A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quarta-feira, 6 de abril de 2011

F1 - 1973 Nürburgring



Belo vídeo, comentado anos depois por ninguém menos que David Hobbs e Jackie Stewart, veja Moco -Carlos Pace - e sua Surtees, Emerson e a Lotus...  


CLASSIFICAÇÃO


Pos Piloto Equipe
1 5 Jackie Stewart Tyrrell
2 6 François Cevert Tyrrell
3 30 Jacky Ickx McLaren
4 24 Carlos Pace Surtees
5 11 Wilson Fittipaldi Brabham
6 1 Emerson Fittipaldi Lotus
7 31 Jochen Mass Surtees
8 17 Jackie Oliver Shadow
9 8 Peter Revson McLaren
10 26 Henri Pescarolo  Iso Marlboro



terça-feira, 5 de abril de 2011

LE MANS 1966 GT 40 Mark II 1º , 2º , 3º - II


GT 40 Mark II vencedor ,Chris Amon e Bruce MacLaren nº 2

A Ford Motor Company foi a Le Mans no ano de 1966 com toda sua força , apostou nos GT 40 Mark II com motores de 4.7 L para enfrentar as Ferrari 330 P3 , levou os melhores pilotos da época , foi com nada menos do que quatorze carros GT 40 entre eles Mark II , J . Carros da equipe Ford e mais da Ford France e outras equipes todas com apoio da fábrica . A Ferrari para se opor a essa força entrou com duas 330 P3 oficiais e quatro 365 P2 de equipes semi oficiais como a NART e Filipinetti . Na classificação a Ford ficou com os quatro primeiros lugares , em quinto a Ferrari nº 27 365 P 2/3 da NART - North Americam Racing Team - pilotada por Pedro Rodriguez , Mario Andretti e Richie Ginther , o pole abriu mais de quatro segundos da Ferrari .

GT 40 Mark II , 2º colocado Denny Hulme e Ken Miles nº1
GT 40 Mark II 3º colocado Ronnie Bucknum e Dick Hutcherson nº 5

Na corrida o que se viu foi um massacre , as Ferrari não aguentando o ritmo dos Ford e já nas primeiras horas da manhã a corrida estava definida , só faltaria ver qual dos GT 40 Mark II seria o vencedor . Depois dos Ford vieram os Porsches na 4ª , 5ª , 6ª e 7ª colocação sendo o primeiro deles vinte e uma voltas atrás do vencedor . Na oitava colocação a primeira Ferrari , vencedora na categoria GT era uma 275 GTB/C tocada por ninguém menos que Piers Courage , Innes Ireland , Roy Pike e David Hobbs chegando 47 voltas atrás do vencedor .
A chegada foi com os três primeiros juntos , sendo que o terceiro estava com doze voltas a menos , e apesar da dupla Miles/Hulme cruzar na frente de Amon/MacLarem , estes foram declarados vencedores por terem largado em 4º enquanto Miles/Hulme haviam largado em 2º .

Porsche 906 LE 4º colocado , Jo Sifert e Colin Davis nº 30


Porsche 906 LE 4º , 6º e 5º colocados , nº 32 Udo Schültz e Peter de Klerk , nº 31 5º lugar Hans Hermann e Herbert Linge.

Ferrari 275 GTB/C 8ª colocada , vencedora da categoria GT , tocada só por Piers Courage , Roy Pike , Innes Ireland e David Hobbs


Ferrari 330 P3 de Lorenzo Bandini , Jean Guichet e Ludovico Scarfiotti acidentada na volta 125.

24 Horas de Le Mans 18/19 de Junho de 1966

Date: June 18-19, warm, dry, drizzles on sunday Track Length (m): 13 461
Attendance: 350 000 Pole Position: Dan Gurney, USA, Ford GT Mk II, 3'30"6 = 230.103 km/h
Entries:   Fastest Lap: Dan Gurney, USA Ford GT Mk II, 3'30"6 = 230.103 km/h
Practiced: 57 Distance (km): 4843.090
Starters: 55 Average Speed (km/h): 210.795
Classified: 15    

Pos Cla. # Team / Entrant
Car - Engine / Tuner
Drivers, Nationality Engine
Vol
(cc)
Engine
Type
Tyres Group Laps
Km
Time (of ret)
Reason Out
1 1 2 Shelby American Inc., USA
Ford Mk II
Bruce McLaren, NZ
Chris Amon, NZ
DNS Bob Grossmann, USA
DNS Dan Gurney, USA
6982 V8 F P 360
4843.09
 
