A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

domingo, 26 de junho de 2011

Rodriguez y Rodriguez


Pedro e Ricardo nos 1.000 KMs de Nurburgring 1961.

A história do automobilismo nos relata as trajetórias de muitos pilotos irmãos. Ocasionalmente, eles tem desempenhos bastante diferentes, por este ou aquele motivo, coisa que não estamos aqui para explicar. Esta dupla de irmãos mexicanos, tinham uma tocada muito parecida e dá para dizer que se não fosse o destino, quem sabe não teriam atingido juntos o estrelato nas pistas. Comecemos pelo menor deles, que alguns que os conheceram, afirmam que era o mais rápido dos dois.

Ricardo na Lotus.
RICARDO RODRIGUEZ DE LA VEGA.

Nascido em família abastada no México em 1942, foi encorajado por seu pai, Don Pedro Rodriguez Quijada (ele próprio, alguém ligado às corridas), a envolver-se em competições. A princípio, corridas de bicicletas, passando depois às motocicletas e finalmente os carros, sempre junto do irmão dois anos mais velho, Pedro. Aos quinze anos, o precoce Ricardo surpreendeu ao vencer sua primeira corrida, em Riverside, com um Porsche RS. Mais tarde voltaria a fazê-lo vencendo uma corrida em Nassau, nas Bahamas. Em 1958 pretende correr com Pedro nas míticas 24 Horas de Le Mans, mas é barrado pela pouca idade. A estréia fica adiada para o ano seguinte, quando volta à pista francesa de novo ao lado do irmão e pilotando um OSCA 750. Não terminam a prova, mas em 1960 aos dezoito anos e em parceria com o belga André Pilette, conclui na segunda posição, pilotando uma Ferrari 250 da North American Racing Team (NART).

Ricardo e Pedro na Targa Florio 1960 na Ferrari Dino 196 S.
Primeira fila do GP da Itália-Monza 1961 #4 Von Trips e #8 Ricardo Rodriguez. Ambos de Ferrari 156 - Shark Nose.
Ricardo.
 Chama a atenção da Ferrari, de quem a NART é um braço norte-americano e no ano seguinte, estréia na Fórmula 1, com uma Ferrari Sharknose. A presença de pilotos mais experientes não o constrange e em sua primeira participação, em Monza, faz o segundo melhor tempo nos treinos, perdendo apenas para Wolfgang von Trips. Na largada entretanto, deixa o alemão para trás e vai para a liderança, onde mantém uma forte disputa com Phil Hill e Ritchie Ginther, que já o conheciam de provas norte-americanas. Problemas mecânicos o tiram da prova. Mas ele está pronto para voltar em 1962, quando recebe novas chances da equipe italiana. E o moleque veloz vai garantindo o seu espaço: segundo lugar em Pau, numa corrida extra-oficial, quarto em Spa e sexto em Nurburgring. A Ferrari porém, encontra-se numa má fase técnica, sendo constantemente superada pelos "garagistas" britânicos Lotus e BRM. Razão pela qual, não vê motivo para comparecer ao GP extra-oficial do México, na pista de Magdalena Mixhuca. Ricardo, obviamente, não quer decepcionar a torcida mexicana e consegue liberação para correr com uma Lotus privada do Rob Walker Team. No primeiro dia de treinos e veloz como sempre, ele ainda está se adaptando ao carro quando perde o controle na Curva Peraltada. Batida forte, "Ricardito" não resiste ao ferimentos. Tinha vinte anos. Seu drama foi testemunhado pelo irmão mais velho, de quem, falaremos a seguir. 

PEDRO RODRIGUEZ DE LA VEGA

Silverstone Maio de 1965, Pedro em corrida extra campeonato chega em quarto com uma Lotus-Climax.  
Destaque na revista Autosport.

Irmão mais velho de Ricardo, nascido em 1940. Pedro, a exemplo do irmão, começou correndo com bicicletas, passando pelas motos e depois os carros. Ao contrário de Ricardito, Pedro optou inicialmente pelos sport-cars, e suas primeiras provas foram ao volante de uma Ferrari 500TR. Em 61 faz uma tentativa frustrada de classificar-se com a Ferrari 156 no GP dos EUA e só retornaria à Fórmula 1 em 63 com um Lotus 25, quando mais uma vez não foi feliz. Mas não fica parado: de 1957 a 1970, tem intensa participação com a Ferrari e a Equipe NART, utilizando os mais diferentes modelos, como o 500TR, o TR58, o 250TR, TR59, Dino 196, 330TRI, 250GTO, 250LM e 365 P2, dentre outros, só interrompendo a parceria em 1968, quando vence as 24 Horas de Le Mans com Lucien Bianchi, num Ford GT40.  A North American Racing Team o apóia também na F1 e em 1964, consegue a sexta colocação no GP do México. No ano seguinte, mais uma vez com Ferrari é o quinto nos Estados Unidos e o sétimo no México. Em 1966, experimenta os Lotus com motorização Climax e BRM e mais uma vez não consegue a classicação. Finalmente em 1967, a vitória. 

Pedro e a BRM em Rouen 1968, o cambio com problemas e um pneu furado o tiraram da luta pela ponta.

Montjuich 1971 GP da Espanha Pedro lidera Mario Andretti e Denny Hulme.
Pedro, Chris Amon e François Cevert.
Sua derradeira corrida na F I, GP da França 1971 em Le Castellet com BRM P160.

