A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
ATITUDE CORAJOSA
Lauda, Ferrari 312 T e a sua frente Carlos Pace Brabhan BT45 em Nurburgring momentos antes do acidente que quase tira a vida do Austríaco.
1976 Niki Lauda estava no topo, havia vencido o mundial de pilotos e construtores no ano anterior para a Ferrari, o que não acontecia à equipe desde 1964, do começo tendo que comprar um lugar para pilotar um Formula Um era agora um dos mais altos salários da categoria.
Vinha liderando o campeonato tinha vencido os Gps do Brasil em Interlagos e da Argentina em Buenos Aires, da Inglaterra em Brands Hacth, quando a 1º de Agosto no GP da Alemanha em Nurburgring após uma saída da pista e batida seu carro ficou envolto em chamas e ele demorou demais para ser tirado. Resultado ficou alguns dias em coma entre a vida e a morte. Antes dessa corrida tinha 64 pontos no campeonato contra 38 do James Hunt que com a vitória em Nurburgring, após o reinicio da corrida com a vitória passou então a somar 47.
Incrivelmente Lauda se recuperou a tempo de disputar o GP da Itália em Monza, corrido em 12 de Setembro apenas 41 dias após o acidente que quase lhe tira a vida, apesar do rosto deformado e ainda ter problemas devido as queimaduras.
Resumindo o campeonato e Formula Um chega ao Japão com Lauda tendo 68 pontos e James Hunt 65.
A largada.
Aquele foi o primeiro GP do Japão e a expectativa em torno dele era enorme, afinal o campeonato se decidiria ali.
Andretti de Lotus 77 foi o pole a seu lado Hunt e na segunda fila com o terceiro tempo largaria Lauda, apenas mantendo a posição o austríaco seria o Campeão.
Na hora da corrida chovia e a neblina era forte alguns pilotos entre eles Hunt achavam que ela devia ser adiada mas a organização mesmo com algum tempo de atraso resolveu dar a largada assim mesmo.
Lauda
A largada é dada às 3 horas e Hunt dispara na ponta enquanto Lauda entra nos boxes e diz “É um crime corre desse jeito, e eu não vou fazer isso” e abandona dando o titulo de mão beijada a Hunt.
Vendo tudo que está acontecendo em nosso automobilismo penso quantos pilotos teriam a coragem de tomar essa atitude. Muitos dirão”ele era Campeão do Mundo”. Nada disso ele foi é corajoso, muitos de nós naquela situação inventariam uma quebra, uma saída de pista em um lugar qualquer, para depois se desculparem do erro. Ele não, desceu do carro e falou a verdade coisa que falta a muitos pilotos hoje em dia em várias situações.
Quanto aos dirigentes, “ora dirigente é dirigente” poucos deles já puseram suas preciosas bundas em um carro numa situação dessas para poderem avaliar com isenção como é difícil pilotar nessa situação.
Hunt
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F1 - 1973 Nürburgring
Belo vídeo, comentado anos depois por ninguém menos que David Hobbs e Jackie Stewart, veja Moco -Carlos Pace - e sua Surtees, Emerson e a Lotus...
CLASSIFICAÇÃO
Pos Nº Piloto Equipe
1 5 Jackie Stewart Tyrrell
2 6 François Cevert Tyrrell
3 30 Jacky Ickx McLaren
4 24 Carlos Pace Surtees
5 11 Wilson Fittipaldi Brabham
6 1 Emerson Fittipaldi Lotus
7 31 Jochen Mass Surtees
8 17 Jackie Oliver Shadow
9 8 Peter Revson McLaren
10 26 Henri Pescarolo Iso Marlboro
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Rui Amaral Lemos Junior
terça-feira, 5 de abril de 2011
LE MANS 1966 GT 40 Mark II 1º , 2º , 3º - II
GT 40 Mark II vencedor ,Chris Amon e Bruce MacLaren nº 2
A Ford Motor Company foi a Le Mans no ano de 1966 com toda sua força , apostou nos GT 40 Mark II com motores de 4.7 L para enfrentar as Ferrari 330 P3 , levou os melhores pilotos da época , foi com nada menos do que quatorze carros GT 40 entre eles Mark II , J . Carros da equipe Ford e mais da Ford France e outras equipes todas com apoio da fábrica . A Ferrari para se opor a essa força entrou com duas 330 P3 oficiais e quatro 365 P2 de equipes semi oficiais como a NART e Filipinetti . Na classificação a Ford ficou com os quatro primeiros lugares , em quinto a Ferrari nº 27 365 P 2/3 da NART - North Americam Racing Team - pilotada por Pedro Rodriguez , Mario Andretti e Richie Ginther , o pole abriu mais de quatro segundos da Ferrari .
