A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

terça-feira, 10 de abril de 2012

500 KM de Interlagos 1972

Luiz e Joest na curva Dois.
Aos dois Luiz, o Pereira Bueno e o Guimarães.

1972, um ano mágico, enquanto esperava para correr a Copa Brasil de meu amigo Avallone, trabalhava com outro o Expedito...alguns amigos ainda corriam de estreantes e novatos, o Jr, Manduca, Teleco, Julio e outros que começaram comigo já se destacavam como o Guaraná...
Foi realmente mágico aquele ano, depois de ver minha querida Interlagos, receber nos anos anteriores a FF, F3 e F2, assisti no começo do ano o GP que homologaria o Templo para Formula Um, com a quase vitória de Emerson. Neste ano também assisti o Rato em Brands Hacth, indo buscar nosso primeiro titulo mundial.
Chegava Setembro, e grandes carros dos Esporte Protótipos viriam disputar os tradicionais 500 KM de Interlagos, prova de altíssima velocidade, pelos 3.200m do Anel Externo.
Expedito e eu circulávamos pelos boxes, conversando com amigos que participariam da corrida e conhecendo alguns pilotos que corriam na categoria.
Logo me impressionei com o tamanho do grande Herbert Muller, tenho 1.90m e ele mal batia em minha cintura, talvez tivesse 1.60m, o Avallone perto dele era um gigante, como realmente o foi.
Será que Luiz com seu 908/2 enfrentaria Jost com 908/3, Muller com a 512M ou mesmo o Berta, com seu motor que diziam iria para Formula Um?
Não sei porque cargas d`água fomos assistir um treino perto da freada da curva Três, acho que os carros da escolinha tinham sido colocados no kartodromo. 
Lá era impressionante ver a chegada da 512M , mas o mais impressionante era ver o Luiz e seu 908/2 freando. Ele vinha descendo o Retão naquele seu estilo de pilotar, com o peito aberto, parecendo querer desafiar o asfalto que passava rápido, ainda hoje me emociono. Freava um pouco depois da placa dos 50m e isso era lindo de se ver!
Aí veio o Joest com o 908/3, um modelo mais atual e bem diferente do 908/2, mais potente, com freios, rodas, e motor mais desenvolvidos que o anterior.
Sinceramente, quando vi Joest frear uns 15 metros para lá da placa dos 50m, olhei para o Expedito e disse “vai ser difícil!”.
O resto é história, que vocês vão ver no excelente vídeo de meu amigo Guima e na reportagem da Quatro Rodas.
Dedico este post à memória de três grandes pessoas que tive o prazer e honra de conviver, Expedito, Avallone e Luiz...
Sei que não deu para vencer Luiz, mas obrigado pela grande honra, que foi ter visto você pilotar!   



O vídeo do Luiz Guimarães - Guima -  que o Tito disponibilizou no YouTube, é de arrepiar, são 9 min e depois repete. 

 Marivaldo 
 Muller
Joest


Quatro Rodas Coleção Digitalizada-Outubro de 1972.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fangio e a Squadra Primavera II

Juan Manuel Fangio 

O campeonato mundial de 1956, parece ter sido o mais difícil dos cinco conquistados por Juan Manuel Fangio em sua gloriosa carreira. No titulo de 51, a Alfetta 159 ainda era um carro competitivo e Ascari e a Ferrari 375 só tornaram-se uma ameaça depois de metade da temporada; em 54 e 55, com a fabulosa Flecha de Prata W196, o Chueco era quase imbatível e em 57, Fangio jogava com a tática do reabastecimento para ter alguma vantagem frente a adversários com carros mais evoluídos.
Mas em 56, a F1 estava em um momento de transição. A Mercedes Benz havia se retirado das pistas após a tragédia de Le Mans no ano anterior e a Lancia, também atingida por uma tragédia, a morte de Alberto Ascari, doara seus modelos D50 à Ferrari.

Fangio e a D50.

