A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

José Ferraz

Está no ar o blog de meu amigo José Ferraz, lá ele vai contar suas histórias e mostrar sua carreira, sem deixar de contar aqui um pouco de tudo. Estarei  também por lá com meu velho amigo, ou amigo velho ou simplesmente Velho!Rsrsrs. Parabéns meu amigo e um abração.


  

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Kitty Fabri foi uma das pioneiras nas corridas de automóvel


Quando, às 9,00 horas do dia 9 de dezembro de 1949, a paulista Kitty Fabri arrancou com seu automóvel Ford 1942 número 52 no quilometro 12 da Via Anhanguera, em São Paulo, para disputar lado a lado com "marmanjos" uma corrida num trajeto de mais de 2.000 quilômetros de estradas do interior paulistano, apresentava-se, talvez sem querer, como uma das mulheres pioneiras nessa área em nosso país

Hoje, vemos mulheres participando de corridas de automóveis,
de motos, de caminhões e até de arrancadas de "dragster" em
autódromos, sem muitos comentários.
Mas, na época... Bem, escreveremos sobre mais uma das grandes e saudosas provas automobilísticas de estradas brasileiras, ou seja, a "Washington Luiz", promovida pelo Automóvel Clube do Brasil, a partir de São Paulo/SP e disputada nos dias 8, 9, 10 e 11 de dezembro de 1949, reunindo os principais pilotos do país.

Debaixo de chuva fina, a partida simbólica dos competidores foi dada às 8,00 horas no Vale do Anhangabaú, seguindo estes em direção à Via Anhanguera onde, às 9,00 horas, foi dada a largada oficial da prova, num t


rajeto que incluía entre outras cidades Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto e São Manoel. Chico Landi, piloto já famoso na época, estava presente com um Ford 1948 mas, ele mesmo tinha como favorito a vencedor da prova o gaúcho Catharino Andreatta, "cobra" em corrida de estrada.

Por sua vez, Kitty Fabri, vestida de branco e usando turbante, disse que, se o seu carro correspondesse, acompanharia os grandes volantes. O primeiro carro a arrancar foi o mais velho de todos, um Ford cupê 1933, múmero 98, de Alberto Cortez Salgado (SP).

Atrás dele, a cada minuto, arrancaram os pilotos Luiz Ambrósio - carreteira Ford, João Scaffidi, Kitty Fabri (SP), José Guidini, Ernesto Ranzolin (RS), Rosalvo Mansur Framcisco (SP), Adolfo Pitoresco, Moacir Colli, José Ambrósio, Rafael Gargiulo, Godofredo Viana Filho (SP), Argemiro A Pretto (RS), João Vieira de Sá, Angelo Gonçalves, Mario Marsiglia, Francisco Landi (SP), Catharino Andreatta (RS), Oscar Bay (RS), Francisco Marques, Djalma Luciano Pessolato (SP), Raulino Miranda (SC), Francisco Said (SC), Gilberto Pereira do Vale, José Amadeu Luggeri, Antonio Patra, Amaral Junior, Primo Fiorese (SP), Julio Andreatta (RS), Horácio Alves Ferreira, Aristides Bertuol (RS), José Fiadi, Julio Vieira dos Santos, Mario Sinatolli, Gilberto Gazzaniga, Osvaldo Bertini, Chafic Scaff, Antonio da Silva e Edivaldo de Oliveira Santos. Nas fotos de hoje, a largada simbólica da prova e, a piloto Kitty Fabri pouco antes disso.

Por Ari Moro

Publicado primeiramente no jornal A Tribuna/jornal do Automóvel de Curitiba e Paraná on line

30/12/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 29/12/2010 às 22:19:27

Parabéns Fabiano

Fabiano Guimarães.
                 Atrasado mas de coração, parabéns meu amigo!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A TRINCA

Jr e Arturo recentemente na casa do Ferraz.
Amadeo Campos.
Jr e Arturo uma bela briga.