GT 40 Mark II , 2º colocado Denny Hulme e Ken Miles nº1
GT 40 Mark II 3º colocado Ronnie Bucknum e Dick Hutcherson nº 5
Na corrida o que se viu foi um massacre , as Ferrari não aguentando o ritmo dos Ford e já nas primeiras horas da manhã a corrida estava definida , só faltaria ver qual dos GT 40 Mark II seria o vencedor . Depois dos Ford vieram os Porsches na 4ª , 5ª , 6ª e 7ª colocação sendo o primeiro deles vinte e uma voltas atrás do vencedor . Na oitava colocação a primeira Ferrari , vencedora na categoria GT era uma 275 GTB/C tocada por ninguém menos que Piers Courage , Innes Ireland , Roy Pike e David Hobbs chegando 47 voltas atrás do vencedor .
A chegada foi com os três primeiros juntos , sendo que o terceiro estava com doze voltas a menos , e apesar da dupla Miles/Hulme cruzar na frente de Amon/MacLarem , estes foram declarados vencedores por terem largado em 4º enquanto Miles/Hulme haviam largado em 2º .
Porsche 906 LE 4º colocado , Jo Sifert e Colin Davis nº 30
Porsche 906 LE 4º , 6º e 5º colocados , nº 32 Udo Schültz e Peter de Klerk , nº 31 5º lugar Hans Hermann e Herbert Linge.
Ferrari 275 GTB/C 8ª colocada , vencedora da categoria GT , tocada só por Piers Courage , Roy Pike , Innes Ireland e David Hobbs
Ferrari 330 P3 de Lorenzo Bandini , Jean Guichet e Ludovico Scarfiotti acidentada na volta 125.
24 Horas de Le Mans 18/19 de Junho de 1966
| Date: | June 18-19, warm, dry, drizzles on sunday | Track Length (m): | 13 461 |
| Attendance: | 350 000 | Pole Position: | Dan Gurney, USA, Ford GT Mk II, 3'30"6 = 230.103 km/h |
| Entries: | Fastest Lap: | Dan Gurney, USA Ford GT Mk II, 3'30"6 = 230.103 km/h | |
| Practiced: | 57 | Distance (km): | 4843.090 |
| Starters: | 55 | Average Speed (km/h): | 210.795 |
| Classified: | 15 |
| Pos | Cla. | # | Team / Entrant Car - Engine / Tuner | Drivers, Nationality | Engine Vol (cc) | Engine Type | Tyres | Group | Laps Km Time (of ret) | Reason Out |
| 1 | 1 | 2 | Shelby American Inc., USA Ford Mk II | Bruce McLaren, NZ Chris Amon, NZ DNS Bob Grossmann, USA DNS Dan Gurney, USA | 6982 | V8 | F | P | 360 4843.09 | |
| 2 | 2 | 1 | Shelby American Inc., USA Ford Mk II | Ken Miles, GB/USA Denis Hulme, NZ DNS Lloyd Ruby, USA DNS Lucien Bianchi, B DNS Richard Thompson, USA DNS Mark Donohue, USA | 6982 | V8 | GY | P | 360 4843.07 | |
| 3 | 3 | 5 | Holman & Moody, USA (Essex Wire Corporation, USA) Ford Mk II | Ronnie Bucknum, USA Richard 'Dick' Hutcherson, USA DNS A.J. Foyt, USA DNS Fred Lorenzen, USA DNS Bob Grossman, USA DNS Bruce McLaren, NZ DNS Peter Arundell, GB | 6982 | V8 | GY | P | 348 4681.57 | |
| 4 | 4 | 30 | Porsche System Engineering, D Porsche 906/6 Carrera 6 Langheck | Jo Siffert, CH Colin Davis, GB DNS Gerhard Mitter, D | 1991 | F6 | D | P | 339 4562.13 | |
