A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

terça-feira, 9 de abril de 2013

Na F. VEE com Heitor

Heitor Luciano Nogueira Filho

Após a segunda etapa do Campeonato Paulista de FVee, onde nosso motor foi aberto na verificação técnica, aproveitamos para fazer uma revisão e descobrimos que as bronzinas já apresentavam algum desgaste e resolvemos trocá-lãs. Isso nos obrigou a fazer um novo amaciamento no primeiro treino da quinta feira, o que logicamente foi feito " de acordo com o manual " kkkkkk
Nos treinos seguintes fomos avaliando se não ocorreram mudanças significativas no comportamento do motor o que implicaria em um ajuste do mapa da injeção. Depois do segundo treino notamos que o motor estava trabalhando mais " pobre" e demos uma pequena " enriquecida" no mapa.
Na sexta feira pela manhã caiu uma bela chuva em SP e com isso resolvemos não participar do primeiro treino, já que tínhamos feito alguns ajustes no alinhamento do carro visando conseguir aumentar nossa velocidade de contorno nas curvas, e com essa condição de piso molhado, não teríamos as condições para avaliar a mudança. Felizmente a chuva parou e a pista começou a secar rapidamente e para o segundo treino a pista já estava em cerca de 85% das condições, apresentando apenas alguns pontos ainda com umidade. Saímos para a pista e logo nas primeiras voltas já senti os efeitos da mudança e num primeiro momento nossos tempos pioraram ao invés de melhorarem, mas comecei a entender melhor o comportamento do carro e modifiquei um pouco a minha pilotagem e no meio do treino já tínhamos alcançado uma marca semelhante à melhor que eu tinha feito com o alinhamento " antigo" . Parei nos boxes e alterei um pouco a calibragem dos pneus visando aproveitar melhor o novo comportamento do carro. Entrei novamente na pista e agora com a calibragem dos pneus mais acertada, comecei a exigir o máximo do carro e fui gradativamente abaixando o tempo até chegar a uma marca de 2.03.35, que era meio segundo mais rápido do que a marca anterior !!!! Finalizamos nosso trabalho de sexta feira e fomos descansar para estarmos 100% no sábado.
O sábado amanheceu com sol forte e já anunciava que os motores boxer refrigerados a ar passariam por uma prova de fogo !!!





Logo que abriram os boxes para a Tomada de Tempos já entrei na pista e andei forte. Logo após minha primeira volta, quando entrei no S do Senna pude notar alguns carros batidos e em uma fração de centésimos de segundo já fiquei alerta sobre algo de estranho que estava acontecendo...quando mudei a trajetória para fazer a segunda perna do S e a suspensão apoiou no lado esquerdo, imediatamente começou a escorregar de frente. Havia muito óleo na pista. Na minha cabeça passou o filme de o carro saindo da pista e espatifando-se junto com os outros, tive o reflexo de voltar o volante para a posição reta e acelerei tudo para tentar " alongar" a rodada e sair fora do lado externo da curva. Por um milagre a manobra deu certo e acabei rodando bem longo, indo parar no lado externo do Sol, escapando do guard-rail externo da segunda perna do S. Ainda desengatei o carro e deixei ele ir rodando de marcha ré para me afastar o mais longe possível daquele cenário de destruição.....quando o carro entrou na grama, acionei os freios , vi que não vinha ninguém, engatei a primeira e me mandei dali. As bandeiras vermelhas já estavam por toda a pista. Entrei nos boxes e o Guerra me informou que havíamos assinalado a melhor volta até aquele instante e ficamos aguardando a decisão da direção de prova. O que ocorreu foi o rompimento de uma mangueira de óleo do radiador do carro 7 exatamente entre a primeira e segunda perna do S e foi vazando óleo até o fim da reta oposta. Logo depois veio o carro 12 , escorregou no óleo e bateu de frente nos pneus, 5 segundos depois veio o 36 e ia bater no meio do 12, mas o piloto teve o reflexo de virar levemente para a esquerda e com isso bateu nos pneus e não no 12. Mais 3 segundos e veio o 82 e bateu a 1 metro do local que estava o 36. Cinco segundos depois foi a minha vez de passar pelo local, felizmente sem conseqüência alguma além do susto. Ai já agitaram a bandeira de pista escorregadia e em seguida a bandeira vermelha.



