A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Minha estréia por Fabiano Guimarães




" Senhores, eu também já corri de penico. Não, não era atômico como o de vocês, pelo contrário era bem xôxo e mau preparado. Em 1990, após 3 anos correndo de Kart, decidi partir para as corridas no autódromo exatamente no ano de sua mutilação para receber de volta a Fórmula 1. Escolhi a categoria Speed 1600 que corria com fuscas de preparação limitada, pneus radiais e câmbio original - pelo menos para quem corria dentro do regulamento. Comprei o carro do jornalista da 4 Rodas Douglas Mendonça que havia participado de apenas uma prova em 89 e que era anteriormente do Marcelo Fabricattore na temporada de 88. Como podem ver nas fotos o carro era simplesmente horroroso, misturando azul com rosa, vermelho, verde e rodas brancas. A preparação ficou por conta da oficina que me vendeu o carro e que não vale a pena mencionar pois não merecem aparecer neste conceituado blog. O carro era muito ruim de motor e para piorar, no treino de 6ª feira rodei na curva da Junção e fui abalroado por outro veículo, entortando a suspensão dianteira. Contando com a incompetência e má vontade da equipe fui para a classificação de Sábado com o carro puxando para a direita, ficando inguiável em curvas para a esquerda. Classifiquei em 26° em um grid de 35 carros e o início da prova foi bastante divertido, com vários carros andando embolados, muitas rodadas e ultrapassagens. Cheguei a andar em 12°, porém o motor perdeu rendimento, começou a falhar e perdi posições finalizando em 16º. Valeu como experiência, porém já na prova seguinte decidi correr de Marcas Paulista com um Passat bem mais veloz devido a algumas liberações no regulamento. Em breve envio fotos e relatos do restante da temporada de 90 com o Passat."
Abraços,

Fabiano.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

José Ferraz

  Hoje é aniversário de meu amigo José Ferraz, amigo dentro e fora das pistas, batalhador incansável de nosso automobilismo, vencedor na vida e nas várias categorias em que correu, a você Portugues o forte abraço e que continue ainda por muitas décadas com toda essa vontade. 
                                                                                                Orlando, Duran e Rui                          




Sorocaba uma corrida de rua em que ele chegou em 2º lugar.


Interlagos, MIL MILHAS quando ele me enviou esta foto me disse "que saudades dos eucaliptos"



Divisão 3 ele se pegando com com vários pilotos na entrada da "Ferradura" sobrou para o Duran.



Formula Super 1.6000 categoria criada por ele.


Uma pergunta do Duran "será que o Ferraz queria dançar o VIRA?"

domingo, 20 de dezembro de 2009





No ano de 1957 meu pai recebeu esta estatueta como homenagem de seus funcionários, neste ano as CESTAS DE NATAL AMARAL levaram felicidades a UM MILHÃO de Brasileiros.

Meus pais Arinda e Rui começaram no ramo alimentício por volta do ano de 1945 com os ALIMENTOS SELECIONADOS AMARAL, indústria pioneira no ramo de empacotamento de alimentos para venda ao consumidor. No começo da década de 1950 compraram de nossos amigos Chiavonne a MANDIOPÃ sediada então na cidade de Limeira e já embalavam na época uma centena de produtos com a marca AMARAL. Por volta do ano 1953 outra idéia de meu pai ia tomando forma eram as Cestas de Natal, apoiada por um firme apoio empresarial que consistiam as indústrias AMARAL logo se tornou um sucesso. Pioneira no Brasil na distribuição de prêmios como carros, casas e eletrodomésticos já em 1957 era um sucesso.

No ano de 1967 quando meu pai resolveu encerrar as atividades das CESTAS DE NATAL AMARAL, chegava a milhões de lares, haviam sido sorteados milhares de prêmios e levado a alegria e felicidade a famílias que até hoje passados tantos anos não se esquecem.


Em nome da memória de meus pais Arinda e Rui, minha família e eu desejamos a todos um NATAL repleto de HARMONIA e PAZ.

sábado, 19 de dezembro de 2009

RELEMBRANDO VII - ANJOS DA GUARDA e BONS TEMPOS


 Em uma de minhas primeiras postagem do dia 20/12/08 escrevo da atuação dos Bandeirinhas nas pistas, com minhas lembranças do trabalho deles, logo a seguir recebo duas fotos e o depoimento do Sergio Berti que em sua juventude foi um deles, a postagem é de 30/01/09. Obrigado Sergio e um abração. Ainda sobre a atuação dos comissários temos o depoimento do Ferraz sobre sua participação no GP Brasil deste ano.



