A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CHAPARRAL 2J

Jackie Stewart e o Chaparral 2J , 1970 série CanAm .

A Chaparral Cars , criada por Jim Hall e James Sharp , decide no final de 1969 abandonar a categoria Esporte Protótipos por uma série de razões e volta-se à CanAm campeonato na época de muito prestigio disputado no Canada e EUA , dominada então pela MacLaren . Com a chegada dos novos pneus de perfil baixo e muita aderência ( pré slic ), os dois Texanos , projetam um carro para aproveitar a nova tendência . Extra oficialmente sempre contaram com o apoio da GM , embora essa negasse , e agora junto com a Firestone , construíram o primeiro carro a adotar o efeito solo . Ao contrário de Chapman que aproveitava o ar que passava por baixo do carro , eles "simplesmente" construíram ventiladores , tocados por um motor de dois cilindros e 45 hp , para sugar todo ar debaixo do carro e cola-lo na pista .

Vic Elford , Chaparral 2J , 1970 .
Para isso contavam com saias em toda volta do chassi , eram feitas de um material novo o Lexan , apoiadas em laterais com molas pressionavam até que tocassem no solo , e com o ar aspirado pelos extratores grudavam o carro a pista . Junto com os novos pneus Firestone o carro vai para pista e se torna imbatível . Ao contrário do Lotus que precisava de velocidade para aumentar a aderência , o Chaparral 2J tinha aderência em qualquer tipo de curva , pois o efeito solo estava sempre sendo produzido pelos extratores de ar .



A pelicula de Lexan que com o motor de 45 hp que sugava o ar , grudava o carro ao solo .
Seu motor era um Chevrolet de 7.600 cc , o cambio como nos carros de Esporte/Protótipos automático de duas marchas . Suspensão por triângulos seu esquema de chassi era convencional .
Sua estreia foi em Watkins Glen pilotado por Jackie Stewart e depois por Vic Elford . O carro era simplesmente muito mais rápido que os outros , freava e fazia qualquer curva numa velocidade muito superior aos demais .

O motor do extrator de ar tinha 45 hp e as rodas traseiras de 15 pol de largura .

Detalhe da grande quantidade de detritos jogada para trás do carro . O recente episódio Baricchelo/Massa mostrou como são perigosos os detritos jogados pelos carros da frente .

Seu grande problema era a enorme quantidade de sujeira jogada para traz , o que prejudicava os outros pilotos . Como nenhuma equipe conseguia segurar a Chaparral começaram as reclamações contra o carro , e no final de 1970 a FIA decide proibir os ventiladores . Era o fim dos Chaparral..



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TARUMÃ por Junior Lara Campos .




Tarumã, 5 curvas a esquerda, sendo 1 de baixa e 1 de media e 3 de alta, a direita tem 2 curvas de baixa, vou descrever, reta do box, curva 1 e 2 a esquerda de alta velocidade, reta para curva do laço a esquerda de baixa, reta com uma perna a direita e curva do tala larga a direita de baixa, reta em curva a esquerda para curva 8, ja na curva 9, de media, reta do box, completamos a volta, vale lembrar que esse autodromo não tem area de escape, errou, é muro.....

Meu carro estava fazendo sua 2 corrida, feito pelo engenheiro e preparador Milani, muito caprichoso em tudo que faz, sendo um carro com varias alternativas de regulagem, suspenção trazeira idependente, 5 posições de barra estabilizadora, 4 posições de pressão de freio traseiro, regulagens essas acionada por mim com o carro em movimento e muito tinhamos a fazer nele ainda já era novo e muito competitivo.

Estavamos bem nos treinos, sempre entre os 4 primeiros, pois o autodromo de Tarumã era casa do gaucho Fernando Moser, traçado com curvas de alta velocidade cheio de manha, muro colado na pista, ele conhecia como ninguem, estava com os melhores tempo sempre, mas na classificação ia ser uma boa briga.

No treino andei algumas voltas atras do Moser, e percebi que era mais rapido que ele na curva 8 e 9, estas curvas são dificeis mas acertando elas vem tempo em Tarumã, pois antecede a reta dos box que é em subida, ( pra quem ja correu em Tarumã sabe que a curva 8 e 9 são de alta velocidade e não aceita erro) estava certo, verão mais a frente o que conto.