Após vinte minutos, espalharam o produto para absorver o óleo e liberaram a pista, embora ainda estivesse com resíduos do óleo e do produto. Fui fazendo as voltas e indo de forma gradual no local do acidente, pois não queria correr o risco de bater o carro. Fui aumentando a velocidade até o ponto da ultima volta a pista já estar praticamente 100% e consegui uma boa volta com 2.03.195, o que deixou com a POLE-POSITION da 3a Etapa !!!
Finda a Tomada de tempos, não havia nada a ser feito no carro além do abastecimento e foi exatamente o que fizemos....apenas abastecemos o carro.
Após realizarmos a volta de apresentação, alinhei o carro na marca do Pole e aguardei pelas luzes vermelhas . Uma, duas, três, quatro e APAGARAM !!! Larguei bem não deixando o carro destracionar demasiadamente e já tomei a linha do meio para entrar no S do Senna. Fiz toda a primeira volta em primeiro, mas na hora da subida após a Junção sofri o inevitável, eu sendo o líder era o único que estava " de cara pro vento" e com isso todos de trás usaram o vácuo menos eu...pouco antes da linha de chegada fui ultrapassado por três carros, caindo para quarto, mas não me preocupei pois sabia que isso iria acontecer. Agora que estava atrás de alguém, era a minha vez de usar o vácuo, e assim o fiz...Ultrapassei dois carros e o terceiro quebrou, me deixando na liderança até com uma certa folga, deixando o segundo longe do meu vácuo. No entanto após umas três voltas, senti o carro perder estabilidade principalmente nas curvas para a esquerda e também uma queda na eficiência dos freios. O segundo começou a encostar novamente e eram dois carros , o Nenê e o Gláucio. O comportamento foi piorando e na 10 volta quando tentei defender a posição na freada do Lago as rodas dianteiras bloquearam devido ao problema nos freios e eu passei reto, fazendo a volta na área de segurança o que me fez perder a liderança , o segundo e terceiro lugares, caindo para quarto. Entendi que havia algo bem errado e imaginei que teria que mudar meus pontos de frenagem, antecipando-os em 50 metros para não correr novamente o risco de perder novamente a freada. 



Rapidamente me adaptei à nova situação e comecei a encostar no terceiro, o Zaza com o carro 71. Dei o bote nele no Bico de Pato e comecei a encurtar a distancia dos dois ponteiros reduzindo a desvantagem de 5 segundos para 1 segundo na última volta, mas sem tempo para fazer mais nada, preferi ficar com a terceira posição , que foi muito bom devido à situação do carro. Após o término da corrida , imediatamente sai do carro e fui ver o que tinha causado essa queda de performance na suspensão e nos freios. Descobrimos que o cubo de roda traseiro direito estava danificado, gerando uma excessiva folga de mais de 3 graus para todos os lados !!!! Com essa folga toda além de logicamente acabar com a precisão da suspensão, o disco movendo-se nas retas afastava as pastilhas e no momento da freada, ao invés dele frear instantaneamente, ele tinha que primeiro " encostar" novamente as pastilhas e só depois iniciaria a frenagem....
Depois que vi o tamanho do problema, fiquei bem satisfeito em ter finalizado em terceiro lugar, o que me tirou da sétima colocação do campeonato e me colocou na terceira posição, apenas quatro pontos atrás do líder Fernando Monis.

Heitor Luciano Nogueira Filho


Gláucio, Nenê e Heitor


GRID

1o.- Heitor Nogueira Filho - # 55 - HT Guerra/MK - 2m03s195
2o.- Matheus Jacques - # 14 - Vivo Sabor/Kalena - 2m03s265
3o.- Luis Nenê Finotti - # 0 - LF Comp. - 2m03s790
4o.- Fernando Monis - # 34 - Monis Racing/TJ Comp. - 2m.05s.146
5o.- Rodrigo Rosset - # 19 - Ramazza Seguros - 2m05s522
6o.- Marco Vale - #44 - San Race - 2m05s.607
7o.- William Daulisio - #71 - Epenezer/Wessler - 2m05.702
8o.- Arthur Leme - #51 - Alfia Peças - 2m06s.243
9o.- Glaucio Doreto - #89 - Emilio Conf - 2m06s493
10o.-Sandro Freitas - # 17 - San Race - 2m06s702
11o.-Kenner Garcia - #12 - Competikar - 2m.07s369
12o.-Daniel Ebel - #32 - TJ Comp. - 2m.08.s323
13o.-Bruno Leme - 378 - Alfia Peças - 2m08s.335
14o.-Marcelo Chamma - #30 - LF Comp. - 2m08s.479
15o.-Cristiano Gameiro - # 82- Vee Racing - 2m08s994
16o.-Flávio Matheus - #36 - TJ Comp. - 2m10s.741
17o.-Eduardo Dias - # 8 - San Race - 2m10s973
18o.-Eduardo Leal -  #13 - 2m.16s463
19o.-João Tubino Neto - #50 - s/tempo


