A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

domingo, 22 de agosto de 2010

UM POSTINHO NO PACAEMBÚ


Rui



Senti a mesma coisa , como o tempo passa , não é mesmo ?

Relembrar nossas molecagens no Pacaembú é muito bom , era uma turma boa , saudável , pena que o tempo passa , agente fica velho , a vida nos empurra um pra cada lado . Temos que agradecer , que agora temos a tar da internética para nos aproximarmos de novo , um santo remédio pra não ficar louco . rsrs

Uma coisa que seria legal de você agitar no blog e me proponho a colaborar , é um post com as histórias do Postinho . O pessoal iria gostar e nós nos divertíriamos muito relembrando o monte de absurdos que acontecia naquele posto . Eu por morar muito perto e ter uma tia que morava do lado com um primo bem mais velho , participei de três gerações de turmas , a primeira inclusive com Wilsinho, Emerson, Cacaio, Môco, Affonso,Tonão,Linguiça,Meneguello, Claudinho, Kiko Maia, Afonso e Toninho Russomano, Gito, Luizinho e Teté Pereira, entre outros . A segunda , que na minha opinião foi a mais agitada e irresponsável , com o Lincoln, Coelho, Alfredinho, Zé Sartóri, Amaral, Neto Aranha ,Antonio Henrique, Maurício, Calil, Adolfo, Zé Vic, Pedrinho Baldoccci, Junior Meirelis, Fonsequinha, Pedro Pereira,Nico Esteles, Hugo Molena, Luiz Celso Gianinni, Gamma, Lulú, Marinho Amaral e mais um monte que estou vendo na minha frente e o alemãozinho me faz fugir os nomes . E a nossa , com Manduca, Felpudo, Pangaré, Batata, Helinho Baldocci, Tonico Pereira, Wilsinho Araújo , Paulinho Lara, Marcelinho Aranha, Cezar Lolli, Carlinhos Teixeira, Marco Mammana, Lédo, Horácio, Teléco, Fred, Léllis, Raposa, Bellis e mais uma infinidade . rsrs Nossa mãe ...Se conseguisse juntar uma meia dúzia de cada geração , sai um livro de 500 páginas de histórias hilariantes . Quem sabe alguns desses internetando passe por aqui e se manifeste .


Outra coisa que gostei , foi a foto que você escolheu pra ilustrar o post . Embora a foto não seja das melhores em termos de qualidade eu gosto muito dela . Eu gostava muito do Ciro , ele era amigo do meu pai , então tive uma infância próxima dele , na realidade , amigos mesmo , como eles diziam ,” amigo de mijá junto” , era o Ari , irmão do Ciro , esse sim , vivia lá em casa , não sei se você o conheceu mas o cara era formidável , um dos caras mais engraçados que conheci na vida , não dava pra ficar perto dele sem rir muito , pena ter morrido tão cedo , acho que não tinha 50 anos ainda , teve um infarte fulminante .
Você ve como é , entrei só pra agradecer o post e já tô aqui , eu viajo . rsrs Isso que eu detesto teclar . Detesto não é bem o termo , é que eu sou um datilógrafo de mão cheia , então quando estou teclando , eu esqueço e teclo muito rápido , aí fica saíndo uma fumacinha e um cheiro de plástico queimado do teclado . Esse é o meu medo . Certo ?

Um abração



Mike
 
Recebi o comentário do Mike para o post “Mike ” e resolvi fazer esse post com o comentário e minha resposta.
 
Mike



Antes de tudo Mike é um prazer muito grande ter todos vocês aqui comigo, foi ótima sua descrição das duas corridas e seu texto de chorar de rir ao relembrar de tudo.
Quando você me perguntou por que eu não havia corrigido o que escreveu respondi a que essa era a graça de tudo. Nós em carne e osso contando o que passamos, nossas aventuras nas pistas e fora dela, e isso você faz de uma maneira que é só sua e muita gente e eu nos maravilhamos com ela.
Vamos sim contar mil histórias do Postinho do Pacaembu, você, o Jr Lara ( que é um fofoqueiro de primeira) , Manduca, Teleco, Pangaré... Vamos procurar outros amigos que na certa também estão nos procurando e contar tudo.
Algum tempo atrás alguém deixou um comentário no blog pedindo essas histórias e agora chegou a hora de contar.
Felizes de nós Mike que pudemos conviver com tantos ídolos e mais ainda sermos fãs de nossos amigos e saber que isso é reciproco.



Vem coisa brava por aí!  
 
Um abração Mike

PS: A foto foi retocada por RenatoPereira.

sábado, 21 de agosto de 2010

AUSTIN HEALEY - II

QUATRO RODAS - Outubro de 1963


Em 1963 a revista QUATRO RODAS pediu através de seu diretor Mino Carta o AUSTIN HEALEY de minha irmã emprestado para uma reportagem , apresentando seu redator Expedito Marazzi , notem que no pedido a revista se responsabiliza por qualquer dano ao veiculo , no texto e na foto 3 podemos perceber o por que , um pneu furado a mais de 155km/h e na foto o Expedito vem num nítido sobresterço em uma das curvas de Interlagos , ou seja de pé embaixo , que era sua forma favorita de dirigir.
Nesta época eu tinha 10 anos e minhas memórias deste carro são poucas , uma em que fui com o namorado de minha irmã Armando Salem até o Guarujá . Na época tínhamos que passar por Santos e lembro perfeitamente de uma ultrapassagem feita pelo Salem em que o comprido capo do Austin passou por baixo da carroceria de um caminhão , credito esta manobra dele a uma vontade absurda de me assustar , já que eu era um moleque terrível .A outra ia para Campos do Jordão com minha mãe D.Arinda , no Impala 61 dela , quando nos passa o AUSTIN dirigido pelo meu primo Pedro com minha irmã ao lado , bem rápido , diria eu rapidíssimo .

