A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Força Francis!

                         CONSTRUINDO UM SONHO



Lá de Floripa meu amigo Francis, jornalista e blogueiro de primeira, está em vias de colocar seu sonho nas pistas, seu VW carinhosamente preparado para as corridas de terra, tão famosas lá no Sul, está quase pronto. Faltam alguns detalhes e seu #2 vai estrear no dia 21 lá no Autódromo Max Mohr, em Ascurra perto de Blumenau.
Assim como o Orlando que está tentando colocar seu D3 nas pistas o Francis enfrenta o mesmo problema de 99% dos pilotos brasileiros, patrocínio, então vamos até seu blog conhecer seu sonho e ajuda-lo a colocar na pista. Força Francis!!!




                                                                                                                                                                                     

Olá amigos!
Entramos na "última curva da última volta" da montagem do meu Fusca. Falta pouco pro 'pinico atômico' roncar, e neste final de semana (dias 21 e 22) já tem a estréia dele.
Como a maioria já sabe, não tenho patrocínio (e menos ainda "paitrocínio") e estou contando com a ajuda de muitos amigos, cada um da forma que pode, mas ainda falta uma parcela de grana pra conseguir finalizar a montagem do carro e materializar este sonho de infância.
Através desta campanha denominada "AMIGOSTROCÍNIO" o sonho está se tornando realidade, então "passo o chapéu" com o objetivo de angariar mais alguns "AMIGOSTROCINADORES". O valor de cada cota é de R$ 20,00 (o espaço referente a cada cota tem a medida de 8 por 10 centímetros), e cada um pode 'comprar' quantas cotas quiser/puder, e essa quantia será muito bem vinda.


Os dados para depósito são:


Banco CEF (Caixa Econômica Federal)
Agência: 1875
Operação: 013 (Poupança)
Conta Poupança: 12721-6
Titular: Francis Henrique Trennepohl
O depósito também pode ser feito em agências lotéricas.
O link da campanha é este aqui  http://poeiranaveia.blogspot.com/2010/03/quanto-custa-um-sonho.html , e no domingo farei o sorteio de 5 brindes para os meus "AMIGOSTROCINADORES".
Aos que aderirem à campanha, peço a gentileza de enviarem por email a logo, foto ou frase que queira colocar no espaço 'comprado'.
Aproveito a oportunidade para convidar à todos que prestigiem esta etapa no Autódromo Max Mohr, em Ascurra, distante 33 km de Blumenau.
No dia 21 (sábado) será o aniversário de 3 anos do meu filho João Henrique, e faremos uma comemoração nos boxes no final da tarde, após os treinos, e fica o convite para que você esteja presente também.
Agradeço a atenção e o apoio de todos. O silêncio ou uma negativa desde já serão perfeitamente compreendidos, só peço que não deixem de prestigiar a etapa. Faço questão de dividir e compartilhar com meus amigos a realização de um sonho de uma vida inteira.
Forte abraço de um sonhador que acreditou e está prestes a realizar!


Francis Henrique Trennepohl
 
 


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CABEÇA DE VACA - por Henrique Mércio

Portago, Edmund G. Nelson e a Ferrari 335-S. # 351 referia-se a hora de partida das Mille Miglia.

Fangio, Collins, De Portago e Luigi Musso, GP da Alemanha 1956. 