Regulando minha barra estabilizadora traseira de dentro do carro, ninguem tinha esse dispositivo na Divisão 3, coseguia alterar o comportamento de meu carro em curvas de alta e baixa velocidade e sebendo que na curva 8 e 9 era onde vinha tempo em Tarumã, estando eu com o 3 tempo em minha 2 volta, quando estava no meio da 3 volta na curva 8 de alta, sai rodando e fui bater no passat do Waldir Silva que estava parado em lugar improprio, ele tinha estourado seu motor e derramou muito oleo na pista, ta esplicado minha rodada, com a batida que dei de trazeira no carro do Waldir, entortando meu escapamento, sai do carro pois o lugar era perigoso, mas não passou 2 minutos vem rodando tambem o Claudio Gonzales, e foi parar no meio para a frente do meu carro, danificando bastante meu carro, principalmente minha suspenção dianteira lataria etc, nesta altura tinha sido interrompido a classificação, estando o Moser na pole, Arturo, Mogames, Lara, Amadeo Campos.

O "gaucho boa gente" termo que chamava o Fernando Moser, me apresentou um amigo seu não me lembro o nome, era dono de oficina mecanica em Porto Alegre, este todo animado se prontificou a arrumar meu carro, foi a noite toda funileiros desamaçando e roconstruindo a lataria, o Milani meu preparador cordenando a montagem da nova suspenção dianteira, troca do motor, enfim no dia seguinte estava la o carro pronto para largar, nem acreditei.

No treino pela manhà, sai com cuidado testando tudo e logo percebi que tinha ficado muito bom meu carro, o novo motor que era um canhão, sendo que o Milani meu preparador só me contou depois da corrida que havia entortado a cabeça do chassi de meu carro, mas compensaram com calso sei la do que. ( pro leigo a cabeça de chassi é onde é fixada a suspenção dianteira do carro)

Na largada pulou o Moser na frente seguido pelo Arturo, Amadeo, Lara e Mogames que nào largou bem, completando a 1 volta o Moser um pouco distante, Arturo, Amadeo, Lara, Mogames. Meu carro estava otimo, e logo percebi que tinha condições de passar o Amadeo e o Arturo que ja vinham disputando posição, iniciamos a 5 volta ja vimos o Moser encostando com seu motor quebrado, eu sabia do potencial de meu carro na curva 8 e 9 e foi la que foi a diferença, saindo bem para a subida da reta do box colado no Amadeo este colado no Arturo, o Amadeo tira o carro dele para a direita e eu tiro para esquerda ficando entre o muro do box e o Arturo, passamos os 3 emparelhados em frente ao box, iriamos disputar a curva 1 que é de alta e só cabe 1 carro nela, sai na frente dos 2, nem eu acreditei, mas estava usando pastilhas de freio importadas ultra macia, liderei por mais 2 voltas, um vazamento no filtro de oleo, provalvelmente na pressa não foi apertado devidamente, ficando sem oleo e meu motor quebrou, por isso os comentarios das revista e jornais desta ultrapassagem.

Na segunada larguei em ultimo, a corrida estava perdida para mim, pneus novos e novo motor, posso dizer, como judiei deste motor, todas trocas de marcha a 8.500 RPM, cheguei em 3 junto com o Amadeo Campos e Arturo que ganhou.

sábado, 26 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ALGUMAS FOTOS

Campeonato Brasileiro de Kart , Chapecó/SC , Ayrton no cartaz
Ayrton Senna F.Ford , em seu ambiente natural .

Ayrton Senna F. Ford
Hot Cars os Passat já dominavam o Junior 1º VW está em 7º .

Paulo Prata , Maverick D 3

Agradeço as fotos aos amigos Orlando Belmonte e Junior Lara Campos .

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Castro Prado




Antonio Castro Prado , Formula Super Vê .


Recebi hoje de meu amigo Junior ( Lara Campos ) estas fotos do Antonio Castro Prado , em uma época em que eu estava totalmente afastado das pistas e não cheguei a conhece-lo pessoalmente , mas tínhamos alguns amigos em comum .

Nunca vou esquecer uma corrida sua na chuva , acho que nesse Super Vê da foto , chovia em Interlagos , e ele na liderança fazia a curva do "Laranja" totalmente de lado , num sobresterço induzido , pilotando com a mão direita enquanto com a esquerda apoiava o capacete . Na chuva e com um monte de feras em seu encalço !!!! Não lembro se foi em 198o ano em que foi Campeão Brasileiro de Formula Super Vê .

Saiu de cena numa daquelas infelicidades que sempre levam os campeões , treinando em Guaporé de Formula 2 , após fazer a pole saiu depois de almoçar para dar umas voltas na pista e não percebeu que após terminar o treino classificatório haviam colocado um tronco de eucalipto na saída dos box justamente à altura da cabeça de um piloto em um F2 . A batida foi fatal .

