A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

GAUCHOS

Minha amiga Graziela Rocha começou seu blog SPID BY GRAZIELA ROCHA onde vai contar as novidades da nova pista de arrancadas na cidade de Amparo em São Paulo . Benvinda !!!

http://spidbygrazielarocha.blogspot.com/



E do Sul vem também uma excelente matéria no blog do Sanco , contando a bonita história do piloto e projetista Luiz Fernando Cruz , imperdivel .

http://blogdosanco.blogspot.com/


terça-feira, 4 de agosto de 2009

BUGATTI 251 - FORMULA I

BUGATTI 251 de 1956

Ia colocar como titulo desta postagen " O fim de uma era " mas como tratar dessa forma um construtor que tantas vitórias teve ao longo de sua carreira . Quantos carros vitoriosos Ettore Bugatti construiu desde os anos 20 do século passado ! Eram carros ágeis , bons de curvas e com motores potentes , que fizeram a marca vencer talveis milhares de corridas . E seus carros de passeio , preciosidades que serviam a Reis , Marajás , artistas famosos e a quem tivesse simplesmente uma fortuna para pagar por um deles .

Em 1956 , com a Formula I dominada pelas Mercedes , Ferraris , Alfa Romeo a Bugatti resolve fazer um carro para categoria . O carro projetado por Gioacchino Colombo , ex Alfa e Ferrari , tinha um motor de oito cilindros em linha e era colocado na posição central , diferente dos carros da época que o usavam na dianteira .
O motor era uma ligação de dois motores de quatro cilindros , unidos por um jogo de engrenagens que acionava os girabrequins , o cambio e os comandos de válvulas , duplos no cabeçote . O diâmetro dos pistões era 76 mm e o curso 68,5 mm , tendo assim 2.430 cc .

Usava quatro carburadores Weber , sua taxa de compressão era de 9:1 e Colombo garantia que com essa configuração desenvolveria à 8.500 rpm cerca de 275 hp , o que seria para época um forte motor .


Com o motor entre eixos , o carro era baixo e com uma curta distancia entre eixos . Como sabemos , os carros com curta distancia entre eixos , são carros dificílimos de conduzir em curvas de alta , que é onde vem os tempos . E ai que falhou este carro .

Suspensão traseira , com o tubo oco , molas e amortecedores .

A suspensão traseira e dianteira era por eixos rígidos , ambas com tubos ocos a ligar cada roda , e ai movimentavam na dianteira feixe de molas e amortecedor , e na traseira molas helicoidais com amortecedores .

Suspensão dianteira , o tubo oco , e o balancim para liga-lo ao feixe de molas .

Cokpit e o motor , vejam o cronometro no centro do volante .

O carro foi levado para o GP da França de 1956 , disputado no circuito de Reins , e para pilota-lo ninguém menos que Maurice Trintignant , então o melhor piloto francês e primeiro piloto da Ferrari .

Só que simplesmente o carro não andava , com sua curta distancia entre eixos não era rápido o suficiente em curvas , e seu motor não tinha potencia suficiente para empurra-lo .


Nem mesmo Trintignant , reconhecidamente um grande piloto , foi capaz de fazer andar um carro com tantos defeitos , ora saia de frente , ora de traseira e ainda por cima com um motor que nem chegava aos pés de seus concorrentes . Após algumas voltas , sempre andando lá atrás ele abandona a corrida .

Trintignant tentando domar o Bugatti , aqui saindo de traseira .

Aqui numa saída de frente .


sábado, 1 de agosto de 2009

CHEIRO DE CANO DE ESCAPE - Germano Schlögl

Por incrível que pareça um jornal feito com tanta dedicação e carinho não teve continuidade , ainda bem que o Ari me enviou alguns exemplares e assim posso mostrar a história das carreteiras contadas por este fantástico jornalista . Tenho como companheiras nesta serie de postagens Graziela Marques da Rocha e Elisa Asinelli do Nascimento .
Hoje Ari escreve sobre o piloto Germano Schlögl .











" Germano Schlölgl . Catarinense de São Bento do Sul , nascido em 16 de Fevereiro de 1924 , que veio marcar - em São José dos Pinhais/PR , no Paraná e no Brasil - o seu nome com letras destacadas , traduzidas em vitórias , dedicação à profissão ( ele mesmo organizava seu álbum de recordações ) , preparo de motores , velocidade , poeira , gasolina e barulho , no desenvolvimento do automobilismo de competição nacional . Piloto de carreteira por demais popular , ídolo dos amantes da velocidade de sua cidade , foi surpreendido por um gesto de solidariedade por parte de seus fans , quando participava de sua última corrida - Grande Prêmio Cidade de São José dos Pinhais - em Junho de 1961 : Germano pilotava o carro de nº 19 o qual , em determinado momento da prova teve um pneu furado . Os torcedores , na ânsia de ajudar seu ídolo , saíram correndo , ergueram o carro com as próprias mãos e ficaram sustentando no ar , até que Germano completasse a troca da roda e pudesse voltar à corrida ( há fotografia publicada em jornal da época documentando o fato ) . Graças a esse gesto de seus admiradores , Germano não só completou , mas venceu a competição . Isto aconteceu na Vila Palmira , onde hoje uma rua , cuja poeira foi levantada pelas rodas da carreteira 19 em suas derrapadas , leva o nome do piloto .
Como tantos outros pilotos de carreteira , de destaque , Germano teve uma curta vida profissional , competindo ao longo de apenas 6 anos e falecendo tragicamente aos 37 anos , por demais jovem . Mas , nesse curto espaço de tempo ele fez muito . Foi , entre outras coisas , um dos primeiros pilotos paranaenses a participar da corrida de carros mais famosa do Brasil , a Mil Milhas Brasileiras , na pista de Interlagos em São Paulo/SP . Sim ele esteve presente a I Mil Milhas e , obteve um destacado quarto lugar .








