A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

terça-feira, 8 de abril de 2014

YES, NÓS TEMOS CORRIDAS


Atualmente, o mundo é uma aldeia global, é fácil ao torcedor brasileiro assistir à apresentação de um esportista de renome, um top liner, seja de que modalidade for, sem contar os recursos audiovisuais. Mas antigamente, seria tão mole assim? Tudo era longe, o Brasil era longe e no caso do automobilismo, tínhamos por aqui locais ainda acanhados e alguns outros se desenvolvendo ainda e que com certeza não atrairiam os grandes nomes de destaque. Certo? Errado. O lado de baixo do Equador sempre contou com eventos importantes e com a presença dos maiores. Achille Varzi, piloto italiano, rival único de Tazio Nuvolari aqui esteve em 1947, no GP da Gávea no Rio. Abandonou a prova e ainda assistiu outro notável “ás” do volante, Luigi “Gigi” Villoresi, de Maserati 4CL, perder a corrida para Chico Landi e seu Alfa 308. E o que dizer do badaladíssimo GP de São Paulo de março de 1949, realizado uma semana antes do GP da Gávea? Nessa ocasião, não esteve no Brasil apenas Gigi Villoresi, como também Giuseppe Farina e o fantástico Alberto Ascari. Cabe ressaltar que dentro de um ano, Nino Farina seria o campeão mundial de automobilismo, pilotando a histórica Alfetta 158 sem contar a trajetória de Ciccio Ascari, vice-campeão para Fangio em 1951 e bicampeão da F1 entre 52-53. Em São Paulo, os dois campeões enfrentariam Chico Landi e sua Maserati 1500, orgulho da torcida. Ascari dispunha de um Maserati 1500 também, assim como Villoresi. Farina teria uma Ferrari 2000. Landi contava com o Alfa 3000 que comprara de Achille Varzi, mas que vendera ao carioca Henrique Casini. Por ocasião do IV GP de São Paulo, os pilotos fizeram um acordo. Casini emprestaria ao Landi o carro que já lhe pertencera. Os carros dos pilotos brasileiros estavam em atividade há mais de dois anos e não podiam competir em condições de igualdade com os carros que os italianos estavam trazendo, todos novos. Enquanto esperava, Landi treinou com o Maserati 1500. Junto ao pole Farina (3’53”20) e Ascari (3’57”40), Landi (4’06”00) dividiu a primeira fila com Jaime Neves em sua Alfa 3000. 


Luigi "Gigi" Villoresi pilota uma Maserati 4CLT  em Silverstone - 1948.
 Alberto "Ciccio" Ascari pilota uma Alfa Romeo Alfetta 1948. Carro que daria em 1950 no primeiro mundial de Formula Um o titulo à Nino Faraina.

 No centro Chico Landi na largada do GP de Bari 1951 com uma Maserati 8CLT . "Seu" Chico havia vencido a prova no ano de 1948 pilotando uma Ferrari 166SC.  
Ciccio na Maserati 4 CLT
Giusepe "Nino" Farina vence o primeiro mundial de F.Um 1950.
Nino com a Alfetta vence a primeira corrida da moderna F.Um em Silverstone 1950.

No dia da prova porém, Chico Landi foi surpreendido pela recusa de Henrique Casini em cumprir o acordo que haviam feito. Casini resolveu poupar o Alfa para a prova da Gávea e não só não enviou o carro como nem apareceu com qualquer justificativa. Mas o espetáculo teria de prosseguir. Na largada, Farina tomou a ponta, acompanhado de Landi, Villoresi e Ascari. Ainda na primeira volta no Retão, Landi passou Farina, mas seu maior conhecimento da pista não lhe serviria muito. Na 2ª volta, Gigi Villoresi era o ponteiro e a ele juntar-se-ia Nino Farina. A briga italiana deixou Landi para trás porém na quinta volta, Farina assume a ponta e distancia-se de Gigi Nazionale. Mais atrás, problemas para o piloto brasileiro. Uma biela fez Chico Landi abandonar na 8ª volta. Chico todavia consegue retornar com a Maserati 3000 de Francisco Credentino. Com problemas mecânicos, quem faz uma corrida apagada é Ciccio Ascari, cada vez mais atrasado. Problemas tirarão da prova o favoritíssimo Farina, que perdeu uma roda na Curva do Lago e tudo beneficiou Luigi Villoresi. Gigi vence com Chico Marques em segundo. Ascari é apenas o quarto uma volta atrás e Landi, com o carro emprestado em quinto. Tudo no dia em que dois campeões do mundo, andaram por esta terra. Bem como o pai de Alberto, Antonio Ascari, que contam, também aqui esteve não como piloto e sim como trabalhador.

