A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

500 KM de São Paulo 2014 Velo Città

O Radical recebendo a bandeirada da vitória.

Os inscritos não eram muitos mas alguns carros de qualidade já previam uma bela disputa no autódromo Velo Città, a pista de excelente qualidade é um pouco travada e a composição do asfalto com borracha de pneus em sua mistura proporcionam um grip elevado e aliviar um pouco o acelera, freia, troca de marcha e vira o volante para lá e para cá apenas nas duas retas que não são tão grandes apesar de terminarem em descida. Muitos pilotos cujos carros não têm direção assistida se queixaram da força que tinham que fazer e das dores.

Os inscritos e o grid de largada.

1 - João Pedro Andrade/Euclides "Kid" Aranha/Cláudio Capparelli (Radical SR8) - 1min34s658
2 - Ingo Hoffmann/Guilherme Spinelli/Leandro de Almeida (Aston Martin) - 1min34s945
3 - Guilherme Figueroa/Adalberto Baptista/Marcel Visconde (Lamborghini) - 1min37s685
4 - Jorge Machado/Rui Machado/Sérgio Antunes (Protótipo MR18) - 1min43s278
5 - Ney Faustini/Ney Sá Faustini (Protótipo Chevrolet V8) - 1min43s426
6 - Eduardo Amorim/João Guilherme (MRX Moro) - 1min43s862
7 - Elias Azevedo/Aline Cipriani/Adolpho Rossi (Ginetta) - 1min43s909
8 - Joon Hyung Park/Carlos Ortolani/Carlos Filho (Protótipo) - 1min44s859
9 - Eric Darwich/Duda Pamplona/Felipe Maluhy (Mitsubishi Lancer) - 1min46s435
10 - Daniel Ebel (Escorpion) - 1min46s742
11 - Nelson Girardi/Antonio Baptista/Carlos Alberto "Tigueis" (Chevrolet Montana V8) - 1min49s095
12 - Ricardo Landi (BMW) - 1min51s405
13 - Marcelo Caslini/Carlos Estites (Protótipo Spyder) - 1min51s413
14 - Beto Nogueira/Fabinho Beretta (Beretta) - 1min52s420
15 - Dimas de Melo Pimenta/Rodrigo Melo Pimenta/Zuffo (Beatle) - 1min54s740
16 - Carlos Eduardo Prado/Ronald Funari/Ricardo Diesler (Chevrolet Vectra V8) - 1min59s087
17 - Guilherme Haddad/Ricardo Cardoso/Douglas Carvalho Jr. (Ford New Fiesta) - 2min06s961
18 - Roberto Rossati/Esio Vichiese/Reinaldo Rena (Chevrolet Astra) - sem tempo
19 - Alexandre Finardi/Nelson Silva Jr./Felipe Bertuol (Protótipo MRX) - sem tempo

Dois carros se destacavam dos demais, o Aston Martin do trio Ingo/Spinelli/Leandro e o fantástico Radical SR8 com motor V8 de 3.200cc de 480 hp. O Aston um carro rápido e grande com toda tecnologia disponível no automobilismo moderno e o Radical  simplesmente um carro rapidíssimo, que freia, curva e acelera muito. Outro carro que se destacava era o Protótipo MR18 do simpático trio gaúcho Rui/Sergio/Jorge, além dos amigos Ney Faustini e seu filho tocando um protótipo com motor Chevrolet e Dimas de Melo Pimenta que dividiu a pilotagem do valente Beatle com seu filho Rodrigo e com o Zuffo.

A corrida


Ingo toma a ponta seguido do Radical que dá uma bela entortada do outro lado da reta, seguidos pela Gineta, a Lambo, Ney Faustini e o protótipo dos gaúchos...logo a seguir o Radical toma a ponta para perder em uma bandeira amarela quando a corrida já ia bem adiantada...faltando cerca de 30 minutos para o final em uma nova bandeira amarela o Radical fica perto do Aston e começa uma bela briga de tempos com o Radical tentando se aproximar...mas um erro de Leandro de Almeida deixa novamente o Radical na ponta para vencer.

 Radical SR8
Aston Martin
Lamborghini
Protótipo Spyder e Ney Faustini.
Gineta
 Jorge/Rui/Sérgio no MR18 à frente do Aston Martin
 Reta dos boxes

O podium
A equipe vencedora ao lado o Beatle da Dimep.