A Divisão 3 (Classe A), teve no final dos anos setenta e início dos oitenta uma rara oportunidade de reunir em disputa pelo seu principal laurel, três pilotos singulares. Competitivos, porém grandes amigos entre si. Um deles era Luis Lara Campos Jr. Acostumado à mecânica VW, possuía um carro que no período que analisaremos, teve um significativo acréscimo de performance. Outro nome a destacar seria Amadeo Machado Campos. Trabalhador, ele parecia esforçar-se mais para atingir os resultados dos rivais, mas não ficava longe e finalmente, o mais focado dos três: Arturo Fernandes. E todos eles tinham o Sedan VW1600. Em 1975, o grande campeão brasileiro da D3 foi Amadeo Campos, mas apesar da conquista,  ele e os que competiam com os valentes Fuscas, tinham um adversário extra: a grande mídia gostava de abrir seus espaços aos  carros que disputavam a Classe C, Mavericks e Opalas e até Dodges, eram mais vistosos com suas belas carrocerias e eram mais mostrados. O público dos autódromos é que já tinha seus preferidos. Já nessa época, Lara Campos e Arturo Fernandes estavam na ativa. E observavam. Em 1976, Amadeo estava momentaneamente dividido entre categorias de mecânica diferente: a Fórmula Ford e a Divisão 3 e acabou sendo surpreendido por Vital Machado, mas não deixou de levantar o campeonato paulista. No ano seguinte, Amadeo e Arturo dividem a preparação de Fabio Reynolds, o Magrão. E também o monopólio da Divisão 3. Os Fuquinhas agora são os donos do espetáculo. A crise energética baniu os carros maiores da categoria e a restringiu à Classe A. Amadeo e Arturo é quem dão as cartas: dividem as vitórias e poles. Correndo por fora como um Quixote, Júnior Lara Campos não quer saber disso. Ele pinta o número #1 no carro pois é o que quer ser. Mesmo sem ter grandes esquemas, Amadeo Campos recupera a coroa da D3, mas a categoria vive um momento nervoso, com grids esvaziados e completados com veículos de outras categorias, notadamente os Passat.  Para 78, perderá o seu status de campeonato brasileiro. Mais do que nunca, precisará dos abnegados pilotos, preparadores e patrocinadores para sobreviver. “É preciso tirar da cuca o que no bolso não tem”, diz um ditado. Apesar das cada vez mais minguadas cotas de combustível do governo, a Divisão 3 cresce outra vez: provas noturnas, mais pilotos e Passats preparados para a categoria. Amadeo Campos vence a primeira do ano, mas ele é alcançado pelo dedicado Arturo Fernandes e pelo raçudo Lara Campos. Na final desse movimentado Torneio-Rio-São Paulo, Lara chega com uma pequena vantagem, mas numa incrível virada da sorte, deixa escapar o título após quebrar duas caixas de câmbio. Arturo Fernandes é quem levanta a taça e pensa como será 1979. No começo do ano, surgem rumores de que em 1980 as provas serão disputadas por carros usando álcool combustível. Amadeo Campos até rabisca uma frase com esse teor em seu carro. João Franco também.  Mas a categoria continua regional e à gasolina até a metade do ano, quando uma nova proibição governamental às corridas automobilísticas (como já ocorrera em 1976) precipita tudo e no Festival do Álcool em 7 de setembro, a Divisão 3 apresenta seu novo campeonato brasileiro. Para iniciá-lo, que melhor do que uma prova noturna?  Será um certame curto, com apenas quatro corridas. O carro de Arturo, que como os demais Pinicos tinha a forte concorrência dos Passats, torna-se  o bicho papão graças ao novo carburante, após setembro. Ele vence a prova noturna do Rio e a etapa de Interlagos. Lara Campos, momentaneamente fica para trás, mas retornará com mais fôlego no ano seguinte e Amadeo, campeão regional de 79, também reestrutura a Equipe para o novo ano. 1980 foi a último grande temporada dos Pinicos na categoria. Os Passats já os ameaçavam dentro da “sua” própria categoria. O tempo estava acabando, mas ainda havia grandes carros para uma empolgante disputa. É outra vez, Arturo x Lara. Amadeo está dividindo o time com Ricardo Mogames. E é este quem  surpreenderá,  liderando a disputa por algum tempo. Aturdidos, os outros terão de acompanhá-lo. O primeiro a recuperar-se é Lara Campos, cujo carro é um verdadeiro foguete (no caso do Fusca, um “foguete de bolso”). Arturo também vence, mas principalmente, será o melhor na estratégia. A soma de resultados permitem que chegue a Interlagos com 9 pts de desvantagem para Mogames e 4 a frente de Lara Campos. O que poderia decidir essa parada? Resposta, além da chuva, uma malograda encomenda de comando de válvulas. O competitivo VW #5 de Lara Campos não rendia o mesmo com piso molhado e Mogames ficou sem as peças encomendadas, que foram por engano, parar em Assuncion. Com pista molhada, na bateria decisiva, valeu o arrojo de Arturo Fernandes, que depois admitiria ter vencido o mais difícil de seus títulos. Adequado que após a prova, Arturo tenha sido o comandante  de uma bateria  de ritmistas improvisados. Descreveu-o uma publicação: “Encharcado, tendo nas mãos uma vassoura com um pedaço de plástico amarrado na ponta e um sorriso contagiante e sincero”. Principalmente por ser aquela a definitiva conquista do Sedan VW1600. O incansável Amadeo Campos, que nessa temporada foi mais uma vez o campeão paulista, venceria a primeira corrida de 1981. Mas então, a categoria tinha outra nomenclatura; chamava-se Hot Car.   
C.H.Mércio




