A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Junior Lara Campos

Junior Lara Campos , e o carro do Amador .

Hoje pela manhã quando abri meu e-mail lá estava esta foto do Júnior . Agora há pouco estava compenetrado escrevendo sobre Watkins Glen ( fica para amanhã ) me liga o Júnior rindo me contando o que aconteceu na corrida . O Manduca já tinha me contado alguma coisa , mais foi a muito tempo .
" Tinha sido convidado pelo Amador para esta corrida , o carro era dele , na mesma equipe estava o Manduca , namorado de minha irmã Lia , era minha primeira corrida como PC . Depois da classificação foi uma baita confusão , o carro tinha o teto rebaixado ( notem na foto ) e queriam me desclassificar , depois de tudo acertado fui jogado para ultima fila . O carro era bom e seu motor um canhão , na largada estava perto do Manduca e largamos bem ultrapassando um monte de carros . Na freada da curva "Três" já devíamos estar entre os dez , eu embutido no Manduca , quando percebi ele estava freando !!!!. Foi aquela pancada , saímos rodando e acabamos batendo no guard rail da "Três" ali terminava nossa corrida . Quando voltei para o box o Amador estava uma fera , tinha destruído seu carro ". Luiz Carlos Lara Campos Junior .
N.T. O Manduca me contou que depois da batida , os dois tinham pulado o muro da "Três" e ido embora , agora o Júnior me diz que voltaram ao box . Mais tarde falo com o Manduca e peço sua versão desta história . Agora pensando bem imagino a cara do Lulu , pai do Júnior , depois desta lambança . Eu teria pulado o muro!!! Valeu Júnior .

sábado, 4 de julho de 2009

PORSCHE 550 Spyder

Paulo no 550 em um treino na curva "Três" 1961
550 RS de Carel Godin de Beaufort , 14º colocado no GP da Alemanha de 1957 , uma volta atrás de Fangio , outro 550 RS de Nº 21 pilotado por Edgar Barth chegou em 12º lugar , vencendo na F 2 .

Um 356 de competição 1953 , predecessor do 550 Spyder .

Os 550 Spyder de 1954 . Nascidos para vencer .
O vento batia em meu rosto , deste dia tenho algumas lembranças bem vagas tinha só oito anos e estava a bordo de um 550 Spyder descendo o "Retão" em Interlagos . Tínhamos ido para Interlagos no Tunterbird azul de meu irmão , na época ir a Interlagos era complicado , ficava no fim do mundo . No carro o Paulo guiava e junto estava um amigo não lembro se era o Luciano , saímos de casa no Pacaembu e do caminho só lembro de passar onde hoje é a Av. Ibirapuera , lembro do bonde que passava pela avenida e uns grandes eucaliptos que a margeavam . Minha mãe Arinda devia estar viajando , pois ela nunca me deixaria ir com aqueles playbois , ainda mais até Interlagos . Outra lembrança viva , estava no box , que eram no "Café" e alguém disse que um carro havia voado na "Três" e todo mundo correu para lá , fui depois de todos , quando cheguei à junção levei um susto , o mato era alto e eu querendo atravessar sem saber se viria algum carro por lá . Hoje eu sei que não viria pois o treino para os 500 Kilometros era somente pelo anel externo . Cheguei a "Três" que na época era conhecida como "Bacião" devido a sua inclinação , a tempo de ver alguém sendo carregado de maca , seu rosto estava sujo o carro caído do outro lado da pista num barranco , na época não havia guardrails . Hoje conversando com meu irmão Paulo lembramos que era uma Maserati , pilotada por um mecânico , não lembramos de quem era o carro nem o nome do mecânico .
Outras lembranças que tenho deste carro é que ficou um tempão na garagem de casa , seus bancos vermelhos escuros , sua carroceria de alumínio que ao ser apertada afundava , ele era , e ainda é , lindo . Uma lenda.

Nesta corrida em Avus , Jean Behra perdeu a vida pilotando um 550 RS , 1959 .



sexta-feira, 3 de julho de 2009

----MASERATI 250 F Superleggera ----Ocarro que deu a Fangio seu 5º titulo mundial 1957

A tocada do Grande Campeão , notem o contagiros .

