ficar perfeito novamente. 

Em primeiro lugar, temos que ter bem claro o significado da palavra Restauração. Em diversos sites e dicionários, podemos encontrar o seguinte significado sobre o termo: Restauração (latim restauratio, -onis, renovação) s. f. 
1. Ato ou efeito de restaurar. = RESTAURAMENTO, RESTAURO 
2. Restabelecimento; recomposição. 
3. Reparação ou conserto de algo que está em mau estado de conservação. =RESTAURO 
4. Retorno a uma situação ou estado anterior. 

Restaurar (latim restauro, -are, reparar, refazer) v. tr. 
1. Reparar, restabelecer. 
2. Reintegrar ou pôr no estado primitivo. 
3. Elevar ao antigo esplendor. 
4. Utilizar técnicas e operações para reparação uma obra de arte ou de uma estrutura arquitetônica.
Marcelo Eduardo Afornali

Bem, tendo aqui a explicação do que é restauração, concluímos que restaurar é reparar aquilo que está em mau estado, deixando-o exatamente igual a como saiu da fábrica quando foi produzido. Restauração é uma coisa muito séria, necessita pesquisa, necessita tempo e principalmente, uma grande vontade para se concluir o projeto. 

Existem várias vertentes que usam o termo Restauração mas, de forma errada. Vamos aqui mostrar o passo a passo e algumas dicas do que seria um trabalho correto e como fazê-lo:

1º Passo: Detecção de modelo e ano de fabricação 
Ao adquirir um kart, é necessário trabalho de pesquisa para descobrir modelo, ano de fabricação e motorização do veículo, bem como, peças e acessórios de fábrica que compunham o conjunto. Muitas vezes você terá um kart muito similar a outro, pois sua fabricação foi estendida por 2 ou 3 anos. Apenas um pequeno detalhe pode lhe fornecer o ano de fabricação exato. Outras vezes, você conseguirá apenas colocar seu kart na linha de tempo de fabricação, encaixá-lo no período onde o modelo foi fabricado. 

2º Passo: Verificação de partes faltantes, partes estragadas e consertos gerais do chassi
É muito comum o chassi estar com desgaste, as rodas terem se perdido no tempo ou mesmo peças e adaptações terem sido somadas ao conjunto. O ideal é a desmontagem do kart deixando apenas o chassi para retrabalho, fazendo um serviço de gabarito (alinhamento) e a retirada, se assim houver, das partes agregadas. 
Verificação de rachaduras ou trincas é bem vinda. 
Chassi: Até meados dos anos 80, os chassis de kart nacionais eram construídos em tubos de aço sem costura e tubos Mannesmann, sendo que a sua restauração é possível. Caso haja a necessidade de soldar novamente os tubos, a melhor forma seria usar a tecnologia da época, ou seja, soldar os tubos com solda elétrica e eletrodos de Níckel, dando o mesmo visual e tendo a mesma textura da produção da fábrica.
Marcelo Eduardo Afornali

3º Passo: Coletas de peças 
Esta é uma tarefa mais difícil, já que muitas peças pararam de ser fabricadas após a troca do modelo. Rodas por exemplo, cubos, mangas, enfim, muitas das partes móveis destes karts não existem mais. A maior parte das peças destes karts era fundida na areia; a Mecânica Riomar, como me disse uma vez o próprio Mário Sergio Carvalho, proprietário da fábrica, construiu o kart no Brasil fazendo modelos em areia e fundindo suas peças assim. 
Lógico que, para termos uma restauração perfeita, precisamos buscar o original e como fazê-lo? Se ele não existe, o ideal é procurar um modelo e fabricar a peça, buscar um artesão em fundição e fabricar manualmente. Ora, se a peça foi fabricada por alguém manualmente, porque não fazê-la outra vez? Vale lembrar que mesmo uma fundição normal em areia requer conhecimento para ser produzida, pois o alumínio não deve ficar poroso. O importante é deixar o veículo o mais original possível; é melhor correr atrás de uma peça, mesmo que demore um pouco mais, do que descaracterizar uma parte da História do Kartismo Nacional. 