É o primeiro no GP da África do Sul com o Cooper Maserati, o que o gabarita a permanecer na equipe a temporada inteira. Não volta a vencer, mas no final do ano é o sexto colocado no campeonato. A partir de 1968, defenderá a BRM, time onde permanecerá até o final de sua carreira. Tem uma rápida passagem pela Ferrari em 69, obtendo um sexto lugar em Monza, um quinto nos Estados Unidos e um sétimo no México, mas retorna à BRM, por quem vence o GP da Bélgica de 1970. Também nesse ano, a Equipe de John Wyer o chama para correr nos Porsches 917 do Team Gulf-Porsche e Pedro, juntamente com Joseph Siffert, Jackie Oliver e Leo Kinnunen, ajuda a Porsche a tornar-se a grande campeã em 70-71. Versátil, participa ainda de provas na categoria CAN AM e mesmo a NASCAR. Aliás, foi essa disposição para correr com qualquer carro que o levou a participar de uma prova obscura da Interseries, as 200 Milhas de Norisring, na qual seu carro – o BRM P154 - não ficou pronto a tempo. Mas Pedro não viu nisso um problema, pois achava que melhor uma corrida do segundo escalão, que corrida nenhuma, e aceitou correr com uma Ferrari 512M, da equipe de seu amigo Herbert Miller. Largando na frente, na 11ª volta, perdeu o controle da Ferrari e bateu violentamente, com o carro  incendiando-se logo depois. Pedro foi resgatado  e levado a um hospital, onde veio a falecer.

Com outro grande piloto no box, Pedro e Jô Siffet.
Brands Hacth 1.000 KM B.O.A.C. Porsche 917 K #10 Pedro/Leo Kinnunen.
 Vitória na 24 Horas de Daytona 1970, Pedro abraça seu parceiro Leo Kinnunen.
  Pedro na CanAm 1970 com a BRM P154.
Na Ferrari 512M em sua última corrida.


Em 2011, quando são completados 49 anos da morte de Ricardo Rodriguez no mês de novembro e 40 anos da morte de Pedro Rodriguez, em julho, prestamos esta pequena homenagem aos pilotos, que hoje emprestam seus nomes a um dos principais autódromos de sua terra, o HERMANOS RODRIGUEZ.  A eles, o  nosso respeito.

Caranguejo

sábado, 25 de junho de 2011

O raid dos grandes pilotos



Publicado primeiramente no Jornal Zero Hora - Porto Alegre-RS

24 de junho de 2011





sexta-feira, 24 de junho de 2011

Claudinho Carignato

Oi Rui, pra variar vou fazer um comentário atrasado. No post do Caveira, o carro do Minelli é um Fórmula V e não SuperV Nas fotos do anexo estão o carro vencedor do ano de 1978 com Élcio Pellegrini e nas duas em preto e branco  o pessoal tranportando o chassi do carro .Na foto vertical eu ( que fazia as carenagens pro Minelli ),no fundo do caminhão  ao meu lado o motorista ,na frente dele o Gavião ( mecanico) , do lado esquerdo o Eder , do direito Marcos Pizzimenti e em baixo o Monica ( nunca soube o nome verdadeiro dele). Aproveitando o e-mail , nas outras  tres fotos o Escort  do Chico Lameirão e Jan Balder juntos com Manduca e Marazzi. O banco  e o cinto do carro fui eu quem fiz. 

Elcio Pellegrini, Bi Campeão Brasileiro de Formula V.
Outro carro do Elcio em foto enviada pelo Caìque Pereira.


Manduca, Chico Lameirão, Jan Balder e Expedito Marazzi.


Claudino com as mãos na cintura.


POEIRA NA VEIA - TRÊS ANOS

Hoje o blog de meu amigo Francis completa três anos e nesse tempo ele vem nos mostrando a força do automobilismo na terra em Santa Catarina. Não vou escrever muito não meu amigo, apenas agradecer a amizade e os amigos que daí vieram  e tudo que você nos mostra.
À família Trennepohl, Aglaís, João Henrique, Gabriel e Francis meu forte e carinhoso abraço, assim como a todos que acompanham seu blog.
Força Alicatão que nós aqui te aqui te acompanhamos e torcemos por você! 



quarta-feira, 22 de junho de 2011

PORSCHE 904 GTS

Targa Florio 1964, Porsche 904 GTS de Antonio Pucci/Colin Davies  

Outro dia meu amigo Mauricio Morais mostrou em seu blog um 904 GTS comentando da beleza do carro, hoje mostro o que venceu a fantástica Targa Florio de 1964.
Outro dia conto sobre a corrida, no link a Targa Florio de 1963.

Targa Florio 1964


1º # 86 Porsche System Engineering
Porsche 904 GTS Comte Antonio Pucci, I
Colin Davis, GB 1967 F4 GT
2000 7:10'53.3" 

2º # 84 Porsche System Engineering
Porsche 904 GTS Herbert Linge, D
Gianni Balzarini, I 1967 F4 GT
2000 7:23'15.3" 

3º #58 Scuderia Sant Ambroeus (semiworks)
Alfa Romeo Giulia TZ Roberto Bussinello, I
Nino Todaro, I 1600 S4 GT
1600 7:27'07.0"

4º #60 Scuderia Sant Ambroeus (semiworks)
Alfa Romoe Giulia TZ "Kim", I
Alfonso Thiele, I/USA 1600 S4 GT
1600 7:27'38.2" 

5º 144 Scuderia Sant Ambroeus
Ferrari 250 GTO/64 Corrado Ferlaino, I
Luigi Taramazzo, I 2953 V12 GT
3000 7:28'25.0" 

6º #186 Porsche System Engineering
Porsche 904/8 Umberto Maglioli, I
Edgar Barth, D
DNS Jo Bonnier, S 1981 F8 P
2000 7:29'16.4"
  

segunda-feira, 20 de junho de 2011

UM POUCO DOS AMIGOS

Interlagos  1971 não tenho certeza mas o KG branco parece ser do Duda.