FINAL

1o.- Luis Nene Finotti - # 0 - LF Comp. - em 12 voltas e 25m27s585
2o.- Glaucio Doreto - #89 - TJ Comp/Emilio
3o.- Heitor Nogueira Filho - #55 -HT Guerra/MK
4o.- William Daulisio - #71 - Epenezer/Wessler
5o.- Kenner Garcia - # 12 - Competikar
6o.- Eduardo Dias - #8 - San Race -
7o.- Sandro Freitas - #17 - San Race
8o.- Marcelo Chamma - # 30 - LF Competições
9o.- Emilio Padrón - # 7 - EF Preparações
10o.-João Tubino Neto - #50 - Tj Competições




FOTOS: Ana Luiza Andreoni, Rodrigo Ruiz, Pavan Fotografia, Diogosil e Marcus Pavan.




segunda-feira, 8 de abril de 2013

SÁBADO...

um bando de amigos se reuniu, fomos assistir entre outras a corrida do Heitor na F. VEE, algumas boas corridas e as arquibancadas vazias. Mas o que ficou foram essas imagens dos amigos, mais tarde o Heitor vai contar sua corrida...

A seguir as fotos do bando, ops perdão, famiglia, ops, os amigos, faltou o Fritz Jordan, que tive o baita prazer em conhecer e o Ceregatti que está de castigo pois não deixou ninguém em paz! 

Joel Marcos Cesetti, eu, Chico Pellegrino, Paulo Tohmé...
 Fernando "Hiperfanauto"Fagundes, Joel, Heitor, Chico e eu...
 Joel, Tohmé, Chico e Paulo Aidar...
 Joel, Chico, eu e Chico Lameirão...
Parece que Chico quer desbancar o Milton na NASCAR!

Nosso fotografo, Fabrizio Pellegrino...
 Fernando conversa com Ricardo Bock e Duran enquanto Ricardo Bifulco conversa com Chico e Joel faz pose!
Regi NatRock - Reginaldo Vitulo - conversa com Roberto Zullino, atrás Claudinho Carignato, eu e Ricardo Bock...
Duran para variar não para de falar nem para foto, os Ricardos, Bock e Bifulco e Fernandão parece não acreditar no que ouve!!!!rs 
 Ricardo e Jacob Kounrouzan...
 Pois é Chico passei o Duran por fora naquela curva...
 Duran, Chico, os Ricardos e eu, rsrsrsr...
Duran, falando...os Ricardos e Fernando

FOTOS: Joel e Fabrizio

Pio, Pio, Pio...


Meu saudoso pai, Wilson Souto Maior, conheceu o Expedito na Mercedes-Benz em São Bernardo dos Campos, éramos vizinhos, e ai nasceu a nossa amizade.
O serviço deles, incluía viajar e visitar diversas concessionárias, a grande maioria no sul do pais. Essas viagens eram feitas num fusquinha “pé de boi” da Mercedes sempre pelos dois, mas, houve uma única vez, em que um piloto de teste chamado Celso Graminha foi junto não sei porque razão.
Meu pai já estava acostumado a andar com o Marazzi e sabia do que ele era capaz de fazer com um simples fusquinha, e segundo ele, o Celso era um excelente piloto de testes.
A certa altura da viagem, o Celso pela primeira vez pegou o carro. Meu pai, um grande “barbeiro seguro” segundo o Marazzi, nunca dirigia. Expedito foi meio que deitado e entediado no banco de traz, meu pai, lógico no carona. No meio de uma serra, Expedito quase que dormindo disse:

-Tá lento...

O Celso olhando pelo espelho retrovisor perguntou em tom de brincadeira:

-Você faz melhor ?

-Mais rápido e melhor.

O Celso parou o carro imediatamente abrindo a porta e descendo do carro.

-Então vem e faz.

Meu pai meio que rindo sem graça disse:

-Não faz isso não Celso...

Expedito foi para o volante e o Celso para o banco traseiro.

Bom, da para imaginar o que o Marazzi fez com o carro.

Depois de uns cinco minutos, o Celso Graminha começou a pia sem parar.

-Pio, pio, pio, pio...

Meu pai irritado perguntou:

-Tá piando porque ?

-Bom “seu” Wilson, já ouvi falar de tanta gente que morre sem dar um pio que estou dando todos os que posso.

Claro, todos caíram na gargalhada, e jamais um piloto experiente como o Celso ficaria com medo do que o Expedito estava fazendo. Mas segundo meu pai, a coisa era muito assustadora, e, só quem conhecia e já andava há muito com o Expedito ficava tranqüilo.

