A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OS AMIGOS


Interessante! Não somos jornalistas, muito menos escritores...mas toda vez que escrevemos e falamos de nossos amigos e ídolos, ídolos e amigos, a resposta é imediata. 
Falando por mim e tenho certeza que por meus companheiros, a nossa alegria na certa contagia.
Pouco importa se o post teve 10 ou 5.000 visitas, o que importa  é que atingimos nosso objetivo, que é falar principalmente dos amigos, e falar (escrever) para amigos, pois sei que cada um que leu, sabe que com ele estamos dividindo acima de tudo nossa amizade.
As vezes dou umas porradas, me chateio muito com certas coisas. 
Mas a maioria das vezes é como ontem, logo após postar o texto do Caranguejo para temporada portuguesa da Stock, vem o Jr e conta um pedaço de sua bela participação lá. Logo depois o Julio e o Ferraz comentam, e o Cezare nos faz uma emocionante homenagem no Facebook.
Que mais podemos querer?
Então hoje não escrevo mais bobagem nenhuma, apenas mostro cada um de nós, alguns já estão lá em cima e com a Graça de Deus os outros aqui se encontram para compartilhar essa felicidade, que é estarmos juntos.
Caso esqueça de alguém é só chiar que vou postando.
E como diz meu amigo Edo; Um putabraço a todos! 

  

João
Avallone
Ricardo e Luiz Cruz
Freddy O`Hara e Edo
Adolfo ao volante, Zé Rossi a seu lado, Claudinho conversa com Zé Fercolin e Ricardo fuma preocupado antes da largada das Mil Milhas.
Agnaldo
Conde, Alvaro, Elcio e Sueco
Teleco
Manduca, Beto, Zé, Arno e Marcos.
Jan
Zé Martins, Puma #48
Joel

Zé Pedro, Guaraná, Chico e Julio.
Arturo
Ferraz
Tito e Fábio
Mauricio e Ararê
Paulo
Danilo
Bruno
Orlando, Nando, Carlão e eu.
Alex
 Zullino
No centro Thomé e Saloma.
Cezar
João
Chico
Francis

Bé e Alvaro
Leandro, Miltão e Francis.
Francisco, eu, Duran, Ferraz e Orlando
 Gabriel
 Fabiano
 Ricardo, Guima, eu e Fabio.
 Fabiano e as duas filhas, Joel, Ferraz, Guima.
 Ricardo, Crispim e eu, ao fundo Ceregatti.
 Victório
Glória e Caranguejo

Pedro, Carlão e as "crianças".
Contreras
Mike, Águia e Carlão.
Cida Amaral
Elisa
Graziela e Nelson

Leandra
Jackie, Barba, Chico e Saloma.
Paulo e Luciano
Expedito no carro do Ricardo.
Ricardo
Cuca
Paulo e Guaraná.
Orlando, Duran, eu, Conde, Francisco e o grande Fernando.
Foto de Rui Pastor
Ronaldo, eu e de costas Águia.
 Fabiani
Ike, Marcelo e Francis
Luiz, Jr, Marcos e Luiz Carlos Lara Campos.


As fotos foram colocadas conforme ia abrindo meus arquivos, posso e devo ter esquecido alguém, chiem por favor, que vou acrescentando mais.

Luiz, ídolo e amigo.






  

terça-feira, 3 de abril de 2012

QUINZE DIAS EM PORTUGAL


“As armas e os barões assinalados/Que da ocidental praia lusitana/Por mares nunca dantes navegados/Passaram ainda além da Taprobana/Em perigos e guerras esforçados/Mais do que prometia a força humana...” Ano de 1982; por certo o piloto Reynaldo Campello não pensava em Camões naquele verão europeu em Portugal, onde a Stock Cars brasileira iria apresentar-se em duas provas diante da torcida lusitana. Não. 