Muito antes de Fernando Alonso tornar-se um ídolo do automobilismo, os espanhóis torciam por Alfonso de Portago nas pistas. Um piloto diferente, “Fon” era um nobre, autêntico marquês que não se importava de disputar freadas com os “plebeus”. De curta carreira (1953-1957), ele poderia ter entrado para a história da categoria como o piloto de nome mais exótico a passar por ela: chamava-se Alfonso Antonio Vicente Eduardo Angel Blas Francisco de Borja Cabeza de Vaca y Leighton Carvajal y Are. Para evitar as piadas, incorporou o seu título nobliárquico (Marquês de Portago) ao seu primeiro nome. Como dinheiro não era problema, nunca teve dificuldades para comprar o carro que quisesse, até mesmo uma Ferrari. Audacioso, uma de suas primeiras façanhas foi na aviação. Apostou com um amigo que seria capaz de passar com um pequeno aparelho por baixo dos arcos de uma ponte. De Portago ganhou a aposta, mas nunca pode tirar o brevê, ele que era recém saído da adolescência. Gostava de correr com cavalos também e foi integrante do primeiro time espanhol de bobsleigh (uma espécie de trenó), competindo nas Olimpiadas de Inverno/56. Porém, como o próprio Fon disse certa vez numa entrevista, sua paixão era o automobilismo. Casado, tinha dois filhos, mas nunca deixou de agir como um latim lover, tendo muitas namoradas. Estava quase sempre vestido de preto e com um cigarro na boca. Vestia-se de maneira frugal, mas denunciava sua origem nobre ao falar. Na equipe a qual esteve por mais tempo ligado, tinha uma relação difícil. Enzo Ferrari gostava de Portago como cliente, não como piloto. Mas o convidou para substituir Luigi Musso quando o italiano não pode continuar competindo em 1956. Das seis corridas em que participou, a melhor foi em Silverstone, onde estava em terceiro, atrás de Fangio e Moss, até ser chamado ao box, para ceder seu carro ao companheiro de equipe, Peter Collins. Nesses casos, os pilotos dividiam os pontos da colocação obtida. Fon de Portago entretanto, quis deixar bem claro sua insatisfação e pegou na Ferrari de outro companheiro, Eugenio Castelotti, que havia batido. Ele deu-se ao luxo de empurrar o carro abandonado e parou próximo à linha de chegada. Então acendeu um cigarro, pulou para dentro do cockpit e esperou. Quando o líder Juan Manuel Fangio recebeu a bandeirada e a corrida terminou, o espanhol desceu e empurrou os metros que faltavam, recebendo a bandeirada em 10º lugar. Já sua parceria com Collins rendeu a 2ª posição, a melhor em sua passagem pela F1. Em 57 ele continuou sua convivência instável com a casa de Maranello. Escrevia à Scuderia, pedindo uma vaga na equipe de fábrica e como resposta recebia uma foto sua, dando uma estampada em algum lugar. Em maio, depois de nova desistência de Luigi Musso (virose), é escalado num dos carros oficiais que participarão da Mille Miglia, uma singular competição de estrada na Itália. A Ferrari tinha o modelo 335-S e contava com Piero Taruffi, Wolfgang Von Trips, Peter Collins e Olivier Gendebien, além de Portago. A Mille Miglia era disputada em estradas nem sempre fechadas ao público. Os carros tinham numeração de três dígitos, de acordo com o horário de saída.

Partia da cidade de Brescia e seguia para Roma. Na capital dava meia-volta e retornava para o norte, para Brescia. Dias antes, reunido com seus pilotos, o Comendador provocou: “Não ficarei surpreso se Olivier (Gendebien) terminar na tua frente”, disse ele para de Portago, que não respondeu. Na verdade era mais que uma provocação, pois Gendebien iria correr com uma Ferrari GT, portanto menos potente que as 335-S da categoria principal.
Enzo Ferrari e De Portago.
De Portago prepara-se para largada das MM.

O espanhol resolveu que daria a resposta na pista e aquela madrugada, largou às 5:31, na companhia do co-piloto Edmund G. Nelson, um velho amigo jornalista. Até Roma tudo foi bem. Chegaram à capital na 5ª posição e encontraram a atriz Linda Christian (apesar do nome anglicizado, era mexicana de nascimento), a grande paixão de Portago. Ele freou perto dela, que foi até o carro e conversaram. O casamento nunca foi motivo para que o marquês e Christian escondessem o namoro. Depois, trocaram um beijo e ele prosseguiu até Bolonha, onde faria os reparos. Lá, uma surpresa desagradável: seus mecânicos descobrem que a suspensão dianteira esquerda está avariada e que seria melhor desistir, porque o carro não agüentaria até Brescia. Fon toma a decisão condizente com o homem sem medo que era: ele ignora e segue em frente. No retorno, não economiza o carro. Ultrapassa Manfredi em Parma e depois Gendebien em Cremona.
Estava na terceira posição, com Taruffi em primeiro e Von Trips em segundo. Collins um dos ingleses queridinhos de Enzo desistira. A ordem final era clara: nada de disputas domésticas. Taruffi deveria vencer, Von Trips seria o segundo e Fon, o terceiro. A idéia de afrontar o velho arrogante desobedecendo-lhe os mandos, devia estar germinando na cabeça de Portago desde aquela reunião de pilotos. Faltando 30 km para a bandeirada, a Ferrari nº 531 aproxima-se da cidadezinha de Guidizzolo e está num trecho de reta, a 220 km/h. Na entrada da cidade, a quebra da suspensão comprometida (ou um pneu estourado) a faz guinar à esquerda, bater num marco de sinalização de quilômetros e levantar vôo. Acerta e derruba um poste telegráfico, que muda sua trajetória e a faz ir parar em cima do público que está assistindo à beira da estrada.
Totalmente destruída, a 335-S vai finalmente parar numa vala à direita da estrada. Muitos feridos, dez mortos, dos quais cinco crianças. Fon de Portago (28) e Eddy Nelson(40) foram jogados fora do carro, depois da batida no poste. Nelson faleceu horas mais tarde e o marquês morreu no ato. No blusão que vestia, havia além de seu passaporte, uma pequena nota, dizendo que era católico e que se algo lhe ocorresse, deveria ser chamado um padre.
Consideradas perigosas tanto para pilotos quanto para o público, as Mille Miglia não foram mais disputadas.
O acidente também custou ao Commendattore um processo de quatro anos, que esvaiu os recursos do time, forçando o início das malogradas negociações de sua venda para a Ford. Enzo Ferrari terminou inocentado.