O ano 1957 , Juan Manuel Fangio completaria 47 ( quarenta e sete ) anos , já havia sido Campeão do Mundo de Formula I quatro vezes , em 1951 pilotando uma Alfa Romeo , 1954 com Maserati e depois Mercedes Benz , em 1955 com a Mercedes Benz e 1956 com a Lancia Ferrari . Foi contratado pela Maserati para o lugar de Stirling Moss que iria para a Vanwvall . Iria pilotar a Maserati 250 F Superleggera , com esta denominação a Maserati corria na F I desde 1950 só que este carro era totalmente reformulado e conhecido como T 2 .

Seu motor era um seis cilindros em linha , alimentado por três Weber duplos horizontais , duplo comando de válvulas no cabeçote , dupla alumage e virava 8.000 rpm rendendo então 270 hp .





Ao longo dos anos este carro foi aprimorado , chegando a 1957 com uma silhueta mais suave , mais baixo e com a frente e traseira mais longas . A suspensão dianteira era de braços triangulares , amortecedores com molas e barra estabilizadora . A traseira era baseada no sistema De Dion com feixe de molas transversal . Cambio e diferencial eram na traseira . Seu chassi uma especialidade Maserati era todo construído de finos tubos de aço soldados . O T 2 era tido como um carro rápido em todo tipo de curvas e de pilotagem suave .

A beleza de suas linhas suaves .



Fangio no GP da Itália em Monza .

Com ele Fangio chegou em primeiro em quatro corridas do Mundial de 57 , Argentina , Mônaco , França e a antológica vitória de Nurburgring no G P da Alemanha .

Seu companheiro Jean Behra também em Monza em 1957 onde quebrou , com este carro Behra ganhou algumas corridas extra campeonato neste ano .


terça-feira, 30 de junho de 2009

FERRARI 250 GT - GTO

A linda 250 GT chamada tambem de 250 Berlinette

Quando escrevi sobre a corrida vencida pelo Camilo na Barra da Tijuca comentei que não tinha certeza de ser a Ferrari pilotada por ele uma 250 GT ou uma 250 GTO . A identificação da Ferrari para os seus carros é feita pelo nome , e o numero a seguir representa a capacidade cúbica de um só cilindro , assim a 250 com motor V12 tem um motor com três litros de deslocamento ( 3.000 c.c. ) . O predecessor deste carro foi o 250 Europa lançado em 1953 , em 1955 surgia esta maravilha de carro a 250 GT , seu motor V 12 de 3.000 c.c. tinha uma potencia de 200 hp , era alimentado por três carburadores duplos Weber 36 DCZ . Sua distancia entre eixos era de 2.60 cm e bitola de 1.36 cm . Logo estes carros foram para as pistas , eram conhecidos como Berlinettas 250 e seu motor já rendia então 260 hp era um bom carro , só que a Ferrari queria um carro mais agil e rápido , para isto construiu um chassi tubular de estrutura mais simples , diminuiu sua distancia entre eixos para 2.40 cm e conseguiu tirar 280 hp de seu motor , alem de a partir de 1959 dota-las de freios a disco Dunlop .

Camilo e a Ferrari , a caminho da vitória na Barra da TIjuca .
O nome GTO surgiu pela nessecidade de ser este carro homologado para categoria Gran Turismo , assim nasceu o Gran Turismo Omologato ou GTO . No começo este carro apresentava alguns problemas aerodinâmicos acima dos 240 km/h então seu bico foi modificado , e acrescentados dois spoilers traseiros , um aquele maravilhoso que fez escola embelezando ainda mais sua traseira e outro na parte de baixo do carro , alem disto sua bitola traseira foi aumentada .

A 250 GTO , reparem no belo spoiler traseiro , e a bitola traseira mais larga .



A frente da 250 GTO , com as tres tomadas de ar fechadas e o ressalto para o motor Testarossa .


As tomadas de ar , tudo nela é simplesmente maravilhoso .


O motor Testarossa , 300 hp à 7.500 rpm , como disse meu irmão Paulo , " dava uma pancada nas costas "

Seu motor agora era o famoso Testarossa , sem as tampas vermelhas que identificavam o carro homónimo , alimentado por seis carburadores Weber 38 DNC este motor , com algumas mudanças no cabeçote , principalmente nas válvulas alcançava os 295 hp à 7.500 rpm , chegando alguns a 310 hp . Conforme a relação de diferencial este carro podia chegar em algumas pistas a velocidade de 270 km/h . Era e é até hoje uma jóia rara .