Para Enzo fora um grande negócio. A Ferrari havia fracassado com seus modelos 625, 553 e 555 (Supersqualo) e fora fragorosamente batida pela Mercedes. Com os novos carros, projetados por Vittorio Jano, o Comendador tinha a chance de voltar a dominar a categoria com nos bons tempos de Ciccio Ascari, em 52-53.
Com a contratação de Fangio, um tricampeão, a Scuderia mostrava que não estava brincando e compusera o time com mais três jovens pilotos: Luigi Musso, Eugenio Castellotti e Peter Collins. El Chueco já contava com 45 primaveras e não correria para sempre. Era preciso achar-lhe um sucessor.

Fangio no GP da Argentina em Buenos Aires.

A temporada começou pelo GP da Argentina e logo o Maestro veria que tinha agora um carro veloz...e não confiável.
Para sua sorte, o regulamento permitia que um piloto fosse inscrito em uma prova também com os carros de seus companheiros de equipe. Assim, em caso de problemas, ele poderia continuar na corrida com o carro de um parceiro, com quem dividiria os pontos obtidos.
E é o que acontece em Buenos Aires, quando Fangio, líder da corrida, tem problemas com a bomba de combustível e abandona. Imadiatamente, pega o carro de Luigi Musso e volta à pista, mas não evita uma rodada na Curva Ascari e o consequente atolamento na lama existente na curva. O Campeão é colocado de volta na corrida, graças ao empurrão de cinco comissários de prova, o que caracterizaria auxílio e lhe custaria uma desclassificação.
Mas quem teria peito para desclassificar o Chueco, numa corrida em Buenos Aires?
Ele então prossegue, recupera posições e ultrapassa Stirling Moss, cujo motor quebra, vencendo assim sua primeira corrida pela Ferrari.

Stirling Moss e a Maserati 250F em Mônaco.
Eugenio Castelloti e a D50 em Mônaco, com o carro batido de Fangio.

Em Mônaco, após fazer a pole, um incidente bizarro: bate num fardo de feno quando tenta desviar de um acidente à sua frente. Com o carro desalinhado, troca-o pelo de Peter Collins. Enquanto isso, Eugenio Castellotti, que enfrenta problemas com o câmbio em sua Ferrari, troca-a pela que Fangio estava usando, já consertada e termina na quarta posição. Fangio por sua vez é segundo, nessa que é a classificação mais esquisita da F1: um mesmo piloto (Fangio) em 2ª e 4º lugares. Vitória de Stirling Moss.


Spa, o  piloto e jornalista Paul Frere levou sua Ferrari D50 ao segundo lugar.
Frere foi brilhante em ambas atividades e nos deixou o ano passado.

Em Spa, problemas de transmissão na 23ª volta produzem o primeiro abandono do Fangio em um ano. Vitória de Peter Collins. Moss perde uma roda, troca de carro com Cesare Perdisa e chega em 3º. Em Reims, o Chueco lidera a corrida, mas uma mangueira de combustível danificada o faz terminar em 4º lugar. Desconfiado de uma sabotagem, parece ter tomado nesse dia a decisão de deixar a equipe no final da temporada. Nova vitória de Collins, líder do campeonato, enquanto o argentino é apenas terceiro, seis pontos atrás. 


Silverstone.
Nurburgring, #2 Peter Collins, #1 Fangio, #7 Moss.
Monza, no começo da corrida Fangio à frente de Moss.
Moss vence em Monza e Fangio vence seu quarto Campeonato Mundial de Formula Um.
Capa da revista Autosport, Collins entrega seu carro a Fangio.