2 2 1 Shelby American Inc., USA
Ford Mk II
Ken Miles, GB/USA
Denis Hulme, NZ
DNS Lloyd Ruby, USA
DNS Lucien Bianchi, B
DNS Richard Thompson, USA
DNS Mark Donohue, USA
6982 V8 GY P 360
4843.07
 
3 3 5 Holman & Moody, USA
(Essex Wire Corporation, USA)
Ford Mk II
Ronnie Bucknum, USA
Richard 'Dick' Hutcherson, USA
DNS A.J. Foyt, USA
DNS Fred Lorenzen, USA
DNS Bob Grossman, USA
DNS Bruce McLaren, NZ
DNS Peter Arundell, GB
6982 V8 GY P 348
4681.57
 
4 4 30 Porsche System Engineering, D
Porsche 906/6 Carrera 6 Langheck
Jo Siffert, CH
Colin Davis, GB
DNS Gerhard Mitter, D
1991 F6 D P 339
4562.13
 
5 5 31 Porsche System Engineering, D
Porsche 906/6 Carrera 6 Langheck
Hans Herrmann, D
Herbert Linge, D
DNS Dieter Glemser, D
1991 F6 D P 338
4534.93
 
6 6 32 Porsche System Engineering, D
Porsche 906/6 Carrera 6 Langheck
Udo Schütz, D
Peter (Piet) de Klerk, ZA
DNS Peter Nöcker, D
1991 F6 D P 337
4534.93
 
7 7 58 Porsche System Engineering, D
Porsche 906/6 Carrera 6
Günther Klass, D
Rolf Stommelen, D
DNS Dieter Glemser, D
1991 F6 D S 330
4440.73
 
8 8 29 Maranello Concessionaires, GB
Ferrari 275 GTB/C
Piers Courage, GB
Roy Pike, USA
DNS Innes Ireland, GB
DNS Mike Salmon, GB
DNS David Hobbs, GB
3286 V12   GT 313
4212.50
 
9 9 62 Société des Automobiles Alpine, F
Alpine A210 - Renault
Henri Grandsire, F
Leo Cella, I
1292 L4   P 311
4185.19
 
10 10 57 Ecurie Francorchamps, B
Ferrari 275 GTB
Pierre Noblet, F
Claude Dubois, B
DNS "Jean Beurlys"(Jean Blaton), B
DNS "Eldé" (Leon Dernier), B
3286 V12   GT 310
4171.62
 
11 11 44 Ecurie Savin-Calberson, F
Alpine A210 - Renault
Jacques Cheinisse, F
Roger Delageneste, F
DNS Jean-Pierre Hanrioud, F
1296 L4   P 307
4124.45
 
12 12 45 Société des Automobiles Alpine, F
Alpine A210 - Renault
Guy Verrier, F
Robert Bouharde, F
DNS Mauro Bianchi, B
DNS Jean Vinatier, F

DNS Jean-Pierre Hanrioud, F
DNS Patrice Grandsart, F
1292 L4   P 307
4124.42
 
13 13 46 Société des Automobiles Alpine, F
Alpine A210 - Renault
Mauro Bianchi, B
Jean Vinatier, F
DNS Jean-Pierre Hanrioud, F
DNS Bernt Jansson, S
DNS Pauli Toivonen, SF
1292 L4   P 306
4107.39
 
14 14 35 "J. Franc", F
Porsche 911 S
"J Franc" (Jacques Dewes), F
Jean Kerguen, F
1991 F6   GT 284
3821.53
 
15 15 50 Jean Louis Marnat & Cie, F
Marcos Mini GT 2+2 - BMC
Claude Ballot-Léna, F
Jean-Louis Marnat, F
DNS Jean-Pierre Jabouille, F
DNS René Trautmann, F
1287 L4   P 258
3464.42
 