Quando comecei a correr e conheci o Expedito nos tornamos amigos, ele me contou que se impressionou com a forma de minha irmã dirigir , segundo ele " quase tão rápida quanto eu " . O interessante é que não lembro do Expedito em casa nesta época buscando o carro , graças a Deus , pois se ele me leva dar uma volta teria trauma de velocidade até hoje .

No final do ano passado encontrei seu filho Gabriel Marazzi , que não via desde garotinho , 35 anos atrás , e comentando com ele da reportagem , disse-lhe que não tinha a revista e agora ele me enviou esta cópia . O interessante é que o Gabriel é parecido com o "Velho" , gosta de motos , escreve tão bem quanto seu pai , correu de automóvel etc. etc. etc. . Em meus sites e blogs favoritos estão o site e o blog dele.
O texto acima é do post de 26 de Janeiro de 2009, agora com a grande iniciativa da Editora Abril de disponibilizar todas edições da revista de forma digital, resolvi postar novamente usando copias de cada página já que no post original as fotos eram copias de fotos tiradas da revista pelo Gabriel. Apenas o oficio da revista é de meu arquivo pessoal. 
Dedico este post a minha irmã Cida, ao Gabriel e ao amigão Expedito, que lá de cima certamente está nos abservando. Valeu Velho!!!
 







Parabens à Editora Abril por sua bela iniciativa.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Mike Mercede


                        Taça Globo de Hot Car 1993, Mike seguido do Ferraz, e um Passat.

Rui , essa prova foi um tesão , eu tinha decidido não correr mais enquanto não arrumasse patrô , aí o Marco Mammana resolveu bancar "Casa do Pão de Queijo" . Então foi legal , fui com o carro revisado pneus novos , que fazia tempo que eu não sabia o que era . O Paulo Judice resolveu abrir para os Stock e Classe C , porque a categoria andava meia caída porque só eles ganhavam , lembra ? Só dava o Toninho ele e o Xandy com aqueles rojões com patrô da Credireal , a história desse patrô tambem é bem interessante . De Stock foi só o Camilinho e eu , a Classe C foi em peso , e os pinico , acho que largaram quase 40 carros , não sei quantos , mas éramos muitos . Quem estava organizando era o Paulo e o Elcio no Automóvel Club da Lapa . Quando fui me inscrever quem estava lá era o Barranco , enquanto faziam a inscrição eu estava batendo papo com ele , aí a menina me perguntou do que eu ia e eu disse que de Opala . Muito bem , corri , a corrida foi du caralho , foi na chuva , tomamos o maior pau dos pinicos , ganhou o Aristides D'alécio e fui 6º acho . Tive um pega legal com o Corsi e com o Barrerinho e ganhei deles , tudo bem , o Corsi ganhou na Classe C , o Camilinho na Stock e o Toninho nos Passat . Isso foi em Outubro , em Novembro , fomos correr a penultina etapa da Stock em Goiânia , acho que era a 1ª vez que o Corsi ia correr na categoria . Naquela epoca , a GM que transportava os carros , então a gente saia cedo e chegávamos na pista na quarta feira , arrumávamos tudo , e era comum começarmos a andar na quarta mesmo , quando não dava na quinta cedo estávamos na pista com tudo pronto , era só andar . Dessa vez exatamente , não sei como foi , mas treinamos normalmente na quinta , na sexta e classificamos no sábado . O Corsi só chegou no sábado , porque ele tinha ido à uma cerimonia na sexta que a Prefeitura tinha oferecido aos melhores esportistas do ano de São Paulo e ele tinha que receber o premio de Campeão Paulista de Turismo Classe C . Quando ele chegou , veio direto em mim , seu FDP , você me fudeu ele falou , pensei , esse cara tá loco , eu não sabia o que estava acontecendo , ele disse , eu não fui Campeão invicto por sua causa , aí que eu boiei mais ainda . O que aconteceu foi o seguinte , a corrida foi dividida em 4 categorias , Hot Car , TEP , Turismo Classe C e Stock Car . Quando eu fiz a inscrição e a menina me perguntou com que carro eu ia e eu disse Opala , ela me inscreveu na Classe C , não fiz de sacanagem , tanto que o Barranco estava do meu lado e tambem não falou nada e passou batido em tudo , na corrida inclusive . só que depois na Federação , quem ganhou fui eu e ele só ficou sabendo na porra da festa . Que culpa tenho eu . Ganhei e não levei rsrsrs . Eu sei que aquilo foi gozação pro fim de semana todo em Goiânia . Falei pra ele , agora você tá me devendo o canéco , eu quero . rrsrsrs Nós fomos jantar no sábado em uma renca , tava o Hisgué , Jardim , LePetit , Chupeta , Campello , o filho do Grahan Hill , o Gen , Bolão , Marechal , Magra , os mécas um monte , só FDP , você imagina , alucinamos tanto esse cara , o bicho ficou louco . KKKKKKKKKKK Só comigo pra acontecer essas coisas , ganhei e só fui saber um meses depois . rsrsrsrs Eu já estava satisfeitíssimo com o 6º , achei que tinha feito um corridão , andei bem , na 1ª volta , o Zéko Gregorinzick veio que nem uma besta espalhando merda , pra mim escapar dele tive que passar reto na quatro , sai catando grama , passei em cima daquele buero fdp , quase deixei o escapamento lá . Aí fiquei puto , saí babando , passei um monte de gente e no fim da prova cheguei no Barrerinho e nele que estavam disputando posição , tomei uma canseira de duas ou tres voltas pra passar os dois e fui embora . O FDP não disse que só me deixou passar porque eu era de outra categoria e ele não queria arriscar a vitória dele . Ele tinha mais motor que eu mesmo , uma hora saí engatado nele na junção e não conseguí passar , mas caralho ele tava de Cinturato e eu de P7 , passei ele na freada do Sargento e sumí . rsrsrs

O legal veio depois , eu tinha dois jogos de pneus slick , só usei um e ainda assim só pra classificar , no Domingo choveu e eu tinha os pneus de chuva , então sobrou um jogo zéro e um jogo novo que tinha só classificado .

