A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

domingo, 11 de setembro de 2011

MB 125 - O princípio de tudo

MB125: BENZ PATENT- MOTORWAGEN 1886

Por Jason Vogel
Fotos:Marlos Ney Vidal

Com a mão direita, o mecânico Ely da Silva dá um forte puxão para girar o enorme volante do motor. Uma tentativa, duas e, na terceira, o que se ouve é o som de um passado remoto despertando 125 anos depois. É uma batida ritmada e metálica, lembrando uma máquina de costura: "tchaf-tchaf-tchaf-tchaf...". Quase dá para contar suas rotações. Eixos e engrenagens giram expostos aos olhos dos presentes, que se sentem num livro de Júlio Verne. Mesmo estacionado, o carro treme como se fosse um ser vivo.
Daqui também trememos, com a chance de assumir os controles de um Benz Patent-Motorwagen, primeiro modelo de automóvel da História. Criado na Alemanha, por Karl Benz, o "veículo com motor a gás" foi patenteado em 29 de janeiro de 1886 e deu sua primeira volta pelas ruas de Mannheim seis meses depois.
Passados exatos 125 anos, vivemos uma educativa experiência de dirigir a máquina pioneira. Foi no estacionamento do Boulevard Shopping, em Belo Horizonte, onde está sendo realizada, até 21 de agosto, a exposição Clássicos sobre Rodas.
O carro que dirigimos pertence ao colecionador Leo Gouvêa e é praticamente zero-quilômetro. Explica-se: por duas vezes (primeiro em 1980 e depois em 2002), a Benz fabricou pequenas séries do Patent-Motorwagen seguindo estritamente os projetos iniciais do carro de 1886.
Não são réplicas, mas clones perfeitos, com números de série e feitos pelo mesmo fabricante do original. Os carros foram distribuídos a concessionárias Mercedes e alguns chegaram a colecionadores, pelo preço aproximado de US$ 60 mil.
De perto, o primeiro dos automóveis é muito elegante com suas três rodas raiadas. Pesa apenas 265 kg e é muito mais leve do que as monstruosas carruagens que eram adaptadas com motores a vapor no século XIX.
O motor de quatro tempos tem apenas um enorme cilindro, na horizontal. O volante do motor é gigantesco e também vai deitado. Não há cárter: a lubrificação é feita por meio de pequenos recipientes de óleo, que pingam (quatro gotas por minuto) sobre o virabrequim e o mecanismo das válvulas. Também não existe radiador: a água para refrigeração fica dentro de um grande cilindro de cobre, se evaporando aos poucos.
Na época não havia postos de gasolina e Karl Benz comprava na farmácia algum combustível que, misturado a ar, gerasse boa explosão — podia ser éter ou benzina. Não havia acelerador: por uma espécie de válvula montada perto do banco, o motorista acertava a mistura e uma faixa constante de rotação.

Importante notar que esse velho Benz já trazia, de forma elementar, todos os princípios dos motores de quatro tempos usados nos carros de hoje.

De cima do motor sai uma correia de couro que gira um eixo no meio do chassi. Desse eixo saem duas correntes (como as de moto) para as rodas.
Não há marchas, nem pedais de freio ou acelerador. Apenas uma alavanca do lado esquerdo do motorista: empurrada para a frente, ela estica a correia de couro e faz o motor tracionar o eixo — e o Patent-Motorwagen ganha velocidade. Puxada para trás, ela deixa o carro em ponto morto e freia. Ré não há, mas o Benz pode ser empurrado facilmente
Vamos andar! "Tchaf-tchaf-tchaf..." e o Benz ganha velocidade com esforço. Tomado o embalo, vai muito bem — sua velocidade de cruzeiro é pouco maior que a de um maratonista... Só não exija do motor de 0,9 cv encarar uma subida. Por menos íngreme que seja a ladeira, o carro terá que ser empurrado.

Uma barra ligada a uma engrenagem vira a única roda da frente. A direção é levíssima, já que os pneus são fininhos e de borracha maciça. Molas macias no eixo traseiro e sob o banco ajudam no conforto. A uns 14 km/h, a brisa já refresca o motorista.