Silverstone, reação de Fangio, que vence sem maiores problemas, enquanto Collins precisa do carro de Fon de Portago para ser o segundo. Em Nurburgring, prova dura. Todas as D50 ficam pelo caminho, exceto...a de Fangio, que faz a pole e chega à frente de quatro Maseratis: Moss, Behra, Godia e Rosier. Passa também à frente no campeonato com oito pontos. Finalmente em Monza, decisão emocionante: Fangio larga na pole, mas o líder é Stirling Moss. O Maestro ocupa uma confortável segunda posição quando na volta 20, passa a ter problemas com a direção da Ferrari. Nos boxes, é surpreendido com a recusa de Musso em ceder-lhe o carro. O romano diria depois que estava bem colocado e não viu razão para "sacrificar-se". Fangio receberá a ajuda voluntária de Peter Collins, que entrega-lhe seu carro: "Siga você, Maestro. Sou jovem e terei tempo de lutar por outros campeonatos", disse-lhe Collins, sem saber que em dois anos morrerá em Nurburgring. O Chueco volta à corrida e para os que pensavam que sua estrela perdera o brilho, ela volta com força total. Terceiro no retorno, é beneficiado com a quebra do rebelde Musso e nas voltas finais, o eterno vice, Moss fica sem combustível longe dos boxes. Mas mesmo o azar de Stirling tinha limites e ele  é empurrado pelo carro de Luigi Piotti até os boxes, onde reabastece e volta à pista antes de ser ultrapassado. Vitória de Moss na corrida e do Fangio no campeonato.

Carlos Henrique Mércio - Caranguejo


A Squadra Primavera

Castelotti.

Peter Collins.
Luigi Musso.

Após a morte de Ciccio Ascari, Enzo dedicou-se a procurar um outro campeão e criou a Squadra Primavera, um projeto que selecionou jovens pilotos e tentou fazer de um deles um novo Alberto Ascari, talvez.
Esses pilotos eram os italianos Luigi Musso, Eugenio Castellotti e Cesare Perdisa, os ingleses Mike Hawthorn e Peter Collins e o alemão Wolfgang von Trips. Perdisa foi o primeiro a ser rejeitado e talvez trocado por Alfonso de Portago. Fangio trabalhou ou competiu contra todos eles. Apenas Perdisa morreu de causas naturais.

Caranguejo

Fangio conta com maestria a arte de pilotar a D50






Formula Vee Brazil - Terceira Etapa - 07 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Indy Grand Prix of Alabama

sexta-feira, 6 de abril de 2012

VITÒRIA

O post a seguir escrevi em Junho de 2009, havia começado a escrever o blog alguns meses antes. Depois de postar uma reportagem da Quatro Rodas, em que meu amigo Expedito Marazzi, contava sobre a carretera #50, entra em contato comigo o Fabio Poppi e me apresenta Victório e seu filho Marcelo Azzalin.
Hoje, Sexta Feira Santa, abro minha caixa de correspondências e vejo um e-mail em que a pessoa se identifica e conta que trabalhou com meu amigo nessa memorável vitória.
Ligo de imediato para o Victório e conto; “O Wilson - Bataró - deixou um comentário no post das MM”, de imediato ele sorri e fala que a algum tempo não o vê. É meu amigo Victório de sempre.
E é assim que vou escrevendo, com os amigos e para os amigos, felicidade ter tantos que viveram tantas Histórias.
Para o Victório, Marcelo, Fabio e Wilson.
Feliz Páscoa a todos!


O comentário do Wilson no post original.


MEUS AMIGOS


EU ESTAVA LÁ E FIZ PARTE DA EQUIPE 50.
O CARRO FOI UMA LOUCURAS TRABALHAMOS NELE 03 MESES DIA E NOITE.
DEVEMOS SEMPRE LEMBRAR O GORDINHO "MECANICO" QUE ÉRA UM COLOSSO EM MECANICA.
FIZEMOS O CARRO A MODA CASEIRA, MAS COM MUITA EFICIENCIA, E TESTAVAMOS ELE NA RUA LÁ NA RUA BONSUCESSO EM FRENTE A NOSSA OFICINA.
TENHO UMA HISTORIA VSTA DESSE GRANDE PREMIO QUE GANHAMOS. TENHO FOTOS ALGUMAS SÓ POIS A MAIORIA SE QUEIMOU EM UM INCENDIO NA CASA DA MINHA SOGRA ONDE ESTAVAM GUARDADAS AS MINHS COISAS.
A HISTORIA É MUITO VASTA SE QUISEREM SABER ME CONTATEM QUE TEREI O PRAZER DE ESCREVER TUDO SOBRE ESSA VITORIA.
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS = WILSON - NA PROVA CONHECIDO COMO BATARÓ.