Quem assiste alguma corrida de fora não imagina a dureza que é para um piloto colocar o carro na pista, ainda mais se manter disputando uma categoria competitiva como a Divisão 3 na classe A sempre na ponta.
Esses três pilotos conseguiram, são três grandes pilotos e acredito que andariam na ponta em qualquer categoria onde  tivessem um carro competitivo.
Com Amadeo pouco convivi.O Arturo um sorriso largo e franco e sempre agradável, um bota e o Jr um amigo querido de longo tempo, sempre rápido e competitivo, como os dois um bota!
O texto de meu amigo Caranguejo mostra na visão de um fã, que acompanha o automobilismo com atenção e carinho e sabe muito sobre ele, a trajetória deles ao longo dos anos. 
Aos quatro meu forte abraço. Rui










Arturo.
Jr, 1972.

Jr e Arturo no Rio de Janeiro trocando posições.
Jr
Podium no Rio, Jr abre a champagne, Arturo recebe o troféu e Amadeo olha, ao lado Bruno.
Festival do Alcool.

Jr e Arturo com o mesmo patrocínio, Rio de Janeiro.


Amadeo e Arturo, Rio.
Arturo toma a ponta de Amadeo.

A bandeirada, Arturo e Amadeo.

Arturo

INTERLAGOS

Amadeo, Jr, Vicente Correa e Arturo.
José Carlos Romano, Amadeu Rodrigues, Amadeu Campos, Arturo Fernandes e Ricardo Mogames.



Luiz André Ferreira, Jr, Marcos Levorim e Luiz Carlos Lara Campos. Lulu e Marcos, presença constante.
Jr.
Arturo e Jr, entrada do "Esse".

Largando à noite no Templo.



Edson Yoshikuma e Arturo.

No miolo de Interlagos.


Ferradura.


Vital machado, Jr, Edgard de Mello e Alvaro Guimarães.
Arturo e Amadeo.


Arturo, Mogames, Amadeo e rodando no "Sargento" Amadeu Rodrigues.
Jr
Bico de Pato, Arturo e Amadeo.
Arturo, Jr e o Passat de João Franco.

Largada em Interlagos, #69 ?, Arturo e Bruninho de Brasília forçando.


FOTOS:  Arquivo pessoal de Arturo Fernandes e Valdir Procopio, Jr Lara Campos.
Arquivo Digital Revista Quatro Rodas.