A maior surpresa é que dirigir o Benz de 1886 é muito mais simples do que conduzir um carro moderno. Foram 20 minutos de retas e "curvas radicais". Ao fim, um grande sorriso nos lábios e a dúvida: será que, no futuro, os veículos serão tão simples e inteligentes?

KARL BENZ

FICHA TÉCNICA - BENZ PATENT-MOTORWAGEN modelo 1886

Vamos andar! "Tchaf-tchaf-tchaf..." e o Benz ganha velocidade com esforço. Tomado o embalo, vai muito bem — sua velocidade de cruzeiro é pouco maior que a de um maratonista... Só não exija do motor de 0,9 cv encarar uma subida. Por menos íngreme que seja a ladeira, o carro terá que ser empurrado.

Uma barra ligada a uma engrenagem vira a única roda da frente. A direção é levíssima, já que os pneus são fininhos e de borracha maciça. Molas macias no eixo traseiro e sob o banco ajudam no conforto. A uns 14 km/h, a brisa já refresca o motorista.

A maior surpresa é que dirigir o Benz de 1886 é muito mais simples do que conduzir um carro moderno. Foram 20 minutos de retas e "curvas radicais". Ao fim, um grande sorriso nos lábios e a dúvida: será que, no futuro, os veículos serão tão simples e inteligentes?
ORIGEM: Alemanha

MOTOR: quatro tempos, um cilindro horizontal, refrigerado a água, 954 cm³, potência máxima de 0,9 cv (a 400 rpm)

TRANSMISSÃO: primária por correia e secundária por corrente. Tração traseira. Uma marcha à frente (sem ré)

SUSPENSÃO: dianteira, não existente. Traseira por molas elípticas

FREIOS: por correia de couro ligada ao eixo de transmissão

PNEUS: de borracha maciça

DIMENSÕES: comprimento: 2,70 m; largura: 1,40 m; altura: 1,45 m; entre-eixos: 1,45 m

PESO: 265 quilogramas

VELOCIDADE MÁXIMA: 16 km/h
BERTHA BENZ

Mulher ao volante

Bertha Benz e a primeira viagem de automóvel

Desde que o francês Nicolas-Joseph Cugnot fez um desajeitado trator militar movido a vapor, em 1769, muita gente tentou criar um automóvel prático.

Quem conseguiu foi o engenheiro alemão Karl Friedrich Benz (1844-1929). Desde 1871, ele trabalhava com fundições na cidade de Mannheim, no sudoeste da Alemanha.

Com a ajuda da bela esposa Bertha Benz (1849-1944), montou uma empresa para a construção de motores de combustão interna: primeiro de dois tempos e, finalmente, de quatro tempos. Os negócios, contudo, iam mal.

Entusiasta das bicicletas e dos motores, Benz acabou inventando o automóvel... Sua mente genial bolou um chassi tubular, um sistema de tração e pronto — nasceu o Patent-Motorwagen.
O curioso é que, a menos de 100 km de distância e sem o conhecimento de Benz, outro alemão também avançava na criação do automóvel. Era Gottlieb Daimler. Só em 1926 é que as empresas se uniriam, formando a Daimler-Benz.

O primeiro exemplar do Benz Patent-Motorwagen, de 1886, hoje está no Deutsches Museum, em Munique. Depois, vieram aperfeiçoamentos, até que as vendas ao público enfim começassem, em 1888.

Na primeira viagem de automóvel, iniciada em 5 de agosto de 1888, era Bertha Benz quem estava ao volante... Pela manhã, sem falar nada ao marido, ela pegou dois de seus filhos adolescentes e dirigiu até a casa da mãe.

Foi um passeio de 106 quilômetros dirigindo o terceiro exemplar do Patent-Motorwagen produzido. Nesse caminho, farmacêuticos forneciam benzina para alimentar o motor e sapateiros ajudavam a arrumar os freios (de couro). Richard e Eugen, os dois pimpolhos Benz, ajudavam mamãe a empurrar o carro ladeiras acima.

A viagem deu grande publicidade à firma do casal Benz e, a partir daí, vieram grandes aperfeiçoamentos nos freios e na caixa de câmbio.
O DESENHO DA PATENTEABAIXO E ACIMA OS PRIM EIROS ANÚNCIOS DE AUTOMÓVEL DA HISTÓRIA


sábado, 10 de setembro de 2011

Tomate vídeos

Quero agradecer meu amigo Mauricio por suas belas montagens, logo ele estará com seu blog andando para mostrar todas . 