| 5 | 5 | 31 | Porsche System Engineering, D Porsche 906/6 Carrera 6 Langheck | Hans Herrmann, D Herbert Linge, D DNS Dieter Glemser, D | 1991 | F6 | D | P | 338 4534.93 | |
| 6 | 6 | 32 | Porsche System Engineering, D Porsche 906/6 Carrera 6 Langheck | Udo Schütz, D Peter (Piet) de Klerk, ZA DNS Peter Nöcker, D | 1991 | F6 | D | P | 337 4534.93 | |
| 7 | 7 | 58 | Porsche System Engineering, D Porsche 906/6 Carrera 6 | Günther Klass, D Rolf Stommelen, D DNS Dieter Glemser, D | 1991 | F6 | D | S | 330 4440.73 | |
| 8 | 8 | 29 | Maranello Concessionaires, GB Ferrari 275 GTB/C | Piers Courage, GB Roy Pike, USA DNS Innes Ireland, GB DNS Mike Salmon, GB DNS David Hobbs, GB | 3286 | V12 | GT | 313 4212.50 | ||
| 9 | 9 | 62 | Société des Automobiles Alpine, F Alpine A210 - Renault | Henri Grandsire, F Leo Cella, I | 1292 | L4 | P | 311 4185.19 | ||
| 10 | 10 | 57 | Ecurie Francorchamps, B Ferrari 275 GTB | Pierre Noblet, F Claude Dubois, B DNS "Jean Beurlys"(Jean Blaton), B DNS "Eldé" (Leon Dernier), B | 3286 | V12 | GT | 310 4171.62 | ||
| 11 | 11 | 44 | Ecurie Savin-Calberson, F Alpine A210 - Renault | Jacques Cheinisse, F Roger Delageneste, F DNS Jean-Pierre Hanrioud, F | 1296 | L4 | P | 307 4124.45 | ||
| 12 | 12 | 45 | Société des Automobiles Alpine, F Alpine A210 - Renault | Guy Verrier, F Robert Bouharde, F DNS Mauro Bianchi, B DNS Jean Vinatier, F DNS Jean-Pierre Hanrioud, F DNS Patrice Grandsart, F | 1292 | L4 | P | 307 4124.42 | ||
| 13 | 13 | 46 | Société des Automobiles Alpine, F Alpine A210 - Renault | Mauro Bianchi, B Jean Vinatier, F DNS Jean-Pierre Hanrioud, F DNS Bernt Jansson, S DNS Pauli Toivonen, SF | 1292 | L4 | P | 306 4107.39 | ||
| 14 | 14 | 35 | "J. Franc", F Porsche 911 S | "J Franc" (Jacques Dewes), F Jean Kerguen, F | 1991 | F6 | GT | 284 3821.53 | ||
| 15 | 15 | 50 | Jean Louis Marnat & Cie, F Marcos Mini GT 2+2 - BMC | Claude Ballot-Léna, F Jean-Louis Marnat, F DNS Jean-Pierre Jabouille, F DNS René Trautmann, F | 1287 | L4 | P | 258 3464.42 | ||
| 16 | DNF | 33 | Porsche System Engineering, D Porsche 906/6 Carrera 6 | Peter Gregg, USA Sten Axelsson, S DNS Günther Klass, D | 1991 | F6 | D | S | 321 15:49 | Engine |
| 17 | DNF | 3 | Shelby American Inc., USA Ford Mk II | Dan Gurney, USA Jerry Grant, USA DNS Richard Thompson, USA DNS Sir John Whitmore, GB | 6982 | V8 | GY | P | 257 09:44 | Holed radiator |
| 18 | DNF | 49 | Donald Healey Motor Co Ltd, GB Austin Healey Sprite | Paddy Hopkirk, IRL Andrew Hedges, GB | 1293 | L4 | P | 237 11:37 | Head gasket | |
| 19 | DNF | 14 | Scuderia Filipinetti, CH (Comstock Racing /F.R. English, GB) Ford GT40 | Peter Sutcliffe, GB Dieter Spoerry, CH DNS Herbert Müller, CH DNS Willy Mairesse, B DNS Innes Ireland, GB DNS Mario Casoni, I | 4727 | V8 | S | 233 08:15 | Accident | |