Radical SR8 assume a liderança no final e vence 30ª edição dos 500Km de São Paulo
Dupla formada por Euclides "Kid" Aranha e Cláudio Capparelli conquistou pela primeira vez o título da prova e dedicaram a João Pedro Andrade, que não pode correr neste domingo
Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Kid Aranha e Cláudio Capparelli comemoram a vitória

Alta | Web

Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Pódio dos 500Km de São Paulo

Alta | Web

Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Eric Darwich/Duda Pamplona/Felipe Maluhy

Alta | Web

Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Jorge Machado/Rui Machado/Sérgio Antunes

Alta | Web

Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Guilherme Figueroa/Adalberto Baptista/Marcel Visconde

Alta | Web

Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Ingo Hoffmann/Guilherme Spinelli/Leandro de Almeida

Alta | Web

Vinicius Ferraz
Clique na imagem para fazer o Donwload... 
Euclides "Kid" Aranha/Cláudio Capparelli

Alta | Web
O Radical SR8 venceu na tarde deste domingo (7) a 30ª edição dos 500Km de São Paulo, disputada no autódromo do Velo Città, em Mogi Guaçu (SP). O resultado garantiu a dupla formada por Euclides "Kid" Aranha e Cláudio Capparelli a conquista do Troféu Brasil de Endurance. João Pedro Andrade, que também correria na equipe vencedora, não pode participar por problemas particulares.

O Aston Martin de Ingo Hoffmann, Guilherme Spinelli e Leandro de Almeida terminou com a segunda colocação, após liderar 102 das 144 voltas da corrida. A Lamborghini de Guilherme Figueroa, Adalberto Baptista e Marcel Visconde ficou com a terceira posição, seguida pelo Protótipo MR18, dos gaúchos Jorge Machado, Rui Machado e Sérgio Antunes, e pelo Mitsubishi Lancer de Eric Darwich, Duda Pamplona e Felipe Maluhy, quarto e quinto colocados, respectivamente.

Largando da pole position, o Radical SR8 liderou a prova até a 37ª volta, quando foram aos boxes para a parada de troca de pilotos. Dois giros mais tarde a bandeira amarela foi acionada, situação que deixou o Aston Martin com uma volta de vantagem em relação aos concorrentes.

Mesmo perdendo a volta de vantagem que tinham em relação ao Radical SR8, Hoffmann, Guiga e Almeida seguiram com mais de um minuto de frente na liderança da prova. Mas a sorte do trio começou a mudar na volta 117, momento em que o Safety Car teve de intervir pela segunda e última vez, reduzindo a vantagem para oito segundos.

Após a relargada o que se viu foi o Radical SR8 diminuir a diferença para o Aston Martin para a casa de dois segundos. O lance decisivo da corrida aconteceu na 139ª passagem, quando Leandro de Almeida cometeu um erro, perdendo a liderança da corrida de forma definitiva. 

Visivelmente emocionado, Kid Aranha comemorou muito o título dos 500Km de São Paulo. "Dedicamos esta vitória ao João Pedro, que nos preparou para a corrida e, infelizmente, não pode correr hoje.", comentou o piloto. "Ficamos muito atrás quando o primeiro Safety Car foi acionado, mas nos recuperamos na segunda bandeira amarela e conseguimos vencer a corrida", completa Kid.

"Achei que tivesse engatado a segunda marcha, mas acabei errando e isso custou a corrida. Esta é a segunda vez que perco a vitória nos 500Km na parte final da corrida", concluiu Leandro de Almeida. "Não disputava uma corrida há quatro anos, e o Ingo há sete, então foi muito bom disputar a vitória de um evento tão legal como os 500Km de São Paulo até as últimas voltas. Uma pena ter perdido a prova tão no final", concluiu.

Ingo Hoffmann destacou a organização do evento e o traçado do autódromo localizado no interior paulista, e também elogiou os vencedores da prova. "Foi muito bom participar dos 500Km de São Paulo. Essa é mais uma prova de que o Velo Città é um circuito maravilhoso. Parabenizo os vencedores, que souberam usar a pista e, mesmo em sua primeira experiência, conquistaram o primeiro lugar", disse o maior campeão da história da Stock Car.

O sucesso dos 500Km de São Paulo contou ainda com diversos eventos de apoio, como a corrida entre os Clássicos de Competição, vencida pelo Willy Interlagos de Denísio Casarini, seguido por Carlos Estites, com um Volkswagen Passat, e Antônio Neto, com um Alfa Romeo GTV, segundo e terceiro colocados, respectivamente. 

