Nurburgring 1965, AC 428 de Bob Bondurant/J. Neerpasch.
A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
quarta-feira, 3 de março de 2010
AC COBRA COUPE 1965
Em Outubro do ano passado mostrei alguns AC COBRAs, hoje um amigo me enviou este belo exemplar que está sendo leiloado. É um AC COBRA COUPE 1965 e seu preço a esta altura está em US$ 650.000,00.
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Rui Amaral Lemos Junior
terça-feira, 2 de março de 2010
Temporada de 1994 - Fabiano Guimarães
Após a prova noturna no final de 92 tínhamos decidido (eu e meu pai) a desistirmos da brincadeira. O dinheiro havia minguado, o patrocínio desistido e a aposentadoria - precoce, aos 22 anos - havia chegado. Durante todo o ano de 93 tentamos vender o Gol sem sucesso, quando no início de 94 o Waldemar dos Santos, "Dema", piloto e preparador viu um anúncio que havíamos colocado na revista "Oficina Mecânica" e procurou-nos com uma oferta: ao invés de me pagar pelo carro, eu correria 5 provas no campeonato paulista de Força Livre, categoria até 1.600, sem custo nenhum, apenas minha inscrição e no final das 5 provas o carro seria dele. Parecia loucura, mas na época foi o único jeito de matar um pouco mais a vontade de acelerar e livrar-nos do veículo "encalhado".
A categoria na época contava com Gols, Voyages, Escorts e Fuscas, na maioria das vezes carros de categorias extintas pela FASP, formando um grid médio de 10 a 12 carros. Resumindo, pouco profissionalismo e muita diversão. Foi neste clima que corri a 1ª prova e cheguei em 2º e logo na 2ª etapa venci, após uma disputa acirrada com o Escort do Wanderlei Campos e o fusca do Antonio Couto . Dividimos o "Bico de Pato" eles bateram e segui tranquilo para minha primeira (e única) vitória com carros de corrida. Apesar da pouca expressão do campeonato fiquei muito feliz e fui para casa todo orgulhoso com o troféu de 1º lugar.
Durante o campeonato cheguei mais duas vezes em 3º, uma em 2º e uma em 5º lugar, ficando com o vice-campeonato, atrás do Antonio Couto que na metade do campeonato trocou o fusca por um protótipo Aldee (o regulamento permitia), tornando a disputa desigual. Mas nem tudo foram flores, na penúltima etapa decidi correr com um Voyage de outra equipe na tentativa de bater o Aldee e o resultado foi desastroso: logo após a largada, no "S" do Senna fui tocado por outro Voyage, do Cristian Casal del Rey atravessei e fui atingido por vários carros que vinham atrás. Resultado: carro destruído, ausência em uma das provas por falta de grana, pontos preciosos perdidos e adeus campeonato. De qualquer maneira o saldo foi positivo e me despedi das pistas com um vice-campeonato, meu melhor resultado desde que havia começado em 1990."
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Rui Amaral Lemos Junior
segunda-feira, 1 de março de 2010
falecimento de José Mindlin
Deixamos nossos pêsames aos familiares e amigos de José Mindlin, sócio fundador da Metal Leve que mais tarde tornou-se a gigante Mahle Metal Leve S.A.
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Graziela Marques da Rocha
O "Jeitinho" Argentino - PEDRALBES 1951 - por Henrique Mércio

O "Jeitinho" Argentino- corria o ano de 1951 e Juan Manuel Fangio disputava o título da temporada com aquele que, talvez fosse o único corredor que conseguia peitá-lo: o italiano Alberto Ascari. Fangio era piloto da Alfa Romeo e guiava a Alfetta 159, o melhor carro de corridas do período pré-guerra. Estes modelos haviam sobrevivido ao conflito, passando os anos quarenta escondidos em uma fazenda na região de Piemonte e quando a paz retornou, impuseram seu domínio.Já o carro de Ascari era a Ferrari 375 F1, a legítima sucessora da Alfa nas corridas e notadamente, um carro mais moderno. A Alfa Romeo promovia seu canto dos cisnes nas competições participando de sua última temporada e claro, queria despedir-se com uma vitória. A Ferrari, nascera do sonho de Enzo Ferrari, antigo diretor esportivo da Alfa, e para o engenheiro Ferrari, a vitória sobre a Equipe do Trevo tinha um significado todo especial. Para isso ele depositava sua fé no modelo 375 F1, mais leve, veloz e mais econômico que as Alfettas. Aquela temporada iniciara com Fangio, "mordido" por ter deixado o título do ano anterior escapar, vencendo o GP da Suiça.