Naquele ano ( 1981 ) liderava o 1º Campeonato Brasileiro de Formula 2 , e havia vencido a primeira prova da temporada em Brasília e a quarta em Goiania .




Castro Prado com um Avallone D4 da equipe de L. A. Grecco .


Com um March Esporte Protótipos até 2 litros

Agradecemos as fotos a Margarida e Fernanda primas de Antonio Castro Prado .


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quando elas sabem mais do que eles!!!!!!!

Sábado passado quando terminei de escrever sobre o X20 fui olhar meu outro blog e com surpresa vi uma nova seguidora , alem do Édo e do Fred que sempre me prestigiam tinha uma nova seguidora , a Leandra . Cliquei em sua foto e descobri que ela também escreve um blog , e dirige um centro automotivo e como minha Cláudia é pedagoga !!!Nas suas postagens ela conta como é seu convívio na sua empresa com homens , nenhum admite que uma mulher saiba sobre carros mais do que eles , e nas suas entrevistas para sites e outros meios de comunicação a reação dos homens é absurda . Já escrevi sobre a Lella , Danica e Mouton três mulheres que venceram muitos marmanjos , outro dia mostrei três beldades junto com as Ferrari , e logo em seguida lembrei de minhas queridas amigas Elisa e Graziela antigomodelistas e que entendem e muito sobre carros .

Elisa e o " Flecha de Plata " no Museu Fangio .
A Elisa alem de ser antigomodelista , promotora de eventos tem um site o ANTYQUA e escreve um blog em que mostra suas andanças pelo mundo dos carros antigos com muita propriedade e conhecimento . Ao ler sua postagem " Festival de Relíquias - Os Argentinos " fiquei até emocionado pelo jeito como ela descreveu os construtores de carros antigos Argentinos . Alem de tudo é Diretora Executiva do Mercedes Benz Club Brasil e Diretora Regional -PR da Federação Brasileira de Veículos Antigos . Graziela Rocha

E a Graziela então , achei-a escrevendo sobre carreteras no site ANTYQUA , antigomodelista escreve um blog que mostra os dragsters e arrancadas . Escreveu para nós no " Histórias " a corrida " 500 KM de Porto Alegre " e " Orlando Menegaz " duas postagens com ótimos textos e que fizeram um baita susseço . É sobrinha neta de Orlando Menegaz , filha de Nelson Rocha que acompanha corridas desde os áureos tempos .


Elisa seu amigo que corre na GT3 , Enzo Monteiro do Nascimento , e Nelson Rocha

Sidney e Dani Frigo , Nelson e Graziela .
Em seu blog Graziela conta a vida da família Frigo , Dani e Grandão seu marido . Dani piloto de dragster , mãe de três filhos um casal de gemeos com 9 anos e um filho com 6 anos , todos pilotos de dragsters . Dedicada ao que faz pilota seu dragster resoluta enfrentando qualquer desafio .

Leandra
Por fim a Leandra , não a conheço , mas lendo seu blog vejo que é uma batalhadora , pedagoga como minha Claudia , dirige seu centro automotivo e escreve muito bem em seu blog . A homenagem que escreveu a seu marido Dyonisio é algo imperdivel .

Como se vê os comentários maldosos que fazem a respeito da mulher que lida com automóvel e automobilismo é puro preconceito de quem deve entender do assunto muito menos do que elas e com isso se sentir diminuídos . Poderia descrever aqui de mais uma dezena de mulheres que lidam com automobilismo , Bia Figueiredo , Christina Rosito , Graziela Fernandes mas resolvi escrever de minhas duas amigas Graziela e Elisa e da Dani e Leandra que não conheço .
Inteligentes , bonitas elas sabem o que fazem e entendem de carros mais que muitos marmanjos .

Elisa Asinelli do Nascimento

sábado, 19 de setembro de 2009

FEI X20

O X 20 no pátio da FEI , será que o professor respeitou aquela placa de 20KM/H ?
O X 20 exposto no 25º Salão do Autimóvel .