Caranguejo

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Gigi e Ciccio
Gigi um grande piloto que sobreviveu à loucura que eram os carros de corridas de sua época!


"Caranguejo, você sabia que Ciccio correu no Brasil?", assim começou este post, horas incontáveis de conversas ao telefone e muitas pesquisas depois e sem encontrar sequer uma foto da corrida em Interlagos meu amigo escreve este interessante texto de uma época que parece apagada da memoria de nós que gostamos de automobilismo!  

Aos grandes pilotos aqui citados e à todos outros que nunca se apagarão de nossas lembranças!

Rui Amaral Jr

Uma de nossas fontes de pesquisa o jornal "O Estado de São Paulo"  
acervo digital




segunda-feira, 7 de abril de 2014

GP do Bahrein 2014



Foi uma bela corrida e ao final o grande talento natural de Hamilton se impôs, principalmente nas 10 voltas finais quando Nico vinha com pneus mais macios e Lewis resistiu às suas tentativas de ultrapassagem. A bela largada de Massa já mostrava como seria a corrida, alguns pilotos como Ricciardo que deixou seu companheiro Vettel para trás, a boa corrida de Button e mesmo a belíssima corrida da Willians que infelizmente foi atrapalhada pela entrada do safety car quando Massa e Bottas tinham tudo para brigar com a Force India.

Me perdoem os que acreditam ser Maldonado um bom piloto...acredito apenas na sua mediocridade e incrível capacidade para erros tolos como este que tirou Gutierres da corrida!



Falando em Force India foi bela demais a briga entre Péres e Hulkenberg tendo o mexicano deixado para trás as decepções do ano passado e mostrado que é realmente um talento. Ainda na Force India quero parabenizar o engenheiro Marcos Lameirão que vem desenvolvendo um árduo trabalho no túnel de vento da equipe e hoje viu brilhar os resultados de tantos esforços, parabéns Marcos e aos seus pais meus amigos Luiza e Chico Lameirão que devem estar exultantes! 


Nico, Lewis e Sérgio

RESULTADO

1) Lewis Hamilton
2) Nico Rosberg 
3) Sergio Pérez 
4) Daniel Ricciardo 
5) Nico Hulkenberg 
6) Sebastian Vettel 
7) Felipe Massa 
8) Valtteri Bottas 
9) Fernando Alonso 
10) Kimi Raikkonen 
11) Daniil Kvyat 
12) Romain Grosjean 
13) Max Chilton 
14) Pastor Maldonado 
15) Kamui Kobayashi 
16) Jules Bianch 
17) Jenson Button 



domingo, 6 de abril de 2014

Parabéns Regina!


Uma batalhadora; assim é minha querida amiga Regina Calderoni, venceu todas dificuldades da vida e as inerentes ao esporte e com raça e competência construiu uma carreira no automobilismo digna de respeito e admiração.
À você minha querida toda felicidade do mundo, meu respeito, carinho e amizade!

Beijossss amore mio!

Rui

   
A primeira mulher a pilotar um Stock no Brasil!

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De uns tempos para cá não estou conseguindo visualizar e muito menos aprovar os comentários que chegam. Com minha tremenda incompetência para tudo que envolve informatica não tenho a minima ideia do que acontece!
Vejo que há comentários e quero pedir desculpas por não conseguir aprova-los...

Abraços

Rui 



GP de Bahrein 2014 - Classificção

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O CAPACETE...




Na oficina do GIBA o Sid chegou contando que a sobrinha dele não aceitava nenhum alimento, recém nascida era alérgica. Minha esposa estava em NY, era comissária da Varig e estava de saída para o Rio, liguei para o Roosevelt Hotel e falei o caso dando o nome do leite ou alimento necessário, ela indo para o aeroporto conseguiu comprar uma caixa com 24 latas! Embarcou, chegou no Rio pegou o Vôo para SP e mais ou menos 16 horas depois estava em Interlagos entregando ao Sid o leite. Daí saiu o papo de pintar o capacete, eu queria uma pintura diferente ... essa é a história verdadeira !