Em sua página no YouTube as outras pois apenas consegui incorporar esta.

Monza 2011 - Classificação

Vettel
Hamilton

GRID

1 Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1mnin22s275 
2 Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min22s725
3 Jenson Button (ING/McLaren) - 1min22s777 
4 Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min22s841
5 Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min22s972
6 Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min23s188
7 Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault) - 1min23s530 
8 Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1min23s777
9 Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1min24s477
10 Bruno Senna (BRA/Lotus Renault) - Sem tempo 
11 Paul Di Resta (ESC/Force India) - 1min24s163
12 Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1min24s209
13 Rubens Barrichello (BRA/Williams) - 1min24s648 
14 Pastor Maldonado (VEN/Williams) - 1min24s726
15 Sergio Perez (MEX/Sauber) - 1min24s845 
16 Sebastien Buemi (FRA/Toro Rosso) -1 min24s932 
17 Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) - 1min25s065 
18 Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - 1min25s334 
19 Jarno Trulli (ITA/Lotus) - 1min26s647 
20 Heikki Kovalainen (FIN/Lotus) - 1min27s184
21 Timo Glock (ALE/Virgin) - 1min27s591
22 Jerome D''Ambrosio (BEL/Virgin) -1min27s609
23 Daniel Ricciardo (AUS/Hispania) - 1min28s054
24 Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania) - 1min28s231


FOTOS: GETTY IGAGES- TERRA FI 

AUDI

Para quem não viu uma dica, no link abaixo a AUDI TV, vale assistir.  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Joe

Joe em Woodstck para mim tão emocionante quanto um volta rápida, no fio da navalha!!!

Monza 2011 - primeiro dia

Lewis Hamilton

Tião Vettel

Não consegui assistir ao primeiro dia de treinos, mas parece que a briga pela ponta vai ser boa. Uma surpresa agradável é ver Bruno novamente à frente de Petrov, e RB de Maldonado apesar de ter feito apenas o 15º tempo. 

1) Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1min23s865 

2) Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 1mnin24s010
3) Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1min24s347
4) Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1min24s366
5) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min24s433
6) Mark Webber (AUS/Red Bull) - 1min24s468
7) Jenson Button (ING/McLaren) - 1min24s508
8) Sergio Perez (MEX/Sauber) - 1min25s097
9) Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) - 1min25s182
10) Bruno Senna (BRA/Renault) - 1min25s325
11) Vitaly Petrov (RUS/Renault) - 1min25s450
12) Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1min25s496
13) Paul Di Resta (ESC/Force India) - 1min25s683
14) Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - 1min25s758
15) Rubens Barrichello (BRA/Williams) - 1min26s202
16) Pastor Maldonado (VEN/Williams) - 1min26s353
17) Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - 1min27s433
18) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1min27s433
19) Jarno Trulli (ITA/Lotus) - 1min28s559
20) Heikki Kovalainen (FIN/Lotus) - 1min28s605
21) Timo Glock (ALE/Virgin) - 1min28s804
22) Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania) - 1min29s162
23) Jerome D''Ambrosio (BEL/Virgin) -1min29s662
24) Daniel Ricciardo (AUS/Hispania) - 1min29s841
25) Karun Chandhok (IND/Lotus) - 1min30s148


FOTOS: AP , GETTY IMAGES - TERRA

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Domenica è Monza

Foram dez vitórias de pilotos brasileiros no GP da Itália, desde a primeira de Emerson em 1972 até a última de Barichello em 2009. Vamos ver se domingo temos uma surpresa! Quem e quando?







$$$$$ 30 contos??????


Será que tem tanto otário assim no Brasil?

