A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Formula Indy Texas 2012 grid

Alex Tagliani 



GRID

1º Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), 48s5695
2º Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), a 0s0102
3º Graham Rahal (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 0s0308
4º Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 0s0812
5º Will Power (AUS/Penske-Chevrolet), a 0s1297
6º James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), a 0s1743
7º Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 0s2239
8º Mike Conway (ING/A. J. Foyt-Honda), a 0s2792
9º Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet), a 0s2869
10º Takuma Sato (JAP/Rahal Letterman-Honda), a 0s3390
11º Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Hamilton-Honda), a 0s3650
12º Oriol Servià (ESP/Dreyer & Reinbold-Lotus), a 0s3937
13º Rubens Barrichello (BRA/KV-Chevrolet), a 0s3955
14º Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet), a 0s4004
15º Ernesto Viso (VEN/KV-Chevrolet), a 0s5112
16º Helio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 0s5209
17º Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 0s6522
18º Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 0s8139
19º Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 0s9289
20º James Jakes (ING/Dale Coyne-Honda), a 1s0222
21º Katherine Legge (ING/Dragon-Chevrolet), a 1s1875
22º Simona de Silvestro (SUI/HVM-Lotus), a 2s7669
23º J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 3s1393
24º Ryan Briscoe (AUS/Penske-Chevrolet), sem tempo
25º Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda), sem tempo


GP do Canadá 2012 - primeiro dia

Hamilton foi o mais rápido sempre que entro na pista, Button com problemas no carro, Alonso andou muito forte e até rodou, Bruno deu uma bela panca na saída da chicane, a FON tirou o video do YouTube...vamos ver amanhã!
 Hamilton

Alonso na rodada

OS TEMPOS

1º - Lewis Hamilton (GBR) McLaren-Mercedes - 1m15s259 
2º - Fernando Alonso (ESP) Ferrari - 1m15s313
3º - Felipe Massa (BRA) Ferrari - 1m15s410
4º - Sebastian Vettel (ALE) Red Bull-Renault - 1m15s531
5º - Paul di Resta (GBR) Force India-Mercedes - 1m15s544
6º - Kamui Kobayashi (JAP) Sauber-Ferrari - 1m15s651
7º - Michael Schumacher (ALE) Mercedes - 1m15s697
8º - Nico Hulkenberg (ALE) Force India-Mercedes - 1m15s799
9º - Jenson Button (GBR) McLaren-Mercedes - 1m15s812
10º - Nico Rosberg (ALE) Mercedes - 1m15s878
11º - Sergio Perez (MEX) Sauber-Ferrari - 1m15s898
12º - Mark Webber (AUS) Red Bull-Renault - 1m15s907
13º - Pastor Maldonado (VEN) Williams-Renault - 1m15s987
14º - Romain Grosjean (FRA) Lotus-Renault - 1m16s360
15º - Kimi Raikkonen (FIN) Lotus-Renault - 1m16s562
16º - Heikki Kovalainen (FIN) Caterham-Renault - 1m16s981
17º - Bruno Senna (BRA) Williams-Renault - 1m17s022
18º - Vitaly Petrov (RUS) Caterham-Renault - 1m17s075
19º - Jean-Eric Vergne (FRA) Toro Rosso-Ferrari - 1m17s124
20º - Daniel Ricciardo (AUS) Toro Rosso-Ferrari - 1m17s716
21º - Pedro de la Rosa (ESP) HRT-Cosworth - 1m18s908
22º - Timo Glock (ALE) Marussia-Cosworth - 1m19s084
23º - Narain Karthikeyan (IND) HRT-Cosworth - 1m19s378
24º - Charles Pic (FRA) Marussia-Cosworth - 1m19s902