A Testarossa , Agnaldo de Goes correu com um destes os 500 KM de Interlagos de 1961 , foi 2º colocado . Dela saiu o motor para a 250 GTO .

segunda-feira, 29 de junho de 2009

MONSTROS SAGRADOS

Juan Manuel Fangio
As vezes quando escrevo parece que estou escrevendo só para mim , tento passar a emoção que senti e acabo não sabendo se consegui . Peço perdão por minhas falhas , pois alem de escrever apenas a seis meses , a grande maioria das vezes escrevo com o coração na ponta dos dedos .
Quantas vezes li sobre a vitória de Fangio que descrevi na postagem anterior ? Talvez uma centena desde meus doze anos . Quando vi o vídeo fiquei maravilhado , com Fangio freei no limite , entrei naquelas curvas muito alem do limite possível , ultrapassei e venci . Ver o sorriso de Hawthorn no podiun e saber que ao ser indagado sobre Fangio disse " Fangio ? Ele é um deus ." dito pelo piloto que seria campeão do mundo no próximo ano . Sabia Hawthorn que estava vivendo um momento mágico , único .


Jim Clark e o Lotus 33
Com Clark foi uma admiração mais presente , lia sobre suas corridas vezes sem conta . Pilotei com ele aquele Cortina em Brands , quando não satisfeito com suas vitórias na F1 e Protótipos pilotava num mesmo dia em três categorias , e dava show nas três . AH!! Aquele Cortina com a roda que tangenciava a curva no ar e fora do asfalto , um metro dentro da grama que margeava a pista . Clark dizia que Dan Gurney era o único piloto que se comparava a ele em velocidade e Gurney falou após o acidente de Hockenheim " Se ele morreu o que será de nós " .


Ayrton e o MacLaren

Com o Ayrton venci dezenas de vezes em Silverstone , de F.F e F 3 . Segurei o Patrese em Interlagos e o Manssel em Magni . Não tirei o pé no Japão , batendo na traseira de quem não teve a devida competência de fazer aquela curva de pé embaixo . Num livro que li sobre o Ayrton ele diz que a volta perfeita é como dar o nó na gravata e as duas pontas ficarem iguais , muito difícil ,
só que para ele não era impossível , lembro de inúmeras , a mais marcante aquela em Mónaco onde começou cada vez a andar mais rápido , até colocar mais de dois segundos em seu companheiro de equipe , Alain Prost .
As vezes começo a escrever alguma coisa e meu pensamento voa , ai deixo algo de lado , espero que entendam .

sábado, 27 de junho de 2009

Fangio

Nurburgring , 4 de Agosto de 1957 GP da Alemanha , Juan Manuel Fangio chega à ultima corrida do Campeonato já com seu quinto titulo conquistado , com sua Maserati tinha 25 pontos no campeonato contra 13 de Luigi Musso com Ferrari e 10 de Tony Brooks com Vanwall . Na classificação larga na pole , 15 segundos mais rápido que o recorde da pista , que era seu no GP de 1956 com o tempo de 9,41,6s .
Gri de Largada - 1ª fila .
Fangio Maserati 250 F 9.25.6s
Hawthorn Ferrari 801 9.28,4s
Behra Maserati 250 F 9,30,5s
Collins Ferrari 801 9,34,7s
Brooks Vanwall 9,36,1s
Schell Maserati 250 F 9,39,2s
Moss Vanwall 9,41,2s

Como se vê na classificação ,colocou quase três segundos no segundo colocado .



Na corrida Fangio largaria com meio tanque de combustível e pneus macios Pirelli sua parada estava programada para depois do meio da corrida onde abasteceria e trocaria os pneus , as Ferrari com pneus Engelbert não fariam paradas .
As duas Ferrari de Hawthorn e Collins largaram em sua frente , como ele vinha mais leve e bem mais rápido ultrapassou-as na terceira volta , começando a girar cada vez mais rápido na volta doze do circuito de 22,772 km vinha com 28s de vantagem , quando parou para reabastecer e trocar os pneus . A Maserati vinha treinando esta parada em 30s , só que na corrida durou demorados 58s , voltando Fangio cerca de 30s atrás das Ferrari . Ele já havia batido o recorde da pista por seis vezes , virando na volta mais rápida 9,29,5s quando de sua parada Collins abaixa seu tempo virando 9,28,9s .

Ai veio a loucura , tentando chegar aos ponteiros , abaixou o recorde da pista mais quatro vezes , nas voltas 17,18,19 e 20 quando virou absurdos 9,17,4 tempo 24 segundos mais rápido que o recorde de 1956 , 11s abaixo de sua Pole !!!! Este era o estilo Fangio , já campeão do mundo , consagrado , em sua ultima corrida , querendo o lugar que era seu , o primeiro .