4º Passo: Pintura 
Já com seu kart completo e com o chassi e demais peças em perfeita condição, agora é a hora da pintura. 
Pinturas eletrostáticas são excelentes em termos de durabilidade e suas cores existiam na época. Pinturas com tinta automotiva também são bem vindas. O ideal é o serviço de jato de areia (óxido de alumínio ou microesferas) e depois, algumas demãos de fundo P.U. Normalmente se usa tinta automotiva e serviço manual para pintura, pois existem pequenos pontos de corrosão que necessitam ser "escondidos", pois não estavam ali há 30, 40 anos. 
Nada anormal, pois fundo e uma leve mão de massa acrílica fazem perfeitamente o trabalho, não desabonando a qualidade da peça. A escolha da cor também deve ser sábia, pois escolher uma cor fora de seu tempo vai descaracterizar um trabalho por completo. Muitas vezes o uso de coloração moderna e berrante, ou mesmo não próxima do original, pode tornar sua restauração numa simples reforma. Vale lembrar que a maioria das fábricas de kart nacional, fazia chassi e karts com cores sob encomenda, ou seja, fora as cores tradicionais como vermelho, azul, amarelo, preto entre outras, existiam aquelas onde o piloto pedia o tom desejado, bem como faixas extras. 

5º Passo: Cromagem 
A cromagem é um banho desenvolvido na década de 20. Cromagem de peças antigas requer, além de muito cuidado, um trabalho diferenciado. 
Cromagens industriais não ficam de acordo, pois as peças recebem apenas um tratamento simples de polimento e depois, os banhos específicos. Normalmente depois de prontas, tem um aspecto esquisito, com pontinhos de corrosão visíveis e um brilho fraco. 
Um profissional que trabalha com antiguidades é sempre o mais recomendado, pois vai fazer um trabalho de polimento e, se a peça necessitar, pode fazer até um enchimento dependendo do ponto em que ela esteja de corrosão. 
Lógico que as peças com maior grau de corrosão devem ser trocadas por peças em estado de conservação bom, ou mesmo fabricadas novas artesanalmente. O importante é que, além da parte estética, elas sejam seguras e estejam em boas condições de uso. Cada parte cromada deverá ser lavada com água fervente e depois, receberá um banho de óleo queimado para evitar corrosão futura. Mesmo o ácido que ajuda a limpar as peças antes da cromagem pode ajudar a estragar um trabalho depois de pronto, por isso, a importância das mesmas serem bem limpas e lubrificadas após a finalização do processo.
Lembramos também, que o excesso de cromos acarreta na descaracterização do produto final. A exemplo cromar peças que anteriormente NÃO eram cromadas, como mangas, partes do chassi, enfim, mudar o padrão estético de uma época, é um dos grandes pecados cometidos na área.
Marcelo Eduardo Afornali

6º Passo: Montagem, parafusos e demais 
Montar um kart é fácil, montar com visual de época já é mais difícil. 
O importante é procurar montar com parafusos da melhor qualidade possível (dureza entre 8.8 e 12.9), procurando estes nos formatos allen ou sextavados correspondentes à época, sempre com a dureza citada anteriormente. Também é importante citar que as porcas usadas podem ser as travantes (parllock), pois tanto nos anos 60 quanto na década de 70 existiam para venda e eram usadas principalmente em aeronáutica. 
Os parafusos em inox ficam a critério do proprietário. Apesar de ser material que também era encontrado na época, o visual e a dureza não batem muito com um kart de época e não são recomendados para uso nos mesmos e nas restaurações. 
Borrachas, calços de borracha e similares podem ser usados atuais como também, podem ser fabricados artesanalmente em lona, dando mais visual de época ao seu kart antigo. Assoalho: Ideal procurar um calheiro ou profissional que possa produzir a peça nas dimensões, material e aspecto original. Qualquer tentativa de produção com material diferente, pode não ter resultado positivo, a não ser que o kart possua assoalho em fibra ou outro material. 
Pneus: Por recomendação, é sempre indicado utilizar os pneus com a dureza de cada época. Alguns pilotos preferem pneus mais moles e andam com rodas no ar, outros preferem andar deslizando. É recomendável manter a tocada do período, ou seja, se eram pneus duros, mantenha-os. 
Adesivos: Recomendável usar somente os adesivos da época ou similares do período. Caso não os tenha, procure um profissional para confeccioná-los exatamente como eram. Adesivos mais modernos, com grafias diferentes e com colorações vibrantes, nem sempre combinam com os brinquedos antigos. O certo é copiar o modelo original, coloca-lo exatamente no local correto e nada mais! 

