A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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sábado, 31 de outubro de 2026

O banco ...

 


 1978 - Eu tinha comprado o VW D3 de Luiz Pereira Bueno, carro que havia corrido com as cores da Hollywood, como já contei aqui, que veio com um banco concha me parece como os que vinham nos bugues. Eu tinha um cinto de quatro pontos que abandonei comprando um Willians de seis pontos, e quando fui testar pela primeira vez o carro senti uma certa insegurança, parecia que dançava no banco, apesar de usar o seis pontos bem apertado, como  deve ser.

Outros tempos, não havia bancos especiais no mercado, então ... A ideia foi chamar meu amigo Ricardo Bock com suas  habilidades manuais e intelectuais! Com fibra de vidro ele aumentou as laterais e o assento, ficou uma maravilha.

Chegando na oficina lá foi o Chapa - Flávio Cuono - instalar, lembro que eram quatro parafusos grandes que seguravam firmemente o banco no chassi.

Acontece que eu havia engordado, talvez uns vinte quilos, e quando lá estava a preciosidade instalada o Chapa vira para mim e fala ... 

" Ficou muito bom, é maior que o Banco do Brasil!"

A decoração e adesivos também foram feitos pelo Ricardo.

 Quando estava postando a bela reprodução do carro do Ricardo e vi o banco foi a primeira coisa que lembrei, sozinho ri à vontade!


Saudades do Chapa.

Valeu Ricardo!

Rui Amaral Jr


         

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Coisas do Ricardo ...

 

 Há cerca de mês e meio estive na casa de meus amigos Vera e Ricardo, então a maravilhosa obra que mostro estava apenas com chassi pronto, a carroceria era apenas o molde. 

Agora há pouco recebo deles a obra acabada, feita e moldada inteirinha pelo Ricardo, com apenas umas poucas peças moldadas em 3D. 





Um dia conto para vocês uma história dos bancos! 

Até o chicote elétrico!



A escala é 1/24.


Box em Interlagos, hoje autódromo José Carlos Pace, deve ser 1978, na carreta meu #14. 

 Com carinho para os queridos Vera e Ricardo, e também para o Rafa, filho deles que está na Alemanha.

Abraços

Rui Amaral Jr


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coisas do Ricardo ...

No diorama Ricardo e o bug, como na foto abaixo!


 

Comecinho da década de 1970 Ricardo entra na FEI - Faculdade de Engenharia industrial -, em sua primeira conversa com o mestre Rigoberto Soler, este lhe pergunta seu objetivo ao entrar na FEI ao que Ricardo responde “construir um carro”, ao que Soler retruca “estude cinco anos aí …” .Ricardo vai para casa e imediatamente começa o projeto e a construção de seu primeiro carro, para o total desespero de sua mãe Dona Isabel e seu pai João Bock. “Seu” João era meteorologista com formação militar na FAB e depois com cursos no Panamá e nos EUA, e digo modestamente o Papa deles, Dona Isabel professora.

E foi naquela casa, perto do Aeroporto de Congonhas, onde Dona Isabel mora até hoje, que vi duas criações de meu amigo, o bugue, e a réplica em madeira balsa da Lancia/Ferrari D50, a soberba criação de Vittorio Jano que deu a Fangio seu quarto título mundial. Talvez uma premonição do que Ricardo viria a fazer, em seus carros, e depois como professor da FEI, em suas inúmeras criações com seus alunos. 

Do bugue pouco me lembro, ontem conversamos longamente sobre. Mas da réplica lembro bem de nossas longas conversas sobre ela, desde o dia que ele me mostrou a réplica dos carburadores, no ano passado, que vocês verão nas fotos. Na réplica Ricardo contou com a colaboração, paciência e dedicação da querida Vera, casados há mais de quatro décadas, é ela quem dá o “suporte técnico” para as loucu… Ops… Obras dele. 

Nas fotos o diorama feito por ele e fotos diversas da etapa de construção. 


O diorama.




O bugue.


“Comprei os pneus traseiros do Camilo Christofaro, aro e tala de quinze polegadas. As rodas foram feitas no bairro de Santana, com o Christo Veloso, da Big Tala, que montava triciclos. Depois, foram cromadas na Rua São José no Butantã.

O chassi comprei zero do piloto Jean Dufaux. Cortei o chassi reduzindo em trinta centímetros a distância entre eixos, e a bitola em dez centímetros, trabalho feito pelo Miro e o Alfredo. Do feixe de molas, da barra de torção traseira, tirei metade delas, já que o bugue ficaria bem mais leve que um VW. 

A fibra e a resina comprei na Gassplac, e era muito cara, onde aprendi a usar com o sr João.

Troquei o óleo dos amortecedores por um mais fino, assim como na barra de torção, para se adequar ao peso menor do bugue. 

Os discos e pinças de freio usei os do Corcel, desenhei a peça, e quem confeccionou para mim foi o senhor Ângelo, da ENVEMO. Foram as primeiras feitas no Brasil. A suspensão dianteira mantive a do VW sedan.

  O motor; Comprei parte na oficina do Canguru, onde era amigo dos mecânicos, entre eles Guilherme e o Chacão. Tinha válvulas de admissão de 40 e 37 de escape, a bobina era a Azul da Bosch, usava gasolina comum, o comando de válvulas era um Puma P2. Poli e cromei todas as peças expostas do motor, para isso contei com a ajuda de meu primo Reinaldo e o Léo.


Desenhei todo projeto na parede da garagem da casa de minha mãe, em algumas telas de Eucatex e madeira, compradas por meu avô. O portão antigo cobri com jornal e cola, como é feito nos aviões ( gope ) para a minha privacidade.


Ricardo”


Fotos da construção.



























 

 Tempos atrás o Ricardo soube com quem estava o bugue, caso alguém saiba onde encontrá-lo por favor avise.


Aos queridos Vera e Ricardo.


Abraços a todos.


Rui Amaral Jr