A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O TEMPLO DO SUL

 

Pedro Pereira Carneiro, Opala Divisão Três.


“...e vai ser dada a largada!”, dizia a voz emocionada de Pedro Carneiro Pereira cinquenta anos atrás. Marcava assim, o início da saga da pista mais veloz e desafiadora do Brasil. 

Clovis

Leonel

Claudio

Ferri


Tarumã, com todas as suas curvas de alta, média e baixa velocidades, para fortes e corajosos enfrentarem. Alguém disse “heróis”? Sim, a pista de Viamão tem heróis. Clovis de Moraes; Amedeo Ferri; Leonel Friedrich; Walter Soldan; Jorge R. Fleck; Giovanni Salvati; o próprio Pedro Carneiro Pereira e tantos outros que dentro de seus limites tiveram momentos felizes, marcantes, cruciais, inesquecíveis. Curva 1, quem não eriça os pelos da nuca ao contorná-la? Ou a sua sequência, a Curva 2? A Curva 3 te prepara para os segredos da Curva do Laço; decifrá-la te permitirá se dar bem no famoso cotovelo em descida, a Curva do Tala-Larga; respire, e aprume-se para a Curva 8, onde dependendo do que sabes, poderás chegar forte na decisiva curva 9, importantíssima para vir tempo (ou não) e seguirá em frente para outra volta. Volta da vida? Sim, portanto acelere, pois a corrida não terminou e os adversários não são páreo. Parabéns, Templo do Sul, pelos seus cinquenta anos. 

Quem venham outros cinquenta, praça dos sonhos e desejos. 

Feliz Aniversário.

O projeto inicial previa uma variante, onde ficam os boxes...





Autódromo Internacional de Tarumã, 08.11.1970.

 

CARANGUEJO


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Rio Negro - Tragédia na Um -

 

Quatro Rodas Julho de 1962

 Ontem quando mostrei o Camilo no Porsche 550 RS não havia lido o recorte da QR que o Romeu havia enviado. A trágica corrida e suas consequências. Mais tarde o Romeu comentou no post, e esclareceu tudo...
"Rui essas fotos que mandei, são do dia 20/05/62. Nessa prova morreu o piloto Rio Negro, que partiu ao meio ao bater nos eucaliptos da curva 1, a Ferrari 290MM, que era do Agnaldo de Góes. Na foto 2 além do Camilo, estão o Rio Negro ao lado do Porsche 550,#8A, atrás o Celso L. Barberis, com a Maserati #28 e ao lado dele o Celidonio com outra Ferrari #66." Romeu Nardini.

Camilo Porsche 550 RS, ao seu lado Celso Maserati 300S, atrás Celidonio Maserati e Rio Negro com a Ferrari MM. 

 Sobre o acidente já ouvi tantas histórias. 
Histórias de amigos mais velhos e que correram em outras categorias no mesmo dia.
Uma delas que é factível; Agnaldo não poderia correr por motivos outros, cedeu a Ferrari ao Rio Negro apenas para completar o grid de cinco carros, o mínimo para uma largada. E que o combinado foi que ele largasse e desse apenas uma volta, para em seguida abandonar.
Outra conta que a Ferrari tinha a pedaleira com os pedais de freio e embreagem invertidos, e ao frear para a curva Um ele havia cometido algum engano.  

O certo é que na verdade a Ferrari, um verdadeiro carro de corrida, complicado de pilotar. Diferencial autoblocante, cambio seco, as marchas não eram sincronizadas, e por aí vai.

Meu irmão Paulo me contava sempre de sua experiência com uma Ferrari que seu amigo Agnaldo - Araujo de Goes Filho - queria vender para ele, não sei se o mesmo carro. Contava sobre o cambio seco, da violenta resposta do motor. Cerca de cinco anos atrás, após a mote de meu irmão, conversando com um concunhado dele, o Carlão - Whitaker Sobral -, ele me contou que saiu algumas vezes com o Paulo na Ferrari, e que realmente mesmo nas ruas era complicado dirigir o carro.


 

 A triste verdade é que a tragédia de Rio Negro é uma daquelas que ficará eternamente sem que ninguém saiba o verdadeiro motivo.

Obrigado Romeu.


Rui Amaral Jr 

Depois da tragédia Agnaldo deu a suspenção traseira da Ferrari ao Camilo, na foto ele fazendo  a adaptação em sua carretera. Vê-se claramente o De Dion, as molas semi elípticas ao alto, a ponta de eixo sem os tambores de freio. No painel o volante que parece de uma Ferrari.  

Celidonio larga em sua última parada no box, para vencer em dupla com Camilo, as Mil Milhas Brasileiras de 1966.

   









quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Camilo e o Porsche 550 RS


 Nas duas fotos que recebi de meu amigo Romeu Nardini o Camilo pilotando o Porsche 550 RS. A foto deve ser de 1959/60, o carro ainda estava vermelho, a mesma cor que o Celso usou. Já em 1961 ele foi comprado por meu pai e meu irmão e Luciano Mioso correram os 500 KM de Interlagos com ele.
Não encontrei nenhuma referencia sobre a corrida, deve ser, como se vê na ponte, a comemoração do aniversário da ACRSP - Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo - vou fuçar mais e conto assim que encontrar. 
Não sei a autoria da foto, mas assim que requisitado colocarei os devidos créditos!


#8 Camilo, duas Maseratis e atrás dele o que acredito ser uma Ferrari, igual à que meu amigo Adolfo Cilento teve muitos anos depois.
E para não esquecer o grande ídolo, na foto de meu amigo Mike Mercede, Eduardo Celidonio parte para a vitória nas Mil Milhas Brasileiras de 1966...


Rui Amaral Jr



domingo, 1 de novembro de 2020

Amadeu Rodrigues - 6 de Agosto de 1955 - 31 de Outubro de 2020

 


  Excelente filho, marido e pai, é com muita tristeza que transmito à vocês que ontem por volta da 23h meu amigo perdeu a vida. Voltava de Goiânia  da prova de Endurance, com sua mulher e equipe, quando sua van bateu numa carreta estacionada a beira da pista. Nada de muito grave aconteceu aos outros ocupantes.

Amadeu vivia para família e para o automobilismo. Guerreiro, batalhador, conseguiu montar uma grande equipe.

A sua mãe, mulher e filhas minhas mais sinceras condolências.

Deus o tenha.

Rui Amaral Jr

  


Largando na pole em Interlagos, ao seu lado Arturo, mais atrás dois outro amigos queridos, Jr Lara e Zé Romano.


Vencendo no Rio.
Interlagos- 4º ao lado de Zé Romano.

Com o #40 ao meu lado em Interlagos - Foi uma honra dividir as pistas e amizade com você meu amigo, descanse em paz.

PS: Hoje por volta da meia noite e pouco liga o Julio Caio com a triste noticia, atônito ainda não sabía os detalhes do acidente, logo liguei para o Arturão que ainda não sabia. Hoje infelizmente tive que conversar com o Ricardo Bock, abalado com a notícia. Todos atônitos e muito tristes com a perda do amigo.