Quinta feira umas 16.30 H toca o telefone , "alô" do outro lado "Ruizão andei no carro!!!!" só podia ser o Ricardo , me vem a cabeça o carro com motor 1.0l biturbo que ele está preparando para bater o record Brasileiro de velocidade . Tem um motor com mais de 700 HP e dele se espera uma velocidade superior a 500 KM/H . "Nem me avisou " ai ele me explica que o carro que ele andou é o FEI X20 , carro concebido e executado por ele e seus alunos do Curso de Engenharia Mecânica Automotiva da FEI , um dos mais qualificados centros de engenharia do planeta , onde o Prof. Ricardo é coordenador .
Ele conta que o carro andou pela primeira vez , pelo pátio da FEI , foram só umas voltinhas e fico imaginando a emoção do Ricardo , guiando aquele bólido , com motor Corvette de 7 l , 550 HP e um torque de 70KG , seu cambio é um Porsche de seis marchas montado de cabeça para baixo , para se acoplar ao motor . O carro é todo de alumínio e ao contrário do divulgado no Salão seu peso é de apenas 750 KG o que dá uma relação de peso/potencia de 1.3 KG por HP , imaginem o que deve andar !!! Ele conta que o X 20 acelera de 0 a 100 em 3.5s e que deu uma voltinha pelo pátio da FEI devagar , DUVIDOO!!! , em algum lugar e com segurança ele deve ter no mínimo esticado a 1ª e colocado a 2ª só para sentir a sensação . Me convidou a andar no X 20 em um evento que acontecera dentro de pouco tempo , e para concluir o papo falamos mais umas 2h , quando ele lembrou que tinha me ligado para dar um recado de outro amigo !!!!
Tchau Ricardone , meu amigo gênio , que faz o que gosta , carros , ensinando e preparando os futuros engenheiros automotivos brasileiros . Beijos para D.Isabel , Vera , Rafa enfim toda família.
Agradeço a Luciana assessora da FEI o envio das fotos .

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Haroldo Vaz Lobo por Ari Moro

1) Nos dias 26 e 27 de novembro de 1960, foi realizada, no autódromo de Interlagos, em São Paulo/SP, a V Mil Milhas Brasileiras, a mais importante corrida de carros do Brasil, reunindo desta vez, 44 carros dos mais famosos pilotos do país. Entre eles estavam as duplas Germano Schlógl e Eugênio Souza, de São José dos Pinhais/PR, com carreteira Ford V8 número 52; Julio Andreatta (irmão de Catarino Andreatta) e Haroldo Vaz Lobo Porto Alegre/RS e Curitiba, com carreteira Ford V8 número 60; Euclides Bastos (Perereca) e José Arnaldo Grocoski, de Curitiba, com carreteira Ford V8, número 86. Isto, além das duplas Catarino Andreatta e Breno Fornari, de Porto Alegre/RS, com Ford V8 número 2; Karl Iwers e Henrique Iwers, de Porto Alegre/RS, com DKW Vemag, número 76; José Ramos e Justino De Maio, de São Paulo/SP, com carreteira Ford V8 número 50; Luis Pompeu de Camargo e Adalberto Aires. De São Paulo/SP, com Volkswagen número 6; e ainda nomes como Raul Lepper e Francisco Said, de Joinvile/SC, com carreteira Ford V8 número 14; Egênio Martins e Bird Clemente, de São Paulo/SP, com DKW Vemag número 18; Francisco Landi e Christian Heins, de São Paulo/SP, com Alfa Romeu JK número 28; e Camilo Christófaro e Celso Lara Barberis, de São PaulojSP, com caneteira Chevrolet V8 número 82.
A foto mostra as carreteiras em frente ao estádio de futebol do Pacaembu/SP - algumas já no solo, outras sendo descarrega das dos caminhões cegonha transportadores - de números 60 (Haroldo Vaz Lobo), 52 (Germano Schlógl), 2 (Catarino Andreatta), 50 (José Ramos) - notem que se tratava de uma carroçaria fordeco, provavelmente 1935; e ainda o Volks número 6 (Luis Pompeu de Camargo); e, o DKW Vemag número 76 - motor 3 cilindros, dois tempos - de Karl Iwers. Ao volante da carreteira 52, que está na rampa do caminhão, quem aparece deve ser Germano Schlógl, que pouco tempo depois faleceria num acidente automobilístico, com essa mesma carreteira, na rua Marechal Floriano Peixoto, em Curitiba. Os carros estavam passando pela vistoria, obrigatória antes da corrida.
Nesta corrida Haroldo Vaz Lobo competiu com a carreteira Ford V8 1940, motor com equipamento Edelbrock. Durante a madrugada, quebrou a caixa de câmbio, mas, mesmo assim, ele e Julio Andreatta fizeram o décimo-segundo lugar.