Hoje chegou às minhas mãos, ou melhor, à minha tela, o regulamento das 24 Horas de Interlagos, prevista para janeiro de 2012.
Com muita expectativa, li o dito cujo. Inicialmente, fiquei feliz com a proposta de corrida, para fazer lembrar a época de ouro das provas de longa duração em Interlagos. Nada melhor do que abrir a prova para carros de turismo de diversas marcas, esperando-se, obviamente, uma razoável diversificação no dia do evento. De fato, poderão participar da tal corrida (se houver), 22 modelos de 8 fabricantes diferentes.
Não vou mencionar a ortografia tchu-tchu usada para identificar a marca Renault logo na página 4. Errar é humano e alguns são mais humanos do que os outros. Nem tampouco vou mencionar os erros de regência aqui e ali. O documento deve ter sido redigido com muita empolgação!!!
A TAXA TÉCNICA, o item 45.10, escondidinha na página 31 do verborrágico documento, teve direito a cabeçalho em letras maiúsculas, e negrito. Não é a toa - a tal taxa é R$ 30.000 (sim, trinta mil reais).
Como os organizadores prevêm até 70 inscritos, em tese, só em taxas técnicas recolher-se-ia a bagatela de R$2.100.000! U-la-lá.
Vou ser justo. Entre outras coisas, a taxa prevê o fornecimento de 1.800 (mil e oitocentos) litros de álcool e 20 pneus de 14 polegadas. Ok, sei que essas coisas são caras no Brasil, mas ainda assim, ficamos bem longe dos 30 paus.
Ainda por cima, os veículos devem deixar espaço para os patrocinadores do evento nos carros. Ou seja, algum empresário (ou empresários) bem intencionado(s) ainda vai(ão) pagar um bom valor para ter o nome divulgado nos carros para as cinquenta pessoas nas arquibancadas e 10 mil nos boxes. Duvido que a prova, se for realizada, terá qualquer cobertura na mídia não especializada, quanto menos televisiva.
Não é a toa que o regulamento prevê o mínimo de quatro e máximo de dez pilotos por carro. Sim leram certo, dez pilotos por carro. Olha, nem na Marathon de la Route, as 84 Horas de Nurburgring, cada carro tinha dez pilotos. Deve ser um recorde mundial. Sem dúvida, para pagar uma taxa dessas é preciso dez manés por carro, dando 3 paus cada, para ter a honra de pilotar numa prova que provavelmente ficará nos mais obscuros rodapés da história do nosso automobilismo.

Gente o Brasil melhorou bastante, mas ainda está longe de ser um país rico assim.

Pega leve, pessoal!

Carlos de Paula

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Agradeço a meu amigo Carlos e hoje em seu blog mais um texto sobre o mesmo tema.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O FD01 e a pressão do óleo