Mike em Goiânia de Stock Cars

Em Goiânia tinha nego pra caralho inscrito e não poderia correr todo mundo porque lá largava pouco . Então a organização fez assim , não lembro exatamente quantos largavam , mas por exemplo 30 , as duas tomadas de tempo classificaram os 28 melhores , como teria uma prova do Campeonato Centro Oeste de Turismo Força Livre , quem não estivesse entre os 28 poderia participar e os 2 primeiros se classificariam para completar o grid da Stock , entendeu ? Pra mim foi mel na chupeta , lá fui eu de pneu novo . Os piores tempos da Stock era + - os dos ponteiros da TFL e o nosso tempo na classificação da Stock ficou valendo pra classificação da TFL . Ficou o Zéko em 1º o Marechal em 2º eu em 3º e mais uma renca , era um grid cheio acho que uns trinta ou quase isso . O zéko largou na frente o Marechal e eu , logo na 1ª volta passei o Marechal , o Zéko foi abrindo e eu fui abrindo do Marechal , chegou uma hora que os carros ficaram numa posiçaõ na pista que eu procurava e não via o Zéko , eu passava em frente ao Box e a turma vibrando , pensei o Zéko quebrou e eu tô liderando , legal o Marechal ficou bem pra tráz , de vez em quando eu via ele , fiquei tranquilo , colocamos até volta em alguns carros , eu estava feliz da vida . Acabou a prova , na volta de desaceleração eu cruzo com o Zéko , pensei , caralho como esse cara tá aquí , achei que ele tivesse saído outra vez , quando chegamos no box eu ví que ele que tinha ganho . Foi o contrário de Interlagos . Em Interlagos eu tinha ganho e não sabia , e lá eu achava que tinha ganho e não tinha , o meu pessoal no Box estavam festejando o 2º lugar . rsrsrsr Pode ? Mas não acabou vai vendo , o Marechal chegou em 3º , e veio falar comigo quanto eu queria pra ceder meu lugar pra ele .rsrs Eu disse : Sei lá , faz uma oferta aí , que eu vou pensar . rsrs Ele me ofereceu o meu premio de largada mais cinco , não me dei nem ao trabalho de pensar , aceitei na hora . kkkkkk Eu ia largar em último e por lá ia ficar , ia ter que contar com a quebra de um monte , TÔ FÒRA . Eu tinha uma namoradinha lá , no sabado a noite já fui pro crime . rsrs No domingo fui pra pista com o Broto fotografar , feliz da vida . Meu amigo... largaram , na primeira volta na primeira curva o Fabinho vira e fica parado no meio da curva ao contrário , o Camilinho dá de frente nele , foi um salsero . Onde eu estava ? Exatamente alí , com a máquina em punho , registrei tudo . Vou ti mandar essa sequência . O Marechal escapou , mas quem garante que iria escapar ? KKKKKKKKKKK Puta fim de semana , viajei , corri de autómóvel , fiz um segundinho , ganhei um belo canéco , festei a noite inteira e ainda ganhei uma grana . QUE MAIS QUÉ ??? Tá Bom de Mais . Puta , viajei né .
Rui , desculpe a demora , mas é que pintou um lance aquí e eu tive que dar um tempo .

Mas é isso aí , outra hora tem mais .

Um forte abraço

Mike

Mike

Agora a pouco abro meu o PC e minha conta do Hot Mail e entre vários recados dois se destacam um de meu amigo Carlos de Paula e outro do Ricardo Vassilakis Mercede ou melhor Mike Mercede amigão de muitos anos, e bota anos nisso!

Um pequeno detalhe, esses recados estavam no Facebook, devo confessar, piloto um computador como um daqueles motorista que arranham as marchas, freiam na hora errada e dão trancos ao sair em subida, e no FB apenas até antes de ontem colocava os posts do blog e mais nada. Até que antes de ontem ao entrar apareceu uma janela e um som e nela, o Renato Pereira - parabéns Renato - conversava comigo, levei um susto e procurando onde responder achei e ficamos batendo um papo de quase meia hora.

Pois bem ontem já contei que bati um super papo com o Cezar e o Carlos, e hoje no alto de minha experiência no FB respondi ao Carlos e enquanto aguardava seu retorno cutuquei quem? O Mike. A primeira resposta dele foi a mesma que a minha dias atrás “não sabia que isso acontecia” referindo-se ao bate papo.

Aí começamos uma super conversa de amigos que não se vêem a longo tempo, amigos de juventude e que tem um monte de outros amigos em comum.

Parecia que estávamos em um Box sentados em pneus ou no Postinho do Pacaembu e estávamos sem nos ver a apenas alguns dias.

Em uma hora e tanto relembramos amigos queridos, Teleco, Julio Caio, Manduca e um monte de outros e a conversa fluindo, parecia realmente que estávamos próximos.

Até via seu sorriso bonachão ao lembrar de um monte de loucuras.

Aí parei a conversa e apesar de ter um outro post pronto resolvi fazer este, ainda com os amigos e histórias na lembrança.

“ Espera aí Mike que vou fazer um post, tchau” , taí Mike é um baita prazer ter te encontrado e pode ter certeza que breve estaremos juntos, relembrando velhas e novas histórias, e com muitos de nossos amigos juntos.

Um abração Mike, até breve! 
 
Do album do Mike no Facebook o Opala #44 de Ciro Cayres/Jan Balder nas 24 HORAS de INTERLAGOS de 1970. Dois grandes pilotos, tocando o Ciro.  