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JUSTINO DE MAIO E VITÓRIO AZALIM VENCERAM A VII MIL  MILHAS BRASILEIRAS

Assim a edição da GAZETA ESPORTIVA de 29 de Novembro de 1965 noticiou a vitória .



Victório

O que conto a seguir é um relato do que ouvi do Vitório, é a historia das MIL Milhas de 1965 contada por quem a venceu, pode haver alguma incorreção, isto se deve a mim, um contador de histórias, histórias verdadeiras contadas por quem as viveu, outros registros deixo a cargo dos historiadores.
" Comprei a carretera, queria a 34 mas o Damiani chegou antes e eu fiquei mesmo com a 50, levei para oficina, era um carro alto e difícil de pilotar, cortei sua carroceria e abaixei, começava tomar forma, aí chega o Justino e me convida a correr as MM, levamos o carro para sua oficina e começamos a prepará-lo, trocamos o motor por um dele, um Chevrolet V8 com girabrequim de Corvette, uma usina de força, até os contagiros quebravam, estávamos prontos.
A CORRIDA : Quem largou foi o Justino, e começamos bem, havíamos combinado um ritmo de corrida virando 4m10s, depois de uma hora e meia de corrida ele parou e peguei o carro, era um canhão, vínhamos rápido, por volta das três e meia da manhã tomei a ponta. Tomei em uma ultrapassagem sobre o Vitório Andreata, na segunda perna da "Ferradura ", tendo ele batido na traseira de meu carro, a hora que vi na placa do Box 1º não acreditei, estávamos liderando as MIL MILHAS, continuamos  sempre entre os primeiros, hora era o Caetano, hora outro carro, e nós sempre entre os lideres. O carro do Caetano quebrou a cremalheira, seu Box era ao lado do nosso, foi um rebuliço quando vimos, enfim o Caetano saiu de novo, só em 4ª marcha. No final eu pilotava, faltavam umas quatro ou cinco voltas para bandeirada, e minha carroceria estava se soltando, tinha muitos buracos na pista, meu medo era o tanque de gasolina se soltar, vinha guiando com cuidado, estávamos três ou quatro voltas à frente do 2º colocado. Quando vi estava recebendo a bandeirada, ninguém imagina o que é receber a bandeirada de vitória, vi minha equipe pular, vibrar, e eu Victório estava recebendo a bandeirada da vitória ."

Victório/Justino, a carretera de Caetano Damiani/Bica Votnamis e o JK de Jaime Pistilli/Leonardo Campana.
Aqui a 50 vem bem rápido no miolo passando um Gordini 
Já de dia a 50 caminha para a vitória.
Victório recebe a quadriculada das mãos de Eloy Gigliano. 



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FELIZ PASCOA!!!

 911
 911 CARRERA 
904 GTS

Valeu Ferdinand Alexander Porsche

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

A CONSTRUÇÃO DE UM SONHO II

Carlão, de boné seus filhos Nando e Fábio.
Na mureta de box.

Talvez possa parecer repetitivo esse titulo, pois a tempos atrás fiz uma matéria quase com o mesmo titulo, porem o assunto alvo era diferente deste que aqui me referirei.
Quando falamos de automobilismo esportivo, sempre citamos com maior destaque a figura do piloto, as vezes a performance ou a constituição do carro, as vezes a equipe  ao qual o carro e piloto pertencem, e muitas raras vezes citamos com o merecido destaque o PREPARADOR, que sempre é legado a segundo plano e as vezes até esquecido como são os mecânicos. Porem hoje quero dar destaque em especial a um deles, muito embora eu conheça muitos deles e já tenha passando pelas mãos habilidosas de muitos outros deles, farei menção especial e detalhada de apenas um, mas não deixarei de citar outros, que considero de extrema importância em minha carreira, e em minha vida profissional, infelizmente alguns já até passaram para outro nível de existência e com certeza estão no merecido lugar e na gloria juntamente com DEUS, entre esses que eu me lembre citarei alguns que fizeram parte da minha historia, os saudosos Daniel, e o inesquecível Alemão que deixou um legado quase que insuperável e também muitas saudades, e o mais recente que infelizmente nos deixou a pouco tempo atrás, Álvaro Mattos.Outros que fizeram parte da minha trajetória posso citar o meu amigo Custodio que deu inicio a minha carreira, e ao meu grande amigo até os dias de hoje Eduardo Encarnação (vulgo Edu), Sergio Ferrari (de Toledo-PR), Jorge Ueda (vulgo Ueda), Pedro Bala (de SP),  e algum outro que me perdoe, se eu esqueci de citar. Propositalmente não citei um em especial, pois esse será o alvo deste assunto daqui a pouco.