| 20 | DNF | 21 | SpA Ferrari SEFAC, I Ferrari 330 P3 | Lorenzo Bandini, I Jean Guichet, F DNS Umberto Maglioli, I DNS Bob Bondurant, USA DNS Giancarlo Baghetti, I | 3978 | V12 | F | P | 226 08:26 | Engine |
| 21 | DNF | 26 | Ed Hugus, USA Ferrari 275 GTB/C | Giampiero Biscaldi, I Prince Michel de Bourbon-Parma, F DNS Ed Hugus, USA | 3286 | V12 | S | 218 09:32 | Clutch |
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Chapa - III
O primeiro carro que o Chapa preparou para mim.
Com a ajuda do Chico Lameirão comprei este carro do Luiz Pereira Bueno.
Seu nome é Flávio ele e sua mulher Mari são meus amigos a mais de trinta anos , preparou o primeiro motor para mim em 1977 , já fazia naquela época motores fortíssimos , se juntos não ganhamos nenhuma corrida , podem ter certeza que a culpa não foi dele.
1982 em Interlagos o #40 de Amadeu Rodrigues e eu.
Em 1982 resolvi fazer uma temporada na Turismo Especial Paulista que nada mais era que a D3 , amortecedores nacionais , cambio de 4 marchas , pneus slic da Pneubras , e outras modificações para baixar o custo da categoria.
Tínhamos feito já duas corridas da temporada , o Carlão tinha feito para mim um ótimo acerto de chassi , na corrida inicial quebrei quando disputava a segunda colocação , na segunda corrida fui terceiro ,atrás do Mogames e do Laércio , só que tínhamos feito a melhor volta da corrida .
Eu, Ricardo Mogames e Laercio dos Santos.
O Carlão em Portugal com o Jr Lara Campos na Stock Car marcamos um treino o Chapa e eu para o meio da semana , íamos testar três motores , com diferentes configurações que ele havia preparado.
Os motores tínhamos ido buscar no dia anterior , o Chapa os tinha montado na SALECAR de nossos amigos Marcos , Arno e Fabinho Levorin .
Cedo naquele dia fui buscá-lo na Freguesia do Ó onde ainda hoje é sua oficina , eu morava na V Olímpia e íamos para Interlagos , pensem só na volta que dei. Carro na carreta , dois motores para testar , um jogo de pneus , um monte de tralha mais dois ajudantes e fomos embora para a pista.
Em foto de 1978/79 o #27 de Ricardo Bock e meu #14 com a carreta Karman comprada do Chico Lameirão.
Já na marginal , ele guiando a Caravan branca , puxando a carreta com o Fusca , me falava a cada cinco minutos " tem um fusca vermelho nos seguindo" , eu todo feliz pensava ,"que bom três motores , dois jogos de pneus , um monte de tralhas , o autódromo quase que só para nós , vai dar para andar o dia inteiro".
Arrumado o box , a esta altura ele já tinha queimado meu anorak vermelho , preto e branco no escapamento do carro , logo ele que é corintiano . "Vai se trocar" obedeci ,coloquei macacão , entrei no carro , um ajudante afivelou meu cinto , e ele ordenou "ignição" , colocando o capacete outra ordem , "liga o motor" liguei o motor que já havia sido esquentado e lá vem outra ordem "sai".
1982 eu e Elcio Pelegrini no S.