A semana passada recebo mais um relato de meu amigo Caveira, certamente ele está feliz em poder contar  de suas amizades e da época em que trabalhava com carros de corridas e eu de relembrar tantas coisas, afinal foi de um papo com ele que lembrei que certa vez o Chapa emprestou um motor ao construtor Minelli para que ele fizesse um de seus Super Vê.
No final de semana recebo um e-mail de um amigo com quem não falo e vejo a muito, o Duda - Eduardo Américo Cordeiro Jr -, ele correu na mesma corrida que eu no dia de minha estréia, com um Karman Ghia branco, ficamos amigos. Ele um pouco mais velho que eu e já casado.
E é assim que vou escrevendo este blog e para minha felicidade reencontrando os amigos e fazendo muitos novos. Obrigado de coração a cada um de vocês que acompanha o que meus amigos  e eu mostramos aqui.


O e-mail do Caveira


 E ai, Rui? Estive ai perto, mas não deu pra te visitar dessa vez.Gostaria de registrar aqui o agradecimento ao Edson Borges "Borjão", que me passou seus telefones.É ai que faz a diferença a gente conhecer pessoas. Me lembro que foi vc que me apresentou o "seu" Minelli, que na época estava construindo um chassis para Super V, e eu, que só via carros tipo monoposto pela TV, estava conhecendo um cara que construía um carro daqueles, e aqui, na Casa Verde! Fiquei louco. Pensei: Esse cara deve acertar carros como ninguém! O tempo passou, e eu estava trabalhando no Reynard JQ do Renato Russo e graças a habilidade do piloto estávamos conseguindo bons resultados. Um dia o Minelli me tocou no ombro e perguntou: Vc pode me dar uma dica? Veja só, todo mundo tem problemas. Pouco tempo depois eu vi o Orestes Berta se descabelando para acertar um formula 3 sulamericano. Estamos todos no mesmo barco. Grande abraço a todos.   

Celso Afonso Da Encarnação Oliveira - Caveira 

domingo, 19 de junho de 2011

Brasileiro de Marcas - Tarumã a corrida




Confesso que liguei a TV para assistir a corrida com um pé atrás, pois a idéia de todos carros usarem o mesmo motor me deixava com em duvidas.
A primeira imagem que vejo é o Tarumã e confesso que me emocionei, sou fã do templo gaúcho da velocidade e ao ver a pista asfaltada e com seu tradicional e fiel publico sentado em volta me veio a mente inúmeras corridas e dos grandes campeões que por lá passaram. O gaúcho é apaixonado pelo automobilismo e não perde oportunidade de ver uma bela corrida então o palco estava armado...
Apesar do motor Rocan-Berta cada marca corre com monobloco próprio e ver os Honda, Chevrolets, Ford e Toyotas andando junto foi emocionante, diferentes acertos levaram até nesta primeira corrida os carros a andarem bem juntos.
O esquema de duas corridas é perfeito e gostei muito deles trazerem para cada etapa uma corrida do campeonato local, só espero que isso não se torne apenas uma fonte de receita para seus organizadores e sim um apoio a nosso automobilismo. 
Meu amigo Caranguejo vive comentando comigo que gostaria de ver novamente em nossas pistas uma categoria de Formula de peso e aí talvez esteja a chance, pois com esse motor e liberado os chassis para vários construtores talvez tivéssemos aí uma categoria para lançar novos talentos no cenário internacional. 
Apenas não gostei do comentário do organizador de que a categoria aceitaria apenas 30 carros inscritos por corrida, é com bobagens desse tipo que acabam com as categorias, ora o certo é que sejam aceitas quantas inscrições forem feitas, desde que os carros sigam o regulamento e não criar apenas mais um nicho com as mesmas equipes. Isso me cheira a algo como criar dificuldades para vender facilidades, ora meu senhor vamos tratar com mais respeito o resto das equipes que correm em nosso país e aí sim o senhor poderá aumentar seu ganho.
Aos meus amigos Paulo, Francisco, Ararê, Danilo, Caranguejo e meus parabéns ao Carlão Alves, Valdeno e Thiago


Rui Amaral Jr
 A Corrida 
   Rodrigo, Thiago e Daniel.



 Vitória de Valdeno Brito na 1ª corrida e  Thiago Camilo na 2ª.
Tarumã (RS) 19/06/2011 - Em função de uma complicada pane elétrica que impediu que os dois carros da Carlos Alves Competition Team, pilotados por Thiago Camilo e Galid Osman, entrassem na pista para disputar a classificação no sábado (18/06), ambos tiveram que largar na última fila do grid, em 19º e 20º respectivamente, na primeira bateria do Brasileiro de Marcas, que aconteceu hoje no Autódromo Internacional de Tarumã (RS).

Na verdade a equipe comandada pelo experiente Carlão Alves teve que trabalhar a noite inteira, para descobrir e corrigir o grave problema elétrico que impedia que os carros dessem partida. Os dois carros ao mesmo tempo, como se fosse combinado, tiveram um curto circuito no chicote, que é o conjunto de fios e cabos que conduzem a corrente elétrica e que caminham por dentro do chassi do carro.

Finalmente as 8,00hs da manhã de hoje, os carros ficaram prontos, funcionando e alinharam no grid na última fila. Thiago Camilo fez uma ótima largada e pilotando de uma forma agressiva, foi ganhando posições no seletivo e rápido circuito de Tarumã, sempre seguido de perto por seu companheiro Galid Osman.

Numa corrida complicada, recheada de grandes batidas, Camilo e Galid foram ganhando importantes posições até a bandeirada final, com Thiago Camilo terminando em sétimo e Galid em décimo. Essa posição de chegada garantiu para Thiago Camilo o privilégio de ocupar a segunda posição no grid de largada para a segunda bateria. A vitória dessa primeira bateria ficou com Valdeno Brito. 