Rose Schlögl - filha de Germano - lembra com saudade de seu pai e diz :" Naquela época , o automobilismo de competição era diferente . Na oficina de meu pai , em São José dos Pinhais , parecia que havia uma festa quando ele estava preparando o carro para correr . Todo mundo ia lá querendo saber o que ele estava fazendo . Minha mãe , tinha que preparar comida para toda aquela gente . Era uma grande demonstração de companheirismo ."


Germano se interessou pelo automobilismo de competição tão logo começou a trabalhar como funileiro e mecânico . numa oficina de São José dos Pinhais , vindo de São Bento do Sul . Logo preparou , em 1954 , um Ford 1946 , de 4 portas e cor preta , ao qual deu o numero de sua afeição - 42 - com o qual participou de corrida no Circuito de Tarumã - onde hoje está o Colégio Militar , em Curitiba , no dia 27 de Junho , obtendo o quarto lugar e , seu primeiro trofeu , uma medalha de bronze . Um "gentleman " , sabem como ele compareceu trajado a essa primeira corrida ? De terno e gravata , fato documentado fotograficamente ! Já em 8 de Agosto daquele mesmo ano Germano em sua segunda participação em corridas , com o mesmo carro , vencia prova no mesmo circuito , recebendo o troféu " Anfrísio F. Siqueira " , numa demonstração de que ele estava se aprimorando no preparo e na condução do veículo de competição .
Mas , foi na antiga estrada Curitiba/Ponta Grossa/PR , nas famosas e inesqueciveis corridas ali promovidas pelo jornal Paraná Esportivo , da capital paranaense ( sim , acreditem , hove tempo - que saudade - em que órgãos de comunicação se interessavam pelo automobilismo de competição local ) contribuindo para o surgimento e glória de muitos pilotos , que Germano se destacou . Na sua terceira participação em corridas , no dia 29 de Maio de 1955 , agora pilotando um Ford cupê 1949 com o nº 42 , totalmente original enfrentou as " feras " da época e obteve o primeiro lugar na categoria Turismo . Era total de 280 KM , ida e volta a Ponta Grossa , passando por Campo Comprido , Campo Largo , serra de São Luiz de Purunã , Palmeira e outras localidades .Em 11 de Setembro de 1955 em sua quarta prova , Germano participou com o Ford 1949 , do Circuito Passeio Público , em Curitiba , conquistando o primeiro lugar na categoria Turismo . No Circuito São José dos Pinhais , em 18 de Dezembro daquele mesmo ano , em sua quinta corrida , ainda com o mesmo carro , sem nenhum preparo , obteve novamente o primeiro lugar naquela categoria , recebendo taça , medalha de volta mais rápida e medalha de honra , esta ofertada pelo Bar Florida . Pasmem , até bar , naquela época , oferecia troféu aos pilotos !! A corrida tinha largada na área central de São José dos Pinhais e ia em direção de Curitiba pela rua Marechal Floriano Peixoto , quando esta não tinha pavimentação asfaltica . Ainda neste ano o jornal Paraná Esportivo destacava o nome de Germano Schlögl como um dos "Maiores do Automomobilismo " paranaense pela conquista de quatro " triunfos magníficos ".

As pedras , os buracos e a poeira da estrada Curitiba/Ponta Grossa viram Germano conquistar , no dia 15 de Setembro de 1956 , o titulo de Bi-Campeão na categoria Turismo , na terceira prova promovida pelo Paraná Esportivo , competindo com seu Ford cupê 1949 , com o nº 42 .Nesta estrada , com mais de " trocentas " curvas , o piloto conseguiu manter a média de 105 km/h ( vejam bem , tratava-se de carro original , categoria Turismo )





Glória nas Mil Milhas

No entanto , a maior glória na vida de piloto de Germano estava reservada para acontecer na mais importante competição automobilistica da América do Sul - a Mil Milhas Brasileiras , organizada por Wilson Fittipaldi ( pai de Emerson e Wilsinho ) , da Rádio Panamericana e Eloi Gogliano , presidente do Centauro Moto Clube , de São Paulo - justamente na primeira edição da prova , nos dias 24/25 de Novembro de 1956 , na pista de Interlagos/SP . Imaginem a emoção dele , saindo de São José dos Pinhais para participar em parceria co Euclides Bastos , o popular piloto Curutibano conhecido pelo apelido de " Perereca " , cuja vida profissional pretendemos relatar brevemente , , de uma competição dessas , lado a lado com os maiores "cobras" do automobilismo Brasileiro , oriundos principalmente do Rio Grande do Sul e de São Paulo . Era demais , certamente , ainda mais que seria a primeira competição desse nivel no país .