Ai começou toda confusão , engatei a primeira , fui tirando o pé da embreagem bem de vagar , por causa da caixa 3 , e nada do carro sair ,coloquei segunda e nada , ele lá fora gesticulava ,e falava alguma coisa , mais não dava para ouvir por causa do barulho do motor . Gesticulei que as marchas não estavam entrando , ele uma fera colocou meio corpo para dentro do carro engatava as marchas , e me mandava tirar o pé da embreagem . Desliguei o motor , e num lampejo lhe disse , "está sem o disco de fricção" pra que? ele ficou uma fera ,falou um monte de bobagem , até que eu disse "olha nos outros motores". Nenhum deles tinha o tal disco de fricção , colocaram o platô e num descuido esqueceram os discos .
Desci do carro e eu que não sou de maltratar os carros , eles nos dão as vitórias , as derrotas na maioria das vezes é nossa culpa , bati a porta que era bem leve com força , ele me olhou e disse "vou arranjar um disco" , mais aquela altura o treino já estava arruinado.
Voltando para oficina pela marginal , eu já fulo da vida desci do carro e fui para casa de táxi , não sem antes falar uns impropérios a ele .
Esta é a parte da história que ele conta até hoje , só os meus impropérios e ainda reclama , por eu ter descido do carro na marginal .
Este é o Chapa , amigão , de tanto tempo...
PS: No dia seguinte quando me entregou de volta o anorak queimado disse-lhe para ficar com ele ao que me retrucou "queimado!".
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Rui Amaral Lemos Junior
domingo, 3 de abril de 2011
Uma volta no Circuito de Tarumã com Pedro Garrafa
Caro amigo Rui
Como não poderia deixar de ser um pedido do Rui, para mim, torna-se uma ordem.Olhem só o que ele me pediu:uma volta pela pista de Tarumã-RS, o circuito mais rápido do Brasil.
Vou tentar relatar uma volta com a experiência que tive com os Speeds, pois na época em que corri lá foi exatamente com o meu Speed 1600, ainda com motor a ar.
Fazer uma viagem saindo de São Paulo, para o Rio Grande do Sul, para correr,pode até parecer para alguns pura loucura, ainda mais puxando uma carreta com um carro de corrida, um monte de tralhas como: motor, cambio, rodas com pneus e mais um monte de peças de reserva, percorrer mais de 1.300 kms, só de ida, pois tem também a volta a mesma distancia, e lembrando somente com recursos próprios, quero dizer sem patrocínio nenhum, realmente é só para quem é louco e muito apaixonado pelo que faz e pelas corridas. Não deixa de ser uma emocionante e cara aventura, mas eu fazia isso com o maior prazer (pois tudo o que vi e participei jamais conseguirei esquecer), e também por profissão.Quero dizer, eu conseguia unir o útil ao agradável, pois não só das corridas eu vivia, e sim da venda dos produtos que fabricava e negociava, e também dos carros que montava, isto é, eu fazia de um hobby a minha profissão, e foi assim por um bom e inesquecível tempo, que me levou a conhecer e andar em todos os autódromos do Pais, que existiam naquela época.
Para uma viagem dessas saímos de São Paulo já na madrugada da 3º feira, pois tínhamos uma longa distancia a percorrer, contando também com possíveis imprevistos na estrada, onde praticamente passávamos durante dois dias viajando, com chegada na pista prevista para a 5º feira. Primeiros passos e contatos feitos com a administração da pista e Federação local, partíamos para reconhecimento da pista, alojamento para todo o material e veículos e também hospedagem para mim e equipe.
Para nossa alegria e sorte, o pessoal do Sul em geral, é altamente hospitaleiro e amigável, por isso que lá se pratica um automobilismo INCOMPARAVEL, a qualquer outro estado no Brasil, (não querendo desmerecer nenhum dos outros estados que tive a oportunidade de estar e participar de provas). É que eles tem muita tradição, eles tem o automobilismo no sangue e no coração, igual a eles não existe outros. Digo isso porque,quando da ocasião dessa corrida fomos muitíssimo bem recebidos por todos de lá ( evitarei citar nomes, pois foram tantos e corro o risco de esquecer de alguém), mas tem um que não posso deixar de citar o inesquecível e querido amigo, o preparador Hamiltom, que nos acolheu como verdadeiros irmãos, e também porque eu era o único louco que vinha de São Paulo para participar com eles de uma prova em Tarumã-RS.
