A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

NA CHUVA...


D3-TEP- 1982, todo mundo largou de slick, derrepente um grande toró desaba em Interlagos!
Na primeira foto meu amigo Conde -Luiz Henrique Pankowski- acredito que na entrada do S original, seguido por Tide Dalécio e Aléssio Durazzo no #118...
A seguir eles chegam na Reta dos Boxes e lá estavam fotografando meus amigos Fabiano e seu pai Luiz Guimarães, o Guima...
Depoimento do Duran, até a Nossa Sra Aparecida que meu amigo leva sempre no retrovisor desapareceu, e lá ficou ele rodando sozinho! 

Bruno
Mogames


Durazzo
Durazzo e Tide
Durazzo, Duran e Conde...
Conde

Ferraz e Conde...


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

FERRADURA

Luiz Pereira Bueno e o Bino MK II


Curva deliciosa, saindo da entrada do miolo, ou curva Quatro, chegava-se nela em nossos VW D3 numa boa velocidade em 4ª marcha, em alguns casos em 5ª, acredito que a mais de 190 km/h. Na primeira perna, contornada à direita, logo depois de sua tomada e quase na tangencia, onde havia um balanço, daqueles de tirar o folego, uma leve tirada de pé do acelerador em 4/5ª mesmo, e depois era pendurar firme nos alicates, com um punta taco reduzir para segunda, isso numa linha reta imaginaria de uns 15 metros, na entrada da parte mais longa, feita à esquerda, e logo procurar sua tangencia, que era longa. Acelerando acredito que a contornávamos à uns 130/135 km/h em segunda, para no final dela tocarmos a Zebra de fora já a uns 150 km/h e seguirmos para Subida do Lago.

Luiz Pereira Bueno, tomava a segunda perna de uma maneira diferente, mais aberta, mas aí seria falar/escrever do saudoso ídolo! Um dia quem sabe eu tome coragem...

Marco, Alvaro, Tide, Duran, Amadeu, Clelio e eu.



 Sei que meu amigo Ricardo Mansur está nesta foto, ele depois nos conta aonde!
 Edson Yoshikuma, Arturão, Amadeo...
 Vital Machado, Jr Lara, o Chevette de Edgard de Mello Filho e Bé - Clelio Moacyr Souza - pendurado nos freios e no limite como sempre!
MM 1966, a #18 de Camilo e Celidonio
Alex Silva
  Arturão e Amadeo
Tide, Ferraz e Manzetti
   Arturão, Amadeo, o #80 de Moser e a Brasilia do Dimas 



  
 Mil Milhas 1983, Mike Mercede
  Ricardo Bock no vermelho e Tide Dalécio rodando!
 Super Vê

 O amigo Jose Martins Junior e seu Puma #48
  
 Ricardo Bock
  Bagunça feita por dois amigos, Expedito Marazzi e Jr Lara!
   Conde - Luiz Henrique Pankowski - e Giuseppe Marinelli
  


AS FOTOS DA POLEMICA!
AGORA  A BRIGA VAI CONTINUAR!




Manzetti, Mogames, Bruno, Ferraz, Dalécio e Duran...


Vejam bem senhores, não estou nesta foto, este dia não corri, pois bem, os senhores Luiz Eduardo Duran e José Manuel Ferraz de Moraes se acusaram mutuamente, o Sr Duran, carro #68, dizia que os Sr Ferraz, carro amarelo, o havia colocado para fora da pista, ao que este rebatia dizendo para todos ouvirem que o Sr José Antonio Bruno, carro branco, o havia empurrado na tomada da curva.
Mas eis que das mãos de meus amigos Fabiano e seu pai Luis Guimarães, o Guima, aparece o vídeo em que a mesma cena é mostrada!
Conversando este modesto contador de historias com o Sr J.A.Bruno, a quem trato com uma intimidade apenas de torcedor por piloto de Bruninho, ele sorrindo de lado apenas disse "passei mesmo!"rsrssr
Agora gostaria da abalizada opinião de nossos leitores para dirimir a duvida; de quem é a culpa!
     



Dedico este aos amigos que comigo dividiram as pistas e à longa amizade que com a Graça de Deus tenho com eles, e especialmente ao Ferraz, Duran e Bruninho!

Um forte abraço à todos.

Rui Amaral Jr


NT: Apenas para esclarecer, o Ferraz e Bruninho em recente viagem que fizemos, pararam no meio da Rod. Castello Branco para continuarem a discussão! O Duran e eu nos mandamos!rsrsr


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A CURVA DO HOMEM MORTO

 Mônaco 1958, Hawthorn e a Ferrari Dino 246.
Porto 1958
Monza 1958, largando entre Tony Brooks #28 e Staurt Lewis-Adans #30, ambos de Vauxwall, a caminho do titulo...
Que conselho daria o Grande Vitorio Jano ao futuro campeão? 