Emerson

Depois que escrevi sobre o teste do Emerson com o F6, fiquei lembrando dos teste do Copersucar que eu vi, tinha visto um do FD04, que fiquei na arquibancada e não me lembro o porque, e outro teste muito importante que vi  foi o do FD01. Sim, o Emerson testou o FD01. Aí resolvi procurar uma foto deste teste, pois lembro de ter visto na internet há muito tempo, mas não a encontrei, porem, achei um texto, se não me engano, na GPTOTAL, em que se fala do teste. Achei engraçado, pois tratam o teste como uma coisa secreta, que ninguém podia ver, dizem que o Emerson saiu do banheiro já de macacão e com o capacete do Wilsinho, e, que o Wilsinho ficou escondido para que ninguém o visse e achasse que era ele, e não o Emerson que estava pilotando o carro. Balelas.
Estávamos o quintal da casa o Expedito Marazzi, quando meu irmão mais velho disse que o Emerson ia testar o FD01 naquela tarde. Expedito logo se animou e começou a agitar.
-Vamos...vamos...Entra no carro...vamos ver o Emerson, entra, entra na carro, vamos, vamos...
Quem conheceu o Marazzi sabe exatamente do que estou falando. Assim, entramos no seu Dodge Dart preto (belíssimo) e fomos, Gabriel, Marco, meu irmão mais velho, Edilsinho, um primo que estava de férias na minha casa e eu.
Quando chegamos ao autódromo, entramos pelo antigo portão  3, Expedito era muito conhecido e não tivemos dificuldades para chegar nos box. Porem não havia nada nos box, estavam vazios, Expedito comentou:
-É, acho que enganaram a gente.
Mas alguém viu um movimento grande no meio da reta oposta, assim, Expedito entrou na pista e parou no retão, e estava lá o FD01 parado com um monte de gente ao lado. Descemos e caminhamos até lá. O Emerson estava dentro do carro, e deu um aceno de mão para o Marazzi quando o avistou.
Na verdade, o Emerson ainda estava na McLaren, e pediu uma autorização para fazer um pequeno teste com o FD01 e foi liberado. O teste foi feito somente no miolo, pois, o anel externo esta sendo asfaltado. Mas qualquer menção que foi uma coisa escondida é pura ficção, a única coisa que realmente aconteceu, é que o carro estava sem os logos e a pintura do colibri da Copersucar, e não era prata, era cinza fosco, como Primer, e o Emerson usava um macacão cinza bem clarinho sem nenhum patrocínio, que eu reconheci como sendo o que ele usava na Lotus JPS, de resto tudo normal, usou o capacete dele, foi simpático como sempre quando saiu do carro, e deu um autografo para meu primo Edisinho, assim como o Wilsinho. Devia ter umas cinqüenta pessoas na pista, entre eles, o Môco, com toda a sua simpatia e humildade. Mas em especial, um Porsche branco andava na pista, o que deixou o Wilsinho irritado:
-Quem é este imbecil ? Perguntou.
Meu irmão "dedo-duro" respondeu.
-É o Adú...
WF.
-Só podia ser, quando ele passar aqui novamente, manda ele parar. Disse o Wilsinho para alguém ao seu lado, mas o Adú Celso, não voltou, nem ele, nem o Porsche e muito menos a bela loira que estava com ele...Uma pena.
Quando chegamos, Expedito comentou:
-Nossa, nem parece um teste de F1.
Realmente a coisa estava bem improvisada, com o FD01 parado do lado direito da "Reta Oposta", uma camionete com os equipamentos e ferramentas na caçamba e mais nada.
Depois de um tempo finalmente ligaram o carro e o Emerson foi para a pista, na primeira volta, passou na nossa frente, fazendo um zig-zag como carro falhando muito, Wilsinho balançou a cabeça negativamente. Na segunda ele foi bem mais rápido, na terceira, muito mais rápido, e na quarta ele parou.
O dialogo a seguir, foi traduzido posteriormente , quando voltamos para casa pelo Expedito, pois o Wilsinho falava em português, e o Emerson respondia em inglês, e o meu inglês era e ainda é péssimo. O "Cebolinha" do óleo fica por minha conta.
Wilsinho se sentou no pneu dianteiro esquerdo e falou ao Emerson:
-Esta falhando muito, este problema com o "pescador" esta me dando nos nervos.
EF
-O grande problema não é ele falhar, isso uma hora se resolve, o problema é que a pressão do óleo sobe muito quando se freia.
WF
-Sim, pois a temperatura sobe.
EF
-Não. Quando você volta a acelerar, o motor não responde a altura, para mim, o óleo esta circulando muito devagar.
WF
-É um problema com a posição dos radiadores.
EF
-Não acho, pois a pressão sobe, não a temperatura, acho que o óleo tem que circular mais rápido.
WF
-Como ?
EF
-Não sei, talvez um reservatório maior.
WF
-Sim, para baixar a temperatura.
EF
-O problema não é a temperatura, ela não sobe, o que sobe é a pressão.
Môco estava sentado nos Guard-Rail bem ao lado do Emerson e entra na conversa.
JCP
-Emerson, não estou entendendo nada. Mas estou com o Wilsinho, se a pressão sobe, é porque a temperatura está subindo muito, não ?
EF
-Não...a temperatura não sobe.
WF
-Vamos fazer um teste. Darci, tem outra "cebolinha" do óleo ai ?
D
-Tem...
WF 
-Então troca.
EF
-Pode trocar, mas não é isso...
O Emerson saiu do carro calmamente enquanto o Darci começou a tirar a carenagem do motor com o auxilio de dois mecânicos. 
Meu primo pegou os autógrafos do Wilson e do Emerson, que estavam juntos com o Pace, depois me confidenciou que não reconheceu o Môco, por isso não pegou o seu autografo, erro grave que rendeu uma gozação enorme do Expedito...
Wilson, Pace e Emerson, fizeram uma rodinha e ficaram conversando, eu escutando tudo e não entendendo nada, deu vontade de entrar o meio e gritar:
-Fala em português "carai".
O Expedito deu o "nosso teste" como encerrado, e muito contra a minha vontade fomos embora.
No caminho de volta, ele nos contou o dialogo acima, e disse que concordava com o Wilsinho, que talvez o Emerson estivesse enganado.
O meu conhecimento técnico, não me permite opinar sobre a questão, mas quando um "Emerson", diz o que disse, eu fico com a opinião dele, pois, com o maior respeito que tenho pelo Wilsinho, Pace e pelo Marazzi, acho, que ninguém entendeu realmente o que o Emerson falou, tanto é, que o FD02, foi totalmente descaracterizado, o FD03 nem se fala, se tornou um carro horrível, comum e no final do grid.