7º Passo: Tapeçaria, estofamento 
O kart é um veículo que tem o mínimo possível para o máximo de rendimento. Os antigos menos ainda, pois nem carenagem possuem, tendo aquele visual agressivo conhecido como NAKED. Por isto, cada peça é importante, cada peça é uma somatória a um trabalho de restauração perfeito. O volante deve ter capa na mesma coloração, mantendo assim as características originais. Claro que volantes de época podem ser usados, mas somente os que foram fabricados no período e que serviram como reposição. Mesmo assim, aconselhamos o original. 

8º Passo: Conjunto motriz eixo e freios 
Conjunto motriz de eixo, suporte, pinças de freio e disco é algo muito importante no conjunto. 
Eixo: normalmente vem torto e deve receber trabalho de centragem de um torneiro competente. Os canais de chaveta devem ser revistos e as chavetas devem ser compradas e cortadas no molde do eixo. Caso esteja muito ruim, pode-se confeccionar outro nas mesmas dimensões, com a mesma localização de chaveta e com o mesmo diâmetro. Como material de confecção, pode ser usado aço 1045. 
Conjunto de freio: importante que se mantenha o original, pois é uma das características do kart e seu modelo. Pistões e borrachas podem ser substituídos, inclusive, pistões podem, se necessário, ser feitos sob medida, sendo importante a manutenção do conjunto original. 
Suporte de disco e coroa: De preferência, devem ser mantidos os originais. Mesmo estando quebrados, podem ser restaurados, pois são confeccionados em alumínio fundido. Além de serem recriados, podem ser soldados e voltar ao uso. Hoje, devido à excelente qualidade das soldas em alumínio, praticamente nada mais se perde.
Marcelo Eduardo Afornali

9º Passo: Motor e carburação 
Motor: Cada kart tem por característica um modelo de motor ou vários para a época de fabricação. No caso dos karts com motores traseiros, a situação dificulta um pouco, pois são motores específicos para aquele tipo de kart. Possuem ventoinha, são presos por suportes diferentes, são motores que vão acoplados deitados, enfim, específicos para tal. Já os karts sentados e assimétricos possuem motores laterais como Parilla, Komet, BM, Sirio entre outros, uma grande gama de marcas, modelos e cilindradas, lembrando também dos nossos nacionais Riomar V-12 e para os karts intermediários dos anos 80, o Riomar V-4. 
Procure ter sempre um motor no máximo 5 anos mais moderno que o kart, para não desrespeitar a ordem de construção e de evolução. Outro fator é que karts que usam motores com mais de 5 anos de evolução já tem seu comportamento prejudicado, pois foram projetados para tolerar uma "carga X" de cavalaria e não mais que isto. 
Sendo assim, se você tem um kart de 1979, procure usar o motor deste ano até no máximo 1984. Caso contrário, sofrerá demais para manter o brinquedo na pista. 
Vale lembrar também que o motor pode receber um "amansamento" extra, não precisando estar sobretaxado nem com excesso de preparo. São motores que já tiveram sua época de competitividade junto com o restante do equipamento, e que agora devem servir mesmo para dar prazer e alegria a seus proprietários. 
Carburador: Em 98% dos karts da década de 70 e 80, os carburadores eram Tillotson. Externamente estes carburadores não mudaram nada e podem ser comprados novos ou usados e em plenas condições, fechando assim um conjunto perfeito e funcional para a época. Também encontramos neste período carburadores de outras marcas, mas o bom e velho Tillotson pode suprir a demanda com louvor! 