2)Nesta foto, ainda com a carreteira Ford 1940 e o número 60, Haroldo Vaz Lobo aparece do lado direito do carro, Breno Fornari no centro e, Raul Wigner na esquerda, na véspera do dia da largada da V Mil Milhas Brasileiras, em Interlagos/SP


3) Em Curitiba, na década de 1950, as carreteiras corriam em circuitos como os da rua Marechal Floriano Peixoto, com 5 quilometros de extensão; do bairro do Tarumã, onde hoje está o Colégio Militar e, do Passeio Público, centro da cidade. Aqui, um flagrante da passagem de Haroldo Vaz Lobo com sua carreteira número 5, com a imagem do cachorro galgo pintada na porta equipe Galgo Branco, de Porto Alegre/RS - em frente ao Colégio Estadual do Paraná, já fazendo a curva em direção ao prédio da Reitoria Universidade Federal do Paraná. Isto foi no ano de 1954. Na prova, quebrou uma roda da carreteira. Feito o conserto, Haroldo voltou à pista e conseguiu classificar-se em quarto lugar.


4) Nesta foto, um momento de alegria e glória na vida de Haroldo Vaz Lobo e seu co-piloto José Vera, pai de nosso amigo antigomobilista Vitor Vera. Eles haviam corrido, com o carro que aí aparece - um Chevrolet 1939, com motor Wyne e direito a pneus faixa branca e propaganda do jornal Gazeta do Povo, casa Nickel e Pneus Brasil- na prova de inauguração do Palácio do Café, por ocasião da inauguração da Exposição Internacional do Café, no circuito do bairro do tarumã, em Curitiba e, obtiveram o primeiro lugar. Isto, em 1954.
Do lado direito está Vaz Lobo, ao lado de José Vera, ambos segurando os troféus aos quais fizeram jus. A foto foi operada nas oficinas da Casa Nickel - importadora de veículos da marca Chevrolet - na rua Pedro Ivo. Ao fundo, mecânicos funcionários deste estabelecimento, numa festa de confraternização após a competição.


A vida do curitibano Haroldo Vaz . Lobo, como piloto de carretelras, é mais uma página Importante, gloriosa e cheia de saudade, parte integrante do vasto, emocionante e Implacável livro do tempo, que registra para todo o sempre a história grandiosa do automobilismo de competição paranaense e que nos faz, muitas vezes, chorar ao relembrar os acontecimentos de uma época distante, quando pilotos e mecânicos de carros de corrida superavam as maiores dificuldades para colocar os seus bólidos na pista, por puro prazer e satisfação de proporcionar um belo espetáculo aos amantes da velocidade e, não por Interesses financeiros ou materiais.
Aqui lembramo-nos do que nos disse recentemente outro destacado piloto de carreteira de São Jose dos Plnhais/PR ¬Miroslau Socachewski - a respeito dos seus patrocinadores, no final dos anos 50, Início de 60: "Patrocinador de piloto de carreteira, na minha época"era brincadeira. Um dono de churrascaria, por exemplo, dizia: coloque o nome do meu estabelecimento no teu carro e, depois da corrida venha aqui comer um churrasco de graça: Era assim a coisa e ainda não mudou muito, em boa parte.
Mas,• enfim, Vaz Lobo fez nome e história na direção de uma carreteira e hoje, ele mesmo faz questão de dizer: "Eu não me intimidava com carros mais fortes que o meu. Eu não era daqueles pilotos que deixavam de entrar na pista, quando sabiam que teriam de enfrentar concorrentes melhor preparadqs. Eu participava de todos as corridas, com ou sem chance de vencer.
Dedicamos., hoje um espaço deste jornal a esse memorável piloto e desportista, para que seus fans, principalmente aqueles saudosos que gostavam de ve-lo dirigir um carro de corrida,. das derrapadas, da poeira, do cheiro da gasolina e do ronco dos veoitões, matem a saudade.
Ari Moro

Valeu Ari , um forte abraço.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Coloquei hoje no blog da Cestas uma postagen da revista de Dezembro de 1960 .
http://cestasdenatalamaral.blogspot.com/2009/09/revista-amaral-dezembro-de-1960.html



Quero tocar aqui em um assunto delicado , escrevo nesse blog sobre automobilismo das coisas que gosto , procuro não entrar em polémicas , escrevo sobre os amigos ou pessoas que admiro , procuro sempre mostrar a beleza no seu sentido mais puro .
Meu pai foi empresário , um homem capaz e empreendedor , já feito na vida entrou para politica , nela foi sério , ajudou a criar um partido que na época da revolução iria se contrapor ao partido oficial . Foi um grande brasileiro . Não usou a politica para seus interesses pessoais nem dela se locupletou .
Escrevo tudo isso para mostrar minha indignação em uma matéria que vi na TV neste fim de semana . Uma cantora totalmente transtornada "cantando" nosso Hino Nacional na Assembleia Legislativa , se não me engano de São Paulo . Por si só este ato já seria uma grande falta de respeito , não bastasse a mesma cantora em um programa acho que na segunda ou terça feira , não lembro que canal , pois ao acabar o vídeo que assistia entrou direto a TV , chama nosso Hino de lixo , porcaria .
Eu não a chamarei de lixo ou porcaria , só direi que junto com nossa Bandeira , o Hino é o símbolo da Pátria , e se ela não os respeita deveria ao menos se fechar em sua mediocridade .
Grande falta de respeito alem de chama-la a "cantar" foi também dos presentes ao acontecimento , ninguém , homem ou mulher foi capaz de tirar-lhe das mãos aquele microfone e canta-lo com a dignidade que ele merece .