Henrique Mércio


domingo, 15 de agosto de 2010

Enzo

Vinte um anos atrás no dia 14 de Agosto morria Enzo Ferrari, um homem controverso, alguns o amavam como a um deus e outros o tinham como um títere que dominava seus subordinados com mãos de ferro, fazia e desfazia campeões sempre à sua vontade.
Na Itália a marca é como uma segunda bandeira, e qualquer que seja o piloto a pilotar uma delas é idolatrado, os vitoriosos então simplesmente endeusados. Ascari, Hawthorn, Surtees, Scheckter, Lauda e Schumacher foram campeões do mundo de Formula Um para Enzo - Schummi depois de sua morte mas de qualquer maneira o foi para Enzo - fora inúmeros pilotos que para a Scuderia pilotaram na categoria GT e Sport Protótipos. Desde seu começo como dirigente na Alfa Romeo , após uma curta carreira como piloto, sempre teve seu nome associado aos grande pilotos que nas décadas em que atuou como chefe e proprietário de equipe se destacaram.
Perderam a vida pilotando seus carros grandes pilotos e acredito que apesar de seu distanciamento sobre as fatalidades tenha sofrido, mas a vida já quando consagradissimo iria lhe trazer o pior dos sofrimentos que um homem pode ter, a perda de seu filho Dino.
Amanhã meu amigo Caranguejo - Henrique Mércio - vai nos contar, com sua habitual competência, mais uma história de Ferrari que envolve um de seus pilotos.
Agora uma coisa que nunca poderemos negar é a enorme competência de Enzo em fazer maravilhosos carros, motivos de sonhos e desejos, carros que como verdadeiras obras de arte se perpetuam com o tempo como essa GT 250 2+2 Pininfarina de 1960.
Aos meus amigos Ferrarista de carteirinha Fernando e Romeu, e ao Homero. 

No link uma bela entrevista de Enzo postada no blog do Zullino.
 
                                               Ferrari 250 Pininfarina Coupe
 







La 250 GT 2+2 fu la prima autovettura Ferrari a quattro posti prodotta in larga scala. 957 esemplari furono costruiti ed equipaggiati con il motore Tipo 250 V12 tre litri a singolo albero a camme in testa. Questi modelli avevano il cambio di velocità a quattro marce più “overdrive”. La carrozzeria, disegnata da Pininfarina, teneva conto degli ultimi studi condotti sull’aerodinamica, abilmente trasferiti su di una linea molto elegante.
Le cinquanta vetture realizzate alla fine della produzione (l'ultimo esemplare lasciò la fabbrica alla fine del 1963), montarono il V12 da quattro litri della 330 America. La maggior potenza del propulsore rese possibile l'installazione di nuovi accessori, come ad esempio l'aria condizionata, ma esternamente i modelli da quattro litri erano identici alle 250 GT 2+2.
 