Benjamim "Biju" Rangel



A entrevista onde Sid Mosca conta que o primeiro capacete pintado foi o do Biju...


Sid em seu VW D3
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De um longo papo ontem à noite com o Biju saiu este post...histórias mil e a certa altura ele diz que o Sid se enganou na entrevista e conta como foi que pela primeira vez ele pintou um capacete, o seu...peço à ele para escrever e minutos depois chega o e-mail deste cara incrível...descrever ou escrever sobre nossos longos papos seria uma loucura, então toda vez que ele tiver tempo conta alguma coisa para nós.

Valeu Biju, um abração!

Rui Amaral Jr

    

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Amon na Ferrari...

1967 em Brands Hatch no BOAC 500 com a Ferrari 330P4 
1967 com a 312...
Bélgica 1967 duelo de gigantes,,,Chris e a Ferrari 312/67 e Jochen Rindt na Cooper T81B. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Jean Behra e a Maserati 450S

24 Horas de Le Mans 1957, Jean Behra e a Maserati 450S em que correu com André Simon. Quebraram... 

Uma foto encontrada, um grande carro e acima de tudo um grande piloto...

link

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Ciccio na Maserati

 Ciccio e Gigi de Maserati A6GCS no GP de Torino 1947, na vitória de Raymond Sommer com a Ferrari 159C Gigi foi sexto e Ciccio 7º.

Outro dia conversando com o Caranguejo dizia querer encontrar algumas fotos do grande Alberto "Ciccio"Ascari na Maserati, pois não é que elas estavam comigo já há  algum tempo! 
E logo na primeira foto que mostro à vocês ele está à frente de seu mentor e amigo Luigi "Gigi" Villoresi, que substituiu seu pai Alberto Ascari morto no acidente no GP de Montlhéry 1924 quando Ciccio era apenas um guri.   


1949 no GP da Inglaterra em Silverstone com a Maserati 4CLT48 segundo lugar na vitória de Gigi Villoresi seu companheiro de equipe.
 GP da Suíça 1948 Ciccio na Maserati 4CLT48 e Charles Pozzi Talbot-Lago T26SS.
 Gigi e Ciccio
O grande Gigi Villoresi

Caranguejo e Rui


quinta-feira, 27 de março de 2014

HOT GARAGE

Stock Cars - 1ª Etapa Interlagos

terça-feira, 25 de março de 2014

Restauração fotográfica.



Restauração fotográfica – a arte de resgatar a história da vida

Desde a primeira fotografia permanente do mundo, feita pelo francês Joseph Nicéphore Niépce em 1826, o hábito de se registrar pessoas, momentos e acontecimentos através de fotografias tornou-se mundial. Na verdade, essa necessidade surgiu por volta de 1558, e demorou 268 anos para sair de toscas câmaras escuras e impressões em uma imensa diversidade de materiais e muitas “mãos” de evolução para que chegasse a impressão de Niépce, em uma placa de estanho. Quem levou a impressão das imagens do estanho para o papel foi o inglês William Fox Talbot, em 1839, ao desenvolver melhor a técnica da daguerreotipia criada pelo também francês Louis Jacques Mandé Daguerre.

Em qualquer esfera – pessoal ou pública –, em qualquer um dos quatro cantos do Globo Terrestre, encontraremos arquivos e álbuns fotográficos, sejam pessoais ou profissionais, atestando, ali, um acontecimento interessante e que, por algum motivo, deve ser preservado. E aí começa a dificuldade. A qualidade do papel fotográfico, a maneira como foi guardada, fatores climáticos, acidentes com os arquivos, envelhecimento, enfim... são inúmeros os fatores que levam uma fotografia a estragar-se irrecuperavelmente. Nem sempre. Com a tecnologia atual, aliada a capacidade de um profissional, a imensa maioria dessas fotografias, cujo destino era o lixo, pode ser restaurada e trazer de volta tudo o que representa.