Entrou na ultima volta em terceiro , com Hawthorn em 1º e Collins em 2º , na volta anterior já havia passado Collins que retomou a posição . Na Curva Norte entra por dentro de Collins e tomar- lhe em definitivo a segunda posição , e parte para cima de Hawthorn . Na descida que precede a curva Breidscheid encosta na Ferrari e passa Hawthorn na entrada desta curva . No vídeo vê-se a loucura que foi esta volta , com Fangio guiando como nunca , andando de lado , freando no limite , fazendo tudo que sabia e tinha aprendido nos seus 47 anos de vida .
Ao final no podiun vê-se a alegria de Hawthorn e Collins , como se não acreditassem que alguém poderia pilotar daquele modo .
Desta corrida Fangio disse "Nunca pilotei desta forma e não o faria novamente"

Classificação final da corrida .
1º Juan Manuel Fangio Maserati 3h30m38,3s
2º Mike Hawthorn Ferrari 3h30m41,9s
3º Peter Collins Ferrari 3h31m13,9s
4º Luigi Musso Ferrari 3h34m15,9s
5º Stirling Moss Vanwall 3h35m15,8s
6º Jean Behra Maserati 3h35m16,8s

http://www.youtube.com/watch?v=fubOA6Ub4rI

Agradeço ao Luiz Salomão a dica do video .

terça-feira, 23 de junho de 2009

Edgard Soares

Procurando na Internet o nome deste grande homem achei um texto que gostaria que fosse meu , assinava João Tadeu Boccoli , não o conhecia , imediatamente enviei-lhe um e-mail que me respondeu de pronto , algum tempo depois conheci-o num churrasco de meu amigo Gabriel Marazzi , e me autorizou a transcrever seu texto de nosso amigo .

Edgard e a Norton Manx , a foto é pequena o homem foi um gigante .

EDGARD SOARES ... UM MERECIDO TRIBUTO

"Quando falamos de MOTOCICLISMO, temos em mente a mais comum das definições : Nome genérico de todas as atividades esportivas disputadas em motocicletas ... ainda nos vem a mente o nome das grandes marcas e seus fabricantes. Porem, nesta semana que temos um mês do falecimento do grande EDGARD SOARES, me vejo pensando em outros valores que os apenas intrínsecos.
O motociclismo não são as motos, as marcas, ou ainda seus fabricantes; são todas as expressões geradas e criadas pelos motociclistas, por aqueles que viveram ou vivem de e para a motocicleta.
Tal como o Tite falou em seu editorial “O senhor da velocidade”, o bom Edgard tinha um humor um tanto quanto elástico.
Lembro bem que por volta de 1974, fugíamos do colégio e íamos ver as motos na “esquina do veneno”; lembro melhor ainda do meu sonho que era uma DUCATI 400 DESMO novinha na loja do Seu Latorre, saiamos de lá e íamos à loja do Seu Edgard.
Lá nunca sabíamos como nós, os pequenos ‘malas’ de carteirinha, iríamos ser recebidos, porem sou, até em nome da verdade, testemunha que o muito que eu sei hoje, foi ministrado por esse homem, com muita paciência.
Tinham horas, a maioria delas, que apenas seu olhar, calavam as nossas pequenas, porem poderosas e rápidas bocas, mas sempre abrindo mais a nossa sede de saber.
Outro ponto muito importante que, no meu entendimento, divide todas relevâncias, é que alem do filho, do piloto, do pai, do comerciante; perdemos um pedaço insubstituível da História do Motociclismo Nacional, da História da Motocicleta no Brasil, enfim, da Historia Brasileira.
Mais uma estrela se apaga no céu da sabedoria, e a tristeza preenche o meu coração !
O que será das novas gerações ? ... onde encontraremos outros SEUS EDGARDS dispostos a dividir conhecimentos, experiências e estórias ? ... para onde meus netos irão ir em suas fugas do intervalo da escola ? ... eu me encontro um pouco só e cheio de duvidas, da mesma forma que nos meus bons tempos de Colégio de São Bento !
Falar de história é falar em preservar, difundir, e cultuar. Posto isso, após conversa com o bom amigo Ricardo Pupo do Moto Clássicas 70, tomo a licença, alem do grande prazer em transcrever um grande material que ele já tinha em seu site, anterior mesmo ao falecimento, o que ainda me obriga a agradecer e parabenizar por tal atitude, pois não teria mais nada a acrescentar."