10º Passo: A pista e o primeiro funcionamento 
Bem, esta é uma das partes mais gostosas do trabalho de restauração. Chegando à pista, funcionar o kart, esquentar bem e sair para testar. Se precisar de amaciamento, fazer com cautela, pois é ele que dará vida útil ao seu motor. Caso não necessite de amaciamento, procure carburar bem e deixar sempre um pouco gordinho (excesso) tanto na baixa quanto na alta. Você não precisa chegar ao limite do motor para se divertir ao máximo. Karts antigos andam de lado, deslizam, dão uma sensação tão boa ao pilotar, que em apenas algumas voltas a paixão é despertada. 
Em Junho de 2013, num evento que fizemos em Interlagos, os pilotos Beto Monteiro (F. Truck) e Ruben Carrapatoso (Campeão Brasileiro e Mundial de Kart) tiveram a chance de andar com um Mini Brasil deitado de 1970. Ambos, ao descer do kart, disseram as seguintes palavras:  “Nunca andei num kart tão divertido de pilotar”!!! 
Bem, se você conseguiu chegar a este ponto, meus parabéns!  Você é dono de um kart clássico, de um brinquedo muito legal e de uma parte da história do kart nacional e mundial! Seja bem vindo ao seleto grupo brasileiro, dos Vintage Kart! 
Bem vindo, ao Vintage Kart Brasil Clube!

Fonte: Vintage Kart Brasil Clube - www.museudokart.com.br

Texto e fotos de Marcelo Julio Afornali

sábado, 30 de agosto de 2014

40 anos Rui!



Pela manhã o Biju liga...seria apenas para comentar o menu que hoje a patroa prepara para ele, sacanagem dele pois 400 km longe fico apenas com água na boca, minha vingança é que ele vai engordar!
Daí vejo a foto de seu arquivo que ele postou no Face e comentamos, a certa hora digo "puxa 30 anos se passaram!" e ele pensativo fazendo os cálculos, acredito que pegou até uma calculadora" diz "30 não 40 anos Rui!".
Na foto de óculos o Gal Elói de Menezes presidente da CBA (pois é, tivemos dirigentes competentes!) à sua esquerda Milton Amaral e à sua direita Ricardo Mansur, Nelson Piquet, Eduardo Celidonio, Claudio Dúdus, Benjamim "Biju" Rangel e...Cardoso!
Quem seria o Cardoso? Um dia talvez eu conte algumas histórias deste personagem incrível, algumas ouvidas dele outras por amigos, que muito ajudou inúmeros pilotos com suas peripécias e não sei por que ficou conhecido por senhor Shadow! rs Um dia conto alguma coisa...

Um baita abração Biju, Ricardo e à todos meus amigos,

Rui Amaral Jr 


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Chico Lameirão, Marcos Troncon, Ricardo Mansur, Claudio Dúdus e Eduardo Celidonio...


"Olá, Rui! O Bijú apronta mesmo! Rsrsrsrs! Quanto ao piloto entre o Celidônio e o Benjamin, é o Claudio Dúdus, gente finíssima que infelizmente mudou de categoria, senão certamente estaria nos azucrinando! Ele até me deu uma foto onde estávamos na entrada do "S" em Interlagos com uma dedicatória: Acho que era "À equipe Sabrinhal"! Isso por estarmos sempre juntos em Goiânia e Brasilia trocando preciosas informações com seu preparador Juan Samos Jimenez, O Gato! Sabrinhal era a mistura de SABRICO + PINHAL! Cheguei até a usar um Weber 40 de seu carro na 3ª bateria em Brasilia, chegando em 2º lugar! Um amigão! Em Interlagos no meu 3º lugar, quando chegou minha vez de beber o champagne, ele e o Celidônio "secaram" a garrafa... Eles podiam! Abs à todos!