Na segunda bateria com o grid invertido, o experiente Thiago Camilo, numa largada espetacular ultrapassou por fora na curva Um o pole position Rodrigo Miguel, pegou a ponta e não tomou conhecimento dos seus adversários até o final da corrida. Foram 23 voltas de domínio absoluto, sem nenhum erro, controlando apenas a aproximação do segundo colocado, Daniel Serra. Galid Osman terminou a corrida na sétima colocação.

Sem dúvida essa foi uma corrida marcada por estréias, porque foi a estréia do Campeonato Brasileiro de Marcas, a estréia de Thiago Camilo na Carlos Alves Competition Team e a estréia da equipe com vitória, numa nova categoria multimarca de tração dianteira.

Thiago Camilo que é o líder da Stock Car, com essa vitória de hoje, já está na vice liderança do Brasileiro de Marcas, a 6 pontos do líder Daniel Serra.

Thiago Camilo falou sobre a vitória:

"Nós todos trabalhamos muito por isso. A equipe toda não dormiu um minuto para resolver o problema elétrico dos carros. Estou muito feliz com essa vitória e foi o premio pelo esforço do nosso time. Vencer assim no início do torneio, principalmente largando na última posição do grid da primeira bateria, é muito gratificante. Estamos apenas no começo do campeonato, mas mostramos que viemos para vencer," desabafou Thiago Camilo.

O titular da equipe, Carlão Alves, contou sua estratégia para essa vitória:

"Como iríamos largar na última fila do grid, praticamente sem chances de vitória e até mesmo de conseguirmos boas voltas, porque os nossos carros estariam encaixotados no meio dos outros um pouco mais lentos, resolvemos que deveríamos guardar os pneus novos para a segunda bateria. Claro que arriscamos, mas acreditei que iríamos largar numa boa posição para a segunda corrida. Foi o que aconteceu", contou Carlão.

"Os dois carros não estavam rendendo bem de reta na primeira prova, então mudamos o cash tank, a bomba de gasolina, a altura do carro e os cliques dos amortecedores dianteiros e traseiros. Mais uma vez arriscamos e fomos premiados com a vitória. O Camilo embora jovem, é um piloto muito maduro e experiente que soube aproveitar os pneus no começo da corrida e depois veio controlando, mantendo uma distância segura do Daniel Serra. Fez uma ótima prova", concluiu Carlão Alves. 

A próxima etapa da mais nova categoria multimarca do automobilismo brasileiro será realizada no dia 17 de julho, no Autódromo Internacional Jose Carlos Pace, em Interlagos, zona sul de São Paulo.

Resultado da primeira bateria:
1 77 Valdeno Brito Cimed Astra 
2 29 Daniel Serra Serra Motorsport Civic 
3 1 Thiago Marques Navegador 4 Rodas Astra 
4 10 Alceu Feldmann Full Time Sports Civic 
5 20 Fabio Carbone Full Time Sports Civic 
6 11 José Cordova Amir Nasr Racing Focus 
7 21 Thiago Camilo Carlos Alves Competições Astra 
8 85 Rodrigo Miguel Bremil Corolla 
9 5 Gustavo Martins Amir Nasr Racing Focus
10 28 Galid Osman Junior Carlos Alves Competições Astra 
11 26 Juliano Moro Auto Racing Civic
12 12 Carlos Padovan Serra Motorsport Civic
13 76 Wellington Justino Leites Manaca Astra

Resultado da segunda bateria:
1 21 Thiago Camilo Carlos Alves Competições Astra
2 29 Daniel Serra Serra Motorsport Civic
3 85 Rodrigo Miguel Bremil Corolla
4 10 Alceu Feldmann Full Time Sports Civic
5 1 Thiago Marques Navegador 4 Rodas Astra
6 20 Fabio Carbone Full Time Sports Civic
7 28 Galid Osman Carlos Alves Competições Astra
8 76 Wellington Justino Leites Manaca Astra
9 73 Sergio Jimenez Bassani Racing Corolla
10 11José Cordova Amir Nasr Racing Focus
11 5 Wilson Pinheiro Amir Nasr Racing Focus
12 72Anderson Toso Officer ProGP Focus
13 12Carlos Padovan Serra Motorsport Civic
14 26Juliano Moro Auto Racing Civic
15 51Atila Abreu Pioneer Astra
16 27Cristiano de Almeida Auto Racing Civic
17 82Willian Freire Bassani Racing Corolla
18 77Valdeno Brito Cimed Astra
19 71Duda Pamplona Officer ProGP Focus
20 3 Denis Navarro Bassani Racing Corolla

PILOTOS

1) Daniel Serra - 40 pontos
2) Thiago Camilo - 34
3) Alceu Feldmann - 28
4) Thiago Marques - 25
5) Valdeno Brito - 25
6) Rodrigo Miguel - 24
7) Fabio Carbone - 22
8) José Cordova - 16
9) Galid Osman - 15
10) Gustavo Martins/Wilson Pinheiro - 12
11) Wellington Justino - 10
12) Sergio Jimenez - 7
13) Carlos Eduardo Padovan - 6
14) Juliano Moro - 5
15) Andersom Toso/Fábio Fogaça - 4
16) Átila Abreu - 4 pontos

Pontuação das Marcas :
Chevrolet 34 pontos
Honda 34 pontos
Ford 28 pontos

Assessoria de imprensa da Carlos Alves Competition Team 
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Brasileiro de Marcas estréia em Tarumã - Classificação


Pane elétrica impede a classificação dos dois carros da Carlos Alves Competition Team
Prova terá duas baterias de 30 minutos no domingo
Tarumã (RS) - 18/06/2011 - Carlão Alves, chefe da equipe oficial Chevrolet, que disputa o Brasileiro de Marcas com o modelo Astra, pilotados pelos paulistanos, Thiago Camilo e Galid Osman, estava bastante satisfeito com a performance de seus carros, nas praticas que foram realizadas hoje 18/06, no Autódromo Internacional de Tarumã, até a hora da classificação. 