terça-feira, 15 de setembro de 2009

BELEZA

Ferrari 166 Pininfarina
Ava Gardner

Ferrari 250 California Pininfarina


Grace Kelly

Ferrari 275 Pininfarina

Sharon Stone
Austin Healey e Cida Amaral capa da revista Quatro Rodas Agosto de 1963 em foto de Expedito Marazzi

Maria Aparecida Amaral Lemos

Achei três fotos de Ferrari numa revista jogada em casa , se não me engano a revista "Carro" , da revista guardei apenas essas fotos . Queria mostra-las e contar sobre essas três jóias , melhor que isso juntei-as a três mulheres maravilhosas que mais que qualquer palavra poderiam simbolizar a beleza dos carros . A quarta é minha irmã Maria Aparecida com seu Austin Healey na capa da revista QR por incrível que pareça ruiva , fotografada por meu amigo Expedito Marazzi , abaixo Cida em uma foto de família .





sábado, 12 de setembro de 2009

Danilo Julio Afornali por Ari Moro


"Se considerarmos que esse cidadão lida com mecânica de motocicletas há nada menos que 53 anos, período durante o qual foi mecânico, preparador e piloto, podemos afirmar tranquilamente que ele - Danilo Julio Afornali, curitibano do Bigorrilho, sete vezes Campeão Paranaense de Motociclismo entre 1959 e 1971 - é um "Doutor em Motos". Quem visita sua "clínica de motores", agora no bairro de Santa Felicidade, pode notar, nas paredes, as marcas da sua trajetória motociclística em forma de troféus, diplomas, certificados e fotografias de corridas esquecidas no tempo e, no seu peito e braços, as marcas deixadas por um cabo de aço, fruto de acidente. Lá está ele, cigarro pendendo dos lábios, trabalhando ainda com as motos.
Filho de Paschoal e Lucietta Gans Afornali, Danilo começou a lidar com motocicletas em 1950, com 15 anos de idade, quando seu pai adquiriu uma CZ deste mesmo ano. "Minha primeira corrida de moto - conta Danilo - foi na pista de terra do Itaim, na cidade de JoinvillejSC, com uma CZ pertencente ao curitibano Boguslavo Sunn e preparada por nós dois no porão da casa onde ele moravá. Fiz terceiro lugar depois que a bóia do reservatório de gasolina do carburador furou. Era difícil ganhar dos catarinenses naquela pista, mas, fiquei animado com o resultado obtido e comecei a acreditar em mim mesmo."
Quem não se lembra da pista oval de corrida de cavalos do Jockey Club no bairro do Prado Velho, que depois foi transformada em pista de corrida de motos, em Curitiba? Numa corrida ali, com uma BSA 500 Twin pertencente a Manoel de Alencar Guimarães (Noel), Danilo fez segundo lugar, chegando em primeiro Ferdinando Batschoven, com uma Triumph 500. Na pista de Interlagos, em São PaulojSP, em 1971, Danilo participou das 500 Milhas com uma Ducatti 350, fazendo quinto lugar.
Ainda em Interlagos, na saudosa época das corridas de lambretas (reunindo marcas tais como Lambretta, Vespa, Iso) Danilo participou de uma prova com duas horas de duração, pelo antigo traçado de 8 quilometros de distância. Sua lambreta, carenada, havia pertencido aos famosos irmãos Gualtiero e Paolo Tognochi, tidos como os maiores cobras brasileiros da época no preparo dessas máquinas de 150cc. Danilo saiu na frente de mais de 30 competidores e assim permaneceu até quase o final da corrida, quando, no final da grande reta oposta de Interlagos, furou um pneu e levou um tombo, desistindo.
É bom lembrar que essa lambreta, com rodas, chassi, tanque de combustível, tudo feito em São Paulo/SP, foi recordista de velocidade na pista de Interlagos/SP. Com ela, Gualtiero Tognochi venceu a inesquecível corrida de lambretas entre Curitiba e Ponta Grossa.