                     
16 DNF 33 Porsche System Engineering, D
Porsche 906/6 Carrera 6
Peter Gregg, USA
Sten Axelsson, S
DNS Günther Klass, D
1991 F6 D S 321
15:49
Engine
17 DNF 3 Shelby American Inc., USA
Ford Mk II
Dan Gurney, USA
Jerry Grant, USA
DNS Richard Thompson, USA
DNS Sir John Whitmore, GB
6982 V8 GY P 257
09:44
Holed radiator
18 DNF 49 Donald Healey Motor Co Ltd, GB
Austin Healey Sprite
Paddy Hopkirk, IRL
Andrew Hedges, GB
1293 L4   P 237
11:37
Head gasket
19 DNF 14 Scuderia Filipinetti, CH
(Comstock Racing /F.R. English, GB)
Ford GT40
Peter Sutcliffe, GB
Dieter Spoerry, CH
DNS Herbert Müller, CH
DNS Willy Mairesse, B

DNS Innes Ireland, GB
DNS Mario Casoni, I
4727 V8   S 233
08:15
Accident
20 DNF 21 SpA Ferrari SEFAC, I
Ferrari 330 P3
Lorenzo Bandini, I
Jean Guichet, F
DNS Umberto Maglioli, I
DNS Bob Bondurant, USA
DNS Giancarlo Baghetti, I
3978 V12 F P 226
08:26
Engine
21 DNF 26 Ed Hugus, USA
Ferrari 275 GTB/C
Giampiero Biscaldi, I
Prince Michel de Bourbon-Parma, F
DNS Ed Hugus, USA
3286 V12   S 218
09:32
Clutch


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Chapa - III


O primeiro carro que o Chapa preparou para mim.
Com a ajuda do Chico Lameirão comprei este carro do Luiz Pereira Bueno.

Seu nome é Flávio ele e sua mulher Mari são meus amigos a mais de trinta anos , preparou o primeiro motor para mim em 1977 , já fazia naquela época motores fortíssimos , se juntos não ganhamos nenhuma corrida , podem ter certeza que a culpa não foi dele.

1982 em Interlagos o #40 de Amadeu Rodrigues e eu.

Em 1982 resolvi fazer uma temporada na Turismo Especial Paulista que nada mais era que a D3 , amortecedores nacionais , cambio de 4 marchas , pneus slic da Pneubras , e outras modificações para baixar o custo da categoria.
Tínhamos feito já duas corridas da temporada , o Carlão tinha feito para mim um ótimo acerto de chassi , na corrida inicial quebrei quando disputava a segunda colocação , na segunda corrida fui terceiro ,atrás do Mogames e do Laércio , só que tínhamos feito a melhor volta da corrida .

Eu, Ricardo Mogames e Laercio dos Santos.

O Carlão em Portugal com o Jr Lara Campos na Stock Car marcamos um treino o Chapa e eu para o meio da semana , íamos testar três motores , com diferentes configurações que ele havia preparado.
Os motores tínhamos ido buscar no dia anterior , o Chapa os tinha montado na SALECAR de nossos amigos Marcos , Arno e Fabinho Levorin .
Cedo naquele dia fui buscá-lo na Freguesia do Ó onde ainda hoje é sua oficina , eu morava na V Olímpia e íamos para Interlagos , pensem só na volta que dei. Carro na carreta , dois motores para testar , um jogo de pneus , um monte de tralha mais dois ajudantes e fomos embora para a pista.

Em foto de 1978/79 o #27 de Ricardo Bock e meu #14 com a carreta Karman comprada do Chico Lameirão.

Já na marginal , ele guiando a Caravan branca , puxando a carreta com o Fusca , me falava a cada cinco minutos " tem um fusca vermelho nos seguindo" , eu todo feliz pensava ,"que bom três motores , dois jogos de pneus , um monte de tralhas , o autódromo quase que só para nós , vai dar para andar o dia inteiro".
Arrumado o box , a esta altura ele já tinha queimado meu anorak vermelho , preto e branco no escapamento do carro , logo ele que é corintiano . "Vai se trocar" obedeci ,coloquei macacão , entrei no carro , um ajudante afivelou meu cinto , e ele ordenou "ignição" , colocando o capacete outra ordem , "liga o motor" liguei o motor que já havia sido esquentado e lá vem outra ordem "sai".

1982 eu e Elcio Pelegrini no S.