Parabens Romeu

Parabens e muitas Ferraris , aí vai uma 250.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

DIVAGAÇÕES

Desde o começo desse blog minha idéia sempre foi contar historias de automobilismo, de meus amigos, minhas e a própria história do automobilismo, mesmo que fosse na minha visão. A mim foram se juntando pessoas muito especiais que me ajudam nessa tarefa, hoje são tantas que não vou citar uma a uma, e delas vieram posts que muito contribuíram e continuam a contribuir para que possamos ler belas passagens do automobilismo.
Cada vez que abro o blog fico feliz em ver novos seguidores, eles que nos honram com sua presença e são o grande incentivo para continuarmos. Amigos e pessoas que não conheço o que certamente mostra que o caminho é o correto. Vou citar apenas os últimos o Pedro, Roberto, Paulo Valiengo que como eu correu e também tem um blog, Renato, Gustavo... E agradecer a eles e a todos outros pelo carinho.
Ontem foi um dia de grandes papos com amigos que como eu são loucos por automobilismo, o Carlos - de Paula -, o Caranguejo - Henrique Mércio - com eles sempre troco muitas idéias e sempre vem alguma coisa interessante para postar, grandes pessoas esses dois amigões. Mais tarde conversei com o Cezar - Fittipaldi - também blogueiro, escritor e corredor, outro grande cara o Cezar. Fora mais umas duas horas com o Ferraz e o Orlando ao telefone.
Mas comecei a escrever hoje por que recebi da Sueli e de seu filho Edgar algumas fotos do João Lindau e fiquei pensando nos motivos que me levaram a escrever esse blog, e os motivos estão aí, mostrar com carinho fotos e histórias dos amigos.
E hoje saber que muitas pessoas compartilham tudo isso comigo me deixa muito feliz.
Quero aproveitar e mandar para meu filho Francisco um abraço super apertado e um beijo carinhoso, para você que é a melhor coisa de minha vida e minha razão de existir.



Forte abraço a todos, Rui
      
 
                                                               João Lindau
                                                      
                                                                                                                                                                                                                                      
 
 

Para minha surpresa nessa foto alem do João está um outro amigão o Expedito Marazzi. Só sei como se vê que ela é de 1981, pode ser Hot Cars ou Turismo 5.000, o Expedito está em quarto lugar e o João em quinto. Os três primeiros colocados não consegui identificar e caso alguém tenha a informação ou saiba que corrida foi e quem são os outros três pilotos peço por favor que me informem. 

PS: 1º lugar Ney Faustini.


Obrigado Sueli e Edgar um abração.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ELES VALEM OURO

André Brasil Esteves, ouro nos nos 100mts livre.

São garotas e garotos que apesar de toda dificuldade que nosso pais apresenta a nossos atletas, superaram tudo e levam com orgulho nossa bandeira a onde quer que haja uma competição.
Vencem, estabelecem recordes e nos representam com dignidade, mas muito mais do que tudo são vencedores no dia a dia.
Obrigado particularmente a você André e transmita por favor a todos nosso profundo agradecimento.

Francisco e Rui Amaral




Prata nos 4 x 100mts livre, Phelipe Andrews, André, Mauro Brasil e Daniel Dias.

              4 x 50m Prata de Letícia Ferreira, Ana Clara Cruz, Joana Silva e Edênia Garcia.
                                                   Edênia foi ouro nos 50m costas. 


                                          André ouro e Phelipe Andrews bronze nos 100mts livre.

Foto: Beto Monteiro/Exemplus/Divulgação

Vejam mais : http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI4629714-EI1137,00-Andre+Brasil+arranca+outro+ouro+e+ja+tem+cinco+medalhas.html

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Força Francis!

                         CONSTRUINDO UM SONHO



Lá de Floripa meu amigo Francis, jornalista e blogueiro de primeira, está em vias de colocar seu sonho nas pistas, seu VW carinhosamente preparado para as corridas de terra, tão famosas lá no Sul, está quase pronto. Faltam alguns detalhes e seu #2 vai estrear no dia 21 lá no Autódromo Max Mohr, em Ascurra perto de Blumenau.
Assim como o Orlando que está tentando colocar seu D3 nas pistas o Francis enfrenta o mesmo problema de 99% dos pilotos brasileiros, patrocínio, então vamos até seu blog conhecer seu sonho e ajuda-lo a colocar na pista. Força Francis!!!




                                                                                                                                                                                     

Olá amigos!
Entramos na "última curva da última volta" da montagem do meu Fusca. Falta pouco pro 'pinico atômico' roncar, e neste final de semana (dias 21 e 22) já tem a estréia dele.
Como a maioria já sabe, não tenho patrocínio (e menos ainda "paitrocínio") e estou contando com a ajuda de muitos amigos, cada um da forma que pode, mas ainda falta uma parcela de grana pra conseguir finalizar a montagem do carro e materializar este sonho de infância.
Através desta campanha denominada "AMIGOSTROCÍNIO" o sonho está se tornando realidade, então "passo o chapéu" com o objetivo de angariar mais alguns "AMIGOSTROCINADORES". O valor de cada cota é de R$ 20,00 (o espaço referente a cada cota tem a medida de 8 por 10 centímetros), e cada um pode 'comprar' quantas cotas quiser/puder, e essa quantia será muito bem vinda.


Os dados para depósito são:


Banco CEF (Caixa Econômica Federal)
Agência: 1875
Operação: 013 (Poupança)
Conta Poupança: 12721-6
Titular: Francis Henrique Trennepohl
O depósito também pode ser feito em agências lotéricas.
O link da campanha é este aqui  http://poeiranaveia.blogspot.com/2010/03/quanto-custa-um-sonho.html , e no domingo farei o sorteio de 5 brindes para os meus "AMIGOSTROCINADORES".
Aos que aderirem à campanha, peço a gentileza de enviarem por email a logo, foto ou frase que queira colocar no espaço 'comprado'.
Aproveito a oportunidade para convidar à todos que prestigiem esta etapa no Autódromo Max Mohr, em Ascurra, distante 33 km de Blumenau.
No dia 21 (sábado) será o aniversário de 3 anos do meu filho João Henrique, e faremos uma comemoração nos boxes no final da tarde, após os treinos, e fica o convite para que você esteja presente também.
Agradeço a atenção e o apoio de todos. O silêncio ou uma negativa desde já serão perfeitamente compreendidos, só peço que não deixem de prestigiar a etapa. Faço questão de dividir e compartilhar com meus amigos a realização de um sonho de uma vida inteira.
Forte abraço de um sonhador que acreditou e está prestes a realizar!