O preparo de máquinas para outros pilotos, entre eles Ubiratan Rios, que foi duas vezes Campeão Brasileiro de Motociclismo e uma vice-campeão, sempre foi uma especialidade de Danilo. Em 1982, preparou uma Yamaha TZ 350 (máquina do então campeonato mundial de motociclismo categoria 350) para Bira correr e foi com ele à Argentina participar de prova do mundial. Fizeram nono lugar entre 33 pilotos e Bira terminou a prova com a embreagem danificada.

"A corrida que lembro com mais saudade e emoção - fala Danilo - foi aquela em que, pela primeira vez, um paranaense conseguiu vencer os catarinenses na pista do Itaim, em Joinville. Eles eram imbatíveis lá. Foi em 1962, quando preparei e pilotei uma HRD Vincent 1000cc."
Danilo sempre participou de grandes provas. Em 1976, juntamente com Ubiratan Rios, o conhecido Az do Motociclismo brasileiro Bira, colocou na pista de terra de Joinville uma Yamaha RS 125cc com kit de competição, participando de uma prova de 6 horas de duração. "Fizeram uma sacanagem para nós - conta ele - pois, até 10 minutos antes do término da prova estávamos em primeiro lugar. Daí para a frente os fiscais de pista "se perderam" na contagem das voltas e acabaram por nos classificar em terceiro lugar, dando o segundo ao catarinense Lucílio Baumer, que não aceitou, dizendo que só aceitaria se eu e Bira fossemos considerados os vencedores. " Essa foi a sua derradeira corrida .



Praticamente todas as máquinas antigas existentes no Brasil passaram pelas mãos de Danilo: Ducatti, HRD, Triumph, BSA, Indian, CZ e outras. Como todo verdadeiro motociclista tem uma história triste para contar, Danilo também tem a sua. Em 1967, no Dia das Mães, pegou sua HRD Vincent 1000cc bicilíndrica e foi dar uma volta na Rodovia do Café. Pouco antes do Parque Barigui, em frente a um posto de combustível, notou um caminhão FNM da cidade de Toledo/PR de um lado da pista e outro no pátio do posto. Diminuiu um pouco a velocidade e foi se aproximando, pensando que um caminhão deveria estar manobrando para entrar no pátio do posto e que o outro estava saindo do estabelecimento. No entanto, vendo que os caminhões não se movimentavam, achou que os motoristas dos veículos estavam esperando que ele passasse. Acelerou novamente a HRD e quando praticamente não havia tempo para mais nada, apavoradamente viu que havia um cabo de aço esticado por sobre a pista, unindo os caminhões. "Meu único reflexo foi cortar o acelerador. O cabo atingiu-me no peito e braços e por milagre não subiu, pois, caso contrário eu teria sido degolado. Fui arremessado a distância e a motocicleta seguiu em frente desgovemada, tombando de lado na altura da ponte do rio Barigui. Hospitalizado, Danilo recuperou-se mas, as marcas do acidente ele as carrega até hoje.
Sua primeira oficina mecânica foi montada em 1958, no Bigorrilho, num terreno próximo onde hoje está a Igreja dos Passarinhos. Embora tenha boas lembranças do seu tempo de piloto, Danilo diz que o seu trabalho como mecânico profissional de motocicletas não proporcionou muita compensação. "Um piloto de motos tem que gostar mesmo do metier e ter coragem. Pilotar motocicleta não é para qualquer um".
Casado com a senhora Marisa Rangel Afomalli, Danilo tem três filhos: Marco Aurélio, Marcia Regina e Marcelo Eduardo. Ele é, na verdade, além de famoso preparador de motores de competição, um dos mais importantes pilotos de motocicleta, ao lado de Ubiratan Rios e Nivanor Benardi, que o Paraná já teve. Seu nome está marcado com destaque numa página do livro que conta a história do motociclismo de competição brasileiro. " Ari Moro

Dos exemplares do jornal "CHEIRO DE CANO DE ESCAPE" que o jornalista Ari Moro me presenteou , retiro várias pérolas escritas por ele . Ari que escreve sôbre automobilismo , motociclismo , aviação etc etc sempre com a mesma emoção e personalidade . Leio e releio sempre seus artigos , tentando tirar proveito de suas verdadeiras aulas de jornalismo .

"CHEIRO DE CANO DE ESCAPE" nº 07 Agosto de 2003

Obrigado Ari e um abraço .