Pois bem , Germano e Perereca mostraram que , se os Gaúchos tinham chimarrão na cuia e , os Paulistas café no bule , o Paraná tinha agua fervendo para esquentar os dois . Competiram eles com a carreteira Ford nº 86 , pertencente a Perereca , enfrentando 36 carros entre os mais bem preparados do país e , classificaram-se em quarto lugar , de acordo com o resultado oficial , o qual foi contestado , pois , reivindicou-se o segundo lugar para a dupla Paranaense . A corrida começou às 20,30 horas do dia 24 e só terminou quando o primeiro carro completou 201 voltas pelo circuito de Interlagos o qual na época tinha cerca de 8 kilometros . Isto significa que a competição só terminava após às 12,00 horas do dia seguinte , obrigando carros e pilotos a sofrer um tremendo desgaste .

De qualquer maneira , mesmo com a classificação de quarto lugar , o fato foi considerado uma conquista importantíssima para o automobilismo Paranaense , mostrando que aqui também tinha gente do ramo , que sabia preparar e dirigir bem uma carreteira . E tinha mesmo . Para se ter uma idéia do tamanho da façanha , basta dizer que , quem venceu essa primeira Mil Milhas foi a dupla mais infernal da história das corridas de carreteira , ou seja , os Gauchos Catarino Andreata e Breno Fornari , com uma carreteira Ford número 2 , perfazendo 201 voltas em 16 hras 16 minutos e 2 segundos . Em segundo lugar a dupla Paulista Eugênio Martins Christian Heins com o Volkswagem número 18 - é aquele fuquinho de duas janelas atrás sim e , achamos que era um 1.200 cc - com 197 voltas ; em terceiro Aristides Bertuol e Waldir Rebeschini , do Rio Grande do Sul , com a carreteira Chevrolet número 4 , com 192 voltas . Observem que , o número de voltas de Germano/Perereca foi igual ao de Bertuol/Rebeschini e apenas a 9 voltas do ponteiro . Bonito!!!

A repercussão dessa conquista foi tamanha que , no seu regresso a Curitiba - naquela época as Mil Milhas era transmitida pelo rádio , acreditem - Germano e Perereca foram recebidos pela população em festa , foram notícia em jornais deram entrevistas em rádios , saíram com a carreteira em passeata pelas ruas centrais da capital , levando gente nela pendurada e segurando bandeiras do Paraná e do Brasil , alem de " corbelles " ( como eram bacanas naquele tempos ) , seguidos por uma caravana de carros , fans , foguetório e tudo mais a que tinham direito . A carreata seguiu pela Av. Cândido de Abreu até o Palacio Iguaçu , onde sabem quem aguardava os pilotos heróis ? Nada menos que o Governador do Estado , Moisés Lupion ! Germano e Perereca foram recebidos pelo Governador e assessores , em pleno saguão do Palácio . Era a glória máxima para os dois pilotos , que posaram para fotografia , segurando os troféus ganhos nas Mil Milhas , ao lado do Chefe do Executivo estadual . Podem crer , naquele tempo até o Governador do Estado prestigiava o automobilismo . Germano foi ainda mais homenageado quando chegou a São José dos Pinhais , sendo levado em sua carreteira a escolas - sempre presente as bandeiras do Brasil e do Paraná - onde foi alvo do carinho de toda população . Germano foi eleito pelo jornal Paraná Esportivo , ainda neste ano de 1956 , o Melhor Automobilista do Paraná .

Provavelmente motivado por aquele extraordinário feito , no ano seguinte , em 1957 , participando pela oitava vez de uma competição , Germano estava novamente presente em Saõ Paulo , agora na II Mil Milhas Brasileiras disputada nos dias 23/24 de Novembro , na pista de Interlagos , colocando sua carreteira ao lado de 43 carros . Desta vez no entanto , primeiro teve quebrado o cubo de uma roda dianteira e , depois rachado o tanque de combustivel de seu carro , mas , mesmo assim conseguiu o decimo primeiro lugar na classificação geral . A prova foi vencida pela dupla Aristides Bertuol/Orlando Menegaz , de Bento Gonçalves/RS , com a carreteira Chevrolet número 4 perfazendo 200 voltas . Em segundo ficaram Catarino Andreata/Diogo Luiz Ellwanger , de Porto Alegre/RS , com a carreteira Ford número 2 , perfazendo 199 voltas , em terceiro Julio Andreata( irmão de Catarino )/Dirceu de Oliveira , de Porto Alegre/RS , com a carreteira Ford número 6 , perfazendo 197 voltas .Nos dias 22/23 de Novembro de 1958 ( em sua nova participação em corridas ) , lá estava Germano de novo para disputar a III Mil Milhas Brasileiras , com a carreteira Ford número 52 , em parceria com João Buso , irmão de outro piloto de carreteira Curitibano Paulo Buso . Desta feita , a dupla Curitibana classificou-se em décimo lugar , perfazendo 165 voltas . A prova foi vencida novamente por Catarino Andreata/Breno Fornari com a carreteira Ford número 2 , do Rio Grande do Sul ,perfazendo 201 voltas em 15 horas , 39 minutos e 27 segundos . Em segundo lugar aparecia um dos mais famosos pilotos Brasileiros de todos os tempos , o qual participou de muitas provas em Curitiba , Francisci Landi em parceria com José Gimenez Lopes , de São Paulo , com a carreteira Chevrolet número 82 , virando 193 voltas ,em terceiro Antonio Versa/Francisco Guzzardi , de São Paulo , com a carreteira Chevrolet número 78 , com 187 voltas . Outra dupla paranaense que destacou-se nessa prova foi formada pelos irmãos José e Osvaldo Cury , de Curitiba , que ficou em sexto com a carreteira Cadillac número 64 , perfazendo 180 voltas , num excelente resultado .