Convém lembrar que na época meu Speed, obedecia ao regulamento paranaense, que era bem diferente do regulamento gaúcho, portanto para me enquadrar e ter condições de participar juntamente com os demais, tive que efetuar algumas modificações em meu carro, portanto tive que também tomar emprestado um jogo de rodas e pneus aro 13, pois originalmente eu corria com aro 14.Não precisa nem dizer que o comportamento do carro tornava-se bem diferente, inclusive até mais rápido, porem não podia fazer muita coisa pois alterava-se também a relação de cambio, que não pude mexer, então tive que me adaptar com o que tinha no momento.
A volta que o Pedro descreve é deste cockpit.
Templo Gaúcho da velocidade.
Vamos então para uma volta na pista mais rápida do Brasil:
-Saindo dos boxes, já adentramos na reta de chegada bem próximos a temida e assassina curva 1 (lembrem-se do Giovanni Salvatti e alguns outros), ainda não temos uma noção de giro nem velocidade, pois estamos começando a acelerar.
-A curva 1 alem de ser longa e de altíssima velocidade, é também desafiante e temida pela maioria dos pilotos, pois no nosso caso (obedecendo as características técnicas do carro utilizado) tem que ser feita em 4º marcha e com o pé embaixo, pois já estamos vindo na reta em descida e no embalo, é só dar uma pequena aliviada, apontar o carro, sentir se está seguro, e cravar novamente o pé embaixo, trabalhando o volante para dentro, pois ela te joga para fora, fazemos ela a aproximadamente 186/188 kms p/hora a um giro de quase 6.100 rpms.
-Breve alivio na reta pequena que antecede a curva 2, só dá para dar uma rápida olhadinha nos instrumentos, e continuamos acelerando sempre em 4º marcha, seguindo para a curva 3, também suave e rápida,e nessa altura com o motor cheio, giro alto a aproximadamente 5.500 rpms.
-Estamos a frente na entrada da Curva do Laço, freiada forte e redução brusca, alias a única, pois seguindo adiante é só pé embaixo, praticamente sem mudança de marcha, logicamente dependendo do carro e de como o piloto poderá mante-lo dessa forma.
-Saindo da Curva do Laço, um trecho de duas curvas bem suáveis, a curva 5 e a curva 6, praticamente retas e rápidas, que antecede a temida Curva Tala Larga.
-A Tala Larga, é um cotovelo em descida, onde exige-se grande perícia e sangue frio dos pilotos.O giro é bem instável, e não se dá tempo nem de ler os instrumentos, a concentração tem que ser total, pois um instante de desatenção, coloca todo o trabalho da volta em risco e consequentemente na corrida também.
-Feita a Curva Tala Larga , entramos num pequeno trecho também rápido, que antecede a curva 8, giro alto aproximadamente 5.800/5.900 rpms.
-Estamos na entrada da curva 9. Curva bastante desafiante, pois também tem redução brusca, não se pode deixar o motor cair de giro, e será preciso entrar e contornar bem ela, para se poder sair também em velocidade boa, pois a mesma antecede a reta de chegada que tem um trecho em subida, depois muda para descida, giro constante na entrada da reta em torno de 5.900 rpms, e pé embaixo ,aproximando-se da descida, ponto de altíssima velocidade, e tendo pela frente mais uma vez a temida curva 1.
-A volta é tão rápida, que parece que o circuito é pequeno, porem super desafiante e agradável de se pilotar, e também impossível de se esquecer.......
Claro que hoje a época é outra, os carros são ainda muito mais rápidos, eficazes e seguros, mas tentem imaginar a quase 20 anos ou mais atraz, como era empolgante e maravilhoso pilotar numa pista dessa, sem muita tecnologia e sem muito recurso, apenas no braço , apenas na raça e na vontade de se fazer o melhor a cada volta.
É impossível de se esquecer, e quem teve a sorte de viver isso jamais esquecerá.........