Ontem (17/06) os dois Chevrolet Astra já tinham entrado na pista para um "shake down" de apenas cinco voltas, com passagem obrigatória pelos boxes. Os dois carros não apresentaram nenhum tipo de problema nessas voltas iniciais.

Nos treinos de hoje pela manhã com pista úmida, o paulistano Thiago Camilo conseguiu cravar o segundo tempo dos 20 carros que entraram na pista, com a marca de 1:11.674, média horária de 155.5 quilômetros e Galid Osman ficou com o quinto tempo, com a marca de 1:12.163, média horária de 154.5 quilômetros.

Um novo treino foi marcado para as 12,30, e com pista seca, Thiago Camilo conseguiu melhorar sua marca em quase 3 segundos e ficou com o 3º tempo, cravando 1:08.885. Galid Osman por sua vez virou 1:09.408 e terminou na 8ª posição.

Na parte da tarde deste sábado (16,00 hs), aconteceu a classificação que definiu a ordem de largada, mas, os pilotos tiveram apenas 10 minutos para buscar o melhor lugar no grid. De uma forma inusitada, tanto o Astra de Thiago Camilo quanto o de Galid Osman apresentaram uma gravíssima pane elétrica, que os impediu de entrar na pista. De uma hora para outra, sem nenhum aviso os dois carros não funcionaram e perderam a classificação. Os dois pilotos vão largar na última fila do grid.

O experiente Carlão Alves comentou os acontecimentos deste sábado:

"Eu estava muito satisfeito com tudo que conseguimos hoje, principalmente porque a minha equipe nunca tinha trabalhado em outro carro, que não fosse o Stock Car e a Montana. Nesses quase 20 anos que tenho a equipe, é a primeira vez que trabalhamos num carro de tração dianteira e de quatro cilindros. Estava indo tudo muito bem, até a hora da classificação, quando os dois carros não quiseram funcionar. Ficamos desesperados, mas não adiantou nada, até agora não conseguimos descobrir o defeito elétrico," contou Carlão Alves.

"Em todos os treinos estivemos sempre entre os primeiros e justamente na hora da classificação acontece um imprevisto deste tamanho. Mas, as corridas são assim mesmo, temos que ter paciência e vamos resolver o problema para a largada de amanhã,", desabafou conformado, Carlão Alves.

Para as duas corridas do domingo, o grid da segunda bateria será o resultado da primeira bateria, com a inversão entre os oito melhores colocados, isto é, o vencedor larga em oitavo, o segundo em sétimo,o terceiro em sexto e assim por diante. Todas essas novidades, certamente acrescentarão um novo tempero ao campeonato que está se iniciando neste fim de semana.

Com relação a pontuação, os 15 primeiros colocados de cada prova, marcarão pontos da seguinte maneira: o primeiro receberá 25, enquanto o segundo levará 20, o terceiro 16, depois 14, 12, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.

Serão 16 corridas no calendário, em oito datas diferentes e o campeonato vai terminar no dia 4 de dezembro, no Autódromo Internacional de Curitiba, com uma rodada dupla final que terá pontuação dobrada.

Resultado do primeiro treino oficial deste sábado:
1 77 Valdeno Brito Astra Cimed 1:10.456
2 21 Thiago Camilo Astra Carlos Alves 1:11.674
3 26 Juliano Moro Civic AutoRacing 1:11.717
4 3 Denis Navarro Corolla Bassani 1:12.114
5 28 Galid Osman Astra Carlos Alves 1:12.163
6 5 Gustavo Martins Focus Amir Nasr 1:12.309
7 51 Atila Abreu Astra Pioneer 1:12.323
8 76 Wellington Justino Astra Manacá 1:12.445
9 73 Sergio Jimenez Corolla Bassani 1:12.543
10 27 Cristiano de Almeida Civic Auto 1:12.757
11 82 Willian Freire Corolla Bassani 1:13.149
12 72 Toso/Fogaça Focus Officer 1:13.207
13 11 José Cordova Focus Amir Nasr 1:13.389
14 85 Rodrigo Miguel Corolla Bremil 1:13.540
15 10 Alceu Feldmann Civic Full Time 1:13.945
16 1 Thiago Marques Astra Navegador 1:14.285
17 20 Fabio Carbone Civic Full Time 1:15.057
18 12 Carlos Padovan Civic Serra 1:19.455
19 29 Daniel Serra Civic Serra 1:23.718
20 71 Duda Pamplona Focus Officer ProG s/t

Resultado do segundo treino:
1 77 Valdeno Brito Astra Cimed 1:08.340
2 26 Juliano Moro Civic Auto 1:08.559
3 21 Thiago Camilo Astra Carlos Alves 1:08.885
4 51 Atila Abreu Astra Pioneer 1:08.988
5 29 Daniel Serra Civic Serra Motorsport 1:09.027
6 27 Cristiano de Almeida Civic Auto Racing 1:09.218
7 11 José Cordova Focus Amir Nasr Racing 1:09.334
8 28 Galid Osman Astra Carlos Alves 1:09.408
9 1 Thiago Marques Astra Navegador 1:09.458
10 76 Wellington Justino Astra Leites Manacá 1:09.517
11 10 Alceu Feldmann Civic Full Time Sports 1:09.863
12 5 Gustavo Martins/Wilson Focus Amir Nasr 1:09.927
13 20 Fabio Carbone Civic Full Time Sports 1:09.928
14 71 Duda Pamplona Focus Officer ProGP 1:09.961
15 73 Sergio Jimenez Corolla Bassani 1:10.038
16 3 Denis Navarro Corolla Bassani 1:10.182
17 72 Toso/Fogaça Focus Officer 1:10.183
18 82 Willian Freire Corolla Bassani 1:10.360
19 85 Rodrigo Miguel Corolla Bremil 1:10.997
20 12 Carlos Padovan Civic Serra s/t