Confira a classificação final dos 500Km de São Paulo:

1 - Euclides "Kid" Aranha/Cláudio Capparelli (Radical SR8) - 144 voltas em 4h12min24s105
2 - Ingo Hoffmann/Guilherme Spinelli/Leandro de Almeida (Aston Martin) - à 7s563
3 - Guilherme Figueroa/Adalberto Baptista/Marcel Visconde (Lamborghini) - à 5 voltas
4 - Jorge Machado/Rui Machado/Sérgio Antunes (Protótipo MR18) - à 13 voltas
5 - Eric Darwich/Duda Pamplona/Felipe Maluhy (Mitsubishi Lancer) - à 15 voltas
6 - Eduardo Amorim/João Guilherme (MRX Moro) - à 19 voltas
7 - Ricardo Landi/Omilton Visconde (BMW) - à 25 voltas
8 - Daniel Ebel/Antonio Marcondes (Scorpion) - à 28 voltas
9 - Dimas de Melo Pimenta/Rodrigo Pimenta/Rodrigo Zuffo (Beatle) - à 28 voltas
10 - Guilherme Haddad/Ricardo Cardoso/Douglas Carvalho Jr. (Ford New Fiesta) - à 36 voltas
11 - Marcelo Caslini/Carlos Estites (Protótipo Spyder) - à 48 voltas
12 - Beto Nogueira/Fabinho Beretta (Beretta) - à 49 voltas
13 - Ney Faustini/Ney Sá Faustini (Chevrolet V8) - à 50 voltas
14 - Nelson Girardi/Carlos Alberto "Tigueis" (Chevrolet Montana V8) - à 73 voltas
15 - Elias Azevedo/Aline Cipriani/Adolpho Rossi (Ginetta) - à 86 voltas
16 - Carlos Eduardo Prado/Ronald Funari/Ricardo Diesler (Chevrolet Vectra V8) - à 109 voltas
17 - Joon Hyung Park/Carlos Ortolani/Carlos Filho (Protótipo) - não largou
18 - Roberto Rossati/Esio Vichiese/Reinaldo Rena (Chevrolet Astra) - não largou
19 - Alexandre Finardi/Nelson Silva Jr./Felipe Bertuol (Protótipo MRX) - não largou

Os 500Km de São Paulo têm o patrocínio de Mitsubishi, Grupo Comolatti e Metal Leve. A Pirelli apoia a realização do evento.
 


(11) 3045-0836
Dinho Leme (11) 98339-7897 dinholeme@uol.com.br


Fotos: Rodrigo Ruiz Fotografia, Humberto da Silva Fotografia e Vinicius Ferraz/divulgação.
  

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Três voltinhas...

Agachados partindo da esquerda; José Eduardo Zambello, ?, Silvio Zambello, ?, Heitor Nogueira Filho, o grande Charutinho, ?. No alto Eduardo Magnusson, Sergio Tescarolo,  ?, Alfredo Gehre, Aguia, ?, Ingo Hofmann, as lendas Bird Clemente e Walter Hann com alguém entre eles que agora não recordo o nome, Fabio Souto Mayor e eu sendo abraçados por Arturo Fernandes, ? e o ótimo locutor oficial. Assim que  puder completo os nomes!
Fotos Evaldo Miranda a quem agradeço. 
O grid para largada Le Mans.
No Jaguar a entrevista com Heitor e ao meu lado duas lendas, Fabio Souto Mayor e Arturo Fernandes!

Assim que o Alfredo Gehre veio nos convidar no sábado para as três voltas que daríamos no programa de abertura dos 500 KM de São Paulo no Velo Città o Arturo não me deixou mais em paz...no domingo pela manhã ele já falava "é este...é aquele" enquanto isto com paciência o Alfredo tentava encontrar um carro em que meu mirrado corpo de 1.90m e  meus pezinhos 45 se ajeitassem, e a tarefa foi dura! 
Por fim dois carros que correm na Clássicos foram cedidos à nós, um VW ao Arturão e o Passat #11 do simpaticíssimo José Eduardo Zambello para mim. Alto, um pouco menor que eu, entrei em seu carro sem dificuldades, apenas o pé da embreagem ficou um pouco apertado.
Foi uma honra, um privilégio estar ao lado dos amigos na pista, amigos e ídolos e vou citar apenas dois; A Lenda Bird Clemente e Walter Hann!

    O Furia que foi tocado por Walter Hann.
José Eduardo e eu no box...ele me deixou totalmente à vontade, apenas me lembrou que correria logo após! Não esmerilhei seu carro, andei à no máximo 6.500 rpm.
Calma Turito!