Vejam a matéria completa deste baita jornalista em :



http://www.motonline.com.br/colunistas/boccoli/e-soares-12dez06.html
Agradeço a foto ao amigo Edgar Rocha Souza Filho , e deixo meu abraço ao Edgarzinho Soares .

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Agnaldo Araujo de Goes Filho

500 KM de Interlagos 1961 , com esta Ferrari Testarossa Agnaldo foi segundo .


500 KM de Interlagos 1961
1º Celso Lara Barberis Maserati 4500
2º Agnaldo de Goes Ferrari Testarossa
3º Ruggero Peruzzo/EmilioZambelo/Celso L. Barberis Maserati 3000
4º Justino de Maio/José Ramos Maserati Corvette
5º Antonio Versa Maserati Corvete
6º Paulo Amaral/ Luciano Mioso Porsche 550 Spider
Agnaldo sendo abraçado por Christian Heins e Luiz Antonio Greco ao lado Robertinho e Nélson Brizzi .


Agnaldo com Paulo Gomes ao volante da BMW Esquife .



" Ele era a alegria dos amigos , sempre sorrindo e simpático , já contei aqui de sua loja na Av Sto Amaro , um dia ele me ofereceu esta Ferrari da foto , fomos dar uma volta com ela , seu cambio seco era difícil de engatar , seu motor quando acelerava , rugia , a pancada nas costas era inevitável , o motor ia girando alto cada vez com mais força . Não pensei duas vezes , não tive coragem de comprar o carro , era muito violento , com ele o Agnaldo foi segundo nos 500Km de Interlagos em 1961 , eu com o Porsche 550 Spider na mesma corrida fui sexto junto com o Luciano . Ao ver as fotos enviadas por seu filho Ricardo , me veio logo a lembrança de seu sorriso fácil e de nossa longa amizade ." Paulo Amaral

Lembro do Agnaldo algum tempo depois , sou doze anos mais novo que meu irmão Paulo , ia sempre à CEBEM na Av Nove de Julho , onde fui buscar a BMW R60/5 que compramos dele . Mais tarde ele me convidou para correr em uma de suas BMW na prova de Belo Horizonte em volta do Mineirão , não lembro o motivo por não ter ido , lembro de nosso amigo Kiki me mostrando o carro , uma BMW 2.000 vermelha preparada pela Alpina , naquela corrida o Paulo Gomes acabou acidentando-se com os dois carros , a Esquife e a 2002 vermelha .

Agradeço ao Ricardo Goes as fotos , que tantas lembranças nos trouxeram .



Fotos acervo de Ricardo Goes .

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vila Real

Circuito de Vila Real , à frente Casimiro de Oliveira com seu Jaguar SS , seguido por Eduardo Ferreirinha no Edfor , no ano de 1937 .
O belo Edfor , construido na cidade do Porto por Ed. Ferreirinha e Irmão .




Esta vai para meus amigos Portugueses ,antigos e novos . O Speeder que de Portugal escreve um blog dos melhores e os de cá , o Chico Lameirão campeão em todas categorias por que passou , pena que não tenha chegado à F 1 com tudo que seu talento merecia . José Ferraz piloto e preparador competente , que comigo dividiu grids na D 3 e na TEP , campeão Paulista da Formula Super 1.600 no ano de 1991 , categoria criada por seu esforço e determinação . Antonio e Herculano Ferreirinha por tudo que fizeram no automobilismo brasileiro .
Ganhei de meu irmão Paulo um livro de automóveis antigos escrito em Portugal por João Lopes da Silva e Gustavo de Almeida Ribeiro , "Automoveis Antigos em Portugal" editado em 1990 que mostra os belos carros antigos mantidos por lá .
Automóveis antigos eu aprecio , principalmente os de corrida , mas minha surpresa maior ao abrir a primeira página é ver uma foto de um Jaguar SS perseguido por um Edfor , no circuito de Vila Real . Manuel de Oliveira no texto credita a seu irmão Casimiro de Oliveira a primeira vitória de um Jaguar em uma corrida internacional , nesta corrida . O segundo lugar ao belo Edfor pilotado por Eduardo Ferreirinha . O Edfor foi um carro construído em Portugal no ano de 1937 por Ed.Ferreirinha e Irmão na cidade do Porto . Era movido por um motor V8 de 3620cc ,carroçeria toda de alumínio , sendo o chassi em liga de especial de alumínio fundido , peso 970 kg , suspensão dianteira de molas espirais em grupo . Do motor e cambio não é citada a origem , como podemos ver é um belo carro e devia também ser bastante rápido pois na foto está perseguindo um Jaguar SS um dos carros mais rápidos da época .
Circuito de Vila Real , outro dia conversando com o Chico Lameirão , que neste circuito fez sua única corrida de F.F em Portugal que acabou com um belo acidente , quando sua suspensão traseira quebrou na grande reta a mais de 200 km/h . Apesar da pancada disse ser este um dos circuitos que mais o agradou , ficou por ele maravilhado , na grande reta os Porsche 917 chegavam a mais de 300 km/h .
Por fim conversando com o Antonio Ferreirinha ele me disse que este fabricante de automóveis apesar da coincidência não tinha nenhum parentesco com ele .