PEDRO GARRAFA
Abaixo algumas fotos de Arturo Fernandes em Tarumã, acredito ser no Campeonato Brasileiro da Divisão 3. Agradeço a meus amigos Pedro e Arturo eles bem sabem que este nosso espaço está sempre aberto para suas histórias e fotos. Um abração, Rui.
Arturão na curva UM, Voltaire Moog, Janjão Freire.
Curva Nove.
Arturão tomando o Laço.
Arturo entre a Um e Dois, #72 Aroldo Bauermann e #47 de Janjão Freire.
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sábado, 2 de abril de 2011
RESTAURAÇÃO
Muito bem, vamos lá! Cerca de dois anos atrás o Orlando comprou de volta o VW Divisão 3 que foi dele na década de 80. Quem fez esse carro para D 3 foi o piloto Mané Simião que com ele correu inclusive as Mil Milhas de 1973 e varias provas do campeonato brasileiro da categoria. Em 82 após comprá-lo o Orlando fez algumas transformações no estilo, mudando os pára-lamas e pintando o carro de preto. Correu com ele na T.E.P - Campeonato Paulista de Divisão 3 - e algumas provas da Divisão 3 e sua intenção era restaurar o carro tal como corria na época para participar das corridas de Força Livre, pois a categoria permite os pneus slack e preparação livre.
Acontece que nesse meio tempo faltou o que falta a maioria dos pilotos desse país, grana, oferecemos o projeto a varias empresas mas nenhuma se interessou.
Agora com a ajuda de amigos vamos tentar de uma forma diferente, o Mauricio Moraes e o Ararê ofereceram um pôster do carro para ser vendido, o Orlando vai vender a carreta que veio com o carro, vamos fazer uma rifa dos Weber 48 com os coletores já que vai ser usada injeção e algumas outras ações para tentar colocar o carro na pista ainda esse ano.
O Ferraz já abriu o motor e calculamos uns R$ 5.000 para colocá-lo em ordem e agora falta a funilaria e toda revisão de chassi.
Desde já agradecemos a preciosa ajuda de nossos queridos amigos que estão juntos nessa cruzada; Joel Marcos Cesetti, Francis, Ararê, Mauricio, Fernando Fagundes, Fabio e Carlos Jaqueire, Evandro, Nando que com sua competência organizou nosso espaço no Facebook, Cuca, Tomate, Pedro Garrafa, Jr Lara, Carlos Eduardo ...
Fernando:http://hiperfanauto.blogspot.com/
Joel:http://sportprototipos.blogspot.com/2011/03/vamos-restaurar.html
Orlando:http://orlandobelmontejr.blogspot.com/
Jr Lara Campos:http://historiasquevivi-jrlara.blogspot.com/
Orlando:http://orlandobelmontejr.blogspot.com/
Jr Lara Campos:http://historiasquevivi-jrlara.blogspot.com/
A carreta tem documentação apenas o licenciamento está atrasado.
Dois Weber 48 com coletores.
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REVISTA ILUSTRADA ABRIL
Vale dar uma espiada, alem das belas fotos do Paulo e seu filho ele cita e mostra Vinicius de Morais, Carlinhos Lira e Mario Quintana. Fora uma loira linda por quem me apaixonei, acho que é Marilyn.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
Chico Lameirão
Campeão da Formula Ford 1971.
Chico consolidou sua carreira correndo em protótipos e carros de Turismo nos anos sessenta, passando até mesmo por equipes como a Willys. No começo dos anos setenta, tornou-se o primeiro campeão de uma nova categoria de monopostos do Brasil, a Fórmula Ford. Ajudado pelo Mestre Crispim, ele levantou seu primeiro título depois de muita disputa contra Pedro De Lamare e uma já atuante brigada gaúcha. Lameirão esteve na F/F até 74 e sempre deu mostra de pioneirismo, sendo um dos poucos pilotos na época a utilizar um chassi diferente do Bino; o Polar.
Campeão na Super Vê, 1975.