Danilo Julio Afornali por Ari Moro

Para meus amigos Fabiani e Contreras



"Se considerarmos que esse cidadão lida com mecânica de motocicletas há nada menos que 53 anos, período durante o qual foi mecânico, preparador e piloto, podemos afirmar tranquilamente que ele - Danilo Julio Afornali, curitibano do Bigorrilho, sete vezes Campeão Paranaense de Motociclismo entre 1959 e 1971 - é um "Doutor em Motos". Quem visita sua "clínica de motores", agora no bairro de Santa Felicidade, pode notar, nas paredes, as marcas da sua trajetória motociclística em forma de troféus, diplomas, certificados e fotografias de corridas esquecidas no tempo e, no seu peito e braços, as marcas deixadas por um cabo de aço, fruto de acidente. Lá está ele, cigarro pendendo dos lábios, trabalhando ainda com as motos.
Filho de Paschoal e Lucietta Gans Afornali, Danilo começou a lidar com motocicletas em 1950, com 15 anos de idade, quando seu pai adquiriu uma CZ deste mesmo ano. "Minha primeira corrida de moto - conta Danilo - foi na pista de terra do Itaim, na cidade de JoinvillejSC, com uma CZ pertencente ao curitibano Boguslavo Sunn e preparada por nós dois no porão da casa onde ele moravá. Fiz terceiro lugar depois que a bóia do reservatório de gasolina do carburador furou. Era difícil ganhar dos catarinenses naquela pista, mas, fiquei animado com o resultado obtido e comecei a acreditar em mim mesmo."
Quem não se lembra da pista oval de corrida de cavalos do Jockey Club no bairro do Prado Velho, que depois foi transformada em pista de corrida de motos, em Curitiba? Numa corrida ali, com uma BSA 500 Twin pertencente a Manoel de Alencar Guimarães (Noel), Danilo fez segundo lugar, chegando em primeiro Ferdinando Batschoven, com uma Triumph 500. Na pista de Interlagos, em São PaulojSP, em 1971, Danilo participou das 500 Milhas com uma Ducatti 350, fazendo quinto lugar.
Ainda em Interlagos, na saudosa época das corridas de lambretas (reunindo marcas tais como Lambretta, Vespa, Iso) Danilo participou de uma prova com duas horas de duração, pelo antigo traçado de 8 quilometros de distância. Sua lambreta, carenada, havia pertencido aos famosos irmãos Gualtiero e Paolo Tognochi, tidos como os maiores cobras brasileiros da época no preparo dessas máquinas de 150cc. Danilo saiu na frente de mais de 30 competidores e assim permaneceu até quase o final da corrida, quando, no final da grande reta oposta de Interlagos, furou um pneu e levou um tombo, desistindo.
É bom lembrar que essa lambreta, com rodas, chassi, tanque de combustível, tudo feito em São Paulo/SP, foi recordista de velocidade na pista de Interlagos/SP. Com ela, Gualtiero Tognochi venceu a inesquecível corrida de lambretas entre Curitiba e Ponta Grossa.


O preparo de máquinas para outros pilotos, entre eles Ubiratan Rios, que foi duas vezes Campeão Brasileiro de Motociclismo e uma vice-campeão, sempre foi uma especialidade de Danilo. Em 1982, preparou uma Yamaha TZ 350 (máquina do então campeonato mundial de motociclismo categoria 350) para Bira correr e foi com ele à Argentina participar de prova do mundial. Fizeram nono lugar entre 33 pilotos e Bira terminou a prova com a embreagem danificada.

"A corrida que lembro com mais saudade e emoção - fala Danilo - foi aquela em que, pela primeira vez, um paranaense conseguiu vencer os catarinenses na pista do Itaim, em Joinville. Eles eram imbatíveis lá. Foi em 1962, quando preparei e pilotei uma HRD Vincent 1000cc."
Danilo sempre participou de grandes provas. Em 1976, juntamente com Ubiratan Rios, o conhecido Az do Motociclismo brasileiro Bira, colocou na pista de terra de Joinville uma Yamaha RS 125cc com kit de competição, participando de uma prova de 6 horas de duração. "Fizeram uma sacanagem para nós - conta ele - pois, até 10 minutos antes do término da prova estávamos em primeiro lugar. Daí para a frente os fiscais de pista "se perderam" na contagem das voltas e acabaram por nos classificar em terceiro lugar, dando o segundo ao catarinense Lucílio Baumer, que não aceitou, dizendo que só aceitaria se eu e Bira fossemos considerados os vencedores. " Essa foi a sua derradeira corrida.