Motore




Motore anteriore, longitudinale, 12V 60°


Alesaggio e corsa 73 x 58,8 mm


Cilindrata unitaria 246,10 cm3


Cilindrata totale 2953,21 cm3


Rapporto di compressione 8,8 : 1


Potenza massima 176 kW (240 CV) a 7000 giri/min


Potenza specifica 81 CV/l  


Distribuzione monoalbero, 2 valvole per cilindro


Alimentazione 3 carburatori Weber 40 DCL/6


Accensione mono, 2 spinterogeni


Lubrificazione carter umido


Frizione monodisco


Autotelaio


Telaio tubolare in acciaio




Sospensioni anteriori indipendenti, quadrilateri tarsversali, molle elicoidali, ammortizzatori telescopici, barra stabilizzatrice




Sospensioni posteriori ponte rigido, puntoni laterali, balestre longitudinali, ammortizzatori telescopici


Freni a disco


Cambio 4 rapporti + overdrive + RM


Sterzo vite senza fine e settore


Serbatoio carburante capacità 100 l


Pneumatici anteriori 6.50 x 15


Pneumatici posteriori 6.50 x 15


Carrozzeria


Tipo di carrozzeria, coupé, 2+2 posti


Lunghezza 4700 mm


Larghezza 1710 mm


Altezza 1340 mm


Passo 2600 mm


Carreggiata anteriore 1354 mm


Carreggiata posteriore 1394 mm


Peso 1280 kg a vuoto


Prestazioni


Velocità massima 230 km/h




Esta Ferrari está à venda no EBay






sexta-feira, 13 de agosto de 2010

OS MOTORES BOXER 1.600CC - DIVISÃO 3 -- II

Guaraná e Ingo. Foto cedida por Carlos de Paula.





MOTORES VW D3 continuação



Continuando o post anterior, vamos a algumas etapas que deixamos de lado.



Antes gostaria de comentar que trinta anos atrás não havia essa facilidade de equipamentos que há hoje. Fora as peças importadas como comandos, pratos de molas e molas de válvulas, varetas de acionamento e etc. muitas peças tínhamos que fazer.

Os escapamentos por exemplo conforme o comando de válvulas e a pista, usávamos ou quatro em um ou cruzado com duas saídas. Eram feitos em sua maioria por dois profissionais de São Paulo cujos nomes esqueci que faziam as curvas perfeitas, moldando com areia. Deles sempre dependia o bom comportamento dos motores e geralmente tínhamos vários pois eles se quebravam com facilidade.




Outro pepino eram os carburadores Weber 48, feitos para Ferraris e os grandes V8 americanos seu acerto era dificílimo, tínhamos para isso caixas enormes com vários tipos de canetas - F2, F3, F7, F11 -, giclês à vontade e bicos injetores e regulagem de altura da bóia de entrada de álcool dentro do carburador. Eles recebiam o combustível de bombas elétricas com pressão em torno de 4 kilos pois os motores consumiam em Interlagos cerca de um litro a cada 2.5km.



Os comandos de válvulas começavam a cruzar em mais ou menos 5.500 a 6.000 rpm andar com eles abaixo disso era quase impossível, e ao acertar os motores era sempre difícil achar a afinação correta e um errinho qualquer e lá se ia um motor. As vezes treinando parávamos e achando que um giclê um pouquinho menor daria mais afinação e ao sair novamente a afinação era tão boa que lá se ia um pistão para o espaço. (Para o leigo um motor de competição com pouca comida ou muito afinado como cita o Rui a temperatura na cabeça do pistão se eleva demais chegando a derreter e colar a cabeça do pistão que é de alumínio contra o cilindro que é de aço.)

Hoje com os módulos e a injeção eletrônica é facílimo para-se no Box o preparador conecta o laptop e programa tudo direitinho.

Na época víamos se a afinação era correta passando o dedo no interior do cano de escape se ele estivesse marrom mais para escuro estava bom, uma cor mais clara estava rico demais. Fora isso esta afinação era sentida na tocada, no contagiros e ouvido.

O Jr mesmo conta no blog dele e aqui todo problema que tinha ao acertar os carburadores de seu Stock.

Jr Lara Campos e Rui Amaral Jr









Jr  e Rui  por Tito



Abaixo os comentários do post anterior.

Perfeito!
era algo mais ou menos assim que eu tinha em mente quando pedi que alguns especialistas escrevessem algo sobre a preparação lá no blog, já que meu conhecimento sobre a preparação dos vw a ar é zero.
infelizmente, muito poucos colaboraram, entre eles, mestre Lara Campos, Ricardo Mansur e o Gigante, que forneceram a "ficha técnica" dos seus bólidos.