A quinta Mil Milhas Brasileiras , disputada nos dias 26/27 de Novembro de 1960 , contou com a participação de 44 carros e , entre eles imaginem quem estava ? Germano Schlögl , com sua carreteira Ford número 52 , desta feita em parceria com o piloto Eugênio Souza . Esta foi sua ultima Mil Milhas . Na linha de largada nomes como Catarino Andreata/Breno Fornari , com a famosa carreteira Ford número 2 , com a qual haviam ganho tambem a IV Mil Milhas , Pedro A. Oliver/Rosalvo M. Francisco , com Volkswagen , Mario Cesar de Camargo Filho/Ciro Caires com DKW ,Eugênio Martins/Bird Clemente com DKW , Francisco Landi/Christian Heins com Alfa Romeo JK , Emilio Zambelo/Ruggero Peruzzo com Fiat , Julio Andreata/Haroldo Vaz Lobo ( de Curitiba ) com carreteira Ford , Camilo Christofaro ( pela primeira vez aparecia nas Mil Milhas o nome do segundo mais famoso piloto de carreteiras do Brasil , que fez " misérias " com sua carreteira de número 18 com motor de Chevrolet Corvette ) em parceria com Celso Lara Barberis , Euclides Bastos ( o nosso Perereca )/José Armando Grocoski com carreteira Ford . O prêmio para o primeiro lugar era Cr $ 500.000,00 .
Antes mesmo desta V Mil Milhas , ou seja , no dia 30 de Setembro de 1959 Germano participou de sua décima prova , numa corrida na cidade Cruzeiro do Oeste/PR . Na oportunidade , pilotando aquele seu Ford 1949 cupê , fez o primeiro lugar . Outra vez , nesse ano , a imprensa paranaense considerou-o o melhor piloto do automobilismo . Na verdade , ele sempre disputou provas no Paraná , São Paulo , Santa Catarina e Rio Grande do Sul . Numa corrida em Caxias do Sul/RS , por ocasião da Festa da Uva , Germano chegou a cidade em cima da hora e não teve tempo de conhecer o trajeto do circuito . Pouco antes do final , quando liderava a prova , errou o caminho e , para reencontra-lo , deixou o carro que vinha em segundo lugar ultrapasse o seu , a fim de segui-lo e ultrapassa-lo em seguida . Mas , graças a isso , perdeu a corrida por questão de segundos . Na lataria de seu Ford ele escrevia o nome de todas as cidades por onde passava com o carro . Assim era Germano .
A ÚLTIMA CORRIDA

Quando venceu a prova "Grande Prêmio Cidade de São José dos Pinhais", disputada em Junho de 1961, pilotando a carreteira número 19 na categoria Força Livre, Germano jamais saberia que, infelizmente, essa seria a derradeira corrida para ele. Quis novamente o destino que,
nessa prova, disputada num circuito da Vila Palmira, naquela cidade, Germano e seus fans fossem protagonistas de um fato inédito, quando estes ergueram seu carro, ajudando-o a trocar um pneu furado.
Mas pior, o trágico, estava ainda por vir. Logo após aquela conquista, ou seja, no dia 2 de julho de 1961, num domingo, Germano saiu de sua casa, em São José dos Pinhais, para dar um passeio em Curitiba, em companhia de sua esposa senhora Elvira e seus filhos Rose, Wanilda, Wilmair e Marcos. Todos a bordo da carreteira 52, trafegando pela rua Marechal Floriano Peixoto (naquele tempo, os pilotos trafegavam normalmente com seus carros de corrrida pelas ruas). Na altura do bairro curitibano conhecido então por Inflamáveis, devido ali estarem localizados os depósitos de combustiveis de companhias distribuidoras ( onde hoje estão as concessionárias de veiculos Olsen e outras), o carro de Germano foi violentamente abalroado por um ônibus da empresa Reunidas que fazia a linha de transporte coletivo entre a capital e a cidade de Rio Negro. O impacto destruiu a carreteira e fez com que Wanilda, então com 11 anos de idade, tivesse morte instantânea, enquanto que Germano saiu gravemente ferido. O piloto e os demais feridos foram transportados a hospital de Curitiba e, tão logo a noticia do acidente foi captada, via radio, pela população de São José dos Pinhais, amigos seus prontamente compareceram ao estabelecimento para lhe dor sangue. Apesar de todos os esforços, Germano, que resistiu por 14 horas ainda, veio a falecer. As cortinas do tempo fechavam-se para sempre para o (GRANDE ÁZ DO VOLANTE), como era denominado pela imprensa, trazendo consternação e ludo para seus fãns, admiradores e todo o povo de São José. Desaparecia mais um espoente do automobilismo de competição nacional, aos 37 anos de idade.
Germano Schlögi se foi, mas, sua grande obra no sentido do desenvolvimento do automobilismo de competição no País ficou. Num gesto de carinho ficou, reconhecimento e valorização da história, e graças a visão esclarecida e a iniciativa da jornalista e ex Secretária da Cultura Municipal Eulália Maria Radke, a memória de Germano esta preservada no Museu Municipal Atilio Rocco daquela cidade. Ali por decreto do então prefeito municipal foi criada a Sala Germano Schlögl, onde pode ser vista toda a indumentária que usou na sua última grande corrida - macacão, luvas, capacete, etc. - a V Mil Milhas Brasileiras, além de fotografias suas e de seus carros, troféus, escritos de próprio punho, documentos. Germano viverá para sempre na nossa lembrança!" Ari Moro