Meu pai; o velho “Seu” Souto, contava esta historia sempre, as vezes na frente do Expedito que ria a valer, ao que meu velho sempre dizia:

-Você tá rindo, pois não era você que estava no banco do carona segurando no PQP.

Mario Cuca

Podium de Turismo 5.000 Expedito de macacão azul, em 1º Ney Faustini e de macacão branco e azul João Lindau.
#88 Expedito em Jacarepaguá...


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mike The Bike

Stanley Michael Bailey Hailwood, nasceu em Oxfordshire, a 2 de abril de 1940, setenta e três anos nesta data, portanto. Filho de um negociante de...motocicletas e ex-piloto, a inclinação de Mike para as competições em duas rodas foi natural. Em 1957, ele já participava de sua primeira prova em Oulton Park. Um ano mais tarde, vencia em dupla com Dan Shorey a Thruxton 500, dando início a lenda de Mike, the Bike. Com seu nome intimamente ligado a marcas como a Honda, a MV Agusta e Ducatti, Hailwood começou a dominar as corridas do Mundial de Motociclismo em 1961, quando sagrou-se campeão mundial das 250 cc. Nessa modalidade, venceria mais duas vezes, em 1966 e 1967. Nas 350 cc, foi bicampeão em 1966-67 e nas 500 cc, campeão em 1962-63-64-65. Mas para muita gente seus maiores feitos estão ligados ao Tourist Trophy da Ilha de Man, considerado pelos motociclistas como a corrida de maior prestígio do mundo e que durante um certo tempo, foi o quintal da casa de Mike Hailwood, que impôs seu domínio por lá de 1958 a 1967. Segundo os entendidos nas duas rodas, seu maior triunfo aconteceu no TT Senior de 1967, quando derrotou ninguém menos que o italiano Giacomo Agostini. Mike the Bike era tão importante que quando a Honda retirou-se das competições de Moto em 1968, pagou cerca de 50 mil libras para que Hailwood não corresse por outro time. De certa forma, isso acabou por “empurrá-lo” para o automobilismo. 


1978 Mike e a Ducati
Dois gigantes de MV-Agusta, Mike persegue Giacomo Agostini, os dois conquistaram "apenas" 25 títulos mundiais de Moto GP

Com quatro rodas, Hailwood participou de provas de Sport cars, da F 5.000, F2 e F1. Nas 24 Horas de Le Mans de 1969, foi o terceiro colocado com um Ford GT40, fazendo parceria com David Hobbs, correndo pela Equipe John Wyer Automotive e em 1972 tornou-se campeão europeu de Fórmula 2, pela equipe de outro ex-motociclista, John Surtees. Na F1, esteve em dois períodos diferentes: primeiro de 1963 a 1965, correndo pela Equipe de Reg Parnell, desenvolvendo uma carreira paralela com o Motociclismo. Optou pelas motos e ficou de fora por seis anos, voltando em 1971, já na equipe Surtees, conseguindo em três temporadas, resultados modestos, sendo sua atuação de maior destaque o segundo lugar no GP da Itália de 1972 (mais conhecida dos brasileiros como a corrida em que Emerson Fittipaldi ganhou o campeonato mundial). A melhor chance de Mike, parecia ter surgido em 1974, quando entrou para o Yardley Team Mclaren e com o modelo M23, conseguiu uma certa constância de resultados, mas um sério acidente em Nurburgring durante o GP da Alemanha, o tirou das pistas para sempre. Dos carros sim, mas não das motocicletas. 


1963 Silverstone, Mike estreia na F.Um com a Lotus 24 da equipe Reg Parnell
1972, campeão da Formula 2 com a Surtees TS10

1973 Interlagos, F.Um com a Surtees TS11
1974 com a McLaren M24
1974 Nurburgring, na Lotus 72D Ronnie
24 Horas de Le Mans 1969
Entre Peter Gethin e Carlos Reutemann
Com o ator Steve McQueen 
1974 na McLaren


Entre 78-79, Mike voltou a vencer na Ilha de Man, mas acima de qualquer coisa, já havia vencido campeonatos nas duas e quatro rodas e mais importante, era também campeão da vida. Em Kyalami, 1973, Hailwood arriscou-se para resgatar o suíço Clay Regazzoni de seu BRM em chamas. Por seu gesto, Mike foi condecorado com a George Medal, alta distinção concedida a civis pelo Império Britânico. Em 23 de março de 1981, ele estava em seu carro com os filhos Michelle e David, quando bate em um caminhão. Morto o homem, imortalizou-se Mike, the Bike, o mito.

CARANGUEJO



No acidente de Regga

Ao final deste vídeo notem ele fazendo a Eau Rouge...