Francis Henrique Trennepohl
 
 


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CABEÇA DE VACA - por Henrique Mércio

Portago, Edmund G. Nelson e a Ferrari 335-S. # 351 referia-se a hora de partida das Mille Miglia.

Fangio, Collins, De Portago e Luigi Musso, GP da Alemanha 1956. 



Muito antes de Fernando Alonso tornar-se um ídolo do automobilismo, os espanhóis torciam por Alfonso de Portago nas pistas. Um piloto diferente, “Fon” era um nobre, autêntico marquês que não se importava de disputar freadas com os “plebeus”. De curta carreira (1953-1957), ele poderia ter entrado para a história da categoria como o piloto de nome mais exótico a passar por ela: chamava-se Alfonso Antonio Vicente Eduardo Angel Blas Francisco de Borja Cabeza de Vaca y Leighton Carvajal y Are. Para evitar as piadas, incorporou o seu título nobliárquico (Marquês de Portago) ao seu primeiro nome. Como dinheiro não era problema, nunca teve dificuldades para comprar o carro que quisesse, até mesmo uma Ferrari. Audacioso, uma de suas primeiras façanhas foi na aviação. Apostou com um amigo que seria capaz de passar com um pequeno aparelho por baixo dos arcos de uma ponte. De Portago ganhou a aposta, mas nunca pode tirar o brevê, ele que era recém saído da adolescência. Gostava de correr com cavalos também e foi integrante do primeiro time espanhol de bobsleigh (uma espécie de trenó), competindo nas Olimpiadas de Inverno/56. Porém, como o próprio Fon disse certa vez numa entrevista, sua paixão era o automobilismo. Casado, tinha dois filhos, mas nunca deixou de agir como um latim lover, tendo muitas namoradas. Estava quase sempre vestido de preto e com um cigarro na boca. Vestia-se de maneira frugal, mas denunciava sua origem nobre ao falar. Na equipe a qual esteve por mais tempo ligado, tinha uma relação difícil. Enzo Ferrari gostava de Portago como cliente, não como piloto. Mas o convidou para substituir Luigi Musso quando o italiano não pode continuar competindo em 1956. Das seis corridas em que participou, a melhor foi em Silverstone, onde estava em terceiro, atrás de Fangio e Moss, até ser chamado ao box, para ceder seu carro ao companheiro de equipe, Peter Collins. Nesses casos, os pilotos dividiam os pontos da colocação obtida. Fon de Portago entretanto, quis deixar bem claro sua insatisfação e pegou na Ferrari de outro companheiro, Eugenio Castelotti, que havia batido. Ele deu-se ao luxo de empurrar o carro abandonado e parou próximo à linha de chegada. Então acendeu um cigarro, pulou para dentro do cockpit e esperou. Quando o líder Juan Manuel Fangio recebeu a bandeirada e a corrida terminou, o espanhol desceu e empurrou os metros que faltavam, recebendo a bandeirada em 10º lugar. Já sua parceria com Collins rendeu a 2ª posição, a melhor em sua passagem pela F1. Em 57 ele continuou sua convivência instável com a casa de Maranello. Escrevia à Scuderia, pedindo uma vaga na equipe de fábrica e como resposta recebia uma foto sua, dando uma estampada em algum lugar. Em maio, depois de nova desistência de Luigi Musso (virose), é escalado num dos carros oficiais que participarão da Mille Miglia, uma singular competição de estrada na Itália. A Ferrari tinha o modelo 335-S e contava com Piero Taruffi, Wolfgang Von Trips, Peter Collins e Olivier Gendebien, além de Portago. A Mille Miglia era disputada em estradas nem sempre fechadas ao público. Os carros tinham numeração de três dígitos, de acordo com o horário de saída.

Partia da cidade de Brescia e seguia para Roma. Na capital dava meia-volta e retornava para o norte, para Brescia. Dias antes, reunido com seus pilotos, o Comendador provocou: “Não ficarei surpreso se Olivier (Gendebien) terminar na tua frente”, disse ele para de Portago, que não respondeu. Na verdade era mais que uma provocação, pois Gendebien iria correr com uma Ferrari GT, portanto menos potente que as 335-S da categoria principal.
Enzo Ferrari e De Portago.
De Portago prepara-se para largada das MM.