Fonte : " CHEIRO DE CANO DE ESCAPE " edição 04 Maio de 2002 .

sexta-feira, 31 de julho de 2009

JUSTA HOMENAGEM

Expedito Marazzi e seu VW D3 .



III ABC Old Car – Antigos no Campus

Um tributo ao jornalista Expedito Marazzi!

A partir dessa edição, a exposição que acontece no Campus da faculdade Mauá, em São Caetano do Sul, passa a premiar o melhor carro nacional com o troféu em homenagem ao jornalista que desenvolveu o método de teste usado em revistas especializadas.

Outra novidade da terceira edição do ABC Old Car & Parts – Antigos no Campus, que acontece nos próximos dias 31 de julho a 02 de agosto próximo no Campus da Universidade Mauá, em São Caetano do Sul, é que a partir desta edição, a exposição passa a destacar o melhor carro nacional da mostra com o Troféu Expedito Marazzi. O prêmio foi criado para homenagear um dos grandes nomes do jornalismo especializado automotivo e que teve sua vida marcada pela paixão e envolvimento com o mundo dos automóveis. “A sugestão da homenagem partiu de Paulo Sergio Rodrigues, conhecido colecionador de São Paulo e foi imediatamente aceita por nós” afirma Ervin Moretti, coordenador do grupo de premiação. Na opinião de Paulo, a história de vida de Expedito Marazzi é de alta relevância para a industria nacional.

Acolhido e autorizado pelo filho Gabriel, também jornalista e colecionador, o Troféu será vitalício no evento. Marazzi, como ficou conhecido, teve seu primeiro contato com o mundo dos automóveis aos quatro anos, quando esteve presente na inauguração do Autódromo de Interlagos, em 1940. Aos dezessete anos começou a competir escondido do pai, usando um MG. Descoberto, teve que desistir da carreira. Quando voltou às pistas, dez anos depois, já era repórter da revista Quatro Rodas, onde permaneceu entre 1962 a 1974.

Marazzi foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento e criação da linguagem de testes e avaliações de automóveis e motocicletas, uma metodologia usada até hoje pelas revistas brasileiras que buscam levar uma informação mais detalhada dos veículos aos seus leitores. Ao deixar a Quatro Rodas seguiu para a Editora Bloch, escrevendo para as revistas Manchete e Fatos & Fotos, sempre sobre automobilismo e motociclismo. Também editou as revistas Auto Esporte, Motor Três e finalmente a Caminhoneiro.

Marazzi tem outros feitos em seu currículo. Foi dele, por exemplo, a iniciativa de criar no Brasil o primeiro curso de pilotagem, em 1966. O Cursa Marazzi de Pilotagem de competição foi inspirado no curso ministrado na Itália por Piero Taruffi e as aulas práticas aconteciam no Autódromo de Interlagos e funcionou até 1998, quando mudou a razão social para Centro de Pilotagem do Roberto Manzini. Graças ao seu conhecimento e simpatia. Marazzi circulava em todas as rodas do automobilismo e foi amigo de muitos pilotos importantes, como Emerson Fittipaldi, entre outros. Expedito Marazzi faleceu em dezembro de 1988 em acidente automobilístico em pleno exercício da profissão. Testando um caminhão.

Troféu Lenker - Todos os automóveis que serão destacadas pelo corpo de jurados vai receber um troféu especial desenhado e produzido pela Lenker, conceituado fabricante de volantes especiais. Em homenagem à empresa, apoiadora dos eventos de autos antigos, a organização decidiu dar o da premiação de Troféu Lenker. A peça é uma verdadeira obra de arte. Trata-se de um mini volante de 17 centímetros de diâmetro, baseado no modelo clássico LT, de quatro hastes, produzido em escala normal e em série pela empresa. “Para nós é uma grande honra produzir e dar o nome ao troféu, pois ele representa para seu ganhador o reconhecimento de um trabalho de alta qualidade, exatamente como é a filosofia da nossa empresa”, salienta Miguel de Mauro, empresário e dono da empresa.