Mario Souto-Maior - Cuca
Recebi do Bruno o novo site em que eles se propõe entre outras coisas a atualizar e mostrar os calendários e corridas, vou acompanhar. Bem vindo Bruno. 






terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sidnei "Grandão" Frigo/Artivinco Racing em Indianapolis-USA

Chegamos em Indianápolis !!!


(Quarta Feira - 31-08-2011 - 14:30 Hrs)


Tudo pronto, motor revisado e pronto para as primeiras puxadas classificatórias de sexta feira.




(Quinta Feira - 01-09-2011 - 15:30Hrs) Tirei o dia de hoje para fazer um reconhecimento na pista, e o que posso dizer é o que todos já sabem, a arrancada aqui é de altíssimo nível, todas as equipes são muito bem estruturadas e os carros são maravilhosos...

(Sexta Feira - 02-09-2011 - 10:45 Hrs) Hoje é o grande dia, Sidnei Frigo entra na pista duas vezes hoje para disputar as classificatórias do dia. Hoje já fica decidido em que chave ele irá correr as Classificatórias de amanhã.
(Sexta Feira – 02-09-2011 – 16:50 Hrs)


Sidnei Frigo acabou de fazer suas duas Classificatórias.


Na primeira Classificação Sidnei destracionou e não conseguiu marcar ponto, e na segunda Classificação Sidnei conseguiu fazer o melhor tempo do dia na sua categoria e terminou em terceiro lugar no geral.



O tempo de Sidnei foi 5.472s e velocidade final de 260.06 milhas por hora. Amanhã teremos mais uma Classificatória que irá acontecer por volta das 14:00 Hrs... Grande abraço a todos até amanhã se Deus quiser...
(Sábado -03-09-2011 - 13:20 Hrs) Sidnei Frigo não treinou neste sábado e terminou o dia na sexta posição dos treinos livres do dia. Amanhã começa as Classificatórias e a equipe Artivinco Racing já está preparada.(Domingo -04-09-2011 - 10:20 Hrs) Sidnei Frigo acabou de fazer sua puxada Classificatória, Sidnei destracionou e teve que aborta sua puxada. Mesmo com esse imprevisto a equipe Artivinco Racing segue firme para as eliminatórias que acontecem as 17:30 Hrs, a disputa será conta o piloto Americano Rich McPhilips. (Domingo -04-09-2011 - 18:20 Hrs)
O piloto Brasileiro Sidnei “Grandão” Frigo acaba de se classificar para as semi finais de amanhã aqui na pista da Lucas Oil Raceway Indianápolis. Sidnei puxou com o piloto Americano Rich McPhilips e venceu com o tempo de 5.359s e velocidade final de 263,51 milhas por hora. Aguardem que amanhã teremos mais informações.




Parabéns ao exímio piloto de arrancadas, Sidnei "Grandão" Frigo e a toda equipe da Artivinco Racing, pelo sucesso nas pistas de arrancadas dos USA.


Agradeço ao amigo Murilo Braz do RZone.com.br a cedência deste.


Cobertura completa no www.rzone.com.br


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

COURAGE

Brands Hatch 1968 com a Parnell P126 (BRM)
Silverstone, Maio de 1965, Courage vence na Formula 3.

Sou fã de dois esportes antes de qualquer outro, o boxe e o automobilismo, vistos de fora são violentos, lá dentro para quem se dispõe a leva-los com seriedade e dedicação são até mais violentos do que para quem os vê de fora.
Acompanho o automobilismo desde muito novo, já contei aqui a primeira vez que andei num carro de corridas, minha primeira corrida e por aí vai. Lia os jornais desde meus dez anos e lá conheci uma figura para mim inesquecível, Jim Clark, comecei acompanhar sua carreira e a ler revistas de automobilismo acredito que com meus doze anos e em minha casa circulavam alguns pilotos, amigos de meus irmãos mais velhos.   