Ai começou toda confusão , engatei a primeira , fui tirando o pé da embreagem bem de vagar , por causa da caixa 3 , e nada do carro sair ,coloquei segunda e nada , ele lá fora gesticulava ,e falava alguma coisa , mais não dava para ouvir por causa do barulho do motor . Gesticulei que as marchas não estavam entrando , ele uma fera colocou meio corpo para dentro do carro engatava as marchas , e me mandava tirar o pé da embreagem . Desliguei o motor , e num lampejo lhe disse , "está sem o disco de fricção" pra que? ele ficou uma fera ,falou um monte de bobagem , até que eu disse "olha nos outros motores". Nenhum deles tinha o tal disco de fricção , colocaram o platô e num descuido esqueceram os discos .
Desci do carro e eu que não sou de maltratar os carros , eles nos dão as vitórias , as derrotas na maioria das vezes é nossa culpa , bati a porta que era bem leve com força , ele me olhou e disse "vou arranjar um disco" , mais aquela altura o treino já estava arruinado.
Voltando para oficina pela marginal , eu já fulo da vida desci do carro e fui para casa de táxi , não sem antes falar uns impropérios a ele .
 Esta é a parte da história que ele conta até hoje , só os meus impropérios e ainda reclama , por eu ter descido do carro na marginal .

Este é o Chapa , amigão , de tanto tempo... 

PS: No dia seguinte quando me entregou de volta o anorak queimado disse-lhe para ficar com ele ao que me retrucou "queimado!".  

domingo, 3 de abril de 2011

Uma volta no Circuito de Tarumã com Pedro Garrafa



Caro amigo Rui

Como não poderia deixar de ser um pedido do Rui, para mim, torna-se uma ordem.Olhem só o que ele me pediu:uma volta pela pista de Tarumã-RS, o circuito mais rápido do Brasil.
Vou tentar relatar uma volta com a experiência que tive com os Speeds, pois na época em que corri lá foi exatamente com o meu Speed 1600, ainda com motor a ar.
Fazer uma viagem saindo de São Paulo, para o Rio Grande do Sul, para correr,pode até parecer para alguns pura loucura, ainda mais puxando uma carreta com um carro de corrida, um monte de tralhas como: motor, cambio, rodas com pneus e mais um monte de peças de reserva, percorrer mais de 1.300 kms, só de ida, pois tem também a volta a mesma distancia, e lembrando somente com recursos próprios, quero dizer sem patrocínio nenhum, realmente é só para quem é louco e muito apaixonado pelo que faz e pelas corridas. Não deixa de ser uma emocionante e cara aventura, mas eu fazia isso com o maior prazer (pois tudo o que vi e participei jamais conseguirei esquecer), e também por profissão.Quero dizer, eu conseguia unir o útil ao agradável, pois não só das corridas eu vivia, e sim da venda dos produtos que fabricava e negociava, e também dos carros que montava, isto é, eu fazia de um hobby a minha profissão, e foi assim por um bom e inesquecível tempo, que me levou a conhecer e andar em todos os autódromos do Pais, que existiam naquela época.
Para uma viagem dessas saímos de São Paulo já na madrugada da 3º feira, pois tínhamos uma longa distancia a percorrer, contando também com possíveis imprevistos na estrada, onde praticamente passávamos durante dois dias viajando, com chegada na pista prevista para a 5º feira. Primeiros passos e contatos feitos com a administração da pista e Federação local, partíamos para reconhecimento da pista, alojamento para todo o material e veículos e também hospedagem para mim e equipe.
Para nossa alegria e sorte, o pessoal do Sul em geral, é altamente hospitaleiro e amigável, por isso que lá se pratica um automobilismo INCOMPARAVEL, a qualquer outro estado no Brasil, (não querendo desmerecer nenhum dos outros estados que tive a oportunidade de estar e participar de provas). É que eles tem muita tradição, eles tem o automobilismo no sangue e no coração, igual a eles não existe outros. Digo isso porque,quando da ocasião dessa corrida fomos muitíssimo bem recebidos por todos de lá ( evitarei citar nomes, pois foram tantos e corro o risco de esquecer de alguém), mas tem um que não posso deixar de citar o inesquecível e querido amigo, o preparador Hamiltom, que nos acolheu como verdadeiros irmãos, e também porque eu era o único louco que vinha de São Paulo para participar com eles de uma prova em Tarumã-RS.
Convém lembrar que na época meu Speed, obedecia ao regulamento paranaense, que era bem diferente do regulamento gaúcho, portanto para me enquadrar e ter condições de participar juntamente com os demais, tive que efetuar algumas modificações em meu carro, portanto tive que também tomar emprestado um jogo de rodas e pneus aro 13, pois originalmente eu corria com aro 14.Não precisa nem dizer que o  comportamento do carro tornava-se bem diferente, inclusive até mais rápido, porem não podia fazer muita coisa pois alterava-se também a relação de cambio, que não pude mexer, então tive que me adaptar com o que tinha no momento.
A volta que o Pedro descreve é deste cockpit.
Templo Gaúcho da velocidade.