Logo que o José Eduardo colocou o adesivo em meu carro após a bandeirada da largada Le Mans consegui ligar o motor e pular rápido...antes do final da reta já estava em 4ª marcha freando para curva...aí veio a paulera, todo mundo andando de lado no limite, carro pela direita, esquerda, eu freando colado nos outros...na segunda volta no final do retão me passa o Walter Hann com o Furia, eu em 5ª no Passat, e como urrava aquela 5ª de engrenagem reta, talvez à uns 160/170 km/h e lá vai o Walter nos encontramos mais à frente...derrepente olho no retrovisor e lá vem o Fusca com o Turito feito um foguete, esparramando tudo e todos e rindo...eu lá tentando conservar o carro do Zambello e ele no limite, coisa que sempre fez, soltando fumaça do Fusquinha...Turito apenas não ultrapassou o carro madrinha!
Foi assim, bom demais...

Rui Amaral Jr

PS: Turito me aguarde!!!!


Fotos: Evaldo Miranda

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Teleco no Velo Città

Beth e Teleco

Guilherme, eu, Arturo e Teleco.

Autografando a camiseta do Guilherme, atrás o Arturão.
No canto Paulo Solariz depois Águia, Alfredo Gehre, Paulo Gomes, Teleco e eu. 
O Águia não para!
Entregando um troféu...
e o encontro emocionante com o amigo de tanto tempo Dinho Leme. 

Arturão, Teleco e eu.

Cerca de quinze dias atrás liga o Guilherme Decanini perguntando se vou aos 500 KM no Velo Città a bela pista da Mitsubishi em Mogi Guaçu e pede para que eu convide o Teleco, não dou certeza de ir mas logo ligo para Beth e Teleco fazendo o convite, que com todo o entusiasmo da Beth foi logo aceito.
Quinta passada não estava muito animado quando liga o Arturo e diz “você vai sim, passo aí no sábado!”, é o campeão é assim mesmo!
Sábado umas 8 horas ele chega e tomamos nosso rumo, na saída uma pancada numa lombada e nem paramos para olhar, chegando em Itatiba acende a luz de óleo e vemos que o cárter do Audi está rachado...bem em frente ao posto em que paramos uma locadora, deixamos lá o carro que ele trata com tanto carinho e pegamos o Fiatzinho alugado e vamos embora...viajar com o Arturo é pandego, vamos rindo o tempo todo.
Chegamos no Velo Città e começamos à encontrar os amigos, citar um por um fica difícil, a cada encontro um abraço uma nova emoção e lá estava o Guilherme e Italo Adami com a réplica do VW D3 #90 que foi tocado com tanta competência pelo Teleco quarenta anos atrás.
A Beth e o Teleco chegariam apenas no domingo, ficamos por lá conversando com todos e assistindo os treinos dos Clássicos de Competição e das feras que iriam correr os 500 KM quando o Alfredo Gehre  vem nos avisar que numa gostosa homenagem à nós, os velhinhos, iríamos dar algumas voltas antes da largada dos 500 KM...deste momento em diante ninguém mais segurava o Arturão...enquanto procurávamos um carro em que eu pudesse pelo menos entrar ele já falava que ia sentar a bota, passar todo mundo e coisa e tal...ninguém agüenta!
No domingo andamos, eu no Passat do José Eduardo Zambello da Clássicos o Arturo num VW da mesma categoria, depois conto mais mas foi emocionante dividir a pista com Bird, Walter Hann, Denisio e outras feras...e a Beth e Teleco não chegavam.
Por volta do meio dia me avisam que o casal estava chegando, vou esperá-los na entrada do estacionamento pois por conta de dois AVCs o Teleco se locomove melhor com a cadeira de rodas, ao ver o #90 ele já começa a se emocionar...entramos nos boxes e logo encontramos o Arturo e aí a emoção se transforma em lágrimas...a felicidade do reencontro flui, chega o Guilherme que não conhecia o Teleco pessoalmente e a alegria do encontro está estampada em seu sorriso seus olhos brilham.
Vamos para o padock e aí a cada encontro mais emoção, mais amigos...mais mais mais...

Ao meus queridos Beth e Teleco com um beijão carinhoso e um abraço afetuoso de todos nós!

Rui Amaral Jr   

NT:Mais tarde mostro os 500 KM, Clássicos e as voltas que demos... quando derrepente vejo um VW descendo a reta feito um foguete e pilotando um certo senhor que me parecia o Arturo Fernandes passando por todos, freando no limite e dividindo curvas andando como sempre no limite, até numa simples brincadeira...seria o Turito? 