Praticamente todas as máquinas antigas existentes no Brasil passaram pelas mãos de Danilo: Ducatti, HRD, Triumph, BSA, Indian, CZ e outras. Como todo verdadeiro motociclista tem uma história triste para contar, Danilo também tem a sua. Em 1967, no Dia das Mães, pegou sua HRD Vincent 1000cc bicilíndrica e foi dar uma volta na Rodovia do Café. Pouco antes do Parque Barigui, em frente a um posto de combustível, notou um caminhão FNM da cidade de Toledo/PR de um lado da pista e outro no pátio do posto. Diminuiu um pouco a velocidade e foi se aproximando, pensando que um caminhão deveria estar manobrando para entrar no pátio do posto e que o outro estava saindo do estabelecimento. No entanto, vendo que os caminhões não se movimentavam, achou que os motoristas dos veículos estavam esperando que ele passasse. Acelerou novamente a HRD e quando praticamente não havia tempo para mais nada, apavoradamente viu que havia um cabo de aço esticado por sobre a pista, unindo os caminhões. "Meu único reflexo foi cortar o acelerador. O cabo atingiu-me no peito e braços e por milagre não subiu, pois, caso contrário eu teria sido degolado. Fui arremessado a distância e a motocicleta seguiu em frente desgovemada, tombando de lado na altura da ponte do rio Barigui. Hospitalizado, Danilo recuperou-se mas, as marcas do acidente ele as carrega até hoje.
Sua primeira oficina mecânica foi montada em 1958, no Bigorrilho, num terreno próximo onde hoje está a Igreja dos Passarinhos. Embora tenha boas lembranças do seu tempo de piloto, Danilo diz que o seu trabalho como mecânico profissional de motocicletas não proporcionou muita compensação. "Um piloto de motos tem que gostar mesmo do metier e ter coragem. Pilotar motocicleta não é para qualquer um".
Casado com a senhora Marisa Rangel Afomalli, Danilo tem três filhos: Marco Aurélio, Marcia Regina e Marcelo Eduardo. Ele é, na verdade, além de famoso preparador de motores de competição, um dos mais importantes pilotos de motocicleta, ao lado de Ubiratan Rios e Nivanor Benardi, que o Paraná já teve. Seu nome está marcado com destaque numa página do livro que conta a história do motociclismo de competição brasileiro. " Ari Moro

Dos exemplares do jornal "CHEIRO DE CANO DE ESCAPE" que o jornalista Ari Moro me presenteou , retiro várias pérolas escritas por ele . Ari que escreve sôbre automobilismo , motociclismo , aviação etc etc sempre com a mesma emoção e personalidade . Leio e releio sempre seus artigos , tentando tirar proveito de suas verdadeiras aulas de jornalismo .

"CHEIRO DE CANO DE ESCAPE" nº 07 Agosto de 2003

Obrigado Ari e um abraço
.

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Post original de 12 de Setembro de 2009




quinta-feira, 7 de junho de 2012

MIL MILHAS BRASILEIRAS 1956 - A QUASE VITÓRIA DE UM FUSQUINHA


 Na edição nº 4 de seu jornal, Ari Moro ao contar da participação de Germano Schlögl nas Mil Milhas Brasileiras de 1956, cita o VW em que correram Eugênio Martins e Christian Heins como um fusquinha original. Pesquizando depois, Ari com a ajuda de Paulo Trevisan, que consultou ninguem menos que Jorge Lettri o preparador do carro que lhes deu o seguinte depoimento.



" Referente ao VW nas I Mil Milhas Brasileiras -Interlagos/SP - 25/11/56 

Pilotado por ChristianHeins e Eugênio Martins e devidamente preparado em minha firma de então - Argos Equipamentos - tenho o seguinte a comentar :
1) A performance apresentada pelo fusquinha número 18 nessa dura prova , constituiu-sa no maior feito esportivo mundial de um veiculo VW até aquela data e , muito em especial em toda a América Latina !