O espanhol resolveu que daria a resposta na pista e aquela madrugada, largou às 5:31, na companhia do co-piloto Edmund G. Nelson, um velho amigo jornalista. Até Roma tudo foi bem. Chegaram à capital na 5ª posição e encontraram a atriz Linda Christian (apesar do nome anglicizado, era mexicana de nascimento), a grande paixão de Portago. Ele freou perto dela, que foi até o carro e conversaram. O casamento nunca foi motivo para que o marquês e Christian escondessem o namoro. Depois, trocaram um beijo e ele prosseguiu até Bolonha, onde faria os reparos. Lá, uma surpresa desagradável: seus mecânicos descobrem que a suspensão dianteira esquerda está avariada e que seria melhor desistir, porque o carro não agüentaria até Brescia. Fon toma a decisão condizente com o homem sem medo que era: ele ignora e segue em frente. No retorno, não economiza o carro. Ultrapassa Manfredi em Parma e depois Gendebien em Cremona.
Estava na terceira posição, com Taruffi em primeiro e Von Trips em segundo. Collins um dos ingleses queridinhos de Enzo desistira. A ordem final era clara: nada de disputas domésticas. Taruffi deveria vencer, Von Trips seria o segundo e Fon, o terceiro. A idéia de afrontar o velho arrogante desobedecendo-lhe os mandos, devia estar germinando na cabeça de Portago desde aquela reunião de pilotos. Faltando 30 km para a bandeirada, a Ferrari nº 531 aproxima-se da cidadezinha de Guidizzolo e está num trecho de reta, a 220 km/h. Na entrada da cidade, a quebra da suspensão comprometida (ou um pneu estourado) a faz guinar à esquerda, bater num marco de sinalização de quilômetros e levantar vôo. Acerta e derruba um poste telegráfico, que muda sua trajetória e a faz ir parar em cima do público que está assistindo à beira da estrada.
Totalmente destruída, a 335-S vai finalmente parar numa vala à direita da estrada. Muitos feridos, dez mortos, dos quais cinco crianças. Fon de Portago (28) e Eddy Nelson(40) foram jogados fora do carro, depois da batida no poste. Nelson faleceu horas mais tarde e o marquês morreu no ato. No blusão que vestia, havia além de seu passaporte, uma pequena nota, dizendo que era católico e que se algo lhe ocorresse, deveria ser chamado um padre.
Consideradas perigosas tanto para pilotos quanto para o público, as Mille Miglia não foram mais disputadas.
O acidente também custou ao Commendattore um processo de quatro anos, que esvaiu os recursos do time, forçando o início das malogradas negociações de sua venda para a Ford. Enzo Ferrari terminou inocentado.

Henrique Mércio


domingo, 15 de agosto de 2010

Enzo

Vinte um anos atrás no dia 14 de Agosto morria Enzo Ferrari, um homem controverso, alguns o amavam como a um deus e outros o tinham como um títere que dominava seus subordinados com mãos de ferro, fazia e desfazia campeões sempre à sua vontade.
Na Itália a marca é como uma segunda bandeira, e qualquer que seja o piloto a pilotar uma delas é idolatrado, os vitoriosos então simplesmente endeusados. Ascari, Hawthorn, Surtees, Scheckter, Lauda e Schumacher foram campeões do mundo de Formula Um para Enzo - Schummi depois de sua morte mas de qualquer maneira o foi para Enzo - fora inúmeros pilotos que para a Scuderia pilotaram na categoria GT e Sport Protótipos. Desde seu começo como dirigente na Alfa Romeo , após uma curta carreira como piloto, sempre teve seu nome associado aos grande pilotos que nas décadas em que atuou como chefe e proprietário de equipe se destacaram.
Perderam a vida pilotando seus carros grandes pilotos e acredito que apesar de seu distanciamento sobre as fatalidades tenha sofrido, mas a vida já quando consagradissimo iria lhe trazer o pior dos sofrimentos que um homem pode ter, a perda de seu filho Dino.
Amanhã meu amigo Caranguejo - Henrique Mércio - vai nos contar, com sua habitual competência, mais uma história de Ferrari que envolve um de seus pilotos.
Agora uma coisa que nunca poderemos negar é a enorme competência de Enzo em fazer maravilhosos carros, motivos de sonhos e desejos, carros que como verdadeiras obras de arte se perpetuam com o tempo como essa GT 250 2+2 Pininfarina de 1960.
Aos meus amigos Ferrarista de carteirinha Fernando e Romeu, e ao Homero. 

No link uma bela entrevista de Enzo postada no blog do Zullino.
 
                                               Ferrari 250 Pininfarina Coupe
 







La 250 GT 2+2 fu la prima autovettura Ferrari a quattro posti prodotta in larga scala. 957 esemplari furono costruiti ed equipaggiati con il motore Tipo 250 V12 tre litri a singolo albero a camme in testa. Questi modelli avevano il cambio di velocità a quattro marce più “overdrive”. La carrozzeria, disegnata da Pininfarina, teneva conto degli ultimi studi condotti sull’aerodinamica, abilmente trasferiti su di una linea molto elegante.
Le cinquanta vetture realizzate alla fine della produzione (l'ultimo esemplare lasciò la fabbrica alla fine del 1963), montarono il V12 da quattro litri della 330 America. La maggior potenza del propulsore rese possibile l'installazione di nuovi accessori, come ad esempio l'aria condizionata, ma esternamente i modelli da quattro litri erano identici alle 250 GT 2+2.
 



Motore




Motore anteriore, longitudinale, 12V 60°


Alesaggio e corsa 73 x 58,8 mm


Cilindrata unitaria 246,10 cm3


Cilindrata totale 2953,21 cm3


Rapporto di compressione 8,8 : 1


Potenza massima 176 kW (240 CV) a 7000 giri/min


Potenza specifica 81 CV/l  


Distribuzione monoalbero, 2 valvole per cilindro


Alimentazione 3 carburatori Weber 40 DCL/6


Accensione mono, 2 spinterogeni


Lubrificazione carter umido


Frizione monodisco


Autotelaio


Telaio tubolare in acciaio




Sospensioni anteriori indipendenti, quadrilateri tarsversali, molle elicoidali, ammortizzatori telescopici, barra stabilizzatrice




Sospensioni posteriori ponte rigido, puntoni laterali, balestre longitudinali, ammortizzatori telescopici


Freni a disco


Cambio 4 rapporti + overdrive + RM


Sterzo vite senza fine e settore


Serbatoio carburante capacità 100 l


Pneumatici anteriori 6.50 x 15


Pneumatici posteriori 6.50 x 15


Carrozzeria


Tipo di carrozzeria, coupé, 2+2 posti


Lunghezza 4700 mm


Larghezza 1710 mm


Altezza 1340 mm


Passo 2600 mm


Carreggiata anteriore 1354 mm


Carreggiata posteriore 1394 mm


Peso 1280 kg a vuoto


Prestazioni


Velocità massima 230 km/h




Esta Ferrari está à venda no EBay






sexta-feira, 13 de agosto de 2010

OS MOTORES BOXER 1.600CC - DIVISÃO 3 -- II

Guaraná e Ingo. Foto cedida por Carlos de Paula.