Tito
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É Tito, nós ainda vamos continuar este post, escrevendo sb outros equipamentos e etc.
No blog do Saloma vc encontra na barra lateral em Rui Amaral #8 dois ou três textos meus descrevendo acertos de chassi e outras coisas mais.


Rui


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Não sou preparador de carros,mas tenho fusca a muitos anos e leio muito a respeito de preparação nesses motores. Acho que o "calcanhar de Aquiles" desses antigos D3, era o fato de serem motores muito giradores, coisa de 7500/8500 rpm, em sua maioria motores de 1600cc, ou seja, vira de 69mm. Por mais que vc refrigere o óleo desses motores, por existir o fator "pulsação" da pressão lubrificante, o vira não consegue ser lubrificado o suficiente nessas condições de rotação. Existe uma comunidade fusquera de que faço parte, que se chama www.fusca4ever.com.br, aonde um preparador ou curioso,de apelido Chico Biela, desenvolveu ou o ensinaram, acrescentar mais dois furos de 3mm, nas bronzinas de mancal. Isso resulta numa espécie de "armazenagem" de óleo nas mesmas, durante o processo de rotação/pulsação de lubrificação nos trilhos dos casquilhos. Não sei se isso ja era conhecido, não deva ser descobrir a america, mas é uma dica que varios amigos meus, inclusive eu, ja a utilizam, e DE FATO, resulta numa vida útil maior em casos de fuscas com vira de 69mm preparados.


Fernando Claro Luise.


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É Fernando acategoria D3 era até 1.600cc e lembro vagamente que usavamos bronzinas importadas, acho que o Jr tambem pode te explicar melhor.
Estou escrevendo uma continuação e vou ver se consigo tocar no assunto.


Um abraço


Rui

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Joel Marcos Cesetti disse...


Perfeito até para os leigos.Ótimo post estão de parabéns.

abs


Junior Lara Campos disse...


Fernando, poucas vezes meus motores estouravam ( quebrar biela ou fundir) eles perdiam rendimento pois usava aneis do pistão macios para obter uma boa compressão dos cilindros em compensação sua durabilidade era mt pequena. Mesmo nestas altas rotações usava oleo lubrificante da Bardahl mas sempre junto o Bardhal B12, pode colocar que não terá problema em alta rotação e temperatura elevada.

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Ferraz disse...


È Fernandão realmente vc tem uma certa razão sobre os furos nas bronzinas dos mancais, mas no que o Rui falou sobre o que muita gente uzava de material importado,eu era pobre e tinha os casquilhos todos nacionais, ou federal ou metal leve, e tem mais a ultima mil minhas que participei, foram 13 horas de prova com o mesmo motor dos treinos e de classificação......por tanto se o motor for bem feito, não precisa gastar dinheiro com coisas importadas, obviamente que seria melhor mas eu não tinha grana.....abraço.

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Junior Lara Campos disse...


Ferraz,
Meus motores usavam bronzinas da fabricante Metal Leve "Alcool". Esse material foi desenvolvido para motores a alcool de alta compresão e equipava os carros originais de fabrica.

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Rui Amaral Lemos Jr disse...


Tem outra coisa que não comentamos Fernando, com carter seco, radiador na frente e um reservatório de 8 ou 12 litros de óleo conseguiamos manter a temperatura ideal,e a pressão sempre na faixa dos 3 kg.


Rui

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Fernando disse...


Sim Rui, mas até onde andei estudando, independente da temperatura ou pressão do óleo, os furos de passagem do mesmo localizado nos vira de 69mm, especificamente no 1600cc (pois o 1300cc é o mesmo curso), não dão conta de manter a bronzina lubridicada em altas rotações, pois a pressão no local é PULSSANTE, ou seja, para quem não entenda, ela é existente a cada volta do vira. Num motor de 8.000 giros ela passa a ser mínima, não sendo a necessária em termos de "quantidade" de óleo, e voltando a dizer, mesmo havendo pressão e temperaturas ideais, é insuficiente.
Mas, como o Lara Jr, disse, e fora testemunha, um bom lubrificante, um bom aditivo, e suponho, um bom piloto com um olho no relógio de pressão...faz a diferença. Abraço a vcs.