Largada das Mil Milhas Brasileiras - 1956 - Christian e Eugênio entre as "feras"

No miolo de Interlagos, a tocada de dois grandes pilotos!

A chegada, braço levantado quase uma vitória!

2) Devido aos detalhes de momento, as condições externas foram mantidas quase que inalteradas ao original, o que publicitáriamente deram uma gigantesca penetração ao fato em si! Observe-se que nem o automático rebaixamento das suspensões foi introduzido no caso, isso mesmo em detrimento à perda de performance em curvas, detalhe tão necessário nesse tipo de disputa em autródromos como o de Interlagos!
3) A potência do motor 1500cc - Porsche 1.5 - bloco original VW de duas partes, de acordo com o regulamento conhecido - veículo e bloco do motor da mesma marca - fornecia uma potência de 74CV-Din, número esse idêntico a qualquer motor de série dos atuais 1000cc de produção nacional. Nunca, entretanto, esquecendo que disputávamos a prova contra as decantadas carreteiras do Rio Grande do Sul, equipadas com motores de 5000/6000cc!
4) Ao carro em pauta não foram introduzidas modificações básicas importantíssimas em competições, tais como: rodas - aro, pneu e medidas, sendo os aros utilizados em 15x4.5" e pneus 5.60x15" de construção diagonal ¬Spalla di Sicurezza. Enfim, pior que isso não seria possível!
5) Deve ser dada uma nota muito especial ao sistema de refrigeração do óleo lubricicanate do motor, que por sinal sempre constituira-se
na maior dificuldade dos motores refrigerados a ar em competições. Foi adotado no caso o sistema de carter seco, incorporando um radiador dianteiro. Para tal, foi elaborado um capô especial em fiberglass com bocal apropriado, de autoria do engenheiro João Amaral Gurgel, sendo essa a primeira peça produzida por ele na área automotriz!
6) Durante boa parte da prova o VW-18 ocupou a primeira posição, infelizmente perdeu-se a ponta pela simples quebra de um cabo de acelerador; porém ainda. chegou-se em segundo lugar na final!"
CHICOLANDI
Mais adiante, em sua resposta, Lettry comenta: "Fato curioso: alguns dias antes da prova, um bom amigo e eu achavamo-nos no apartamento da família Fittipaldi, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, para um daqueles "papos intermináveis" com o velho Barão, ainda com cabelos negros, quando repentinamente aparece por lá para o mesmo fim, o mais destacável piloto nacional até aqueles idos dias. Chico Landi! Naqueles tempos as palavras do famosíssimo "Chico Miséria" em matéria de mecânica esportiva faziam realmente tremer as paredes. Referindo-se a nós e ao pequeno veículo em baila, com aquela voz surda e bem característica sua, ele declara assintosamente: "no meio da corrida já vou começar a cortar a barba, pois já estará comprida prá burro!"
Pois bem: no meio da prova, quando já ocupávamos a liderança, o famoso personagem aparece em nosso box para dar uma daquelas típicas "abelhadas,,'na casa dos outros. Diante dessa extrema curiosidade, perguntamos então a ele: "como é seu Chico, já começou a cortar a barba?" Meio aos murmúrios e palavrões, •Iá se foi ele que era o grande piloto brasileiro de todos os tempos anteriores, como uma fera ferida em seu pleno orgulho! Simplesmente mais um fato cômico de nosso conturbado automobilismo. Só isso!".

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NT: Em 10 de Agosto de 2009 publiquei este post com matérias do jornal "CHEIRO DE CANO DE ESCAPE" de meu amigo Ari. Dele recebi os jornais a autorização e o privilégio de divulgar todo seu material. 
Ao Ari meu forte abraço, assim como à Graziela Rocha e seu pai Nelson, que a ele me apresentaram.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

FERRARI 599XX EVO

Leilão da Ferrari para ajudar as vitimas do território da Emilia.  