El Chueco depois vencera o GP da França, ainda que tivesse problemas com seu carro e precisasse pegar "emprestado" o monoposto de Luigi Fagioli, seu companheiro de equipe. A Ferrari começou a reagir no GP da Inglaterra, com a vitória de Froilan Gonzalez, a 1ª de uma longa série de vitórias da Ferrari na categoria. Nas provas seguintes, só deu Ferrari, com Ascari ganhando em Nurburgring e Monza. Restava a etapa da Espanha, no circuito de rua de Pedralbes, periferia de Barcelona. Apesar da pequena vantagem de Fangio (3 pontos), o favorito era o homem do casco azul, Alberto Ascari. Principalmente depois que Ascari cravou a pole position. Uma disputa roda a roda com a Ferrari seria suicídio e Fangio percebeu que teria de usar algo diferente: a astúcia. Juntamente com o engenheiro Gioacchino Colombo, o argentino concebeu um plano e na hora de formar o grid, seu carro apareceu com tanques extras de combustível.
Fangio e a Alfetta.
Uma das vantagens da Ferrari ante a Alfa era sua autonomia: consumiam menos gasolina e aguentavam mais tempo na pista até precisar de um pit stop. Com aqueles tanques extras, a Alfa virava o jogo e quem sabe, pudesse fazer a corrida inteira sem parar (naquele tempo, as provas eram longas maratonas de quase três horas, tão demoradas quanto os pit stops, que estavam longe da precisão cirúrgica e rapidez atuais). O pessoal da Ferrari "surtou". Em busca de uma melhor performance , resolveram tornar o carro mais rápido trocando as rodas de aro 18 pelas de aro 16. Largada, Ascari mantém a ponta e Fangio o acompanha. Na sexta volta , Piero Taruffi, piloto da Ferrari recorre aos boxes com problemas de pneus; na volta seguinte, outro ferrarista, Gigi Villoresi tem o mesmo problema e logo depois é a vez do líder Ascari, que deixa a liderança no colo do Fangio. O restante da prova pode ser resumido numa via crucis dos pilotos do Cavalinho Rampante, cujos pneus apresentavam um desgaste rápido causado pelas novas rodas.
Nem o Cabezon Gonzalez escapou. E enquanto esse drama acontecia, o tranquilo líder Fangio também foi ao boxe para fazer...um pit stop. É verdade que sua Alfa tinha tanques extras, mas não havia uma gota sequer de gasolina neles. Estavam vazios. Tudo o que queria era induzir a Ferrari a um erro, ao tentar algo desesperado. De volta à pista, Fangio "passeou" até o fim das 70 voltas. Ganhou a corrida, o título e ainda fez uma "dobradinha" portenha com Froilan Gonzalez, segundo colocado e o melhor entre os Ferrari.
Fangio chega vitorioso em Pedralbes.
Giusepe Farina e a Alfetta Campeão do Mundo de 1950.
O terceiro foi o campeão anterior, Nino Farina com outra Alfa e por fim Ascari, um piloto infalível quando largava na frente, mas que tinha a tendência a desesperar-se quando andava no meio do pelotão. Estava reservado a eles, destinos diferentes. Fangio, sem equipe, procuraria refugio na Maserati. Em maio/52, sofreu um grave acidente em Monza, depois de passar uma noite inteira dirigindo para chegar a Milão. O cansaço o induziu ao erro e Fangio ficou quase um ano de fora das carreras, dando chance para Ascari brilhar. E o grande Alberto aproveitou: venceu o mundial de 1952 com um número absurdo de seis vitórias em 7 GPs. Em 1953, ainda com a Ferrari, foram cinco vitórias e de novo, campeão. Mas Fangio já estava recuperado e no campeonato de 53, tivera uma boa participação conseguindo três segundos lugares e uma vitória. Todavia o destino caprichoso mais uma vez intercedeu, promovendo nova ascensão do argentino e a queda fatal de Ascari. Mas esta é história para outro dia. Henrique Mercio
Juan Manoel Fangio e Tazio Nuvolari.
às
11:37
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Rui Amaral Lemos Junior
domingo, 28 de fevereiro de 2010
http://shop-luizinho.blogspot.com/
Um pouco de tudo desse grande ser, piloto rápidissimo uma lenda viva. Um abração Luizinho.
Um pouco de tudo desse grande ser, piloto rápidissimo uma lenda viva. Um abração Luizinho.
Outro amigão que lá de Fortaleza promove belos encontros dos apaixonados por Fuscas e outros carros antigos. Um abração Fred.
E a Graziela que conta tudo das arrancadas em seu blog. Um abraço aos três amigos, D. Jô, Nelson e Graziela.