Se alguém morre jovem, no auge da carreira, é o bastante para que surjam teses as mais diversas, versões as mais desencontradas para justificar-se o ocorrido. Embora tenha uma queda por História, não sou um profissional da área, então, vamos nos ater ao mundo das pistas. Nosso personagem era jovem (29 anos), estava no auge de sua carreira e era um estigmatizado. Sempre associado ao grande desastre da história do automobilismo mundial, Le Mans/1955. Naturalmente estou falando de John Michael Hawthorn, o Mike Hawthorn, primeiro britânico campeão mundial da F1 em 1958. Mike venceu o Mundial e anunciou sua aposentadoria. Apesar dos louros da vitória, ele contabilizara perdas: seu amigo Peter Collins morrera em Nurburgring; Hawthorn sofria de uma doença renal considerada crônica em uma época sem diálise ou medicamentos adequados. Agora, ele tinha planos de tocar o negócio da família, a oficina em Farnham que cuidava da preparação de carros. Incluia seu casamento com Jean Howarth e viver, fosse por quanto tempo fosse. Em 22 de janeiro de 1959, dia para variar, ventoso e com chuva, Hawthorn estava saindo de Farnham, quando na estrada, encontra o manager Rob Walker e seu Mercedes Benz 300SL. Teria a visão do carro prateado e com um estrela de três pontas despertado o velho espírito revanchista de Mike, o qual já lhe causara grandes problemas?


 1957 Nurburgring, Hawthorn na última volta à frente de Fangio, #1 Maserati 250F e de seu companheiro de equipe e amigo Peter Collins, ambos de Ferrari 801. No final desta volta Fangio venceria seu 5º titulo! 
 Hawthorn e Ciccio Ascari
 Walker e Stiling Moss
 Rob Walker
Foi da equipe de Rob Walker a primeira vitória da Lotus na Formula Um. Innes de Ireland pilotando a Lotus21 Climax venceu em Watkins Glen 1961

Hawthorn poderia ter pensado: “Da outra vez que liberei minha ira contra esses malditos carros alemães, os resultados foram atrozes. Dor e destruição. Se acontecer de novo, o que poderá resultar?” Mas Mike não era um tipo razoável. E ali estava Robert Ramsey Campbell Walker, provocando-o para um racha. O campeão mundial de 1958 pensava que não viveria por muito mais tempo e a sua doença já apresentara sintomas mais fortes como apagões. A estrada, molhada e o vento forte apresentava um desafio a mais e Mike acelerou seu Jaguar Sedã 3.4 MKI. Ele era esperado em Londres, mas daria tempo para ensinar uma lição ao Rob. 





Local do acidente


Inconsequente, como os adolescentes da canção Dead Man`s Curve, mas Hawthorn não chegaria a conhecê-la. Os dois se lançaram a uma disputa, sabe-se lá quando terminaria. Rob Walker um dia fora piloto, mas afastara-se das competições a pedido da esposa, tornando-se um chefe de equipe. Tinha recursos, sabia dominar um carro em alta velocidade, mas estava medindo forças com um campeão de F1 aposentado três meses atrás. Mike o alcançou e passou mas então...Walker contou que o Jaguar de repente pareceu perder o controle e curiosamente, não desacelerou. Bateu em um caminhão que vinha em sentido contrário e por fim em uma árvore. Perplexo, Rob Walker parou para socorrê-lo, mas era tarde. Hawthorn tinha ido parar no banco traseiro do Jaguar. Ele não resistiu aos ferimentos. Os relógios ainda não marcavam meio-dia. O que teria acontecido que fizera com que um piloto não tivesse meios de safar-se de uma situação de risco ao volante? O próprio Rob Walker ficara surpreso que Mike não diminuira a velocidade quando o Jaguar iniciou sua derrapagem sem controle. Ao contrário, continuara como antes levando tudo pela frente. Seu condutor poderia ter perdido a consciência, o que tornaria tudo mais difícil e pessoas próximas já haviam percebido essas súbitas perdas dos sentidos no piloto. Chegou a pensar-se na época, mesmo na possibilidade de atentado à bala, todavia não foi encontrado nenhum vestígio de pólvora no carro. Outra teoria dizia que Hawthorn possuía no Jaguar um dispositivo que lhe permitia acelerar o carro sem usar o pedal. Se esse acelerador manual ficasse travado, explicaria o comportamento do automóvel. Sempre acelerado e desgovernado. Seu condutor teria virado um passageiro. Mike não estaria vivo para conhecer seu sucessor, Jack Brabham, e levou com ele o segredo de seu último pega. E a certeza, de que ninguém volta da Curva do Homem Morto.


Caranguejo



A tragédia de Le Mans 1955


O  Jaguar D-Type #6 que passa logo após o acidente é o de Hawthorn/Ivor Bueb




REVISTA ILUSTRADA -Janeiro 2013