Único entre os carros mais exclusivos do Cavalo Saltitante, o EVO 599XX para Emilia está destinado a se tornar um item de colecionador de verdade, porque não só é parte de uma série especial de carros de laboratório para apenas uma faixa, mas também porque isso, os proventos serão destinados às famílias de vítimas do terremoto, serão personalizados com os elementos que o tornam especial, como uma placa comemorativa com as assinaturas do presidente da Ferrari Luca di Montezemolo e os dois pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa.
O carro é equipado com o melhor da tecnologia Ferrari, o resultado da pesquisa, tanto de Fórmula 1 e carros de rua. É um concentrado de inovação em termos de aerodinâmica, controles eletrônicos, tecnologia de motor e materiais leves.
O 599XX é caracterizado por EVO em particular flutuabilidade uma evolução substancial, novas soluções de aerodinâmica ativa e potência aumentada para 750 cv.
A nova estrutura vê a introdução do Conceito de Alto Desempenho dinâmico, que combina a corrida do segundo controlo suspensão geração magneto para uma redução da altura do centro de gravidade e um peso de 35 kg em comparação com o 599XX Juntamente com os pneus novos e um ' evolução do ESP calibração e F1-Trac, o resultado é uma redução na margem estático e um aumento da aceleração lateral de 10%, enquanto o tempo de resposta do veículo é reduzida por 9%.
O pacote aerodinâmico aumenta a carga vertical assegurando também uma distribuição de carga que pode ser mudado entre o eixo dianteiro e traseiro, a fim de variar a margem estático como uma função da velocidade e da manobra que é transportado para fora. O carro é, de fato, equipado com um divisor dianteiro novo e dois filmes de laterais no pára-choque dianteiro, um difusor traseiro grande com uma área se estendia desde o design inovador e asa traseira ativa.
A asa traseira introduz um novo conceito chamado «abertura lacuna 'dois elementos com perfis semelhantes aos utilizados na Fórmula 1, e um sistema que activa a aba de duas rodas. Com o espaço aberto move a percentagem da carga aerodinâmica na direcção da frente (57%) com a consequente redução de arrasto (-18%) eo aumento da velocidade. Mas, com as abas fechado move o equilíbrio para a retaguarda, aumentando a carga posterior (54%) e melhorar a força de frenagem do lado direito. Com esta solução o total da carga aerodinâmico em 200 kmh atinge 330 kg e 440 kg na configuração aberta para a configuração fechada.
O uso de drenos, os engenheiros para aumentar a potência do motor de 20 hp, enquanto o pico de torque é de 700 Nm combinado com um relatório final, ligeiramente mais curto, a fim de se adaptar melhor ao dote de aceleração traçado misto, rápido, resultado é um carro que funciona apenas em Fiorano em 1'15 ".
Quem vai comprar este carro também será estrelado por cel programa 599XX, que também inclui 14 faixas dos mais prestigiados eventos ao redor do mundo nos anos 2012-13.
Não só isso, dada a natureza excepcional da EVO 599XX para Emilia serão entregues pela Scuderia Ferrari no Grande Prêmio da Itália em Monza.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Jim Clark - Spa 1962


A PRIMEIRA VITÓRIA NO MUNDIAL DE FORMULA UM 


O cenário não poderia ser outro senão a mítica Spa, o carro uma Lotus 25. Jimmy já corria a dois anos na Formula Um, com dezessete corridas, suas melhores colocações até então eram três terceiros lugares, em Portugal 1960,  Holanda e França em 1961. 
A Lotus 25 era um projeto de Colin Chapman e seu diretor de engenharia Mike Costin, seu chassi monocoque era impulsionado pelo novo motor Climax V8 de um litro e meio. Dela Chapman dizia “era o carro mais despojado e mais bonito que já tínhamos construído...”.
Havia estreado em Zandvoort na Holanda, a vitória nesta primeira corrida do campeonato foi de Graham Hill com a BRM P57. Na corrida seguinte em Mônaco a vitória foi de Bruce MacLarem com o Cooper T60, tendo Jimmy feito a melhor volta.