VEJA MAIS INFORMAÇÕES NO SITE WWW.ABCOLDCAR.COM.BR

terça-feira, 28 de julho de 2009

CHEIRO DE CANO DE ESCAPE


Recebi do jornalista Ari Moro alguns exemplares do jornal " CHEIRO DE CANO DE ESCAPE " exelente , lá ele escreve sobre diversos assuntos , antigomodelismo , aeromodelismo ,motociclismo , enfim um jornal completo onde ele mostrava toda sua competência .

Neste artigo ele mostra a "carreteira " de Paulo Buso , vencedora da prova Centenário de Curitiba , vencida por ele em sua corrida de estreia em 11 de Outubro de 1953 .


Sua carreteira Ford era equipada com um motor Mercury 1951 , com coletor para três carburadores , tampa de válvulas Edelbrook , cambio de três marchas e diferencial do Lincolmn Zephyr , totalmente rebaixada . Para esta corrida levava como co-piloto Reinaldo Tomasi cujo apelido era " Chupa Ovo ".


Eis o relato da corrida de Paulo Buso feito para o jornalista Ari Moro .
" Larguei em ultimo lugar , mas , depois de 8 voltas já estava alcançando os ponteiros , que eram Aroldo , Perereca , Chico Saide e Argemiro Preto , este correndo com um Cadillac 1940 cupê . Mais umas voltas e peguei a ponta para não deixa-la mais , vencendo a corrida . Um dos meus trunfos era que , eu ultrapassava os demais competidores nas curvas ,pois sabia faze-las melhor . Sempre ultrapassava-os por dentro . Lembro-me que era uma tarde de muito sol e publico numeroso . Quem deu a bandeirada de chegada foi Anfrísio Siqueira , responsável pela comissão de corridas do Automóvel Clube do Paraná . Como vencedor da Copa Centenário , recebi prémio em dinheiro , medalha e um diploma , este entregue pelo então Governador Bento Munhoz da Rocha Neto "
Ari completa , O diploma recebido do Governador , que Buso ostenta com orgulho , diz o seguinte , inclusive acrescentando um "s" ao seu sobrenome : " Automóvel Clube do Paraná - Outorgado Sr Paulo Busso , que com automóvel marca Ford obteve a primeira colocação na prova Centenário do Paraná , realizada em 11 de Outubro de 1953 . Curitiba 12 de Outubro de 1953 ." O documento é assinado por Alceu Cominese- Presidente- , e Luiz Gastão Cominese - Secretário daquela instituição .
Caro Ari , não tenho palavras para agradecer a você esta bela página do automobilismo Paranaense e Brasileiro que você mostrou com tanto carinho e competência . Obrigado .
P.S. Paulo Buso faleceu em Fevereiro de 2005 , sua filha Miriam Buso guarda com carinho sua carreteira .

terça-feira, 21 de julho de 2009

ESTREANTES E NOVATOS 1971

Recebi do José Martins um e-mail super , ele conta que ao ver a foto acima teve saudades do antigo traçado de Interlagos . Ele havia me enviado esta foto uns meses atrás e para nós é realmente saudoso olhar aquela pista antiga , principalmente os detalhes . Não existe mais a "UM" "DOIS" "TRÊS" muito menos esta curva sensacional a "FERRADURA" com sua primeira perna , feita por alguns de pé embaixo e a segunda perna que exigia uma freada bem forte e redução de marcha . Me enviou também um recorte da Folha da Tarde de 26 de Julho de 1971 , com toda cobertura que os jornais da época davam às corridas . Expandindo os jornais podemos ver que naquele dia também correram as motos , ganhando o Tucano com o Tognocchi em segundo e nosso saudoso amigo Expedito Marazzi em terceiro . Não corri este dia , e lendo o jornal lembrei de um monte de pilotos que correram neste ano de 71 na estreantes e novatos conosco .









Nas fotos do jornal vemos as bandeiradas ao Tucano , José Martins e José Maldonado , vencedor da segunda bateria na prova de estreantes e novatos , depois da quebra do Martins e do Jacob Kourozan .
Largada vê-se o Opala na primeira fila na segunda o Martins , pela tomada da ponta na primeira volta e aquela foto da "FERRADURA" devia estar com a "faca nos dentes ".



Aqui o Martins já na ponta com um outro amigão a persegui-lo , Jacob Kourozan e seu Lorena GT .

Um momento que todos nós esperamos , a bandeirada da vitória na primeira bateria . Provavelmente das mãos de Eloi Gogliano .

segunda-feira, 20 de julho de 2009

PLANETA-FUSCA

Lá em Fortaleza o Fred vai promover o 1º Encontro Nacional Planeta-Fusca , vai ser imperdivel , pelo que tenho visto nos encontros mostrados pelo Fred tem uma quantidade grande de bons caros por lá . Me parece que vai haver até a eleição da Gata- Fusqueira!!!!!!

Quem tem e gosta de Fusca não pode perder , ir ao Encontro e ainda ver Fortaleza .




sábado, 18 de julho de 2009

Édo

O Lorena Gt Stachinni nas 12 Horas com Édo e Freddy .
Nas 12 Horas , tocando forte .

Aqui o Snobs , atrás Freddy O`Hara e o Lorena GT . Corrida de 1970 .