De 1974 em diante, Chico dedicou-se à nova Fórmula Super Vê, categoria fortemente apoiada pela VW, com grids cheios, boa premiação e grande retorno de mídia. Envolvido com o fabricante carioca Polar, disputou pau a pau com Ingo Hoffmann este primeiro título, mas ambos foram surpreendidos por Marcos Troncon. Em 75 porém, é o grande vencedor. Em 76 no entanto, chega a vez de um certo Nelson Piquet, mas Lameirão defende bem seu título Para 77, fica sem seu antigo patrocinador a Motoradio, mas não deixa de experimentar o novo. Embarca no projeto do novo chassi Kaimann para a categoria, mas voltará aos Polar e na prova extra-campeonato do final do ano no Rio, estreia o patrocínio dos cigarros Marlboro. Daí para a frente, sua presença nas pistas irá diminuindo até envolver-se mais com preparação. Mora na cidade de São Paulo e não deixa de estar envolvido com a velocidade.
Caranguejo
Brigando com Ingo Hoffman e Nelson Piquet na Super Vê.
Com seu grande parceiro Miguel Crispim Ladeira na Equipe Bino-Motoradio.
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18:07
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SPEED - II
Agnaldo Araújo de Góes Filho.
Agnaldo foi piloto , dirigente , dono de equipe , um baita cara , foi sua a Equipe CEBEM , única representante da alemã BMW no Brasil , onde trabalhava também nosso amigo Kiki - Karl H . Kraus - antes disso possuía uma loja de autos na Av. Sto. Amaro . A seguir um relato de meu irmão Paulo Amaral sobre seu amigo.
Agnaldo e a Testarossa nos 500 KM de Interlagos 1961, foto enviada por seu filho Ricardo.
" Sua loja no inicio da Av. Sto. Amaro chamava-se SPEED AUTOMÓVEIS , tinha duas entradas grandes , e era bem profunda , basicamente os carros com que ele trabalhava , eram automóveis de corrida , como FERRARI , MASERATI , MECÂNICA CONTINENTAL e autos de luxo , como ROLLS ROYCE , LINCON CONTINENTAL e outros , ao todo caberiam em sua loja mais de vinte autos , e por lá sempre achávamos preciosidades . Certa vez ele me ofereceu uma FERRARI BERLINETA 12 cilindros uma maravilha , fiquei com este carro por algum tempo , pelo que me lembro era do Chico Landi . Era uma maravilha seu motor não roncava , "URRAVA" , um dia na Av. Paulista dei uma esticada em 1º que foi até os 90 KM/H , andar nela era muito bom ,apesar de difícil condução . Vendo atualmente os valores destes carros , vejo a fortuna que ele teria hoje guardada , só que na época eram caros mais não valiam tanto . Lembro também da alegria com que ele nos recebia , amigos e clientes , sempre encontrávamos com Celso Lara Barberis , Chico Landi , Camilo Cristofaro , Ciro Cayres , Gilberto Demargos e outros .Certa vez ele me ofereceu a FERRARI TESTAROSSA 3000 em que o "Veludo" se acidentou na curva 2 , depois de algumas voltas com ela resolvi não comprá-la , era muito rápida . Este era meu amigo Agnaldo , sinto saudades das reuniões que fazíamos todas as tardes em sua loja , de onde nós saiamos para ir até o Totem , uma lanchonete muito bem acabada , montada em lona como uma tenda árabe de luxo , seu terreno era de esquina bem amplo e sua comida muito boa e foi o precursor de drive in no Brasil seu nome vinha do enorme totem indígena na sua entrada , que também era na Av. Sto. Amaro , próximo de sua loja e ponto de encontro de automobilistas e kartistas , onde estavam sempre o Cláudio Daniel Rodrigues , Maneco Combacou , e meus amigos Victor Simonsen , Acácio Canário Mancio o "Geléia" , Gilberto Demargos , "Kiki" , Ricardo Amaral , Niltinho "Gun" Guinter , Luciano Mioso , Fernando Simonsen . Tudo isso vale como lembrança dos bonitos anos 60 "
às
11:46
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Postado por
Rui Amaral Lemos Junior
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