Ricardo Mallio Mansur"



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Fotos...

 Fúria-Lamborghini de Jayme Silva.
 Maserati-Corvette da Mecânica Continental
 JK vencendo com "seu" Chico Landi e Christian Heins.
 Fangio com a Maserati 250F em Mônaco.
 Chris Amon e a Ferrari 330P em Brands Hatch.  
 Conde fazendo pose antes da largada!
Três botas brasileiros em Le Mans!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Divisão Um

Luiz Henrique Pankowski o Conde

Hoje meu amigo Fábio Jaqueire enviou este vídeo de 1974 da Divisão Um andando em Interlagos, a foto acima é do Conde em 1969 andando na Estreantes e Novatos. Um época boa, onde para se começar no automobilismo era só tirar os para lamas do carro, fazer um Sto Antonio, abrir o escapamento, colocar um capacete e entrar na pista...daí saíram grandes campeões! No excelente vídeo à certa altura aparece o Divisão 3 do Gigante treinando junto, uma das loucuras da época pois os D.Um viravam em Interlagos por volta à 4m10s e os D.3 à 3m.35s...mas era ótimo!    




 Entre estes carros todos está meu amigo Fernando Fagundes!
Meus amigos João Carlos Bevilacqua no KG #87 e no outro KG branco Eduardo Américo Cordeiro o Duda!  

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Conta Chico...

"Seu" Chico o Landi entra no Landi-Bianco em Interlagos.

Chico além de ter participado de uma fase áurea de nosso automobilismo como um de seus principais protagonistas tem uma memoria incrível, campeão e colecionador de vitórias e como certo dia me  disse o grande Crispim -Miguel Crispim Ladeira -"foi uma pena o português não chegar à F.Um!". Foi mesmo e eu gostaria de contar à vocês cada palavra que trocamos em longos papos e certamente um dia o farei, hoje vou postar um e-mail que recebi ontem dele com fotos de nosso amigo Claudio Grossi, aos dois meu forte abraço!

Rui Amara Jr 


O excelente projeto competia de igual para igual com as Ferrari, Maserati e outros da Mecanica Continental que dispunham de potencia 3/4 vezes maior!

"...espero que estas fotos, me enviadas gentilmente por CLÁUDIO GROSSI cheguem a todos vocês , pois são importantes para se notar o quão o nosso automobilismo de competição REGREDIU em relação aos anos de 1963/4  ......Naquela época , influenciado pelo diplomata/ piloto MANOEL de  TEFFE , CHICO LANDI juntamente com TONY BIANCO , lançaram a categoria ((( não MONOMARCA)))) FORMULA JUNIOR . LANDI construiu 05 carros , quatro com motor 1000, um com motor DKW e três com motor RENAULT GORDINI e um quinto com motor ALFA ROMEO  este para correr nos 500 QUILÔMETROS de INTERLAGOS . Além dos LANDI tinha mais dois chassis sendo um feito pelo aviador/ piloto. JEAN  BEGERAOU e outro em que  ANISIO CAMPOS correu que não me lembro quem o construiu , com motor DKW. 
       Tecnicamente eram mais avançados do que qualquer FORMULA V que houve até o presente momento (((( não SUPER V ))))) e estavam no seu início de desenvolvimento, o que com o tempo esta formula poderia acompanhar já naquela época o que se fabricava na EUROPA e até quem sabe ultrapassa- los , como aconteceu na FORMULA SUPER V com os autos POLAR de RICARDO ACHCAR que conseguiu BATER os carros da ASTRO-  KAIMAN que detinham  07 CAMPEONATOS EUROPEUS ganhos........
         Infelizmente, após o acidente de CELSO LARA BARBERIS em uma disputa de """ roda a roda""" com um concorrente , portanto , nada a ver com o carro em si , que resultou em fatalidade, não se deu continuidade a esta categoria que a meu ver tinha tudo para dar certo para a FORMAÇÃO de PILOTOS de que tanto estamos  necessitando, pois usava pneus RADIAIS STREET finos, e sem apêndices aerodinâmicos algum.

