A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O BRASIL NA ÉPOCA DOS CHARUTÕES


Chico Landi e a Ferrari 375.

É preciso dizer que o Brasil, não atingiria uma gloriosa fase de oito campeonatos no Mundial de Fórmula 1, não fosse a participação quase anônima destes pioneiros cujos nomes destacaremos aqui. É provável que até existam outras figuras, tão importantes quanto estas, e que estejam perdidas por aí – a história por vezes é cruel -  mas aguardemos. Tudo começou no GP da Itália de 1951, quando o paulistano Francisco Sacco Landi, o Chico Landi, largou para a prova em Monza. Ele deu apenas uma volta – e parou com problemas de transmissão em sua Ferrari 375  - mas foi o suficiente para que a trajetória do Brasil nas pistas começasse a ser escrita. Na temporada seguinte, Chico retornou, mais uma vez, com espírito de desbravador. Unido ao uruguaio Eitel Danilo Cantoni, o argentino Alberto Crespo e ao brasileiro Gino Bianco, fundou a Escuderia Bandeirantes, com carros Maserati A6GCM. A equipe, com seus carros pintados de amarelo e rodas verdes, tornou-se o primeiro time brasileiro da F1, muitos anos antes da tentativa dos Irmãos Fittipaldi nos anos setenta. A primeira aparição da Escuderia foi no GP de Silverstone/52, com Bianco conquistando a 18ª posição; Cantoni, com problemas de freios, abandonou. Em Nurburgring/52, Gino nem largou e Cantoni só completou quatro voltas até parar. Na prova de Zandvoort/52, Landi consegue a então melhor colocação da equipe: 9ª posição, em dupla com o holandês Jan Flinterman; Bianco, que até largou melhor, em 12º lugar, para após quatro voltas. Em Monza/52, a Escuderia se apresenta completa: Chico Landi é o 8º, Cantoni o 11º, Gino tem problemas de motor e Crespo não se qualifica. 

Eitel Danilo Cantoni.
Gino Bianco

Para um time que veio de tão longe e na época, a Europa era muito mais longe e de muitas maneiras, os seus resultados não eram ruins. Mas a falta de apoio fez com que essa corajosa tentativa terminasse. Seu budget era mantido pelas iniciativas pessoais de Landi, Cantoni e de Luigi Emilio Rodolfo Bertetti (nome verdadeiro de Gino, nascido em Turim).  Em 1953, Chico Landi participa de dois GPs, o da Suiça e o da Itália. Em Bremgarten, sua caixa de câmbio cede quando faltam onze voltas e em Monza, Chico tem problemas de motor. Levemos em conta que ele ainda está com seu defasado  A6GCM, enquanto a concorrência tem modelos mais evoluídos. 

O Gordini T16
Gordini T32

É assim que levaremos dois anos para contarmos de novo com um representante, Hernando da Silva Ramos, o Nano. Pilotando um Gordini T16, Nano estréia com uma oitava posição no GP de Zandvoort; em Aintree, ele tem problemas de motor e em Monza também abandona, com problemas de combustível. Em 1956,enfim os  primeiros pontos para o Brasil na F1: no GP da Argentina, ressurge Chico Landi, que correndo em parceria com o italiano Gerino Gerini num Maserati 250F, termina em 4º. Nesses casos, previa o regulamento, os pontos atribuídos à colocação eram divididos entre os pilotos, no caso, 1,5 ponto para cada um. No GP seguinte, em Mônaco, Ramos conquista uma importante quinta posição; em Reims ele é de novo o oitavo e em Silverstone, estréia o Gordini T32, mas terá problemas mecânicos. Ele participará pela última vez de um GP, na Itália, onde não termina por causa do motor. E passa à História como o piloto brasileiro a marcar mais pontos no Mundial (2 x 1,5) e que mais vezes correu (7 vezes contra 6 de Chico Landi e 4 de Gino Bianco). 