PS: Desculpem o texto um tanto confuso ele não retrata com exatidão o que foi esse encontro...foi muito mais. O texto foi apenas escrito com o coração.

Na foto do Rodrigo Ruiz o #90 na pista.
A largada dos "velhinhos".

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

NO PLANALTO CENTRAL


Chico Lameirão -

Uma semana após a boa estréia em Goiânia, o circo da Fórmula Super Vê movimentou-se em direção à capital do país com um grid aumentado: o carioca Mauricio Chulan com um Heve e o paranaense Luis Moura Brito com o seu Manta, iriam estrear em Brasília. Na formação do grid, o então líder do campeonato Ingo Hoffmann fez a pole (2m11’16), seguido por Piket (2m13’24), Lameirão (2m14’02) e o estreante Chulan (2m15’09). A primeira bateria foi dominada por Ingo e seu Kaimann, com Piket e Chico Lameirão envolvidos em uma bela disputa pela segunda posição. À duas voltas do final, Chico conseguiu manter-se na frente do Candango e ficou com o segundo lugar. Depois de Piket, chegou Ricardo Mansur. Na segunda bateria, os líderes foram surpreendidos pela boa largada de Milton Amaral, que juntou-se aos ponteiros. Nelson Piket teve problemas de embreagem que o fizeram ficar para trás. Outro, cujo motor apresentou problemas foi Benjamin Rangel. Com isso, a vitória passou a ser discutida entre Ingo e Lameirão. Chico passava pelo “Alemão” no miolo, mas na reta dos boxes, Ingo retomava a posição. E assim prosseguiram até a bandeirada, com o piloto do Kaimann sendo outra vez o vencedor. Milton Amaral foi o terceiro, Ricardo Di Loreto o quarto e Newton Pereira o quinto. A bateria final prometia ser outra vitória de Ingo Otto Hoffmann, mas ele próprio não estava tão seguro: seu motor terminara a segunda bateria fumando um pouco e seria preciso um pouco de sorte para completar a prova. 

 Chico Lameirão
Milton Amaral

Assim, Chico Lameirão largou e assumiua ponta. Ingo tentou acompanhá-lo ao menos à distância, mas o motor quebrou de vez faltando quatro voltas para a bandeirada. Com Lameirão tranqüilo na frente, o que animou a disputa foi a briga entre Eduardo Celidônio, Ricardo Di Loreto e Milton Amaral pela quarta posição, com vantagem para Celidônio. O segundo lugar ficou com Ricardo Mansur e o terceiro com Newton Pereira. Na soma dos tempos, A vitória foi do Chico, com Newton Pereira e seu Newcar em segundo e Milton Amaral em terceiro; Nelson Piket, mesmo com os problemas de embreagem ainda foi o quarto e Ricardo Mansur o quinto, como o melhor dos Kaimanns. Assim a mais nova categoria nacional deixou o centro-oeste, com a certeza de que seria um sucesso. E demonstrando um grande equilíbrio. O favorito Ingo Hoffmann estava quatro pontos atrás do experiente Francisco Lameirão (13 pts), empatado com Newton Pereira. Ricardo Mansur era o quarto colocado com 8 pontos e depois vinha Milton Amaral com 6. Sem falar no brasiliense Nelson Piket, com 4 pontos. Quem diria que esse moço iria dar tanto o que falar...

CARANGUEJO


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Abaixo o comentário de Ricardo Mansur