Resultado oficial da classificação:
1 77 Valdeno Brito Astra Cimed 1:08.248
2 26 Juliano Moro Civic Auto Racing 1:08.320
3 29 Daniel Serra Civic Serra Motorsport 1:08.430
4 51 Atila Abreu Astra Pioneer 1:08.641
5 1 Thiago Marques Astra Navegador 4 Rodas 1:09.185
6 20 Fabio Carbone Civic Full Time Sports 1:09.245
7 5 Gustavo/Wilson Focus Amir Nasr Racing 1:09.254
8 10 Alceu Feldmann Civic Full Time Sports 1:09.282
9 11 José Cordova Focus Amir Nasr Racing 1:09.288
10 72 Toso/Fogaça Focus Officer ProGP 1:09.393
11 82 Willian Freire Corolla Bassani Racing 1:09.657
12 85 Rodrigo Miguel Corolla Bremil 1:09.701
13 73 Sergio Jimenez Corolla Bassani Racing 1:09.752
14 71 Duda Pamplona Focus Officer ProGP 1:09.887
15 3 Denis Navarro Corolla Bassani Racing 1:09.891
16 76 Wellington Justino Astra Leites Manaca 1:10.512
17 27 Cristiano de Almeida Civic Auto Racing 1:11.971
18 12 Carlos Padovan Civic Serra Motorsport 1:12.036
19 21 Thiago Camilo Astra Carlos Alves s/t
20 28 Galid Osman Astra Carlos Alves s/t

Abaixo os horários oficiais:
Sexta feira dia 17/06:
16,30 - 17,00 Shake down (máximo de 5 voltas);

Sábado dia 18/06:
8,30 - 9,15 1º Treino - Grupo "A" (máximo de 23 voltas);
9,30 - 10,15 1º Treino - Grupo "B" (máximo de 23 voltas);
16,00 - 1610 - CLASSIFICAÇÃO

Domingo dia 19/06
1ª Etapa:
10,40 Largada (30 minutos de prova)
2ª Etapa:
13,25 Largada (30 minutos de prova)

A segunda bateria da prova inaugural do Brasileiro de Marcas terá transmissão ao vivo da Rede TV!

Abaixo o calendário oficial do Brasileiro de Marcas:
19/06 - Tarumã (RS)
17/07 - Interlagos (SP)
31/07 - Rio de Janeiro (RJ)
21/08 - Velopark (RS)
25/09 - Brasília (DF)
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sábado, 18 de junho de 2011

Brasileiro de Marcas estréia em Tarumã




Brasileiro de Marcas: Thiago Camilo e Galid Osman, prontos para a estréia em Tarumã
prova inaugural da categoria multimarcas
São Paulo - 14/06/2011 - Os paulistanos Thiago Camilo e Galid Osman, pilotos da Carlos Alves Competition Team, estão prontos e esperando com muita expectativa o início da temporada do Campeonato Brasileiro de Marcas, que tem sua estréia marcada para o próximo domingo (19/06), no Autódromo Internacional de Tarumã (RS).

Os dois Chevrolet Astra que serão utilizados pela dupla paulistana nesta temporada inaugural da nova categoria, estão na fase final de preparação, e seguem viagem amanhã (15/06) para Tarumã, região metropolitana de Porto Alegre (RS).

O experiente Thiago Camilo, que já correu com um carro similar na categoria TC 2000 argentina, nos conta sua expectativa para a prova do domingo:

"Nós treinamos em Curitiba, onde foi o meu primeiro contato com o Astra e com a equipe do Carlão. Embora tenha sido apenas o início dos trabalhos, fiquei muito satisfeito com o time e me dei muito bem com o Carlão. Com relação ao Astra que tem tração dianteira, não estranhei nada, porque já corri por quatro anos consecutivos na TC 2000 argentina, que tem praticamente os mesmos carros que esses nossos, até com maior potência", contou Thiago Camilo.

"Como os nossos carros são muito estáveis e com menor potência, o trabalho de acerto será mais importante e ao mesmo tempo mais difícil. A pilotagem embora bastante divertida, também exige um estilo diferente. A categoria tem ótimos pilotos, mas, estou muito animado e quero lutar pela vitória já nesta primeira prova", concluiu Thiago Camilo.

Galid Osman, que já pilota pela segunda temporada para Carlão Alves na Copa Montana, relata sua experiência com o Astra da Chevrolet:

"Gostei de andar com o Astra em Curitiba, é um carro muito prazeroso de guiar, porém tenho certeza que até o fim desta temporada será melhor ainda, pois as equipes já terão um acerto melhor e um maior conhecimento. É diferente da Montana, este é um carro com tração dianteira, e com mais tecnologia (freios, cambio, etc.). Estranhei muito pouco, já que uma semana antes do treino de Curitiba eu já havia feito um treino com tração dianteira na Argentina.", contou o paulistano.

"Gosto muito de trabalhar com o Carlão Alves, e mesmo tendo feito somente um treino ao lado do Thiago Camilo, posso dizer que é um ótimo parceiro de equipe. Além do que ele parece ser um grande acertador de carros, que está sempre em cima tentando melhorar. Estou bastante esperançoso para a etapa de Tarumã. Acredito que vamos ser competitivos," concluiu Galid.

Para Carlão Alves o titular da equipe, a cada dia a ansiedade vai aumentando e só vai passar mesmo no momento da largada:

"Temos trabalhado muito para completar a perfeita montagem dos carros. Como é a primeira prova da temporada, obviamente a ansiedade é maior. Mas estou muito feliz porque conto com dois ótimos pilotos e estamos representando uma grande marca que é a Chevrolet", desabafou Carlão.