MOTORES VW D3 continuação



Continuando o post anterior, vamos a algumas etapas que deixamos de lado.



Antes gostaria de comentar que trinta anos atrás não havia essa facilidade de equipamentos que há hoje. Fora as peças importadas como comandos, pratos de molas e molas de válvulas, varetas de acionamento e etc. muitas peças tínhamos que fazer.

Os escapamentos por exemplo conforme o comando de válvulas e a pista, usávamos ou quatro em um ou cruzado com duas saídas. Eram feitos em sua maioria por dois profissionais de São Paulo cujos nomes esqueci que faziam as curvas perfeitas, moldando com areia. Deles sempre dependia o bom comportamento dos motores e geralmente tínhamos vários pois eles se quebravam com facilidade.




Outro pepino eram os carburadores Weber 48, feitos para Ferraris e os grandes V8 americanos seu acerto era dificílimo, tínhamos para isso caixas enormes com vários tipos de canetas - F2, F3, F7, F11 -, giclês à vontade e bicos injetores e regulagem de altura da bóia de entrada de álcool dentro do carburador. Eles recebiam o combustível de bombas elétricas com pressão em torno de 4 kilos pois os motores consumiam em Interlagos cerca de um litro a cada 2.5km.



Os comandos de válvulas começavam a cruzar em mais ou menos 5.500 a 6.000 rpm andar com eles abaixo disso era quase impossível, e ao acertar os motores era sempre difícil achar a afinação correta e um errinho qualquer e lá se ia um motor. As vezes treinando parávamos e achando que um giclê um pouquinho menor daria mais afinação e ao sair novamente a afinação era tão boa que lá se ia um pistão para o espaço. (Para o leigo um motor de competição com pouca comida ou muito afinado como cita o Rui a temperatura na cabeça do pistão se eleva demais chegando a derreter e colar a cabeça do pistão que é de alumínio contra o cilindro que é de aço.)

Hoje com os módulos e a injeção eletrônica é facílimo para-se no Box o preparador conecta o laptop e programa tudo direitinho.

Na época víamos se a afinação era correta passando o dedo no interior do cano de escape se ele estivesse marrom mais para escuro estava bom, uma cor mais clara estava rico demais. Fora isso esta afinação era sentida na tocada, no contagiros e ouvido.

O Jr mesmo conta no blog dele e aqui todo problema que tinha ao acertar os carburadores de seu Stock.

Jr Lara Campos e Rui Amaral Jr









Jr  e Rui  por Tito



Abaixo os comentários do post anterior.

Perfeito!
era algo mais ou menos assim que eu tinha em mente quando pedi que alguns especialistas escrevessem algo sobre a preparação lá no blog, já que meu conhecimento sobre a preparação dos vw a ar é zero.
infelizmente, muito poucos colaboraram, entre eles, mestre Lara Campos, Ricardo Mansur e o Gigante, que forneceram a "ficha técnica" dos seus bólidos.

Tito
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É Tito, nós ainda vamos continuar este post, escrevendo sb outros equipamentos e etc.
No blog do Saloma vc encontra na barra lateral em Rui Amaral #8 dois ou três textos meus descrevendo acertos de chassi e outras coisas mais.


Rui


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Não sou preparador de carros,mas tenho fusca a muitos anos e leio muito a respeito de preparação nesses motores. Acho que o "calcanhar de Aquiles" desses antigos D3, era o fato de serem motores muito giradores, coisa de 7500/8500 rpm, em sua maioria motores de 1600cc, ou seja, vira de 69mm. Por mais que vc refrigere o óleo desses motores, por existir o fator "pulsação" da pressão lubrificante, o vira não consegue ser lubrificado o suficiente nessas condições de rotação. Existe uma comunidade fusquera de que faço parte, que se chama www.fusca4ever.com.br, aonde um preparador ou curioso,de apelido Chico Biela, desenvolveu ou o ensinaram, acrescentar mais dois furos de 3mm, nas bronzinas de mancal. Isso resulta numa espécie de "armazenagem" de óleo nas mesmas, durante o processo de rotação/pulsação de lubrificação nos trilhos dos casquilhos. Não sei se isso ja era conhecido, não deva ser descobrir a america, mas é uma dica que varios amigos meus, inclusive eu, ja a utilizam, e DE FATO, resulta numa vida útil maior em casos de fuscas com vira de 69mm preparados.


Fernando Claro Luise.


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É Fernando acategoria D3 era até 1.600cc e lembro vagamente que usavamos bronzinas importadas, acho que o Jr tambem pode te explicar melhor.
Estou escrevendo uma continuação e vou ver se consigo tocar no assunto.


Um abraço


Rui

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Joel Marcos Cesetti disse...


Perfeito até para os leigos.Ótimo post estão de parabéns.

abs


Junior Lara Campos disse...


Fernando, poucas vezes meus motores estouravam ( quebrar biela ou fundir) eles perdiam rendimento pois usava aneis do pistão macios para obter uma boa compressão dos cilindros em compensação sua durabilidade era mt pequena. Mesmo nestas altas rotações usava oleo lubrificante da Bardahl mas sempre junto o Bardhal B12, pode colocar que não terá problema em alta rotação e temperatura elevada.

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Ferraz disse...


È Fernandão realmente vc tem uma certa razão sobre os furos nas bronzinas dos mancais, mas no que o Rui falou sobre o que muita gente uzava de material importado,eu era pobre e tinha os casquilhos todos nacionais, ou federal ou metal leve, e tem mais a ultima mil minhas que participei, foram 13 horas de prova com o mesmo motor dos treinos e de classificação......por tanto se o motor for bem feito, não precisa gastar dinheiro com coisas importadas, obviamente que seria melhor mas eu não tinha grana.....abraço.