Campello provavelmente estava pensando; “Onde foram parar esses carros?!”. Os noventa participantes (pilotos, mecânicos, preparadores, jornalistas e afins) já haviam chegado. Faltavam os quatro containers com vinte Opalas Stock-Cars que haviam saído do Brasil, pensando em fazer o caminho inverso de Pedro Alvares Cabral. Se o navegante se perdeu, mais de quatrocentos anos depois, foi a vez do “circo” da Stock, que foi parar em Marselha, França. Após algum esforço investigativo de Campello e do piloto português Pedro Queiroz Pereira, também envolvido com a organização, localizaram-se as baratas, que foram trazidas via terrestre para Portugal. Claro, não sem um ligeiro atraso: chegaram ao Autódromo do Estoril, a 20 km de Lisboa, um dia antes da primeira prova do torneio, programada para 3 de julho. Seria utilizado o circuito B do autódromo, com 2.942 metros (o circuito A, onde correu a F1 tinha 4.260 metros). Combinou-se que os treinos seriam realizados na manhã da corrida; quatro horas para o reconhecimento e quarenta e cinco minutos de classificação. Às cinco da tarde, os pilotos brasileiros e alguns convidados lusitanos mostrariam um pouco do automobilismo da terra brasilis. Nestes contatos iniciais, o intrépido Lara Campos foi o mais rápido, com 1m10,19s, seguido por João Carlos Palhares, 1m10,21s e Paulo Gomes, 1m10,23s. 
Na classificação porém, Paulão cravou 1m09,63s, seguido de Palhares, seu companheiro de equipe e Ingo Hoffmann. Ingo, talvez fosse o piloto com mais intimidade com a pista lusitana, pois já estivera ali, em seus tempos no Europeu de Fórmula 2 nos anos setenta e tinha até curva com seu nome. Na hora da formação do grid, o forte cheiro do álcool, o carburante dos Stocks, atraiu mais a atenção da galera do que os carros em si. Antes que algum engraçadinho comentasse: “Interessante, aqui nós o usamos para beber e não para mover carros”, foi dada a largada. Paulo Gomes escapuliu na frente, seguido por Palhares e Ingo. A prova com duração de sessenta minutos, foi marcada pela capotagem de Sidnei Franchello na Curva 1. Franchello passou por cima do guard-rail e atingiu dois espectadores e um policial. Em ritmo de bandeira amarela, a prova continuou e Fabio Sotto Mayor substituiu Ingo Hoffmann na terceira posição. Paulão não foi molestado na liderança e ganhou fácil. Lara Campos, um dos favoritos, vinha numa tranqüila quarta posição, até começar a ser pressionado por Pedro Queiroz Pereira, Campello e Wilson Fittipaldi Jr. Estava se defendendo bem, mas na última volta uma entortada o levou a um rail. Ainda terminou em nono. 



 Wilsinho Fittipaldi
Moutinho
Pedro Queirós Pereira


Para a segunda prova, dia 18 de julho, o grid apresentou alguns carros com visíveis sinais de refrega da corrida anterior. Um destes era o carro de Lara Campos, que a exemplo de Marcio Canovas e Sidnei Franchello sofrera uma capotagem. O organizador Campello porém, estava eufórico. Tinha planos de realizar no ano seguinte um torneio de verão da Stock, com provas no Estoril, em Paul Ricard e Jarama. Empregaria a estratégia de levar atrações e citava a roqueira Rita Lee como uma possibilidade. A segunda corrida apresentou mais uma vez o domínio de Paulo Gomes. Reynaldo Campello o acompanhou até fundir o motor. Edmar Ferreira foi o segundo, Ingo Hoffmann o terceiro, Fabio Sotto Mayor o quarto e Lara Campos o quinto. Os bons vinhos lusos e a piscina fizeram algumas baixas entre os integrantes do circo, mas de certa forma, essa primeira experiência internacional da Stock foi bem sucedida e os pilotos brasileiros podem dizer que ali estiveram dois anos antes da F1 e três antes que Ayrton Senna desse início a sua saga de vitórias na categoria.


A nosso amigo  José Manuel Ferraz. 


CARLOS HENRIQUE “CARANGUEJO” MERCIO


PS: Conta Jr




Lisboa, um grupo divertido, foi D++++, mas tomei um baita susto na classificação da primeira corrida, pois estando com o melhor tempo do dia, resolvi endurecer minha suspensão dianteira trocando as molas, saindo novamente, aqueci meu carro e já vim lançado na grande reta de mais de 1000 metros em descida para fazer tempo, acredito que a mais de 230 km/h, quando pisei forte no freio o meu carro ficou sem rumo, bati muito forte. Quando me dei onde estava, percebi que estava de cabeça para baixo, havia muita fumaça dentro, bati a mão no cinto e cai de cabeça na capota, as porta não abriam, quando ouvi a voz do Paulão Gomes, sai por traz, virei e dei com os pés no acrílico traseiro saiu fácil e por ali sai. 
Mais tarde verificando o que ocorrera em minha suspensão dianteira e constatamos que o tensor de caster que é fixo no chassi e na bandeja de suspensão por 03 parafusos estava solta, por esse motivo minhas rodas abriram na freada.....coisas de corrida rsrsrs


Jr Lara Campos 



Quatro Rodas Digitalizada.
Agosto de 1982