Fonte e fotos : " Automóveis Antigos em Portugal " Edições Inapa , texto de João Lopes da Silva e fotos de Gustavo de Almeida Ribeiro .
Agradeço ao Carlos de Paula

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Victório

Paulo Peralta e Victório Azzalin durante a entrevista .

Vejam a carreira de Victório Azzalin contada por Paulo Peralta no

http://www.bandeiraquadriculada.com.br/Victorio%20Azzalin.htm

terça-feira, 16 de junho de 2009

CARCARÁ

O CARCARÁ , na sua frente a história .

O CARCARÁ foi uma criação do Departamento de Competição da VEMAG comandado por Jorge Letri , junto com Rino Malzoni e Anisio Campos , feito para estabelecer o record Brasileiro de velocidade para veículos até 1.000cc . Sua história é contada em muitas publicações e blogs e sites , aqui quero contar uma parte desta história que me foi contada pelo Crispim uns trinta anos atrás . Ontem liguei para o Crispim e perguntei se ele lembrava de ter me contado , e ele com aquela simpatia de sempre começou a contar de novo , ai eu disse põe num e-mail e me manda . Hoje ao abrir meu e-mail vejo ele contando o que segue .

"Caro Rui, bom dia. Com respeito ao motor do Carcará, quero informar que chegou no Rio para procedermos a aferição da marca, equipado com um motor de mais de 100 CV, e durante os primeiros testes em que notamos o problema de estabilidade direcional, sofreu um engripamento em um dos pistões e deve ter perdido em torno de 10% da potência, este fato era muito comum nos Motores DKW porque para obtermos melhor potência, trabalhávamos com mistura bastante pobre, em torno de 16 : 1 quando o certo seria de 15 ou 14 : 1, isto em função da perda de parte do poder de queima da gasolina 100 / 130 octanas em que adicionávamos óleo Castrol R, que prejudicava menos que os óleos 2 Tempo normais. Isto provocava um aumento de temperatura na câmara de combustão que fazia com que o pistão delatasse ao ponto de prender nas paredes dos cilindros aumentando o atrito e ,as vezes, prendendo os anéis de seguimento e prejudicando a compressão do Motor.
Tínhamos motor de + ou – 98 CV e poderíamos ter trocado mas o problema de estabilidade era mais importante e tínhamos pouco tempo para efetuar o teste, resolvemos então não substituir o motor, certo.
Rui creio que era isto que você queria saber.Qualquer dúvida entre em contacto.
Grande abraço, Crispim "

Talvez se tivesse escrito no começo que o Crispim foi uma parte importante deste projeto ele contestasse , mais importante para nós é hoje este seu depoimento , uma página viva da história .


Norman Casari ao volante , Jorge Letri olha o motor e Rino Malzoni observa .
Ai ele vinha de pé embaixo para estabelecer o Record Brasileiro de Velocidade .

Raio X do carro , revista Quatro Rodas de meu acervo pessoal .

Nesta foto vemos , Sr Casari , Norman Casari ,Italo Antonangeli,Antonio Paulo Araujo, Bob Charp , Miguel Crispim Ladeira , Jorge Letri e Rino Malzoni .
Convite para comemoração dos do Record 27 anos depoi , organizado por meu amigo Eduardo Pessoa de Mello em 23 de Março de 1993

Capa do convite .

Réplica do CARCARÁ , um magnifico trabalho de Toni Bianco feito para Paulo Trevisan .

A réplica exposta na FEI .

Fotos revista Quatro Rodas de meu arquivo , réplica foto FEI .