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Junior Lara Campos disse...


Ferraz,
Meus motores usavam bronzinas da fabricante Metal Leve "Alcool". Esse material foi desenvolvido para motores a alcool de alta compresão e equipava os carros originais de fabrica.

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Rui Amaral Lemos Jr disse...


Tem outra coisa que não comentamos Fernando, com carter seco, radiador na frente e um reservatório de 8 ou 12 litros de óleo conseguiamos manter a temperatura ideal,e a pressão sempre na faixa dos 3 kg.


Rui

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Fernando disse...


Sim Rui, mas até onde andei estudando, independente da temperatura ou pressão do óleo, os furos de passagem do mesmo localizado nos vira de 69mm, especificamente no 1600cc (pois o 1300cc é o mesmo curso), não dão conta de manter a bronzina lubridicada em altas rotações, pois a pressão no local é PULSSANTE, ou seja, para quem não entenda, ela é existente a cada volta do vira. Num motor de 8.000 giros ela passa a ser mínima, não sendo a necessária em termos de "quantidade" de óleo, e voltando a dizer, mesmo havendo pressão e temperaturas ideais, é insuficiente.
Mas, como o Lara Jr, disse, e fora testemunha, um bom lubrificante, um bom aditivo, e suponho, um bom piloto com um olho no relógio de pressão...faz a diferença. Abraço a vcs.


Fernando Claro Luise

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Orlando Belmonte Jr. disse...


ADORO VER FALAR SOBRE DIVISÃO 3


O MELHOR DE TUDO É ANDAR EM UM


SORTE DE QUEM TEVE A OPORTUNIDADE


ABRAÇO


Rui Amaral Lemos Jr disse...


Fernando, eu usava Valvoline Racing.Entendi o que vc escreveu, mas com maior quantidade de oleo e o radiador dianteiro ele mantem praticamente as mesmas caracteristicas de viscosidade.
Estamos escrevendo mais uma parte e vou mostrar como era super importante olhar constantemente o relogio de pressão.
Em uma de minhas primeiras corridas na D3 isso gerou até um celeuma. Lá no post eu conto.
Muito boas suas intervenções.


Um abraço


Rui


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Flávio Costa disse...


Apesar de já ter lido vários textos sobre os D3, sempre leio uma matéria nova como se fosse a primeira. Sou fascinado por essa categoria e lamento demais ser tão guri quando a categoria corria.

Para mim, os preparadores da época eram (são) magos, pois tirar 100HP por litro era um feito!

O boxer "a vento" foi uma escola de preparação e continua sendo, até hoje a turma que melhora seus motores de pista, arrancada ou de rua, discute muito sobre como melhorar os, digamos, pontos fracos. O cabeçote, controle de temperatura, mancal traseiro, taxa, entre outros espectos continuam a ocupar enormes espaços nos fóruns. E com todas as suas armadilhas, eu continuo amando esse motor, tanto que estou em pleno desenvolvimento de um 1.9 álcool para a minha Laranja Mecânica, apelido carihoso do meu 1500 71, laranja granada.

Escrevam mais!

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Fernando disse...


Flavio, caso vc esteja fazendo um 1915cc, usando seu mesmo virabrequim (1500cc). Muito cuidado! Pois desde o 1300cc ao 1600cc, todos possuem o mesmo curso, porém, no caso do 1600cc, o vira possui dois furos de passagem de o óleo, num tamanho e formato diferentes especificamente para favorecer uma lubrificação mais eficiente em maiores rotações. Caso seja isso, procure um vira 1600c antigo, pré 83/84.
Um abraço.


Fernando Claro Luise

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Ferraz disse...


Fernando, vou contar mais umas coisas que eu descobri por mim mesmo, não por boca de terceiros......normalmente as bombas de oleo originais nos motores preparados e com rotações elevadas, dão muita pressão, só pra vc ter uma ideia, o DV3 se teve-se uma pressão em torno de cinco ou mais kg com essa rotação, fundia, sabe porquê......porque o oleo com muita pressão acaba cavitando e não lubrifica, por isso que tem que ser feito bolções no virabrequim para ficar sempre com oleo......eu nos motores AP quando eu corria de F2 ou mesmo de F Super 1600, os meus motores quando quentes não tinha mais do que tres kilos e meio, isso com bronzinas metal leve......no F2 os motores viravam 9400rpm e na super virava 8600rpm ......agora tem outra coisa completando o que o Lara falou, as bronzinas nos motores a alcool tem que ser de boa marca e o motor tem que ser aberto no tèrmino de toda a corrida e trocado os casquilhos, porque o alcool acaba indo para o oleo e deixa as bronzinas todas comidas como se fosse escamas de peixe......então Fernando muita pressão de oleo é ruim para o motor, amarra o motor, as folgas do motor são outras, e temos que trabalhar com um belo radiador para deixar sempre o oleo na temperatura ideal.......mais um pouco eu passo as dicas todas de graça..hahahahah....abraços.

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Boa Ferraz, lembrei que quando ajustava o virabrequim para folga entre a bronzina e o colo do virabrequim usava aquele pedacinho macarrão (massinha especifica para fazer essa medida) que grudava no virabrequim, montava a biela com aperto desmontava e esse macarrão ficava espremido no virabrequim era assim que se media folga me lembro vagamente que usava 0,3 de folga nas bielas e nos mancais, original aho que era 0,1. Costumavamos tb aprofundar o rasgo original de lubrificação para formar essa bolsa. Usava 3 kilos de pressão de oleo e a temperaura sempre era 90’ e o importante era o aditivo para oleo B12 para essa rotação de 8400 que atingiam meus motores.
Jr




quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tributo a Ayrton Senna






Obrigado Lauro.