Ricardo Mallio Mansur4 de setembro de 2014 20:39
Essa prova de Brasilia ficou marcada na minha memória por uma frase dita por um grande e experiente piloto após a 2ª bateria: Newton Pereira! "Quando pilotos de ponta, começam a se enroscar comigo, não duram mais que duas voltas!" Realmente, ele estava correto, rsrsrs! Não consegui tempo bom para classificação, o Kaimann não chegava aos 6.000 rpm! Se em Goiânia meu carro era o 11º em velocidade na reta, em Brasilia certamente era o último! O Ingo até estranhou meu tempo, 2,19'10 contra 2,11'16 sua melhor volta! Como estávamos em 1º e 2º no Campeonato de Construtores, por duas vezes ele tentou me ajudar e "puxar" no vácuo mas o #98 não ia nem com reza brava... O máximo que conseguia era pegar sua turbulência! O tempo do alemão era fantástico, 2 segundos no Piquet e 3 no Lameirão! No limite, com "ajuda" dele, alinhei na 3ª fila com o 6º tempo: 2,17'42.
Na 1ª bateria o "sangue" esquenta e não sei como cheguei no 4º lugar, ótimo!
Na 2ª bateria, foi terrível! Foi aí que veio a frase do Newton Pereira... 
O Kaimann se negava a andar, só funcionavam três cilindros, eu tinha que entrar nas curvas acima do limite pois não tinha torque pra sair, o carro entrava "solto" e saía uma barbaridade de frente... Nessa inusitada situação, me aproximo de um carro de ponta: Nelson Piquet com um cheiro terrível de embreagem queimada, fumaça, chegava a arder os olhos... Na mesma situação que eu, sem torque pra sair de curva, ele fazia as curvas sem trocar de marcha, para tentar colar o disco... Nós dois nessa situação, quando "lotado" passa por nós o Newcar do Newton Pereira, passou e sumiu... Rsrsrs! Por quatro voltas o Piquet e eu ficamos trocando posições até finalizarmos em 7º e 8º respectivamente!
Para última e 3ª bateria achei meu problema: Uma pequena fissura no coletor de admissão! Peguei emprestado os carburadores completos do Claudio Dúdus da Sabrico e o carro virou um "corisco"... Chiquinho ganhou e eu cheguei em 2º... Bom também!!! Rsrsrs!

Valeu, Rui! Abs.





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Samuel Gross e a panca com Amadeu Rodrigues


Rui, muito obrigado, acabei de ver o video dos arquivos do "Seu Guima", parte 2, onde pude ver, a ultima corrida que fiz na Hot Car, quando aconteceu o acidente com Amadeu Rodrigues.
O acidente aconteceu, porque o Amadeu fez a subida da reta dos boxes quase grudado no meu carro, no meio da reta, eu estava me posicionando pra fazer a tomada da curva 1, então, ele, muito "esperto", saiu do vácuo do meu carro e quis me ultrapassar por fora, colocando metade do carro no acostamento. Acontece que na volta anterior, depois de nós passarmos pelo local, um fusca havia quebrado e estava parado exatamente naquele local, então, quando ele tirou do vácuo do meu carro, acertou em cheio o fusca parado, jogando-o contra o meu carro que rodou e bateu no paredão dos boxes. A porrada foi tão feia, que o Amadeu voou pelo parabrisa amarrado no banco, que foi arrancado junto. Ele só não morreu, porque caiu em cima de um bandeirinha que estava por ali na tomada da 1.
Engraçado que eu, involuntáriamente, participei do episódio, mas nunca tinha visto antes o acidente filmado.

Abraços,

Samuel

No vídeo de Luiz Guimarães aos 5 minutos a panca, a voz ao fundo é de Fabiano Guimarães.



 Samuel, ao lado do carro João Lindau.
Amadeu
 Assim ficou o carro do Espanhol -J.M.Ramos- após a colisão à aproximadamente 200 km/h...
e o carro do Amadeu, ex Edson Yoshikuma.
 Jacarepaguá, Samuel no grid ao seu lado Atilla Sipos.
Samuel em Interlagos. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Super Vê a primeira corrida.

Chico no Polar, que nesta corrida usou motor preparado por Henrique Iwers.

Cerca de um  ano e meio antes dessa corrida de estréia da categoria a VW do Brasil reuniu a nata do automobilismo brasileiro em sua sede, no Pavilhão 0, e anunciou que apoiaria no Brasil a categoria que era um sucesso na  Europa e que entre tantos pilotos revelara um jovem que começava à fazer uma carreira vitoriosa na Formula Um o austríaco Niki Lauda!
Junto com o anuncio apresentou o regulamento técnico e desportivo e apoiaria a categoria oferecendo peças à preço de custo, apoio da rede de concessionários, um calendário sólido, prêmios substanciais de largada e chegada. 

Benjamim "Biju" Rangel no primeiro carro feito pela Polar

Na Europa o chassi vencedor era o Astro Kaimann com 7 ou 8 campeonatos, inclusive com Lauda, e um deles foi importado para servir de modelo para os fabricados aqui. Foi este modelo importado que foi utilizado por Ingo Hoffman os outros Astro Kaimann eram fabricados no Brasil pelo Guimarães com o nome de Magnun-Kaimann. Nesta reunião logo se sobressaiu Ricardo Achcar dizendo que sua Polar onde era sócio de Ronald Rossi fabricaria um chassi inteiramente nacional. Logo após alguns outros construtores aderiram à idéia, entre eles  o saudoso, talentoso e sempre presente Antonio Carlos Avallone que faria a réplica do chassi Supernova.
Vamos à corrida...