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dick Vigarista e os Três Patetas


Acompanho o automobilismo desde os 10 anos, dos meus grandes ídolos Tazio já não vivia mais, Jim ainda não era campeão do mundo, Ayrton não tinha nascido e o Luiz ainda corria de MG.

Lendo ontem no blog do Cezar Fittipaldi ( link ao lado ) em seu post sobre a atual crise Renault/Piquet/Briattore acabei deixando um comentário .
Havia me prometido não escrever sobre o automobilismo atual, mas vamos lá; hoje havia separado algumas belas fotos da Ferrari Califórnia que guardo desde criança fica para outro dia. Desde que Alain Prost colocou propositalmente seu carro contra o de Ayrton naquela chicane de Susuka e não foi punido, contando com a ajuda de um ser que nem merece ter seu nome escrito por quem gosta do esporte, que a coisa anda solta. Me desculpem alguns amigos, o Sergio Berti que num texto seu reproduzido neste blog diz que na FIA não existe gol de mão, e outros. Desde que o Schumacher não foi exemplarmente punido ao jogar seu carro contra o de Damon Hill, e depois contra o de Jacques Villeneuve, punido exemplarmente digo, perdendo todos pontos do campeonato e levando ainda por cima uma suspensão de no mínimo um ano. Nesta época ele e Briattore eram uma dupla, pena, o exemplo ficou.

Casos como o da Áustria não teriam mais acontecido, e muitas outras coisitas muito estranhas, aquela pesada multa imposta a MacLaren, pesada para nós, para eles um pouco de grana a menos no bolso, e ainda devem ter descontado do imposto de renda.
Nós estamos vendo uma guerra em que não há mocinhos, e o pior de tudo, nós nunca saberemos os verdadeiros motivos de tudo isso .
Nós que acompanhamos o esporte e gostamos ficamos sem saber o que pensar, quem estará com a razão? Briattore, Nelsinho, Nelsão, Mosley, Eclestone etc são todos culpados de jogar o esporte na lama. Acho que Alonso numa atitude digna de Campeão deveria devolver seus pontos, mas como ficariam os prêmios, já divididos com os outros integrantes da equipe e o prejuízo para o esporte?
Quem é o Dick Vigarista? E os Três Patetas? Um deles certamente sou eu, que amanhã as 9h estarei assistindo mais um treino e querendo que alguém que realmente represente o pilotasso de ponta faça a pole e domingo esperando uma boa corrida , onde vença o melhor.

Rui Amaral Jr

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Giuseppe Farina - O PRIMEIRO CAMPEÃO DO MUNDO DE FORMULA UM

Nino Farina Campeão do Mundo 1950
Nino Farina com a Alfa Romeo rumo a vitória . 1ª corrida do novo campeonato Silverstone

Luigi Fagioli seu companheiro de equipe e 2º colocado em Silverstone 1950

Como seu mentor Tazio Nuvolari sua tocada era elegante

Finda a 2ª Guerra voltaram as corridas de Grand Prix, para o ano de 1950 a CSI órgão responsável pelo esporte motor resolve estabelecer um novo campeonato, seria o 1º Campeonato do Mundo de Pilotos e a categoria passaria a ser chamada de Formula Um. Pelo regulamento seriam usados os carros que corriam na categoria Gran Prix.
A 1ª corrida do novo Campeonato foi no aeródromo de Silverstone na Inglaterra, este mesmo Silverstone que agora desvirtuado por chicanes o Sr Eclestone quer tirar do calendário da F.I .
No 1º ano as três principais concorrentes eram equipes que já venciam corridas Grand Prix , a Alfa Romeo, Maserati, e Ferrari. Auto Union já não existia e a Mercedes Bens não tinha condições de competir.
Giuseppe "Nino" Farina
Em 1950 Nino já estava com 40 anos e iria competir pela Alfa Romeo, equipe que havia abandonado alguns anos antes e que tantas glórias juntos conquistaram. Tinha como companheiros de equipe Luigi Fagioli e a estrela ascendente o Argentino Juan Manuel Fangio. Farina Doutor em Direito e pilotagem tinha como seu grande incentivador e mentor Tazio NuvolarI que viveu para ver seu pupilo  Campeão do Mundo .
Farina vence a 1ª corrida do novo campeonato tendo Fagioli em 2º, venceu novamente na Suíça, seu companheiro de equipe Fangio vence Mônaco, Bélgica e França voltando Farina a vencer em Monza no GP da Italia tornando-se assim o 1º Campeão do Mundo de Formula Um .
Escrevendo fico imaginando a alegria dos "tifosi" numa época em que a Alfa Romeo era a alegria dos Italianos.

Rui Amaral Jr