A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DIVISÃO III

Recebi do Jr os recortes de revistas e jornais, logo vou digitalizar todos textos e mostrar na integra. Talvez a Divisão Três seja a categoria mais lembrada pelos fãs mesmo depois de tanto tempo, nas fotos o Jr, Arturo Fernandez, Amadeu Campos, Edson Yoshikuma numa corrida noturna vencida pelo Arturo. 

Jr Lara Campos, Arturo Fernandes e Amadeu Campos
No podium Amadeu Campos, Jr Lara, Edson Yoshikuma e Arturo Fernandes. Se eu não coloco uma foto sua no alto do podium ele reclama. Obrigado Jr e um abraço.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A história das berlinetas Interlagos


As berlinetas Interlagos marcaram época no automobilismo de competição brasileiro, no período de 1962 a 1967, enquanto foram fabricadas e durante o tempo em que existiu o departamento de competições da Willys Overland do Brasil, que reuniu equipe de pilotos de ponta formada por Wilson e Emerson Fittipaldi, Luiz Pereira Bueno, Bird Clemente, Luiz Carlos Pace, Francisco Lameirão e Carol Figueiredo, sob o comando de Luiz Grecco. Fabricadas com base no automóvel francês Alpine, as berlinetas eram leves, ágeis e velozes, além de bonitas e muito caras para o bolso do cidadão comum brasileiro.

Apesar de que o motor que as equipava não era de grande potência, quando preparadas para competição, na própria fábrica, tornavam-se quase imbatíveis sobretudo em circuitos fechados.

Foram inúmeras as vitórias obtidas por aquela equipe, no Brasil e no exterior, em provas de curta e de longa duração, inclusive quando ainda competiam as últimas carreteiras com motores infinitamente superiores em potência.


Após a extinção da equipe, os carros de competição da Willys Overland, entre eles 4 Interlagos, 2 Gordini 1.000cc e 2 Gordini 1.093cc, foram transferidos à Transparaná, empresa revendedora da marca com sede em Londrina/PR e por aqui correram por algum tempo ainda.

Tanto é assim que, a prova de inauguração da Rodovia do Café - Curitiba/Londrina - 802 quilômetros, foi vencida por uma berlineta pilotada por Ettore Onesti Beppe, que fez média horária de 151 km, chegando em segundo Ângelo Cunha (Laranjeiras do Sul) com carreteira Ford V8 (estava em primeiro, na volta, derrapou e saiu da estrada).

Uma das berlinetas da equipe, totalmente restaurada, repousa hoje na sala de visitas da casa do empresário curitibano Glaucio Geara.

Em outras duas oportunidades escrevemos aqui sobre o estilista espanhol Jesus Ibarzo Martinez, um dos responsáveis pelo projeto do protótipo Interlagos 1966, com muitos itens diferentes do carro brasileiro original no tocante à altura de para-brisas e vidros, painel, volante, bancos, espaço interno, para-choques, lanternas, faróis, capô traseiro e parte frontal e que seria apresentado no Salão do Automóvel/SP naquele ano.

Aos 83 anos de idade, o senhor Jesus reside na cidade de Itajaí-SC e forneceu-nos valiosas informações sobre sua vida profissional desde a Espanha e sobre as atividades do departamento de competições da Willys Overland do Brasil, incluindo foto do citado protótipo que mostramos hoje aos aficionados da berlineta Interlagos, além da foto da berlineta de competição (47) daquele empresário.

Agradeço ao amigo jornalista curitibano Ari Moro a parceria neste artigo, que foi publicado no jornal O Estado do Paraná no caderno especial Jornal do Automóvel de Curitiba

terça-feira, 20 de julho de 2010

PORQUE GOSTO DE CORRER NA DIVISÃO III

Toninho da MOTOGIRUS.



"Ruizão mandei o texto do Expedito para seu e-mail, agora ficou bom!" Era o Jr me avisando e contando que tambem postou no seu blog este texto do Expedito contando como gostava da categoria. E ainda reclamou que o Expedito escreveu que ele levava quatro motores para a corrida. Conversando concordamos que era verdade. Dois amigões Expedito deve estar rindo lá de cima e o Jr  Graças a Deus está conosco, pertubando como sempre. Obrigado Jr e um abração!     


segunda-feira, 19 de julho de 2010

O CAMPEÃO DAS DUAS RODAS




Tarde de domingo ensolarado, início de verão. Dia de ver Euclides Pinheiro, o Campeão das Duas Rodas. Eu o vi em ação pela primeira vez lá por 1974 e não era na TV não. Era real e ali estava aquele piloto corajoso, audacioso, equilibrando um Chevette azul e branco, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Quem era ele? Mais tarde vinha a saber que já fora um piloto de aviões e competira na primeira prova de Kart disputada no Brasil, no Jardim Marajoara, em agosto de 1960. Com os automóveis, disputara pelo menos dois 500 Km de Interlagos, chegando sempre entre os ponteiros. Mas na época isso não importava.
Fascinava era vê-lo dirigir e fazer com o carro o que queria. O show era composto de uma primeira parte com derrapagens controladas, propiciando um incrível “duelo sobre rodas” entre o Chevette e um Opala, o outro carro da equipe. Como podiam passar tão perto um do outro sem danos? Para Euclides era moleza. Ele era o discípulo direito do francês Jean Sunny, que para cá veio nos anos sessenta, promover o lançamento do Simca no país.
Quando Sunny retornou à França, Euclides Pinheiro assumiu o comando do “Simca Show”, viajando por capitais e pelo interior do país, com suas incríveis manobras e de vez em quando, fazendo aparições na televisão ou levando sua perícia a lugares distantes. Depois, nos anos setenta, a equipe teve prosseguimento com o apoio da Chevrolet. Retornando no tempo àquele distante domingo, a segunda parte era a mais emocionante, com os carros percorrendo o trajeto improvisado em duas rodas. Euclides promovia uma interação entre homem e carro, com paradas de mão na frente do veículo ou plantar bananeira na lateral do Chevette inclinado. Resumindo, um pioneiro, o mentor de tantos outros pilotos-acrobatas que surgiram depois. Uma lenda, cuja mão senti-me orgulhoso em apertar.

Caranguejo









 http://www.sallorenzo.com.br/ 

Recebi do fotografo Paulo Sallorenzo estas fotos do Euclides feitas no Rio na década de setenta. Junto um comentário dizendo que como na época tinha conseguido ficar tão perto dos carros andando em duas rodas e fazendo todas acrobacias, ele credita isso ao fato de na época ter uns vinte anos e toda empolgação da mocidade, já eu credito ao grande fotografo que ele já era.
Obrigado Paulo pelas fotos e ao Caranguejo pelo texto.