Conheci o Édo em 1971 , quando disputamos um torneio de estreantes e novatos promovido por Expedito Marazzi , corri na D 1 e ele na D 3 com seu Lorena GT , grande cara , figuraça , inesquecivel . O Freddy conheci anos mais tarde em Campos do Jordão , ele entra em minha casa e diz " Rui ,vim te conhecer " e eu " você é o grande Freddy O´Hara " como conta o Édo a seguir ele era o rei dos flahs das câmaras de TV , ficamos amigos , um grande cara , faz falta .
O depoimento a seguir está no site Lorena GT que conta a história deste fantástico carro .

Depoimento de Dwight Edson "Édo"Roosevelt Lemos

"Nas 12 horas o Freddy arranjou uma carroceria do Lorena (Leon) e o Mauro Stachinni que tinha uma oficina entrou com a montagem do carro e eu fui convidado para pilotar. Na época havia prémio para os 6 primeiros de categoria que fizessem os melhores tempos e completassem a prova. Então, como fiz o 3º melhor tempo, ganhamos o prémio de largada, com o mesmo tempo do Furia FNM 2150 da Camionauto, pilotado pelo Jaime Silva e Ugo Galina.
O Freddy tinha um programa de TV, em Salvador, BA, e fugiu com uma moça cujo pai não aprovava o namoro, e com a qual se casou, e teve filho. Com aquele fama de artista, ao invés de correr ficava dando entrevistas para a mídia. Assim eu corri 9 das 12 horas e ainda vim rodando de Interlagos até a Rua da Consolação na Oficina Stacchini, onde fui retirado do carro sentado porque não consegui me erguer!!! ahahahah!!!!" (Édo)
.
Este depoimento ele me enviou ontem .
.
"Rui , la vai uma historinha:
Nessas 12 horas tem uma bem gozada: o ,Osvaldo Barros quebrou na entrada da curva 4 circuito antigo , se enfiou no no motor ,do JK pra tentar consertar , acontece que o capô do Jk so abre parte, parece a boca de um Jacare dai; toda vez que eu passava , tirava uma fina dele que se assustava levantava rápido e tuuuuum batia a cabeça no capô,terminou a corrida com um monte de galos e eu com minha mãe elogiadissima'. "
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Ao Édo piloto/pizzaiolo meu grande abraço . Ao Freddy nossa lembrança .

Fotos e 1º depoimento http://www.webng.com/lorenagt/5-provas-71-04.htm

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Puma de José Martins Junior

José Martins Jr e seu Puma .
Saudades , um Opala em 1º logo a seguir o Puma , curva da "Ferradura" o Interlagos original.

Estou devendo uma visita ao José Martins , dividi com ele alguns grids no ano de 1971 , ambos éramos "Novatos" . Ele alguns anos mais velho , havia comprado o Puma 48 ex M.M carro feito com muito carinho e que se não me engano era pilotado por Fredy Jorge e Angi Munhós . A primeira vez que corremos juntos foi no "Torneio União e Disciplina " no mes de Junho de 1971.
Seu carro um "foguete" , nesta corrida seus principais adversários eram os VW D3 da Kinko , um pilotado pelo super simpático Japonês Hiroshi Yoshimoto , como ele bem mais velho , e o outro por Paulo Condracti . O José Maldonado que venceu este ano o "Ranking Autoesporte" , Alfredo Guaraná Menezes e eu pilotando um carro alugado da equipe de Pedro Victor Delamare . Não sei se foi a primeira corrida vencida por ele , depois ele venceu várias corridas com seu Puma . No "Festival de motores" com duas corridas ele venceu a primeira e o José Maldonado a segunda , quebrei em ambas . Espero logo encontrar o Martins para bater um longo papo e relembrar as histórias de meu amigo piloto/dentista .

Torneio União e Disciplina Junho de 1971
1º José Martins Jr Puma nº 48
2º Hiroshi Yoshimoto VW D 3
3º Paulo Condractki VW D 3
4º José Maldonado VW D 3
5º Alfredo Guaraná Meneses VW D 3
6º Rui Amaral VW D 3


Fotos arquivo José Martins Jr .

quinta-feira, 16 de julho de 2009

RESGATANDO A HISTÓRIA



Uma das incriveis criações do Fabio Poppi , a 50 de Azzalin/De Maio .



Elisa Asinelli do Nascimento .