Newton Pereira

Ricardo Mansur foi o primeiro a chegar à Goiânia e com uma relação de marchas bastante longa, com a qual havia treinado em Interlagos, foi logo marcando 1'45 (melhor do que o recorde, 1m47'92 de Antonio Castro Prado com Avallone-Ford D4). Era terça-feira e logo apareceram Claudio Dudus e um jovem da região, Nelson Piket.
O Ingo que tinha o melhor esquema, com Wilsinho Fittipaldi comandando e Darci como "meca" só veio na quinta e marcou 1m40'6, sendo o único a usar os amortecedores Koni enquanto os outros usavam os Spark.
O favoritismo do Magnum-Kaimann era patente e tínhamos seis deles, contra três Polares (Piket, Lameirão e Biju Rangel), um Heve do Milton Amaral e o Newcar do Newton Pereira, um F/F modificado. 

GRID

Ingo 1.37s.69/100
Chico 1.38s.56/100
Piquet 1.38s.61002 

1ª bateria
Ingo, Nelson e Chico.

Chico com a primeira marcha mais longa, pois optou por usar a primeira marcha na curva mais lenta do miolo, pulou em terceiro atrás de Ingo e Nelson que brigavam na ponta. Na sexta volta Chico ultrapassa Nelson e briga com Ingo pela ponta, sendo que nas demais posições estão Ricardo Mansur, Biju Rangel e Ricardo Di Loreto. Na última volta Chico vem em primeiro cruzando a linha de chegada 5/100 à frente de Ingo sendo que nesta briga aloucada pela vitória abriram 15 segundos de Nelson o terceiro colocado seguido por Ricardo Mansur e Biju Rangel.
Coube então à historia registrar como a primeira bandeirada de primeiro lugar desta categoria que revelou tantos campeões, entre eles um tri campeão mundial de F.Um, à dupla Chico Lameirão/Polar de Ricardo Achcar!

2ª bateria
Nelson

Na segunda bateria o vencedor da primeira resolve mexer na carburação e o que se viu foi um domínio predominante de Ingo, tendo Nelson ficado pelo caminho com um pneu furado e Biju Rangel estourado o motor na última volta mesmo assim terminando em sexto. Ingo venceu com 8 segundos de vantagem para Chico sendo o terceiro o sempre combativo Ricardo Mansur, 4º Newton Pereira, 5º Eduardo Celidonio e 6º Biju Rangel. 

3ª bateria
Ricardo e Benjamin Rangel.


A seguir o depoimento de Ricardo Mansur

"A 1ª Prova de Super-Vê no Brasil mexeu com toda a imprensa especializada, tanto do país como também internacional. Eu ainda não havia calculado o que tal acontecimento representava! A Equipe Pinhal S/A foi a primeira a chegar em Goiânia e todo acontecimento se centralizou em nós! Eram convites para entrevistas, jornais, revistas, televisão, fotos, ginkanas... Um assédio total! Uma das fotos para a divulgação da prova para a Volkswagen e consequentemente para a inauguração do autódromo era um "press release" para 134 países! Foram quase duas horas dentro do cockpit com macacão e capacete! O calor chegava aos 40º e eu parado na "Curva do S" até os responsáveis pela divulgação acharem a foto ideal! Ficou ótima! O Kaimann 98 parecia um "dragster" e o slogan era: "SE VOCÊ NÃO CORRER, NÃO VERÁ UM SUPER-VÊ CORRENDO"

CONHECENDO A PISTA E TREINOS

FOI UM BATISMO DE FOGO!

Aprender a andar de fórmula, seus ajustes de suspensão, motor, escalonamento de marchas, achar os "macetes" da pista e principalmente não atingir os "curiangos"! Era incrível a quantidade desses pássaros na pista, dificilmente completava uma volta sem desviar de algum!

Quando todos os pilotos chegaram e os treinos começaram pude perceber que meu tempo de 1,38 era razoável embora meu motor só chegasse aos 6.600 rpm. Cronometrado por Alexandre Freitas Guimarães, meu carro ocupava o 11º lugar para percorrer os 1100 metros do retão! Eu fazia experiências utilizando marchas acima para vários trechos, chegando a conclusão que a curva "1" poderia ser feita em 4ª marcha que o tempo total seria o mesmo!