"Participar de um campeonato multimarcas pela primeira vez é um grande desafio, mas acredito no trabalho da minha equipe e no potencial dos meus pilotos. Temos os ingredientes para lutarmos por vitórias", concluiu Carlão Alves. 

A prova de estréia do Campeonato Brasileiro de Marcas terá transmissão ao vivo pela REDETV, a partir da 13,00 hs do domingo.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

‏ENTRE O TRIUNFO E O DESASTRE -1973/1978‏

Ronnie e o Lotus 78 MK III.

No espaço de cinco anos, de setembro de 1973 a setembro de 1978, o sueco Ronnie Peterson viveu o triunfo e o desastre, na pista de Monza. Mas o que houve? Peterson era o queridinho da mídia impressa britânica, pelo seu estilo acrobático de pilotar. Quando foi contratado pela Lotus, em 1973, seus admiradores exultaram. Peterson iria dividir a equipe com o então campeão do mundo, o brasileiro Emerson Fittipaldi, a quem conhecera quando ambos eram pilotos nas chamadas "Fórmulas de Promoção".

Mônaco 1968 com o Tecno Formula 3.

Liderando Patrick Depailler, Alpine A330.

  Mônaco 1971, já na Formula Um com um March 711, segundo lugar atrás de Stewart e volta mais rápida com recorde.

1972 pegando uma carona com Carlos Pace - Willians 711 - 
em Clermont Ferrand.

Emerson e Maria Helena com Ronnie.


Contudo, tão logo teve início o Mundial, Emerson parecia disposto a tornar-se bicampeão logo de imediato. Em quatro GPs, três vitórias, enquanto Peterson amargava um série de quebras. As coisas mudam a partir do GP da França, quando Ronnie obtém sua primeira vitória. O sueco passa então a ser uma constante no pódio. Já Emerson, tido até então como um piloto de muita sorte, só tem dissabores e chega mesmo a se acidentar no GP da Holanda. Quem agradece essa "troca de guarda" é o experiente Jackie Stewart, que assume a liderança do Mundial e parte para a vitória. Mas, como já dissemos, o momento crucial aconteceu na primavera, em Monza. Stewart já é o virtual campeão do mundo. Fittipaldi tem uma tênue chance matemática, se vencer o GP. Chapman então, combina que se os dois Lotus estiverem na frente, dará ordens para Ronnie ajudar Emerson a vencer, ou seja, irá deixá-lo passar. Na corrida, Peterson lidera com folga, com Emerson em segundo e Stewart, bem atrasado, pois teve problemas de pneus. A prova encaminha-se para o fim e a tal ordem não vem. Faltando pouco mais que uma dezena de voltas, Emerson percebe que ela não virá e decide enfrentar Peterson. Emerson tinha um estilo todo próprio de conseguir uma ultrapassagem. Ele costumava tornar-se uma constante nos retrovisores do adversário e ao mesmo tempo em que estudava o melhor ponto de dar o bote, levava o outro piloto à perda de concentração e ao erro. Sistema infalível...quando se enfrenta alguém suscetível. Não muito eficaz, quando se corre contra alguém frio e pouco impressionável. Na última volta, o primeiro lugar ainda era de Ronnie, mas ele quase o perdeu, pois Chapman, que costumava saudar seus pilotos na bandeirada, jogando o boné para o alto, desta vez resolveu ficar alguns metros antes da bandeirada e quando homenageou Peterson com o boné, a corrida ainda não tinha terminado.
Chapman e seu jeito esfuziante de comemorar as vitórias. 

Num reflexo, Ronnie tirou o pé e Emerson, que vinha logo atrás, tirou para o lado e foi indo, indo...mas Peterson reagiu. Tempo dos dois: Ronnie 1h29m17.000  e Emerson 1h29m17.800. Esse foi o dia do triunfo para Ronnie Peterson, o dia em que Chapman o escolheu, sacrificando o piloto que poderia dar-lhe mais um título. Ronnie empatava então em vitórias com Fittipaldi e com mais uma vitória em Watkins Glen, passaria a sua frente. 

1973, Interlagos Ronnie e Emerson ambos de Lotus 72D à frente de Stewart Tirrel 005. Vitória do Rato à frente de Stewart.
1974, Ronnie, Lotus 72E à frente de Emerson MacLaren M23. Outra vitória do Sueco em Monza. Notem que ele corre com o #1 pois apesar da Lotus ter perdido o Mundial de Pilotos em 73 para Stewart foi Campeã dos Construtores.
1974 Interlagos Ronnie e Emerson na vitória do brasileiro.
Interlagos 1976 com a Lotus 77 sendo perseguido pela Ligier JS5 de Jacques Laffite.



Interlagos 1977 Tyrrel P34 à frente Patrick Depailler, ambos quebraram. 

Cinco anos mais tarde, o panorama mudara sensivelmente. Peterson, era mais uma vez piloto da Lotus, mas agora, era claramente o segundo piloto. O queridinho da equipe era Mario Andretti e para voltar à Lotus, Ronnie assinara um contrato leonino: não tinha direito de lutar pela vitória com seu primeiro piloto, não poderia ultrapassá-lo e pensar em vitórias, só se Andretti quebrasse. Além disso, Peterson contava com um patrocinador pessoal que lhe garantia a vaga no time.
O que acontecera desde 73, quando o sueco era "o menino de ouro" de Colin?