                                                        ANJOS DA GUARDA


Eles são nossos anjos da guarda, só que ninguém se lembra deles, os Comissários de Pista, na época em que eu corria Bandeirinhas, estão lá para nos proteger, sinalizar óleo na pista, eventuais acidentes etc., são a nossa visão da corrida antecipada, onde não conseguimos enxergar. Só que deles não achei uma pequena foto sequer, são na maioria voluntários, amantes do esporte, vêem tudo de errado que fazemos e também tudo que fazemos certo, a visão de corridas deles nem a TV acompanha.
Depois da bandeirada final eles sempre saem de seus postos e no meio da pista agitam suas bandeiras, e se você andou bem, tem sempre um aceno direcionado a você. É muito bonito.
Às vezes assistindo corridas vemos algum piloto mais nervoso empurrando-os quando ele vem prestar ajuda.
Lembro de uma corrida, foi em 1971 eu novato, acho que era a Copa Sulamericana ,vinha babando atrás dos ponteiros já que minha Caixa 3 me havia atrasado na largada .Na parte final da curva do Sol , curva maravilhosa ,raio longo dois pontos de tangencia vindo da Reta Oposta era feita em 4º marcha , dei uma rodada daquelas , fui rodando quase até o Sargento , numa destas rodadas , virado para a Curva do Sol vi o bandeirinha acenando sua bandeira amarela com listas vermelhas (óleo na pista) , nunca fiquei sabendo se ele percebeu o óleo pela minha rodada ou eu que não tinha visto a bandeira .Outro que me lembro , nas Mil Milhas em 1984 meu carro quebrou na mesma reta antes do Sargento ,era umas duas horas da madrugada e chovia canivetes , os Stock os carros da Turismo 5000 ,as Alfas balançavam tanto na freada que assustava , passando a meio metro de meu carro . Imediatamente chegou aquele "bandeira”, sinalizando sua bandeira amarela, me ajudou a descer do carro, me colocou em segurança, e voltou a sinalizar ao lado de meu carro parado, para que outro piloto não sofresse um acidente.
O grande Emerson Fittipaldi nervoso depois da quebra de seu F1, deu uns empurrões (penso que até uns tapas) num Comissário que veio ajudá-lo. Acho que foi no Rio de Janeiro. Algum tempo depois estava na choperia de meu amigo Werner e fui apresentado a ele, eu tenho 1.90m, ele era duas vezes meu tamanho, um armário. Super simpático me contou sua aventura com o Emerson sempre rindo, sem nenhum ressentimento. Pena não lembrar seu nome. Acredito que sendo o Emerson não só o grande piloto que é, mais também um grande cara, se desculpou com ele, só lembro que ele não guardava magoa nenhuma.
Acho que todos Comissários são como esse grandão : Anjos da Guarda.


Algum tempo depois o Sergio lembrou o apelido do gigante, Pulguinha.


                                                 BONS TEMPOS
Recebi do Sergio Berti esta foto da época em que ele era Bandeirinha, o ano 1976/77.Hoje o Sergio atua na área de realização de eventos e cursos , sempre ligados ao automobilismo . Criou e desenvolveu campeonatos para o Kartródomo da Granja Viana onde atuou vários anos como Diretor de Provas. Ainda hoje é Diretor de Provas no mesmo Kartótromo e dirige a PORSCHE GT3 CUP. Mais começou como Bandeirinha, ele é o que está com o pé sobre o pneu.


                                                                                    Este é seu relato



"Esta batida foi na Curva do Sargento, o Formula V, se perdeu na curva e ficou enroscado no alambrado, eram alambrados semelhantes aos de galinheiro, e tinham como objetivo diminuir a velocidade para amenizar as batidas no "guard-rail”, porem as vezes os carros ficavam enroscados e após as provas eram retirados por nós, pois naquela época não havia resgate de pista, a própria equipe que tinha de descer para pegar o carro e retornar aos Box. Enquanto isso, nós aproveitamos para tirar essas fotos. Notem, que meu amigo Ronaldo está segurando um rádio comunicador, esta foi uma das primeiras provas a ter comunicação entre os Bandeirinhas e o Diretor de Provas via rádio, até então, nós descíamos para pista com pranchetas e folhas de relatórios, e os resultados só eram homologados após a analise desses relatórios.

É .....bons tempos ,ou melhor , bons não , saudosos tempos ." Sergio Berti