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Rui Amaral Lemos Junior
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
OS BELOS ANOS 60
Quando eles começaram eu tinha sete anos, andava de carrinho de rolemã pelas ruas do Pacaembu, as musicas Ray Charles, Celi e Toni Campelo e milhares de outras, carros só os importados, foram anos de transformação o Brasil cresceu e muita coisa aconteceu. Para mim foram anos maravilhosos, Ciro, Jayme, Toco, Bird, Luizinho, seu Chico ainda corria, Celso, Camilo começava a se transformar em mito. Logo no começo meu maior idolo Jim venceria seu primeiro Campeonato Mundial de Formula Um, em 61 andei pela primeira vez numa pista de corridas, Interlagos. Fui estudar no Colégio Paes Leme, na R. Augusta esquina com Av. Paulista e na fente do colégio conheci no cine Astor, que por sinal tinha o mesmo nome do pastor alemão de casa, onde vi aqueles quatro cabeludos de Liverpool, os Beatles. Não vou fazer uma descrição de tudo que aconteceu naquela época maravilhosa, não tenho essa capacidade. Sei que quase no final da década um Rato maravilhou o mundo com sua tocada rápida e precisa e nos levou tempos depois ao topo do automobilismo mundial. Abaixo apenas algumas fotos da época.
O Simca Tuufão realiza uma maratona para provar sua resistência. Agradeço a foto ao Rui e seu pai João Pastor Junior.
O protótipo Willys, a história dele em breve vai ser contada pela Graziela, assim que ela se reestabelecer plenamente de pneumonia inesperada. Breve regresso minha amiga.

O grande Jim Clark.
O grande Emerson em 1969 mostrando ao mundo todo seu talento.
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Rui Amaral Lemos Junior
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Conde
Conheci o Luiz Henrique Pankowski no final dos anos 70 na oficina do João Lindau no bairro de Sto Amaro, ele me apresenta e diz "o Conde" e para mim ficou sendo assim. O João estava com uma revista nas mãos AE ou QR, que na época eram boas revistas, com a foto de um carro andando pela pista de Interlagos e me disse "é o Conde" peguei a revista olhei a foto e disse " está fraco e errado". Acho que nesse exato momento ele percebeu o que seria ser nosso amigo e como se isso não bastasse mais tarde ficou amigo do Duran e Ferraz , é muito para uma pessoa apenas!
Pankowski e Ferraz podium em Interlagos.
Na chuva TEP 1982 .
Andando na frente do Fiat 147 D3.
A vingança, andando na frente de Luiz Eduardo Duran na D3.
No final da década de 80 integrou a equipe Greco/Ford no Campeonato Brasileiro de Turismo http://www.museudoautomobilismo.com.br/popupacervo.asp?cod=962
No cemeço deste ano correndo com um Spyder chegou em 4º lugar no GP Cidade de São Paulo.
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Rui Amaral Lemos Junior
Xaropes e Enciclopédicos
Xarope é o termo usado pelo grande Victório Azzalin quando fala em seus amigos que correram em sua época, ele fala e os olhos brilham.
Depois que comecei a escrever esse blog tive a honra e o prazer de juntar a todos Xaropes que são meus amigos a décadas muitos outros. Hoje escrevo de quatro caras malucos por automobilismo, conhecedores do assunto e com uma memória fantástica. Flávio Tito Tilp, Henrique Mércio o Caranguejo, Fabiano Guimarães e Fabio Poppi são uma enciclopédia de automobilismo ambulante e ainda fazem maravilhas em papelão que transformam em réplicas dos carros em que corriamos.
Na foto na pista de autorama da Monza algumas de suas fantásticas criações, a Brasilia do Ingo, os VW D3 do João Lindau, José Ferraz o Opala D3 do grande Luiz Pereira Bueno e o VW D3 do Junior Lara Campos. 
A oficina de meu amigo Fabio Poppi com as homenagens ao Mestre Luizinho, o Hollywood Berta e o Opala D3.
A criação do Tito para o VW D3 em que o Teleco pilotou com maestria .
Os VW D3 do Expedito Marazzi, Clério de Souza o "Bé" e Alvaro Guimarães.
Carros do Junior Lara Campos
O # 13 do Orlando Belmonte
João Lindau e Sueco.
Luiz Eduardo Duran e Aristides Dalécio.
José Ferraz na versão Mil Milhas de 1984.
Fabio Levorin, Alexandre Benevides e Rui Amaral Mil Milhas de 1984.
Agora como se não bastasse todas as belas criações, fruto de muita pesquiza e trabalho, dos quatro meus totalmente Xaropes e Enciclopédicos amigos eles em "conluio" no blog do Tito mostram como centésima criação o carro em que com o Fabio e o Alexandre corri as Mil Milhas de 1984. Obrigado de coração e podem ter certaza que falo tambem em nome de meus amigos que vocês com toda sua competência e carinho homenagearam.
Tito Tilp http://titotilp.blogspot.com/
Fabio Poppi http://paperslotcar.blogspot.com/
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Rui Amaral Lemos Junior
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