Fernando Claro Luise

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Orlando Belmonte Jr. disse...


ADORO VER FALAR SOBRE DIVISÃO 3


O MELHOR DE TUDO É ANDAR EM UM


SORTE DE QUEM TEVE A OPORTUNIDADE


ABRAÇO


Rui Amaral Lemos Jr disse...


Fernando, eu usava Valvoline Racing.Entendi o que vc escreveu, mas com maior quantidade de oleo e o radiador dianteiro ele mantem praticamente as mesmas caracteristicas de viscosidade.
Estamos escrevendo mais uma parte e vou mostrar como era super importante olhar constantemente o relogio de pressão.
Em uma de minhas primeiras corridas na D3 isso gerou até um celeuma. Lá no post eu conto.
Muito boas suas intervenções.


Um abraço


Rui


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Flávio Costa disse...


Apesar de já ter lido vários textos sobre os D3, sempre leio uma matéria nova como se fosse a primeira. Sou fascinado por essa categoria e lamento demais ser tão guri quando a categoria corria.

Para mim, os preparadores da época eram (são) magos, pois tirar 100HP por litro era um feito!

O boxer "a vento" foi uma escola de preparação e continua sendo, até hoje a turma que melhora seus motores de pista, arrancada ou de rua, discute muito sobre como melhorar os, digamos, pontos fracos. O cabeçote, controle de temperatura, mancal traseiro, taxa, entre outros espectos continuam a ocupar enormes espaços nos fóruns. E com todas as suas armadilhas, eu continuo amando esse motor, tanto que estou em pleno desenvolvimento de um 1.9 álcool para a minha Laranja Mecânica, apelido carihoso do meu 1500 71, laranja granada.

Escrevam mais!

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Fernando disse...


Flavio, caso vc esteja fazendo um 1915cc, usando seu mesmo virabrequim (1500cc). Muito cuidado! Pois desde o 1300cc ao 1600cc, todos possuem o mesmo curso, porém, no caso do 1600cc, o vira possui dois furos de passagem de o óleo, num tamanho e formato diferentes especificamente para favorecer uma lubrificação mais eficiente em maiores rotações. Caso seja isso, procure um vira 1600c antigo, pré 83/84.
Um abraço.


Fernando Claro Luise

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Ferraz disse...


Fernando, vou contar mais umas coisas que eu descobri por mim mesmo, não por boca de terceiros......normalmente as bombas de oleo originais nos motores preparados e com rotações elevadas, dão muita pressão, só pra vc ter uma ideia, o DV3 se teve-se uma pressão em torno de cinco ou mais kg com essa rotação, fundia, sabe porquê......porque o oleo com muita pressão acaba cavitando e não lubrifica, por isso que tem que ser feito bolções no virabrequim para ficar sempre com oleo......eu nos motores AP quando eu corria de F2 ou mesmo de F Super 1600, os meus motores quando quentes não tinha mais do que tres kilos e meio, isso com bronzinas metal leve......no F2 os motores viravam 9400rpm e na super virava 8600rpm ......agora tem outra coisa completando o que o Lara falou, as bronzinas nos motores a alcool tem que ser de boa marca e o motor tem que ser aberto no tèrmino de toda a corrida e trocado os casquilhos, porque o alcool acaba indo para o oleo e deixa as bronzinas todas comidas como se fosse escamas de peixe......então Fernando muita pressão de oleo é ruim para o motor, amarra o motor, as folgas do motor são outras, e temos que trabalhar com um belo radiador para deixar sempre o oleo na temperatura ideal.......mais um pouco eu passo as dicas todas de graça..hahahahah....abraços.

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Boa Ferraz, lembrei que quando ajustava o virabrequim para folga entre a bronzina e o colo do virabrequim usava aquele pedacinho macarrão (massinha especifica para fazer essa medida) que grudava no virabrequim, montava a biela com aperto desmontava e esse macarrão ficava espremido no virabrequim era assim que se media folga me lembro vagamente que usava 0,3 de folga nas bielas e nos mancais, original aho que era 0,1. Costumavamos tb aprofundar o rasgo original de lubrificação para formar essa bolsa. Usava 3 kilos de pressão de oleo e a temperaura sempre era 90’ e o importante era o aditivo para oleo B12 para essa rotação de 8400 que atingiam meus motores.
Jr