Dia 7/7 recebo do Fabio as incríveis fotos de carreteras , dos 500 Km de Porto Alegre fiquei horas olhando as fotos , maravilhado . Fiquei pesquisando e não encontrei muito a respeito da corrida , mandei um e-mail ao sempre presente Carlos de Paula e fora os primeiros colocados ainda fiquei sem saber muita coisa .
No dia 8 /7 encontro no site da ANTYQUA um texto sobre carreteras escrito por Graziela , e deixo um recado no site . Recebo no dia seguinte um e-mail super gentil da Elisa me fornecendo o e-mail da Graziela . Entro imediatamente em contato com ela .
Em sua resposta ela me surpreende , seu pai Nelson Marques Rocha é um aficionado pelas carreteras e sua mãe sobrinha de Orlando Menegaz . Imediatamente , faço a postagem das fotos para que ela e Sr Nelson me contem sobre a corrida . A esta hora eu já tinha pertubado bastante meus amigos Fábio e Carlos e falando ao telefone com a Elisa e depois com a Graziela resolvi convida-la a escrever sobre a corrida , ela aceitou de pronto . E ainda iria contar com a ajuda de seu pai Nelson , "uma enciclopedia de automobilismo" . Nesta altura já mais tranquilo vou dar uma espiada no blog do Carlos , tomei um susto , ele havia colocado uma postagen indicando em meu blog as fotos das carreteras , choveu gente de todo mundo . Ainda conversei com o Paulo Peralta que me esclareceu que o VW PORSCHE que correu era do Gaúcho Haroldo Dreux . Os dias 9/10 e 11 foi uma troca constante de conversas com a Graziela , devo te-la perturbado "um pouco" , mas valeu a pena quando li seu belo relato , seu e de seu pai Nelson , da corrida . A meus amigos Fábio e Carlos duas pessoas fabulosas , deixo meu abraço . A Elisa Asinelli do Nascimento , meu muito obrigado . A Daniel Winik piloto destas incríveis máquinas e que muito ajudou com suas lembranças deixo um forte abraço e fico aguardando suas histórias .
A Graziela e Nelson Marques da Rocha meus novos parceiros , a honra de te-los comigo .

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Orlando Menegaz


Quem foi Orlando Menegaz
Nasceu em 16 de agosto de 1918, no interior de Caxias do Sul-RS.
Disputou e venceu várias provas.
Venceu duas vezes as Mil Milhas Brasileiras em Interlagos-SP, uma em 1957 quando fez dupla com Aristides Bertuol e a segunda em 1961, em dupla com Ítalo Bertão.

Curiosidades deste audaz e corajoso piloto
- Sua primeira prova foi em marcha ré, no perímetro urbano de Carazinho-RS, com média de 55 Km/h;

- foi o primeiro piloto a usar cinto de segurança abdominal (tomado 'emprestado' de um avião DC-3 da Varig em vôo de Chapecó-SC à Passo Fundo-RS, por seu sobrinho Nelson Marques da Rocha). Seus colegas recomendaram que não o usa-se, pois em caso de acidente ele estaria 'amarrado'. E o perigo de incêndio era muito grande;

- a famosa carretera Chevrolet/Corvette de números 9, 4, 24 e 1 desafiada para correr contra um cavalo, de Vacaria-RS, na distância de 100 metros. Após vários testes, Orlando não topou a parada, ele soube antecipadamente do tempo do eqüino... A aposta era polpuda;

- Orlando com a poderosa carretera Chevrolet/Corvette foi desafiado por Daniel Winik que correria a pé desde que Orlando largasse de 'capivara' (virado ao contrário). Ninguém explicou nunca o porquê do nome.
Local da largada ponte do Passo até o posto de gasolina na Avenida Brasil a subir, na distância de mais ou menos 300 metros. Tiro dado, os contendores foram à luta. Resultado, Winik ganhou com Orlando nos seus calcanhares.

As vitórias que mais ecoaram foram:
- novembro de 1957: Mil Milhas Brasileiras (Interlagos), vencida por Orlando Menegaz e Aristides Bertuol com a Chevrolet/Corvette de Bertuol representante, de Bento Gonçalves-RS;

- Circuito Centenário de Passo Fundo em 02 de fevereiro de 1958;

- Circuito Festa da Uva em 09 de março de 1958;

- Circuito Automobilístico de Melo (Uruguai) em 30 de março de 1958 - onde tinha prêmio por largada;

- VI Mil Milhas Brasileiras (Interlagos) em 25 e 26 de novembro de 1961, vencida por Ítalo Bertão e Orlando Menegaz com a Chevrolet/Corvette da dupla passo-fundense;

- III 500 Km de Porto Alegre em 1962;

- Orlando Menegaz foi o único piloto interiorano, a ganhar duas vezes as Mil Milhas Brasileiras de Interlagos, a prova mais importante do País.

A Evolução do Motor de sua Carretera
A carretera Chevrolet melhorou muito com o cabeçote WAINE, mas deu salto importante quando usou motor V8 Chevrolet/ Corvette. Passando a ser candidata a vitória em todas as provas que disputou.

A grande mexida no Chassis/Carroçaria
Aconteceu com a vinda do exímio piloto argentino Juan Galvez, que disputou o 8º Circuito da Pedra Redonda - Porto Alegre, em 14 de julho de 1957 e que ganhou com sobras com carretera Ford. Terminada a prova, os pilotos gaúchos e a imprensa assimilaram o que o 'hermano' ensinou: "Hay que sacar hierro".

Como ficou a Chevrolet Coupe 1938
Aliviada (foram retirados mais de 300 kg de ferro, principalmente do chassis e carroçaria, abaixo de furadeira elétrica portátil e brocas afiadas), com motor e caixa Corvette e diferencial blocante, de picape Chevrolet.
Ela foi preparada pelos mecânicos passo-fundenses: José Moreno (Sudeto), Oribes Marques Rosa e Jaci Bonatto (Cabo).


Graziela Marques da Rocha
Passo Fundo-RS