Herbert Mackay-Fraser
Herbert Mackay-Fraser pilota uma BRM P25 em Rouen no GP da França 1957
Herbert Mackay-Fraser e sua Ferrari 750 Monza em Outon Park.

Em 1957, uma passagem meteórica de um pernambucano pela F1: Herbert Mackay-Fraser. Filho de um importante homem de negócios, morou nos Estados Unidos e adotou essa cidadania. Correu na Europa a partir de 1955, com carros Lotus. Sua única participação na Fórmula 1 ocorreu no GP da França/57 em Rouen.  Seu carro é um BRM P25, mas abandona na 24ª volta, por problemas na transmissão. Restou a curiosidade sobre o que ele poderia fazer na categoria, pois semanas mais tarde, Mac Fraser sofreu um acidente fatal num prova de F2 em Reims, com um Lotus. Seria ele, apontam as estatísticas, o primeiro piloto a falecer ao volante de um carro projetado por Colin Chapman.

Vitória em Brands Hacht, Mackay-Fraser e Jay Chamberlain, pilotando a Lotus Colin Chapman.

Herbert Mackay-Fraser 1922-1957
O acidente fatal de Herbert Mackay-Fraser

Mais dois anos sem participação brazuca e chega a vez de Frederico José Carlos Themudo d`Orey, o Fritz d`Orey. Considerado promissor, Fritz recebeu a ajuda de ninguém menos que o lendário Juan Manuel Fangio em sua aventura no Mundial de F1. Sua estréia ocorreu em Reims/59, com um Maserati 250F. Foi o décimo colocado depois de largar em 18º num grid de 22 carros. Esteve também em Aintree na Inglaterra, mas sofreu um acidente e em Sébring, participou com um Tec-Mec Maserati, que teve problemas mecânicos. A carreira de Fritz d`Orey foi brutalmente interrompida em 1960, após um sério acidente nas 24 Horas de Le Mans, em junho de 1960.

Fritz d`Orey,  com um Maserati 250F, Reims/59
O acidente de Fritz em Le Mans.

  A estes senhores, o nosso respeito.

C.Henrique Mércio

PONTO DE VISTA


Meus amigos Aglaís e Francis Trennepohl  inauguraram em Floripa um novo ponto de encontro, o lugar é lindo e ainda por cima repleto de tudo que é delicioso. 
Muito, mais muito sucesso aos dois.


NT: Citei o Alicatão de Floripa mas me parece que caso ele continue a comer as delicias feita por D. Patroa ele não vai caber mais em seu carro de corridas!

  

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CanAm 1967

 Sinceramente comentar uma corrida da série CanAm é tentador, mas olhem a beleza dos carros, a categoria dos pilotos, alguns campeões do mundo de Formula Um, veja a asa traseira do Chaparral que muda de ângulo nas freadas, as Lolas, MacLarens ...   


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ACONTECE!

Sueco/Zé/Décio nas Mil Milhas Brasileiras de 1984.

Ontem recebo um comentário de meu amigo Claudinho - Cláudio Carignato - sobre um post onde mostro o carro do Sueco -Carlos Aparecido Gonçalves - nas Mil Milhas Brasileiras de 1984. Eu havia recebido as fotos do Fabiano - Fabiano Guimarães - e ele dizia que eram do carro do Sueco com Décio Petrilli. Pois bem anteriormente o Claudinho já havia me enviado algumas fotos do #14 que eu tinha vendido a ele, contou que acabou a grana para correr e que vendeu o carro para alguém que iria fazer um Buggy. Um pecado já que comprei esse carro do Luiz Pereira Bueno e que era da Equipe Hoolywood. 

Meu #14 na versão do Tito.

Meu ex #14 e atrás o carro com que o Zé Furcolin e Sueco correram duas Mil Milhas.

Ainda nas Mil Milhas de 84 antes do novo patrocínio. Briga não Tohmé.