Os trabalhos em uma restauração costumam ser múltiplos, Raramente consegue-se setorizar apenas uma função, como tirar marcas de dobras, ou manchas, mascarar o aspecto envelhecido, reconstruir fotos rasgadas e maltratadas, fazer com que imagens quase apagadas do papel sejam reavivadas sem que haja perda das características da fotografia original e até mesmo colorir uma imagem em preto e branco são algumas das atividades que envolvem uma restauração fotográfica. 

A restauração consiste em consertar cada defeito, eliminar ou cobrir cada mancha, redesenhar cada pixel (micro-quadro) perdido, além de, por vezes, tirar um “intruso” indesejado de uma foto, o que significa redesenhar toda a paisagem para “cobrir” o espaço criado; quando se parte para a colorização, acertar os tons de roupas e objetos, além dos tons de pele, é um imenso desafio. Tudo tem que ser feito com muito cuidado e estudo, uma espécie de viagem no tempo e lugar da fotografia original. Quando um original está muito danificado, é sempre bom contar com outras fotos no mesmo ângulo, para referência quando da reconstrução de um rosto, mas raramente isso acontece. Aí, entra em cena o dom do restaurador, seus conhecimentos de desenho, de iluminação, perspectiva, obsessão pelos detalhes e infinita paciência.

Existem, também, algumas limitações. Fotos fora de foco dificultam o controle de nitidez, sendo muitas vezes impossível seu restauro. A recriação de faces pode ser uma limitação, o que pode resultar na não adequação de novas fisionomias faciais. Por mais que a restauração tente resgatar as características originais da fotografia, é também um processo resultante da subjetividade do restaurador, podendo em determinados casos não atender a expectativa gerada.

É um trabalho demorado. Depende do tipo do papel, do estado de conservação e da falta de informação da imagem. Não é um trabalho de poucas horas. Na maioria dos laboratórios, a restauração digital custa de R$ 50,00 a R$ 70,00 por hora de trabalho, o que onera sobremaneira os custos. Se o cliente quiser uma ampliação, cobram um valor a mais, e avaliam o trabalho em três níveis, Restauração Leve, Restauração Moderada e Restauração Severa, além de Colorização de fotos P&B e fotomontagem são cobrados a parte.

A RPR atua de forma diferenciada. Após avaliar a possibilidade ou não da restauração, o preço é único, independente do tempo que demandará o trabalho, ficando normalmente na ordem de R$ 300,00 cada restauração. A entrega do material, pelo cliente, deve ser a imagem digitalizada com uma resolução de 300dpi ou 600dpi, salva como jpg ou tiff; no caso de fotos rasgadas ou despedaçadas é necessário escanear todos os pedaços da foto juntos. A restauração será entregue em até 10 dias úteis por email ou cd, totalmente restaurada e pronta para ser impressa em qualquer impressora ou estúdio de fotografias, quando o cliente efetuará o pagamento da segunda parcela – a primeira é paga no ato da contratação do trabalho.

O trabalho proposto compreende: Correção de fotos apagadas; Correção de cor; Eliminação de rachaduras; Eliminação de rasgos; Eliminação de riscos; Eliminação de ruído; Eliminação de marcas de fita adesiva; Eliminação de manchas; Eliminação de marcas de água; Eliminação de marcas de mofo; Eliminação de olhos vermelhos; Eliminação de vincos; Realce de brilho; Realce de contraste; Realce de nitidez; Reconstrução fotográfica. Trabalhos extra: Fotomontagem; Pintura digital; Inserção de texto.

Contato: Renato Pereira
royalphotorestore@gmail.com














segunda-feira, 24 de março de 2014

Regina Calderoni

Interlagos, Regina de Stock Cars na curva do Pinheirinho.

Na ânsia de promover a corrida de ontem da Stock algum redator totalmente desinformado ou com intenções outras que sequer posso imaginar, resolveu nas chamadas para a corrida escrever o que depois os locutores não cansaram de falar; que a Bia Figueiredo era a primeira mulher à pilotar um Stock! Ledo engano, minha amiga Regina já pilotava um na década de 1980, aqui em casa em almoço no sábado com amigos ela estava indignada e nós também! 
Pô dona Globo, um pouco de pesquisa não faz mal nenhum!
Agradeço ao meu amigo Washington Luiz Desmothenes por ter alertado alguns jornalistas do fato e ao Lito Cavalcanti por ter restabelecido a verdade no ar!

Rui Amaral Jr



     

domingo, 23 de março de 2014