Numa de minhas saídas de box, fui atrás de um fórmula de aparência horrível, bitola bem estreita, alto demais mas rápido o suficiente para abrir uns 60 metros até a curva "1"! Não o ultrapassei e fiquei surpreso como era esquisito e mais ainda pelo calor do asfalto, acima de 50º que dava impressão do fórmula estar decolando pela deformação da imagem!

Quando parei no box, o Jabão me informou que aquele arremedo de carro era de um tal de Nelson Piquet... Estava feio por que em vez de "slicks" estava utilizando pneus radiais, sem rebaixar... Que? Radiais? Virou quanto? 1,40... Aí disse o Jabão: Trata de baixar seu tempo... Quando ele puser os "slicks"...

Ricardo Mállio Mansur"


"Esse é o "S" de Goiânia e o estado do pneu dianteiro nas curvas de baixa. As "blisters" provocadas pelo erro da geometria, refletiam em pequenas vibrações na grande reta de 1100 metros mais à frente. Ricardo Mansur"
"Esses foram os momentos que antecederam a largada para a 3ª bateria. De óculos, o construtor do Magnum-Kaimann, Alexandre Freitas Guimarães que sempre me dava um cliclete para tirar a tensão antes da largada. Gostava demais dele! Onde anda? Ricardo Mansur"


A terceira bateria, por conta do calor goiâno foi dramática, mas com um lindo lance do Nelson que estava de volta à disputa. Na quarta volta, Ingo e Lameirão vinham por dentro na Curva 1: Piket pegou o vácuo dos dois e os passou por fora.
Na décima volta, os motores dos dois protagonistas começaram a apitar. E restavam duas voltas. Se nenhum deles terminasse, a vitória poderia ficar com o santista Ricardo Mansur. Na última volta o motor de Lameirão entregou os pontos na entrada do miolo e Ingo ainda conseguiu arrastar o Kaimann até a bandeirada. Ingo venceu seguido de Nelson em segundo, Ricardo Mansur em terceiro seguido por Chico Lameirão, Newton Pereira e Milton Amaral. 
Vencendo Ingo a bateria e na soma total dos tempos a 1ª corrida  da Super Vê no Brasil.

Chico o 3º na geral, Ingo o vencedor e Ricardo Mansur o 2º.

Coube a Chico Lameirão a melhor volta da corrida, foi na primeira bateria com o tempo de 1.37s 29/100 recorde para categoria no Autódromo de Goiânia. 

"Nessa foto, Walter Varga me entregando o troféu e o cheque, Newton Pereira, General Elói Menezes e Stéfano Giusepe Campiglia. — com Walter Varga, Newton Pereira, General Elói Menezes e Stéfano Giusepe Campiglia em Goiânia 1974. Ricardo Mansur"


Agradeço a ajuda neste post dos amigos sempre presentes Chico Lameirão, Biju Rangel, Ricardo Mansur e Caranguejo, os três primeiros que escreveram paginas inesquecíveis da historia do automobilismo e o último que não esquece nunca nenhuma delas.
À três amigos, Miguel Crispim Ladeira que não citei em nenhum  momento do post mas foi uma figura importante escudando o Chico, Ricardo Achcar e ao inesquecível Antonio Carlos Avallone. 

Rui Amaral Jr

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Crônica de um post.

A semana passada mostrei as fotos do Biju e Ricardo dessa corrida e da última do campeonato, nos comentários o Caranguejo citou alguém que o contestava numa dessas páginas do Face que discutem corridas. Então resolvi escrever este post, no sábado pequei algumas fotos do Biju e minhas e guardei, o texto estava na cuca, ainda no sábado comentei com Biju e acabamos mudando de assunto. No domingo Lembrei das fotos do Ricardo Mansur e fui tirar uma soneca quando toca o telefone e é o Chico, conversamos longamente sobre outros assuntos e mais tarde lhe contei o que ia escrever. Aí foi uma enxurrada de informações, algumas coloquei em meu texto a maioria deixo para o dia em que ele resolver colocar suas memórias em papel. Levantando chamei o Ricardo pedi sua autorização para usar suas fotos e pedi um texto. Finalmente na segunda consegui conversar com o Caranguejo que me enviou algumas partes do texto e ainda conversei com o Chico para dirimir uma duvida e depois com o Biju.
Foi assim...

Abraços à todos.

Rui

NT: O texto do Ricardo me lembrou uma conversa que tive dois anos atrás com Amador Pedro quando ele contava da chegada de Nelson Piquet à Goiania e seus primeiros treinos sem pneus slicks...