Por volta de 1965 estava com treze anos e já lia tudo sobre automobilismo que me caía às mãos e acredito que foi na Autosport que li a primeira vez o nome Courage.
Logo me chamou atenção, pois coragem já sabia era um atributo dos grandes, em cima de um ring ou dentro de uma pista, sem ela no automobilismo pode-se até vencer corridas ou ser campeão, mas é com ela que se leva o carro e você mesmo até o extremo, até o limite, seu ou do carro. Ela foi o atributo dos grandes e acima de tudo é a eles que admiro.    
Senti pela primeira vez o que é a morte na pista nos 500 KM de Interlagos de 1963, estava lá com meus onze anos e quando o Celso se acidentou o clima ficou horrível, muitos anos depois meu amigo Expedito Marazzi me contou que ao ir abraçá-lo antes da corrida notou que estava diferente como se pressentisse algo. Vi a morte de meu ídolo, Jim e depois muitas outras, Rindt, Pace, Pedro, Jô, Ayrton ... Correndo não, apenas alguns acidentes que com a Graça de Deus nada demais houve. Um grande amigo sofreu um no Retão em Interlagos quando um dos outros participantes perdeu a vida, tenho o relato, fotos e recortes de jornais a muito tempo guardados e se um dia ele quiser contamos, mas sei perfeitamente de todo mal que isso causou a ele.

Monza 1968
Watikins Glen 1969 , Courage com uma Willians BT26A (Brabham) lidera Black Jack e Jackie Ickx ambos de Brabham BT26A. 2º lugar na primeira vitória de Rindt na Formula Um com um Lotus 49C.
Silverstone 1969

1970 Kyalami

Piers Raymond Courage nasceu em 27 de Maio de 1942  portanto dez anos antes de meu nascimento e certamente do mesmo signo que eu, Touro. Não vou contar sobre sua carreira isto é atributo de meus amigos historiadores, Carlos, Paulo e Caranguejo, conto apenas a partir da data em que comecei acompanhar sua carreira 1965.
Depois de correr nos campeonatos europeus de Formula 3 em 65 Courage se volta aos campeonatos britânicos da categoria, naquele ano na Ilha foram 75 corridas de Formula 3, entre as de clubes, vários grandes campeonatos e aquelas em que participavam os grande nomes do automobilismo como Clark, Brabham, Hill... 
Obviamente ele não correu em todas, apenas nos campeonatos mais importantes, assim como Emerson, e começou com um segundo lugar em Silverstone. Nesta corrida Courage pilotou um Brabham BT10 Ford Holbay da equipe Charles Lucas e o vencedor foi Roy Pike com uma Brabham BT16 Ford Cosworth. Nesta época os Formula 3 usavam motores de 1.000cc.
Depois dessa corrida vieram muitas vitórias, em Brads Hatch, Silverstone, Oulton Park... Até a última corrida do ano em Brandas Hatch quando já pilotava uma Lotus 41 Ford Cosworth.
Em 66 corre o campeonato europeu de Formula 2 com alguns bons resultados e estréia na Formula Um no GP da Alemanha em Nurburgring pilotando um carro da Formula 2, sendo esta sua única corrida na categoria neste ano.
Em 1967 continua se destacando na Formula 2 e faz três corridas na Formula Um, Africa do Sul e Mônaco quando quebra e Alemanha quando não se classifica.
1968 começa bem o ano chegando em segundo lugar na Itália em Enna correndo na Formula 2, vence Rindt com uma Brabham BT23C Cosworth FVA carro igual ao seu, em terceiro Branbilla vindo a seguir Regazzoni, Derek Bell e Ickx. Termina o ano vencendo a quarta etapa do torneio Argentino de Formula 2 com Rindt em segundo e Jô Siffert em terceiro. Neste ano corre na Formula Um pela equipe de Reg Parnell com uma BRM P126 e tem dois bons resultados, um sexto na França e Quarto na Itália.
1969 junta-se ao antigo amigo e companheiro Frank Willians, e com uma Brabham BT26 . Corre o mundial de Formula Um, seu estilo sempre o mesmo, arrojado, indo para cima mesmo sem contar com um equipamento de ponta sempre no limite, o fio da navalha. Neste ano consegue dois segundos lugares o primeiro em Mônaco, onde sempre fez boas corridas e o outro em Watkins Glenn na primeira vitória de Rindt na F I com a Lotus 49C, fora dois outros quintos lugares. Corre por uma equipe pequena e desde muito já vem mostrando do que é capaz.