Agora chegava Spa e Jimmy largava na 12ª posição tendo Graham Hill feito a pole seguido de Bruce MacLaren e Trevor Taylor com outra Lotus.
Na primeira volta Hill lidera seguido de Taylor e Jimmy já vem na quarta posição, brigando com a Ferrari  Shark Nose de Willy Maraisse. Até a quarta ou quinta volta briga nesta posição, inclusive com Hill. Daí em diante começa a andar cada vez mais rápido, faz a melhor volta com 3.55.60/100, e a partir da oitava volta assume de vez a ponta, andando mais de dois segundos mais rápido que todos, e vence com 44s de vantagem para Graham Hill.
E assim começava a história de vitórias de nosso Grande Campeão.

Ofereço este post ao meu amigo Caranguejo.

NT: Jimmy venceu mais três vezes em Spa 1963/64/65     



ELA







links 



segunda-feira, 4 de junho de 2012

CARRERA PANAMERICANA 1953



Bonetto com a Cisitalia 1200, num belo sobresterço!


FELICE BONETTO, o Homem do Cachimbo, não é dos pilotos italianos mais conhecidos, o que não é justo, visto ser ele um daqueles pioneiros dos primeiros mundiais da Fórmula 1. Bonetto participou em 1950 com a Maserati 4CLT, marcando os primeiros pontos com uma quinta colocação no GP da Suiça. No ano seguinte, fez sua melhor apresentação, obtendo três colocações com a Alfetta 159, a melhor delas o terceiro lugar em Monza. 


Em 1952 retorna para a Maserati, agora com o modelo A6GCM e em 53, volta a pontuar com mais consistência, fazendo dupla com Froilan Gonzalez (terceiro em Zandvoort) e Juan Manuel Fangio (quarto em Bremgarten). Talvez a falta de melhores resultados na F1, fosse causada pelo fato de Felice ser um grande piloto em provas de estrada. Em 1952 ele vencera a Targa Florio com uma Lancia Aurelia B20 e logo, esse piloto, famoso por não se separar de seu cachimbo nem durante as corridas, encontraria seu destino numa das curvas da perigosa CARRERA PANAMERICANA.  
Targa Florio 1952, Bonetto e a bela Lancia Aurelia B20.

Essa singular corrida mexicana tinha 3.077 Km de percurso e era disputada em quatro dias de etapas duplas, atravessando o país, partindo de Tuxtla Gutierrez  ao sul, na fronteira com a Guatemala, terminando em Ciudad Juarez, no limite com os Estados Unidos. Obviamente, os desastres eram generalizados entre pilotos e espectadores e foram eles que determinaram o cancelamento da prova após 1954. Criada em 1950, a Carrera fazia parte do Mundial de Marcas, o que atraia o interesse das grandes equipes europeias. Em 53, a Lancia e a Ferrari vieram para essa prova com ambições diferentes. Aquela queria ganhar a corrida e esta, o Campeonato Mundial de Marcas. Para tanto, a Lancia trouxe como pilotos Felice Bonetto, um dos principais pilotos italianos de provas de estrada; Piero Taruffi, vencedor da edição de 1951 e Juan Manuel Fangio além de Giovanni Bracco e Eugenio Castellotti; os três primeiros com a Lancia D24 (motor 3.300 e 240 cv) e os dois últimos com a D23 (motor 3.000 e 235 cv). A equipe mobilizou ainda trinta mecânicos e engenheiro, um caminhão de serviços e Gianni Lancia em pessoa como chefe de equipe. Dispunha até mesmo de um avião  para monitorar os seus pilotos. A Ferrari, com um estratégia diferente, contava com três duplas: Umberto Maglioli-Pasquale Cassini; Mario Ricci-Forese Salviati e Luigi Chinetti-Fon de Portago, todos com a Ferrari 375MM. 