               Poderíamos ter ganho muitos anos em nosso desenvolvimento de um PARQUE INDUSTRIAL BRASILEIRO e na parte ESPORTIVA da mesma forma. 

Abraço Chico Lameirão"



 A Radiadores Bongotti da família de meu amigo Milton Bonani sempre apoiando nosso automobilismo.
Ludovino Perez no grid em Interlagos larga no Landi-Bianco, foi neste mesmo carro que Chico Lameirão correu os 500 KM de Interlagos de 1963 com o grande Luiz Pereira Bueno, nas palavras do Chico e que eu endosso "O MESTRE", o carro quebrou logo após a largada.
Largada dos 500 KM de Interlagos de 1963, os pequenos Landi-Bianco lado à lado com os Mecânica Continental!

Fotos do acervo de Fabio Farias, Claudio Grossi e Ludovino Perez.

sábado, 23 de agosto de 2014

HEVE Divisão 4

 Benjamin "Biju" Rangel no HEVE VW 2 litros da Divisão 4
.
De costas Herculano.

A Divisão 4 foi uma categoria maravilhosa e os irmãos Ferreirinha, Herculano e Antonio, fizeram alguns dos mais bem sucedidos carros dela, nas fotos do Rogério o carro de Biju em Interlagos. 
Breve pretendo escrever mais sobre a categoria e a saga dos irmãos Ferreirinha, Herculano que conheci na década de 1970 e que já nos deixou e Antonio que com a Graça de Deus continua firme e forte!

Ao Antonio e Biju, com minha amizade um forte abraço!


Rui Amaral Jr   

FOTOS

Obrigado Rogério um abraço!

Spa 2014 - Grid


Foto EFE                                                                                              Nico


GRID DE LARGADA

1) Nico Rosberg (ALE/Mercedes)  2m05s591            
2) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 2m05s819  +0s228s   
3) Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) 2m07s717  +2s126   
4) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 2m07s786  +2s195   
5) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault) 2m07s911  +2s320   
6) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) 2m08s049  +2s458   
7) Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes) 2m08s679  +3s088   
8) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) 2m08s780  +3s189   
9) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) 2m09s178  +3s587   
10) Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 2m09s776  +4s185   
 Q2:
11) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault)  2m09s377 
12) Jean-Éric Vergne (FRA/STR-Renault) 2m09s805  
13) Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes) 2m10s084  
14) Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari) 2m10s238  
15) Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 2m11s087  
16) Jules Bianchi (FRA/Marussia-Ferrari) 2m12s470  
Q3:
17) Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault) 2m11s261  
18) Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) 2m11s267  
19) Max Chilton (ING/Marussia-Ferrari) 2m12s566 
20) Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 2m13s414 
21) André Lotterer (ALE/Caterham-Renault) 2m13s469  
22) Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault) 2m14s438 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Alan Stacey

Jimmy e Alan em Spa 1960.
Zandvoort 1960 com a Lotus 18.