Pois bem no comentário de ontem o Claudinho conta que o carro da foto do Fabiano era um dos dois que aparecem nas fotos por ele enviadas, conta que o carro era do Zé Furcolin e que com ele o Zé e o Sueco correram as MMB. E que nesse carro ele e o Zé enxertaram a frente de um carro do Jr Lara Campos que estava na oficina de nosso querido Manduca - Armando Andreoni - então cunhado do Jr e primo do Claudinho.
O Manduca apelidou carinhosamente o Claudinho de CX 3, pois sua demora em arrancar é mostrada até no comentário que demorou uns três meses para ser enviado.
Liguei imediatamente a meu amigo Sueco para conhecer a história, aí ele me contou que realmente o carro era do Zé Fercolin e com ele correram duas Mil Milhas Brasileiras, a das fotos que é de 1984, e que o piloto Décio Petrilli participou com eles sendo que pilotou uma única tocada, sendo o resto da corrida pilotado por ele e o Zé.  
Pois bem é isso, ainda tenho muitas coisas a mostrar de meu amigo Sueco e muitas histórias a contar das varias categorias em que ele correu, e deixo aqui meu baita abraço aos meus amigos Fabiano, Claudinho, Zé Furcolin, Manduca, Jr e Sueco. 

Outro e-mail do Claudinho recebido após este post. Um abração Claudinho
Oi Rui, a frente do fusca do Zé Forcolin era mesmo do jr Lara Campos e foi enxertada num fusca que também bateu a frente e recebeu 25 latas de massa plastica para ficar boa , imagine o peso . A pintura fui eu que fiz , baseado ( ops ) nas cores da Martini Racing . Era pra ser uma equipe , aí a grana acabou e sobrou só o dele. 
                                                                                                   Abraço  
                                                                                                                    Claudinho 

Os personagens 

Sueco em foto da revista Motor3.

Mil Milhas Brasileiras de 1983, Adolfo no carro e Ricardo Bock pensativo e com a mão coçando a cabeça Claudinho conversa com Zé Furcolin.  

NT: O carro amarelo que aparece no titulo do blog, atrás do meu é de meu amigo Sueco.

domingo, 30 de janeiro de 2011

UM POUCO DA DIVISÃO 3

Apenas algumas fotos de meus arquivos, se tivesse que escrever sobre cada um de meus amigos que ai estão ficaria por aqui alguns dias. Todas fotos possivelmente já foram mostradas aqui.
É apenas uma pequena homenagem aos amigos. Um abração a todos.




































Para nós que escolhemos em nossas vidas fazer um pouco do que gostamos.


sábado, 29 de janeiro de 2011

Hernando da Silva Ramos

Hernando com o Gordini T32 em Monza.

Esta semana escrevendo sobre Moss ao assistir o vídeo do GP de Mônaco de 1956, estranhei e achei que lá estava uma Bugatti 251. Estranho pois ela fez apenas uma corrida nas mãos de Trintingnant que foi o GP da França em Reins e depois foi abandonada.
Pois bem o enciclopédico Caranguejo, veio em minha ajuda esclarecendo que se tratava do brasileiro Hernando da Silva Ramos e que havia chegado em 5º lugar no GP de Mônaco de 56 pilotando um Gordini T16.
Outro dia escrevendo sobre a chegada de Emerson à Formula Um recebi um comentário dizendo que ele não era o primeiro brasileiro na categoria. Seu Chico correu esporadicamente na Formula Um, Gino Bianco, Fritz D`Orey também.
Hernando fez na década de 50 perto sessenta corridas em várias categorias de ponta do automobilismo mundial, inclusive a F I, e no GP de Mônaco de 1956 alcançou o quinto lugar pilotando um Gordini T16.
A titulo de curiosidade uma publicação nacional "matou" o piloto que ainda é vivo.
Mais sobre ele no meu amigo Carlos de Paula.




Por Henrique Mércio e Rui Amaral Jr.     



Ray