Entre as Ferraris de equipes privadas, chamava a atenção a da dupla de jovens norte-americanos Phil Hill-Richie Ginther enquanto o francês Louis Rosier corria sozinho com sua Talbot-Lago. Bonetto, tirando proveito dos pneus Pirelli que só a Lancia possuía (permitiam percorrer 2.500 km rodando a mais de 200 km/h), andou muito bem no primeiro dia e no segundo, era o líder na classificação geral, com vantagem de 41 segundos. Fangio sofrera um acidente e tivera o eixo da Lancia danificado. Os mecânicos haviam conseguido reparar, mas o Chueco tinha uma diferença de sete minutos em relação ao Homem do Cachimbo. Quem parecia ameaçar Bonetto era Piero Taruffi, vencedor da Carrera dois anos antes. No segundo dia, eles começaram uma disputa dura pela liderança, qua acabou quando Taruffi sofreu uma saída de pista. Sem maiores danos, voltou para a prova, bastante atrasado. Bonetto porém, não aliviou o ritmo, provavelmente, por não ter notado que o rival já não o acompanhava. Quando passava por um trecho que cortava a aldeia de Silao, Felice perdeu o controle do carro e bateu contra a varanda de uma casa. O piloto não resistiu aos ferimentos. Chocada, a Equipe Lancia pensou em retirar-se em sinal de luto mas Fangio, Taruffi, Bracco e Castellotti foram contra, dizendo que completando a prova, estariam honrando a memória do colega morto. Dali em diante, com outros concorrentes como Maglioli tendo problemas mecânicos, Fangio venceu, ainda que sem ganhar nenhum estágio. 

Juan Manoel Fangio na Carrera Panamericana 1953
No México há pelo menos dois monumentos em homenagem a Bonetto. Na aldeia de Silao, na parede em que bateu existe uma placa que marca o ocorrido e no cemitério há um busto de bronze, dentro do qual diz a lenda, está guardado o coração do piloto falecido. O médico que realizou a autópsia, impressionado com a garra do italiano, pensou que um coração tão forte quanto o de Bonetto deveria permanecer no México.

CARLOS HENRIQUE - Caranguejo


Indy 2012 Detroit

Scott Dixon

Depois de uma corrida tumultuada, com a junção entre o concreto da pista se soltando e provocando acidentes, Dixon venceu em Belle Isle. No vídeo vemos a segurança dos carros da Indy, quando tocados por trás, não há a sobreposição de rodas, o que poderia provocar um voo indesejado. No final foi uma bela corrida.



CLASSIFICAÇÂO

1- Scott Dixon (NZL/Ganassi-Honda) - 60 voltas 
2- Dario Franchitti (GBR/Ganassi-Honda) - a 1s3771 
3- Simon Pagenaud (FRA/Schmidt-Hamilton-Honda) - a 2s4773 
4- Will Power (AUS/Penske-Chevrolet) - a 3s5435 
5- Oriol Servia (ESP/DRR-Panther-Chevrolet) - a 9s6619 
6- Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet) - a 10s1676 
7- Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet) - a 10s6455 
8- Charlie Kimball (EUA/Ganassi-Honda) - a 11s1048 
9- Mike Conway (GBR/AJ Foyt-Honda) - a 11s5315 
10- Alex Tagliani (CAN/Barracuda-Honda) - a 12s5688 
11- Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet) - a 24s5855 
12- JR Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet) - a 25s0071 
13- Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet) - a 26s6600 
14- Simona de Silvestro (SUI/HVM-Lotus) - a 28s4369 
15- Josef Newgarden (EUA/Fisher-Hartman-Honda) - a 1 volta 
16- Ryan Briscoe (AUS/Penske-Chevrolet) - a 1 volta 
17- Helio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet) - a 1 volta 
18- EJ Viso (VEM/KV-Chevrolet) - a 1 volta 
19- Graham Rahal (EUA/Ganassi-Honda) - a 2 voltas 
Não completaram: 
Takuma Sato (JAP/Rahal-Letterman-Honda) - 22 voltas 
James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet) - 22 voltas 
Justin Wilson (GBR/Dale Coyne-Honda) - 32 voltas 
James Jakes (GBR/Dale Coyne-Honda) - 34 voltas 
Sebastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet) - a 36 voltas 
Rubens Barrichello (BRA/KV-Chevrolet) - a 49 voltas



FOTO: GETTY IMAGE


TERRA FORMULA INDY