A apresentação do DeTomaso 505.



Mônaco 1970 com a DeTomaso 505.

Chega 1970 e Frank e ele fecham um acordo com Alexandro DeTomaso para desenvolverem um carro criado por sua empresa e desenhado por Gianpaolo Dallara. Nas primeiras quatro corridas do ano não corre em Mônaco e não se classifica na Espanha e quebra na Africa do Sul e na Bélgica. 
Aí vem Zandvoort...   


     Zandvoort 1970, Nina Rindt e Sally Courage.
Nina viria a saber tudo que sua amiga sofreu aquele dia três meses depois.
         
A Roger Williamsom, homem e piloto.
A Jimmy que levou a arte de pilotar a seu limite extremo.
A Luiz que apesar de não chegar à Formula Um no seu devido tempo também fez de sua arte algo que nos maravilhou.
  

Prabéns Tony...

Uma bela corrida de Tony Kanaan ontem em Baltimore, saiu lá de trás ´pós o terrível acidente pela manhã e chegou ao terceiro lugar segurando Franchitti no final da corrida. 
Will Power sobrou, fez a corrida que quis pouco se importando com os outros, andou forte a corrida inteira como é sua característica. 


Oriol Servia, Will Power e Toni Kanaan
Power
Tony
Simona, chegou a liderar.


RESULTADO


1º. Will Power (AUS/Penske)
2º. Oriol Servia (ESP/Newman-Haas)
3º. Tony Kanaan (BRA/KV)
4º. Dario Franchitti (ESC/Ganassi)
5º. Scott Dixon (NZL/Ganassi), a 14s475
6º. Alex Tagliani (CAN/Sam Schmidt)
7º. Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport)
8º. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Autosport)
9º. Vitor Meira (BRA/Foyt)
10º. Graham Rahal (EUA/Ganassi)
11º. Martin Plowman (ING/Sam Schmidt)
12º. Simona de Silvestro (SUI/HVM)
13º. Sebastian Saavedra (COL/Conquest)
14º. Ryan Briscoe (AUS/Penske)
15º. Ernesto Viso (VEN/KV)
16º. Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold)
17º. Hélio Castroneves (BRA/Penske)
18º. Takuma Sato (JAP/KV)
19º. JR Hildebrand (EUA/Panther)
20º. Ed Carpenter (EUA/Sarah Fisher)
21º. Charlie Kimball (EUA/Ganassi)
22º. Tomas Scheckter (AFS/Dreyer & Reinbold)
23º. Mike Conway (ING/Andretti Autosport)



    
FOTOS: AP -
  TERRA:  


domingo, 4 de setembro de 2011

Quem?

De meus arquivos algumas pequenas joias de grandes pilotos no início de carreira, já que o pessoal sabe muito gostaria de saber quem acerta essas!!!!

 Este foi bom em Esporte Protótipos. Quem e que carro? 
Derek Bell, Lotus 18 Formula3. 
 Este foi Campeão do Mundo de Formula Um
Jackie Stewart, Tojero-Buick.

 O carro é fácil um E-Type e o piloto? Também foi fera nos Esporte Protótipos.
Brian Redman 
 Uma grande promessa que se foi cedo demais.
Piers Courage  
 Qual pista? Na frente um Cobra GT em segundo uma Ferrari GTO...
Bob Bondurant/J. Neerpasch em Le Mans
Uma GTO e o piloto? 
Jean Guichet

sábado, 3 de setembro de 2011

Spa 1967

 Esta não foi uma das quatro vitórias de Clark em Spa, venceu Gurney e sua Eagle, mas o nome da corrida foi ele mais uma vez. Largou na pole com mais de 3 segundos de Gurney o segundo.