Carlão, seus filhos e mecânicos, de azul Pedro e seu filho Rodrigo. 


Gostaria de lembrar também outros nomes que especificamente não foram meus preparadores, mas também fizeram parte de minha historia os quais foram : Edmar de La Barba,Walter Pardal, Carlinhos Pavim, Rui , Guran, Gadelha, Jorge de Freitas, e o saudoso Alfran. Essa lista é quase interminável, portanto me restringirei apenas a esses citados, e que me perdoem aqueles que eu por ventura esqueci, mas que não deixam de merecer a minha admiração e consideração, portanto a todos em geral, mesmo os que não foram aqui citados, eu quero prestar minha homenagem.
Voltando então ao assunto da ¨Construção de Um Sonho¨, faço agora menção especial, a um preparador que marcou muito a minha vida profissional, e que até os dias de hoje continua como meu preparador e incentivador, claro que vocês já sabem de quem estou falando, trata-se do Sr. CARLOS JAQUEIRE JUNIOR, vulgo CARLÃO. Figura emblemática e carismática, com uma vivencia no automobilismo esportivo desde o começo dos anos 60, quando trabalhou com nomes inesquecíveis e marcantes como Antonio Carlos Avallone, Emerson Fittipaldi, Ingo Hoffman, Fabio Sotto Maior, Luiz Evandro Águia, Minelli, Rafael Guargulio e muitos outros.
Hoje com os seus 73 anos de existência, e vivencia, esse senhor guarda a mesma garra e vontade de um garoto de 18 anos, por isso o titulo de Construção De Um Sonho, vem bem a calhar para esse jovem senhor, que ainda nos dias de hoje, sonha, planeja, idealiza, realiza e executa o sonho de montar, não apenas mais um carro de corridas, mais sim escrever mais uma pagina nos livros de historia do nosso automobilismo, pois historias para contar ele tem de sobra, experiência tem para dar e vender, idealismo então nem se fala, planos tem uma infinidade, motivação chega a transbordar, mas o mais interessante de tudo isso é que ele fala sempre com otimismo, alegria e esperança de continuar sonhando, e executando.Portando cabe a mim e a seus quatro filhos naturais, continuar lutando e trabalhando para que os planos desse jovem senhor não caiam no esquecimento e na frustração. Lembrem-se, que são 73 anos de experiência, e muitos e muitos mais anos de vontade de continuar executando esses planos.
Que essa vontade sirva de exemplo para todos nós, que ao menor sintoma de dificuldades já pensamos em desistir, pois para o CARLÃO, DESISTIR É UMA PALAVRA OU UM ATO QUE ELE JAMAIS CONHECEU.
E para aqueles que pensavam que estávamos acabados, o Carlão manda um recado:
SE VOCE TEM UM SONHO JAMAIS DESISTA DE PERSEGUI-LO E DE EXECUTA-LO.


Creio que com isso possa prestar uma justa homenagem a esse guerreiro e gigante que é o meu amigo CARLÃO.

Pedro Garrafa












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Aproveito o belo e emocionante texto de meu amigo Pedrão, para mandar meu forte abraço ao Carlão, Nando, Chico, Fabinho e a todos dessa maravilhosa família.
E especialmente a meu amigo Chapa.