Vamos então para uma volta na pista mais rápida do Brasil:

-Saindo dos boxes, já adentramos na reta de chegada bem próximos a temida e assassina curva 1 (lembrem-se do Giovanni Salvatti e alguns outros), ainda não temos uma noção de giro nem velocidade, pois estamos começando a acelerar.
-A curva 1 alem de ser longa e de altíssima velocidade, é também desafiante e temida pela maioria dos pilotos, pois no nosso caso (obedecendo as características técnicas do carro utilizado) tem que ser feita em 4º marcha e com o pé embaixo, pois já estamos vindo na reta em descida e no embalo, é só dar uma pequena aliviada, apontar o carro, sentir se está seguro, e cravar novamente o pé embaixo, trabalhando o volante para dentro, pois ela te joga para fora, fazemos ela a aproximadamente 186/188 kms p/hora a um giro de quase 6.100 rpms.
-Breve alivio na reta pequena que antecede a curva 2, só dá para dar uma rápida olhadinha nos instrumentos, e continuamos acelerando sempre em 4º marcha, seguindo para a curva 3, também suave e rápida,e nessa altura com o motor cheio, giro alto a aproximadamente 5.500 rpms.
-Estamos a frente na entrada da Curva do Laço, freiada forte e redução brusca, alias a única, pois seguindo adiante é só pé embaixo, praticamente sem mudança de marcha, logicamente dependendo do carro e de como o piloto poderá mante-lo dessa forma.
-Saindo da Curva do Laço, um trecho de duas curvas bem suáveis, a curva 5 e a curva 6, praticamente retas e rápidas, que antecede a temida Curva Tala Larga.
-A Tala Larga, é um cotovelo em descida, onde exige-se grande perícia e sangue frio dos pilotos.O giro é bem instável, e não se dá tempo nem de ler os instrumentos, a concentração tem que ser total, pois um instante de desatenção, coloca todo o trabalho da volta em risco e consequentemente na corrida também.
-Feita a Curva Tala Larga , entramos num pequeno trecho também rápido, que antecede a curva 8, giro alto aproximadamente 5.800/5.900 rpms.
-Estamos na entrada da curva 9. Curva bastante desafiante, pois também tem redução brusca, não se pode deixar o motor cair de giro, e será preciso entrar e contornar bem ela, para se poder sair também em velocidade boa, pois a mesma antecede a reta de chegada que tem um trecho em subida, depois muda para descida, giro constante na entrada da reta em torno de 5.900 rpms, e pé embaixo ,aproximando-se da descida, ponto de altíssima velocidade, e tendo pela frente mais uma vez a temida curva 1.
-A volta é tão rápida, que parece que o circuito é pequeno, porem super desafiante e agradável de se pilotar, e também impossível de se esquecer.......

Claro que hoje a época é outra, os carros são ainda muito mais rápidos, eficazes e seguros, mas tentem imaginar a quase 20 anos ou mais atraz, como era empolgante e maravilhoso pilotar numa pista dessa, sem muita tecnologia e sem muito recurso, apenas no braço , apenas na raça e na vontade de se fazer o melhor a cada volta.

É impossível de se esquecer, e quem teve a sorte de viver isso jamais esquecerá.........

PEDRO GARRAFA

Abaixo algumas fotos de Arturo Fernandes em Tarumã, acredito ser no Campeonato Brasileiro da Divisão 3. Agradeço a meus amigos Pedro e Arturo eles bem sabem que este nosso espaço está sempre aberto para suas histórias e fotos. Um abração, Rui.



Arturão na curva UM, Voltaire Moog, Janjão Freire. 

Curva Nove.

Arturão tomando o Laço.

Arturo entre a Um e Dois, #72 Aroldo Bauermann e #47 de Janjão Freire.