Mario Andretti e Ronnie ambos com a Lotus 78 MK III.
Ronnie e a MK III

Peterson correra duas temporadas no Team Lotus. Como acertar carros nunca foi o seu forte, ele fracassou em tornar o complicado Lotus 76 competitivo. Ainda conseguiu vencer com o velho 72, mas na temporada de 1975, foi um mero coadjuvante. Na temporada seguinte, a crise. Às voltas com outro carro "difícil" de Colin, o modelo 77, Peterson só correu o GP do Brasil e na prova seguinte, em Kyalami, optou por um March 761. Talvez o sueco marrento tenha se precipitado. Aos poucos, Andretti e o novo piloto, Gunnar Nilsson vão melhorando o carro e até o final da temporada, a Lotus tem de novo um carro vencedor. Mario Andretti vence o encharcado GP do Japão. Em 1977, enquanto Peterson tenta levar pelo cabresto o Tyrrell P34 seis-rodas, a Lotus impõe o domínio do Lotus 78: cinco vitórias que poderiam ter sido muitas mais, não fosse uma certa fragilidade do motor Cosworth. Ou seja, em resumo, em 78 Peterson estava na posição que Chapman queria: ansioso por retornar e sem grandes opções. Chapman não gostava de ser trocado e pode ter levado isso em conta para acertar o contrato em bases que lhe fossem favoráveis. Em mais um GP em Monza, as coisas estão um pouco diferentes. Andretti, com seis vitórias é quase campeão. Quer ganhar em Monza, pois morou algum  tempo nesse país. Peterson, com duas vitórias, pensa em qual equipe competirá em 79. Nos treinos, enquanto Mario faz a pole, Ronnie marca o quinto tempo. A definição virá no warm-up  domingo de manhã. Peterson acidenta-se e compromete seu carro. Terá de apelar para o reserva, mas para esta prova, ele está destinado a Andretti. A Lotus tem um velho 78, que há alguns meses não sabe o que é manutenção. Peterson acaba se sujeitando e o aceita.

Como ficou a Lotus 78 MK III de Ronnie após o acidente do WARM UP.

Na hora da prova, teria ele pensado naquela grande ironia? Cinco anos antes, ali estava Ronnie, pronto para receber os louros como o preferido do chefe; agora, era humilhado, obrigado a correr com um carro defasado e tinha de pensar unicamente em proteger a corrida de seu companheiro de equipe...Não era hora disso.  A Fórmula 1 é um mundo rápido. Não se deve pensar tanto e sim acelerar e ficar a frente dos que pensam demais...Largada.

Socorrido logo após o acidente da corrida.

O piloto Ronnie Peterson resultou gravemente ferido em um acidente na largada do GP da Itália, que envolveu pelo menos dez carros. O sueco foi resgatado com muitas fraturas em ambas as pernas e apesar de inicialmente ter reagido bem à uma cirurgia, faleceu no dia seguinte.

Caranguejo




quarta-feira, 15 de junho de 2011

Parabéns Fabiani.

Fabiani Gargioni, piloto da TCC -Turismo Clássico Catarinense.
Parabéns meu amigo um abração.


Imagens: Jimmi Torres - Barulho de Motor

Mais uma história do antigomobilismo paranaense




Há poucos dias, na vizinha São José dos Pinhais, ao reencontrarmos o ex-piloto de carreteira Adir Alcídio Moss ou, simplesmente Adir Moss, filho desta terra, o tempo não só parou, mas, deu marcha-a-ré, levando-nos de volta aos idos de 1950, ao cheiro de gasolina misturado à poeira, ao ronco dos motores Ford V8 envenenados para competição, aos gritos do público postado a poucos metros dos carros em alta velocidade.

E as páginas amareladas da história das carreteiras foram se abrindo como que por encanto...

Imaginem os leitores o que significava, na década de 50, um jovem de apenas 22 anos de idade, recém chegado da Itália, onde esteve na II Guerra como piloto da Força Aérea Brasileira, se dispor a ir aos Estados Unidos sózinho, sem falar a língua inglesa, a fim de comprar equipamentos Edelbrok para envenenar os motores Ford V8.

Foi isso que Adir fez, após frequentar a oficina mecânica do já piloto de carreteira Sãojoséense Germano Schlögl, que convidou-o a atuar como co-piloto numa prova da Festa da Uva, em Caxias do Sul/RS, a bordo de carreteira com motor Ford 8BA V8, conquistando o segundo lugar, atrás do gaúcho Catarino Andreatta.

Foi então que Germano queixou-se da falta de melhor equipamento para seu carro, a fim de competir em igualdade com os pilotos mais famosos do país e participar das Mil Milhas Brasileiras.

Mas como? Quem poderia ir aos Estados Unidos? Adir Moss tomou a iniciativa, muniu-se dos recursos, pegou um Constellation da Real e desembarcou em Los Angeles /EUA.

Jovem, angariou a simpatia das aeromoças da Real, que falavam inglês e com elas foi a uma loja especializada, na qual comprou cabeçotes de alumínio, molas especiais para válvulas, distribuidor especial, coletor de admissão para três carburadores e o mais necessário.

Na saída da loja, o vendedor lembrou que faltavam ainda as varetas para acionar o carburadores em conjunto. De posse do material, Germano, que era bom preparador, deixou o 8BA tinindo e convidou Adir para disputarem as Mil Milhas, em Interlagos/SP.

Obviamente, Adir topou, pois, significava a glória para qualquer piloto. "Numa largada tipo Le Mans (carro de um lado da pista e piloto do outro) - recorda Adir - arrancamos em oitavo lugar a meia-noite e lá pelas 8,00 horas, já com sol, Germano entregou-me o volante do carro que estava perfeito. Mas, a pista estava lisa e numa curva a carreteira derrapou indo com o radiador contra um barranco. Foi o fim da corrida para nós." E mais essa página da história de pilotos e carreteiras paranaenses foi virada, deixando lembranças...




Por Ari Moro



Publicado primeiramente no Jonal Paraná Online



09/06/2011 às 00:00:00 - Atualizado em 08/06/2011 às 22:20:06