ALAN STACEY, piloto britânico com passagem pelo Lotus Team no final dos anos cinquenta e sessenta, figura seguramente na lista daqueles que se não se deixam abater, que se rebelam, o que o torna um bom exemplo para ser falado nestes dias. Ele é o cara que com vontade, muda sua perspectiva e busca a mudança, um novo destino, seja ele qual for. Stacey nasceu em agosto de 1933. Aos dezessete anos, sofreu um acidente com sua  motocicleta que o deixou sem a parte inferior da perna direita. E então, o que fazer? Deixar-se sentar à beira do caminho e praguejar? Que nada. Ele viu aí uma bela chance para tentar a sorte com os carros e com um acelerador de motos adaptado à alavanca de velocidades (devido à prótese que passou a usar), envolveu-se com os automóveis a partir de 1955 e primeiramente com um Lotus MK VI, posteriormente com um Lotus Eleven, obteve resultados que chamaram a atenção de Colin Chapman. Na temporada de 1958, recebeu uma chance para pilotar o Lotus 16 no GP da Grã-Bretanha de F1, o qual abandonou na 20ª volta. Mas ganha nova oportunidade na temporada seguinte e corre em Aintree (Grã-Bretanha) e Sébring (USA). Foi melhor na prova “de casa”, terminando em oitavo e abandonando nos Estados Unidos. 

Colin, Innes, Jimmy e Alan.
No box em Goodwood, 1959.
 Zandvoort 1960, #4 Innes e #5 Alan.

Em 1960, foi contratado para fazer toda a temporada, ao lado de pilotos como Innes Ireland e um estreante escocês chamado Jim Clark. No GP da Argentina, ainda está com o velho Lotus 16, mas recebe o modelo 18 em Montecarlo e com ele larga também no GP da Holanda. São corridas sem destaque, mas procura uma melhor sorte em Spa-Francorchamps e seu desafiador traçado de 14 quilômetros. O evento belga começou com mau presságio, especialmente para  a Equipe Lotus. Nos primeiros treinos, o experiente Stirling Moss perdeu uma roda(!!) em Burnenville, bateu e fraturou as pernas. Mike Taylor, outro que pilotava um Lotus 18 (no caso, de uma equipe particular), sofreu uma quebra da coluna de direção. Ele mais tarde processaria Chapman, responsabilizando-o por sua invalidez e ganharia a causa. Na corrida, o londrino Chris Bristow foi a primeira baixa. Ele vinha lutando duramente com seu Cooper T51 contra a Ferrari D246 do local Willy Mairesse, pela sexta posição. Na volta 19, quando passavam por Burnenville, onde Moss se acidentara, Chris perdeu o controle, bateu em um barranco e foi decapitado por uma cerca de arame farpado próxima. Cinco voltas depois, foi a vez de Stacey. Segundo testemunhas, ele teria sido atingido no rosto por um pássaro, em plena reta de Masta. A batida foi violenta e o carro incendiou-se e aquele jovem piloto de 26 anos morreu. Um final de semana para ser esquecido e que tocou fundo ao recém chegado Jim Clark. Vencedor em Spa-Francorchamps de 1962 a 1965, Jimmy sempre surpreendeu muita gente quando dizia que detestava o circuito belga.  

Curiosidade: Alan Stacey formava com seu mecânico Bill Bossom, uma parceria inusitada nas pistas. Bill não tinha um dos braços e fora o responsável pelo acelerador manual que possibilitava ao amigo competir.  

CARANGUEJO

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Em resposta ao post anterior mostro novamente o post do Caranguejo de 26 de Junho de 2013 e agradeço à cada um vocês pelos comentários...André, Claudinho, Paulo Delavigne, Paulo Alexandre Marques, Heitor, Wagner, Marcelo, Sandra, Adolf e Paulo Solariz, à todos meu forte abraço...nós não esquecemos!

Rui Amaral Jr


Spa...quem, quando?

Jimmy conversa com outro piloto...quem é e qual sua história?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Spa-Francorchamps

 Este jovem senhor sempre andou bem em Spa, porem venceu uma única vez, quando e em que carro? 

Ontem aconteceu algo incrível, alguém lendo o blog deixou um link onde encontrei mais de 100 fotos de Spa, sem poder agradecer pois não deixou o nome divido algumas delas com vocês e peço a identificação delas!

Rui